Polónia 1-1 Grécia (Lewandowski 17´; Salpingidis 51´)
Polónia – Uma primeira parte de bom nível, sem falhas defensivas e com alguns momentos de intensidade. Kuba, Piszczek, Lewandowski e Obraniak mexeram muito com o jogo ofensivo da equipa, mas depois caíram no segundo tempo. Inexplicavelmente, os polacos não mostraram ambição, o mesmo se passando com Smuda, que no banco de suplentes não soube tirar melhor proveito dos seus jogadores. A defensiva mostrou fragilidades (Boenisch vai ter dificuldades perante outros adversários), enquanto que o meio campo e o ataque desapareceram no segundo tempo.
Grécia – Início de jogo péssimo para a equipa de Fernando Santos. Incapaz de parar as unidades polacas e muito menos em criar jogadas de ataque. Ninis, que poderia acrescentar criatividade ao meio campo, e Samaras, não conseguiram entrar em jogo e, quando Papastathopoulos foi expulso, esperava-se o pior para a Grécia. Fernando Santos retirou Ninis do jogo e colocou Salpingidis e tudo mudou. O segundo tempo foi todo controlado pelos gregos, que mesmo com menos 1 unidade, poderiam ter chegado à vitória.
Salpingidis – Foi o “Deus” grego de serviço. Entrou ao intervalo, aproveitou uma falha da defensiva polaca para marcar o 1-1 e ainda conquistou uma grande penalidade. Para além disso, apareceu bem nas zonas de finalização, marcou outro golo que foi anulado mas, injustamente, não foi considerado o homem do jogo.
Lewandowski – Foi considerado o homem do jogo e começou o Europeu em grande estilo. Excelente primeira parte, com um golo marcado e muitas movimentações de qualidade. No segundo tempo, decresceu de qualidade, tal como toda a selecção polaca.
Torosidis/Kuba – Os defesa direito grego não cedeu pelo seu lado e ainda criou os desequilíbrios que permitiram a Salpingidis igualar a partida. Do outro lado, Kuba realizou uma primeira parte de grande nível, fez uma assistência para golo, mas desapareceu no segundo tempo.
Szczesny/Holebas/Ninis – O guarda-redes polaco tinha neste Europeu oportunidade para finalmente calar os críticos, contudo, falhou no golo da Grécia e ainda foi expulso. Holebas passou por grandes dificuldades na lado esquerdo da defesa grega, enquanto que Ninis foi uma sombra de tudo o que pode fazer.


