O SC Braga anunciou a transferência de Afonso Patrão para o KVC Westerlo (Bélgica). Os gverreiros destacam que não havia “qualquer perspetiva de integração do atleta nos planos para a próxima temporada”. O clube minhoto detalhou ainda que recebeu 220 mil euros pelo avançado, de 18 anos, que estava em final de contrato.


17 Comentários
Antonio Clismo II
Fez ele muito bem. Ainda está a finalizar a sua formação como jogador e se o clube não tem confiança nele, mais vale sair para onde lhe derem essa confiança.
O Braga que não se importou de investir forte em jogadores como Pau Victor, El Ouazzani ou o Samy Merheg que nenhum era superior ao Afonso Patrão com a mesma idade… Mesmo na equipa B estão a martelar o filho do Wender que tem pés de chumbo ninguém sabe porque.. Nem o filho tem qualidade como jogador nem o pai tem qualidade como treinador e está a arrastar-se nos sub23 em que nenhum jogador evoluiu o que quer que fosse sob a sua batuta.
Para o Afonso Patrão é bom, porque vai ser posto à prova numa liga belga que é uma liga que não tem qualquer problema em apostar nos jovens, e vai ganhar estaleca para competir com o Gabriel Silva, Francisco Silva ou o Anísio Cabral por uma hipotética vaga na seleção sub19 que vai tentar qualificar-se para o Europeu e que dá acesso ao Mundial sub20 no próximo ano.
Joga_Bonito
Pois, mas o Patrão não tirar o lugar a algum sub-18 dos belgas? Não vai ocupar o espaço de alguém? Ou essa lógica só funciona ao contrário?
Antonio Clismo II
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco.
Joga_Bonito
Então poupe-nos as suas tiradas sem nexo contra estrangeiros por vêm para cá fazer o mesmo que o Patrão: procurar onde serem felizes! O que vale para o Patrão, vale para os outros, mais noção e menos hipocrisia!
Antonio Clismo II
O problema é que nas ligas a sério há uma obrigação de aposta nos jogadores formados no país.
Só em Portugal é que a Liga e a FPF fecham os olhos e já vamos em 80% dos minutos jogados foram jogados por atletas estrangeiros e apenas 20% foram jogados por atletas nacionais. Mas isto cabe na cabeça de alguém? Enquanto a lavandaria estiver a dar dinheiro aos grupos económicos que se estão a apoderar do nosso futebol e que trazem dividendos à direção da Liga e FPF este circo vai continuar a piorar.
Para proteger o talento local, as Ligas impõem quotas de formação (Inglaterra), limites a extracomunitários (Espanha/Itália) ou exigem nacionais (Alemanha), garantindo sustentabilidade e identidade.
Em Portugal, estamos em contraciclo.
Era também colocar a mesma percentagem de estrangeiros a competir na Liga aos membros das direções e corpos sociais da Liga e FPF para ver se não se endireitavam logo.. Se as cunhas e os cargos começassem a diminuir para os amigos aposto que mudavam logo as regras de um dia para a noite para se protegerem a eles e aos amigos…
Um Jasomp
Nem mais. Não se vê isto em mais lado nenhum. É um desgoverno total.
Secalhar, somos nós os inteligentes e os outros é que são burros.
Joga_Bonito
Ou se calhar basta ver a qualidade crescente das equipas pequenas, as suas grandes vendas e mesmo assim a qualidade da selecção em Portugal não tem diminuído, temos até das melhores gerações da história, menos papaias por favor. Que estrangeiro tapou o lugar ao Neves, Nuno Mendes ou Vitinha? Quem tem talento joga sempre. Agora, quem nunca teria talento para jogar na I liga quer jogar lá por decreto? Querem jogar em equipas de top sem terem nível para isso? Quem é que o Mozer ou Kostadinov vieram tapar? Ou o Balakov? E eles vindo para cá tiveste Figo, JVP, Rui Costa, Couto e uma geração de ouro! Hoje tens outra geração de ouro e mesmo assim os pequenos estão a dar um salto financeiro brutal com estas vendas. Até poderiam, nesta senda de crescimento, manter no futuro vários dos talentos portugueses que não fossem para os tubarões. Quiça creio que o Braga, VSC, e mais alguns dos pequenos e mais os históricos com muitos adeptos como o Belenenses, Boavista e Vitória de Setúbal, quando se reerguessem) dessem um salto para terem orçamentos como os dos três grandes nos anos 90-2000. Tal tornaria a liga muito mais interessante, mas isso nunca se fará com a formação, Portugal não gera o suficiente para ter 8-10 clubes fortes, nem 3 verdadeiramente, só com jogadores formados. Um salto qualitativo implica ter de comprar lá fora, por muito que tente negar.
Antonio Clismo II
Essa “qualidade crescente das equipas pequenas ” está cá entre nós?
Não tenho problema nenhum em comprar jogadores estrangeiros de qualidade, o problema é que muitos nem sequer conseguem dar um pontapé numa bola, não fazem minutos, são opções secundárias e terciárias e ficam a ocupar 100 ou 200 vagas que poderiam ser usadas para atletas nacionais, que ficam sempre para segundo plano.
