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A problemática do limite de empréstimos – quais as consequências?

Com o término dos principais campeonatos na Europa chegou o momento de realizar as alterações necessárias nos plantéis. Todos os clubes passam por este fenómeno, já que os elencos acabam por ter falhas ou necessitam de ser renovados. Uma das formas de introduzir ou excluir atletas do elenco é a execução de empréstimos. Este tipo de transferências permite ter uma série de jogadores sob contrato e a jogar, mesmo que seja em outras equipas. Não é um mau método, porém começou a ser usado a níveis exagerados. Uma equipa com muitas posses pode adquirir um conjunto de jogadores promissores (ou não, como no caso de tantos one season wonders) para os emprestar e mais tarde ganhar lucro com o atleta. No passado, em certos casos surgiu a desconfiança de que haveria algum facilitismo por parte do recetor, nos jogos contra o clube que fornecia alguns membros. Algumas medidas foram tomadas em relação aos empréstimos, nos mais diversos países. Exemplos disso são o máximo de um jogador emprestado por clube ou o impedimento de que o atleta não possa competir contra a equipa com a qual tem contrato.

No entanto, 2022/23 ficará marcado por uma redução brutal no número de emprestados por equipa. A FIFA lançou uma normativa que somente permite que 8 atletas sejam emprestados e outros 8 cheguem por empréstimo. Em 2023/24, este número baixa para 7, e na época seguinte para 6. Os contratos terão uma duração mínima de 6 meses e a máxima de 1 ano. Jogadores com menos de 21 anos ou formados na base do clube ficam isentos desta medida.

Haverão consequências relacionadas com a mudança, especialmente este Verão. A procura por transferências em definitivo será muito maior, com uma montagem de plantel muito mais planeada, contratando ativos com os quais se conte realmente. Manter muitos jogadores sob contrato obrigará a uma despesa muito maior, além de um preenchimento dos quadros com jogadores desnecessários, ou a sua integração em equipas B que têm como missão principal desenvolver jovens e não a de receber “dispensáveis”. Uma forma de libertar certos jogadores é a transferência sem custos com a manutenção de uma percentagem do passe ou alguma cláusula de recompra. Em certos casos isso levaria a um prejuízo brutal, já que os atletas que estão na “roda dos empréstimos”, geralmente foram bastante caros. Esta atitude terá mais sentido em membros com uma idade mais baixa que não têm qualidade para atuar numa equipa A, mas que podem crescer e mais tarde voltar, caso o seu desenvolvimento profissional seja muito positivo.

Em Portugal, principalmente os “3 Grandes” vão ter certas dificuldades em colocar jogadores. Existem outros planteis longos, porém os custos dos mesmos são bastante menos avultados do que os de Sporting CP, SL Benfica e FC Porto. Importa estudar a área das saídas e não tanto a das entradas. Nenhuma das equipas tem somente 8 emprestados. Sporting tem 19, Benfica soma 18 e o FC Porto conta com 9, sendo o que mais se aproxima do limite. Alguns dos casos são de jogadores formados na “casa”, porém em outros existem uma série de investimentos caros.

No caso dos “Leões”, há mesmo muito dinheiro “empatado” em ativos que nunca irão contar. Sporar, Eduardo Henrique, Rafael Camacho ou Battaglia foram aquisições que nunca renderam o prometido, além de terem tido um 2021/22 bastante escasso. Alguém os vai querer adquirir? Irão recuperar na totalidade o capital investido? São duas perguntas com resposta simples. É impossível transacioná-los este Verão por uma larga quantia. O saldo, no caso destes atletas será negativo. Existem outros nomes como Tiago Ilori ou Luís Phellype, que jamais irão dar lucro. Dos atletas que estão por outras paragens, somente há esperança de uma reintegração num longo prazo e essa porta aparenta só estar aberta para Eduardo Quaresma, Jovane Cabral e Gonzalo Plata (Tiago Tomás e Joelson Fernandes estão emprestados por mais um ano).

No outro lado da 2ª Circular, há mais elementos com capacidade de ficarem no plantel principal, já que se planeia uma “revolução”. Chegou um novo treinador com novas ideias, o que poderá dar uma chance a certos jogadores. Florentino ou Jota possuem valias para jogar na Luz, Ferro poderia ser uma boa 5ª opção para o eixo defensivo, se fizer uma boa pré-época, ou Tomás Araújo seja emprestado. Já Pizzi, Yony González, Gabriel ou Conti só representam gasto neste momento, mas devem ter interessados. Apesar da lista ser longa, há mais ativos jovens em comparação com o Sporting. Tiago Dantas, Tomás Tavares ou Nuno Santos possuem uma margem de crescimento maior que Pedro Mendes, Walker ou Filipe Chaby.

Já os da “Invicta” parecem ter uma situação mais controlada. Há emprestados com capacidade de ser integrados por Sérgio Conceição como Sérgio Oliveira ou Diogo Leite (situação semelhante à de Ferro). Os casos mais graves são o de Loum e o de Nakajima, que jamais darão lucro. Nanú ou Carraça podem ser liberados por valores baixos, já que o seu custo não foi significativo.

No entanto há um ponto que estas instituições têm em comum. É certo que querem aproveitar as 8 vagas para colocar atletas com margem de crescimento e que possam competir pela sua equipa num futuro próximo. A grande dificuldade para os Diretores Desportivos será a sedução a outras instituições para adquirir elementos que não contam e que representam encargos elevados. A colocação desses atletas não se aparenta fácil, porque seguramente não querem ter um salário muito menor do que o atual, mas não existem equipas que possam pagar a soma elevada que eles recebem, pois vão ter de ir atuar em equipas com menos capacidade (a não ser que rumem a campeonatos periféricos como o da a Arábia Saudita ou o dos Emirados Árabes Unidos). Um tipo de movimentação que poderá ser concretizado (no desespero), são os empréstimos com cláusulas obrigatórias. O atleta ocuparia uma vaga de 2021/22, mas em 2022/23 é menos um problema.

Outra área que requererá ainda mais estudo é o local para onde serão enviados os jogadores. Ao analisarmos a temporada de 2021/22 dos atletas cedidos por parte das três equipas mais importantes de Portugal, verificamos que poucos conseguiram um desenvolvimento positivo, o que representa um relativo descuido por parte de quem aprovou estas transferências. É importante que haja um estudo relativo ao plantel e tática das outras instituições. Não vale a pena emprestar um jogador se o mesmo não irá jogar muito tempo, ou atuar fora da posição desejada. A estadia num projeto “positivo” é o ideal. Isto aplica-se a todas as equipas e não somente aos “3 Grandes”, já que a promoção dos seus atletas é o objetivo final, seja para venda, seja para aproveitamento próprio.

Em relação às equipas que preferiram ter em 2021/22 muitos emprestados nos seus quadros, vão ter de procurar uma solução diferente. A aposta em membros da formação é a mais óbvia, pois são atletas do próprio clube, não representando grandes encargos. Neste caso, farão menos sentido os empréstimos de jogadores que não venham para ser fundamentais.

Podemos concluir que a partir deste mercado, os empréstimos serão muito mais pensados e em menor quantidade. Para serem realizados, todos têm de ficar a ganhar. É o principio do fim das contratações sem necessidade e das dezenas de empréstimos que certos clubes realizam.

Visão do Leitor: Ricardo Lopes

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

14 Comentários

  • Boris
    Posted Junho 6, 2022 at 10:05 pm

    De modo geral acho uma ótima politica por parte da fifa, reduz a probabilidade dos clubes tornarem-se “agencias” de jogadores e só adquirem jogadores se tiverem planos de os integrar no curto/medio prazo.

    Duas notas:
    Filipe chaby jovem?? O homem tem 28 anos.
    E o Diogo Leite não parece ter qualidade nem para fazer a pré-epoca.

    • Antonio Clismo
      Posted Junho 6, 2022 at 10:48 pm

      No caso do Sporting emprestaram o Rodrigo Rêgo ao Varzim e evoluiu imenso.

      Mantiveram percentagem do passe do Bernardo Sousa (aos poucos a entrar na equipa do Chaves) e do Duarte Carvalho (já se estreou pela equipa principal do Estoril).

      Hugo Cunha e Samuel Lobato foram para Famalicão e as hipóteses de crescerem lá são maiores do que se se mantivessem na formação do Sporting.

      Quando as coisas são feitas com pés e cabeça e os jogadores são colocados em patamares óptimos em termos de estimulos para a sua evolução naquele momento, não tenho dúvidas que todos ficam a ganhar.

      Não podemos ter 80% do talento jovem concentrado em 10% dos clubes e depois não existem políticas de os colocar nos patamares que maximizem a sua evolução..

      • Ricardo Lopes
        Posted Junho 6, 2022 at 11:02 pm

        São bons exemplos de atitudes de mercado que levaram ao crescimento do atleta. O Rodrigo Rêgo tem muito potencial, porém necessita de mais dois anos a rodar até ser considera hipótese para jogar em Alvalade. O Varzim foi um bom teste (embora os resultados do coletivo tenham sido negativos), já que passa a maior parte do jogo a defender, havendo muita insistência neste momento. Um outro empréstimo a uma equipa mais forte da Segunda Liga parece o ideal para 2022/23.