E lembra-te: O Nuno Mendes era suplente do Echedey Carpintier nos sub23 do Sporting e foi preciso encostar o Acuña para fazer uma aposta cega no miúdo. Em condições normais, ainda estaria agora a ser suplente do Maxi…
O João Neves só teve espaço quando o Weigl e o Enzo Fernandez se foram do Benfica… Foi um acaso ter pegado de estaca porque nem na B era titular nessa altura (era suplente do Cher Ndour).
O Vitinha foi renegado durante imenso tempo, até o Loum tinha mais tempo de jogo do que ele… depois foi mandado por empréstimo para Inglaterra como se fosse mercadoria e só no regresso (e porque já não havia Uribe) é que pegou de estaca.
Portanto, aí está a prova provada de que os poucos casos de sucesso de jogadores portugues aconteceram quase por acaso, ou por imbirração de treinadores e em último recurso, ou porque não há dinheiro para comprar mais estrangeiros…
Joga_Bonito
Obrigado por não responder ao que eu disse, realmente não há volta a dar quando se tem dois padrões, fica difícil defender que o Patrão pode sair para a Bélgica, mas ninguém pode vir para o Braga.
Artur Trindade
No dia em que eu conseguir sentir o mesmo por qualquer seleção de Marrocos, Espanha ou Bélgica, do que sinto pela Seleção/Bandeira nacional, nesse dia eu vou dar o teu argumento como válido.
Nesse dia, eu vou preocupar-me com a situação económica e condições de vida desses países, da mesma forma como cuido da situação de Portugal.
manel-ferreira
Continua a ser hipocrisia.
Basicamente, para ele, os portugueses podem ir para onde quiserem que não há mal nenhum, mas um clube tuga contratar um jogador estrangeiro já é uma vergonha descomunal. O que é que isto tem a ver com preocupar-se com a situação do país?
O Joga Bonito tem toda a razão. Nós não temos a quantidade brutal de talento que os Clismos e Jasomps julgam. Muito desse talento está concentrado nos principais clubes (como é natural) e se levássemos para a frente essas restrições de nacionalidade, não só os clubes pequenos iam ficar mais dependentes dos grandes (numa altura em que se estão a tornar mais autónomos) e a qualidade ia diminuir porque a pool de talento ia ser muito menor.
Mas força nisso, resultou muito bem para a Rússia, por exemplo…
Joga_Bonito
Mas os clubes não são selecções. As bandeiras dos clubes não têm que ver com estrangeiros, mas representam grémios desportivos que procuram ganhar. Usarão jogadores locais e nacionais, formados ou comprados, assim como recrutarão lá fora. Comparar os clubes com as seleções têm zero lógica, não são a mesma coisa nem procuram os mesmos objetivos. Ou acaso chorou por Balakov vir para o Sporting e “tapar” algum jogador de Alcochete? Seja sincero.
Artur Trindade
Não é um tema simples, mas o princípio de nos queixarmos de os nossos jovens mais qualificados de sempre terem de emigrar, devia ser similar aqui, sendo que eu não acho nada líquido que o João Neves, o Nuno Mendes, o Cristiano Ronaldo, fossem jogadores de primeiríssimo nível se não fossem Schmidt, Boloni ou Amorim, daí a referência á seleção nacional, á qualidade dos jogadores disponíveis, que está intimamente ligada á aposta no momento certo, que são os 17/18 ou até 19 anos.
Seria criminoso que o Benfica não fizesse uma aposta consistente em Banjaqui ou Anísio, que são os 2 melhores projetos a substituírem o Cancelo e Ronaldo nos convocados nacionais, a fazerem 10 anos de seleção. Mourinho não pode ser um obstáculo a essa afirmação, é o desejo de qualquer adepto da seleção.
Artur Trindade
Os clubes podem ter o interesse “egoísta” de ganhar, contratando igualmente estrangeiros ou nacionais, mas em contrapeso deves ter a Federação a impor regras que defendam o jogador português convocável.
A questão principal nos clubes até é a aposta na formação, não olhando tanto a nacionalidades.
Não esquecer que se Banjaqui e Anísio evoluírem naturalmente, o Benfica ganhará bem mais de 100M em mais valias, 0 custos, valor que para ser atingido por contratados serão necessária 20 jogadores, contabilizando obviamente aqueles que sendo flops darão prejuízo.
Os jogadores da formação que sejam “flops”, nunca dão prejuízo.
_Mushy_
Só mais um jogador atirado ao ar, depois de outros 20 que nada deram e nem se sabe por onde andam…
Daqui a uns tempos se correr mal, já nem se fala dele como os outros que são atirados ao calhas para o ar pelo nosso “visionário”.
Esteves ia ser craque que ia ser titular do Sporting, quando nem numa equipa de meia tabela consegue ser titular e vai para a 2º liga italiana
manel-ferreira
Quando corre mal (que é a maioria das vezes), lá vem ele com a conversa de “falta de cabeça e falta de empenho”, aliás, já anda a fazer isso com o Rodrigo Ribeiro porque já percebeu que provavelmente não vai dar em nada do que prometia (apesar de ainda ser cedo para dizer, claro).
Já admitir que se enganou, que não é tudo super-craque por cá e que não temos essa quantidade enorme de talento…isso é que está quieto.
Miguel Lopes
Não renovou, não jogou.