    • Ricardo Lopes
      Posted Junho 6, 2022 at 10:28 pm

      Não disse que Chaby era jovem, mas também está longe de ser um atleta em final de carreira…
      Em relação ao Diogo Leite com as saídas de Mbemba e Marcano, acredito que possa ter a sua oportunidade. Resta saber se a aproveita.

  • Manel Ferreira
    Posted Junho 6, 2022 at 9:28 pm

    Bom texto.
    O limite dos empréstimos – seja o que já existe em Portugal há uns anos, seja o que agora vai ser implementado pela FIFA – é daquelas medidas em que é quase impossível encontrar um ponto negativo. É positivo para todos, mesmo que seja numa perspetiva de salvar os clubes deles próprios, como foi bem ilustrado no texto.

    No futebol português, foi das melhores coisas que aconteceram nos últimos tempos. Os clubes pequenos/médios começaram a olhar mais para dentro, a procurar mais talento que lhes pertencesse, a ver-se mais como vendedores e não apenas como valorizadores dos talentos dos outros. Já não há aqui presidentes de V. Setúbais a dizerem “o nosso plano para reforçar o plantel é esperar pelas dispensas dos grandes” (sim, aconteceu).

    E a solução de partilhas de passes é boa para os jogadores também, pois faz com que os clubes se sintam mais motivados a apostar neles, se souberem que vão ganhar alguma coisa com isso. O Oleg e Abdou Conté são dois bons casos (em princípio o Afonso Sousa também o será). Para os grandes, as perdas foram residuais; para os pequenos foram enormes vendas. Se não houvesse limite de empréstimos, estes clubes tinham ganho… zero.

    Em relação ao parágrafo sobre os emprestados terem jogado pouco e portanto é preciso encontrar projetos mais positivos, pois, o “problema” é que os projetos mais positivos também não precisam tanto de emprestados. Os emprestados que jogaram pouco não foi apenas por descuido na escolha do clube, mas porque, se calhar, não acrescentavam muita qualidade aos que já lá estavam. A ideia muito “clísmica” de que até as sobras dos grandes são mil vezes melhores do que os jogadores dos clubes pequenos (“jogadores que esses clubes não conseguem de outra forma”) já não faz muito sentido hoje.
    Os clubes têm uma prospecção cada vez mais alargada, trabalham mais com empresários e clubes estrangeiros (o Tugão é cada vez mais visto lá fora como um bom “trampolim”) e portanto o clubes já não olham para os emprestados dos grandes como a última Coca-Cola do deserto, como acontecia há uns 10/15 anos. Claro que ainda há empréstimos que continuam a ser bons para todas as partes (o Nuno Santos tem os aproveitado muito bem), mas são cada vez menos. E esta época foi bem ilustrativa disso.

    Por exemplo, vi muita gente a queixar-se de que foi mau o Tiago Dantas e o Eduardo Quaresma terem ido para o Tondela que desceu de divisão, e deviam ter ido para equipas com objetivos superiores. Mas havia assim tantas equipas melhores que os beirões a querê-los? Sobretudo no caso do Quaresma, que começou a época com 19 anos e pouquíssima experiência de futebol a sério e a jogar numa posição absolutamente essencial onde cada erro pode custar muito caro. Havia assim tanto interesse nele? Tenho dúvidas. Isto vai ser cada vez mais uma questão de “beggars can’t be choosers”, portanto não sei até que ponto vai ser viável essa procura do “projeto perfeito” para o jogador emprestado.

    • Antonio Clismo
      Posted Junho 6, 2022 at 10:36 pm

      O que propões para jogadores como Umaró Embaló, Tiago Gouveia, Henrique Araújo, Martim Neto, Tomás Araújo, Filipe Cruz, Gonçalo Borges, Tomás Esteves, Pedro Álvaro, etc que já não têm nada a aprender na Segunda Liga?

      Achas que empréstimos estratégicos a clubes da Primeira Liga com partilha de passes não seria benéfica para todas as partes?

      • Mr.433
        Posted Junho 7, 2022 at 11:57 am

        Relembro que a regra diz que jogadores com 21 anos ou menos não contam nesse número limite de empréstimos. E os da formação também não contam, mesmo que tenham mais de 21 anos. Ou seja, todos esses jogadores do Benfica podem ser emprestados sem contar para o limite de 8 (eventual 6).

        Não será por isso necessário essas contas. Em relação aos emprestados acho que mesmo que haja sempre alguma displicência nos empréstimos, são por norma pensado pelos clubes (acho que é um mínimo), importa referir que as decisões não são só dos clubes, são também dos empresários e próprios jogadores (Florentino quis às força toda ir para o Mónaco o ano passado, ganhou mais dinheiro, mas estagnou a carreira, num momento fulcral).

        • Manel Ferreira
          Posted Junho 7, 2022 at 12:52 pm

          Em Portugal, continuarão (em princípio) a existir as regras de que só se pode emprestar um jogador a cada equipa e de que cada equipa só pode receber um total de 3 emprestados da mesma Liga (de 3 clubes diferentes). Portanto, continuará a haver limitações, mesmo para sub-21 e formados no clube.

      • Joga_Bonito
        Posted Junho 7, 2022 at 8:59 am

        Tu falas como se jogar futebol fosse tirar um curso. Segundo a tua lógica, porque Umaro Embaló, Tiago Gouveia e todos esses que citaste jogaram já na 2ª liga “não têm nada a aprender”?
        Mas estamos a falar de tirar um curso? Se esses jogadores não mostrarem valor para mais do que a II liga, vão jogar na I liga por obra de quem? Vão ter chances dadas em bandeja de prata, à frente de jogadores que esses sim, tenham qualidade para jogar num nível I Liga?
        Que significa não ter “nada a aprender na II liga”? É ter jogado lá e por isso tirou-se algum curso de “nível de jogador II liga”? Então se eu passar um ano a jogar na I liga já não tenho nada a aprender da I liga? Isto não é tirar um curso ou trabalhar à experiência em caixa de supermercado.
        Jogar futebol é mostrar talento e não é porque um jogador passa anos na formação e acaba lá o seu percurso que “está preparado para uma nova etapa”, ou algo do género como sempre dizes.
        O Ferro foi dos piores centrais que vi no Benfica (e eu vi o Vietname) e já entrou na equipa principal com quase 22 anos, por tanto pela tua lógica já devia ter tirado todo o “curso de formação de jogador” e “não ter mais nada a aprender na II Liga”.
        Jogar futebol, seja na I liga, seja onde for, tem que ver com talento individual, não com “ter anos de experiência na II liga” como se estivéssemos a falar de um curso.
        A I liga não deve ser um parque recreativo de meninos à procura de lançar a carreira, à custa de equipas profissionais que têm, em muitos casos, de se manter à tona da água, como no caso dos pequenos. Então é suposto a I liga ser uma liga revelação dos jogadores dos grandes? Vamos apostar a torto e a direito em jogadores, apenas porque têm passaporte português e menos de 21 anos, sem ver a qualidade? É essa a receita de qualidade para mais subir o nível em Portugal.
        E já estou a ver as intermináveis polémicas semanais a falar de pernas abertas e suspeitas de toda a casta quando um desses jogadores jogar contra o clube-mãe.
        O futebol de alta competição existe para ganhar, não para ajudar a criar carreiras para jogadores.
        Tu queres subordinar os interesses dos clubes aos interesses pessoais de jovens jogadores, que claro têm tudo a ganhar em muitos casos com essa aposta, mas os clubes é que não.
        Veja-se o caso do Ferro. Sendo um dos piores centrais de que me lembro no Benfica, está claro que para ele ter a titularidade dada por decreto devido à panca da aposta na formação foi óptimo. Com algum sorte, aqueles primeiros meses poderiam ter levado alguém a comprá-lo e dar-lhe um grande contrato, iludido. Contudo, passado pouco tempo o seu nível real veio ao de cima. Agora parece ir a caminho de uma carreira mediana quanto muito, para mim é jogador para um nível de II ou equipas aflitas de I liga, nunca poderá ter a qualidade para jogar numa equipa com aspirações a sério.
        Se esse foi sempre o seu nível, para Ferro foi óptimo aquela chance no Benfica, em que teve a titularidade dada de bandeja, sem exigência e critério, apenas por ser da formação. Tivesse conseguido iludir algum clube comprador nos primeiros meses, tinha provavelmente ido mais longe na sua carreira do que a sua qualidade real faria supor. Teve azar, porque as suas fragilidades vieram ao de cima num mau momento da equipa e ficou exposto que não tinha nível para mais.Para ele foi óptimo, porque tinha tudo a ganhar e valia a pena tentar. Para o Benfica é que já não foi propriamente bom, considerando que fez uma segunda volta c dom uma pontuação de uma equipa de fundo da tabela (duvido que no Vietname se tenha chegado a isto) e perdeu um título que à partida estava ganho.
        Isto é alta competição, não é a Santa Casa de Misericórdia.
        Os meninos da formação não morrem por jogar na II divisão, que aliás é um bom nível para começarem a carreira quando estão a sair da formação. É um nível mais adequado a eles e onde terão tempo de errar, crescer e aprender. Absurdo é achar que é bom lançar meninos imberbes na fase de grupos da LC para se queimarem.
        Se tiverem qualidade, as pessoas vêem (para isso é que há scouting) e regressam ou sobem um patamar.
        O Jota foi para o Celtic e por aqui era só comentários que ia para uma liga com equipas do nível II liga lusa e que com isso não ia crescer, mas o certo é que isso foi óptimo para ele, porque encontrou um bom nível para relançar a carreira e agora está numa grande forma.
        Às tantas o ideal era emprestar o Jota a algum Real, Barça ou Chelsea, pela tua lógica, para crescer “patamares” não ? Decerto nunca jogaria, tal como naquele empréstimo absurdo do Gedson aos Spurs que está claro que nada lhe acrescentou na carreira.
        Tu vives é num mundo paralelo, onde todos os jogadores com passaporte português e menos de 21 anos são um mar de talento e onde quer que cheguem explodem. A realidade contudo é que os clubes não vão fazer saltar de nível quem em si não tem talento, por muita aposta que neles se faça. A maioria dos jogadores da formação serão medianos no futuro, só uma minoria darão jogadores de topo. Os clubes da I Liga têm de apostar em que lhes dá garantias.
        Se um miúdo brilhar na II liga está claro que irá para a primeira, aliás se há coisa que os pequenos até têm feito crescentemente com qualidade é detectar talento em escalões secundários e trazê-lo para a I liga.
        O que contudo tu não não queres admitir é que a pool de talento portuguesa não dá para formar ligas com maioria de jogadores nacionais, porque não há talento suficiente para tal.
        Sendo assim, os clubes pequenos vão detectar muito talento que desponte em escalões secundários, alguns jovens portugueses sim e muitos estrangeiros, porque o talento português é escasso. Os clubes da i liga não tem de baixar a exigência nem deixar de querer subir o nível para acomodarem jogadores portugueses sem qualidade.

        • Antonio Clismo
          Posted Junho 7, 2022 at 10:38 am

          Venham de lá as dezenas de craques do grémio anápolis, tombense ou tocantins..

          Vamos deixar os bons valores da formação a apodrecer nas ligas secundárias..

          O messi no teu mundo nunca teria passado da equipa B do Barça…

          • Aurinegro
            Posted Junho 7, 2022 at 12:48 pm

            No teu mundo é que o Messi não tinha chegado ao Barcelona, porque era um estrangeiro a tapar um lugar de um nacional cheio de qualidade. Falhaste redondamente nessa tua boca.

            E lá vens tu mais uma vez colocar palavras nos outros, que são completamente mentira. O que vale é que aqui já toda a gente te conhece.

          • Joga_Bonito
            Posted Junho 7, 2022 at 12:15 pm

            Sempre a táctica de apontar teorias imaginárias aos outros. Onde foi que alguém disse que nunca se poderia apostar em jovens portugueses, diz lá?
            No meu mundo o Messi até se estreava como se estreou com 16, porque há jogadores que são prodígios e podem bem jogar ao mais alto nível desde muito cedo, não os pseudo-craques que inventas, como os Tavares, Ferros, Dantas, Diogos Leite e sabe-se lá mais quem, que são todos umas máquinas até se espetarem no mundo profissional. O problema é que não consegues aceitar a realidade e achas que há Messis em cada esquina…

      • Manel Ferreira
        Posted Junho 6, 2022 at 11:37 pm

        Alguns vão ser emprestados (cá dentro e lá fora também, pois continuarão a haver regras internas de empréstimo de um jogador por clube, portanto as vagas continuam a ser limitadas, mesmo para sub-21), outros terão partilha de passes e outros até vão ficar nos plantéis dos grandes. A diferença é que há 10 anos eram todos emprestados. Agora, felizmente, há mais soluções que satisfaçam todas as partes, esse era o ponto do meu post.
        E, claro, outros nem sequer vão chegar ao patamar que tu julgas. Ou é preciso falarmos de Pedros Justinianos e outros que andaste a “hypar” durante anos, mas que obviamente nem para a Primeira Liga tem qualidade? Também vai haver desses, claro.

    • Ricardo Lopes
      Posted Junho 6, 2022 at 10:31 pm

      Obrigado pelos elogios. E parabéns pelos teus comentários (sempre bem estruturados e com ótimas informações), embora não estejamos sempre de acordo!

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