Já todos sabemos. Em Portugal o futebol é fraco, o jogador pouco talentoso, as conferências de imprensa são sempre iguais, e a qualidade da competição é fraquíssima comparada com outros campeonatos. Isto é uma pequena análise, demasiado genérica dirão vocês, do futebol por estas paragens. Mas faz nos perguntar: porquê? Como é possível num país em que o futebol reina sobre todos os outros desportos de forma aparentemente absoluta não haver lugar para a inovação e procura de qualidade? Onde mora a culpa disto tudo? Nos dirigentes? Na Liga? No treinador? Na falta de dinheiro? Porque é que a gestão do futebol não apresenta melhores resultados? Que existe na cultura do futebol português que a torna tão suscetível à estagnação?
Olhando à generalidade dos adeptos, ou melhor, olhando ao perfil mais ou menos estatístico do adepto português é fácil inferir, ou pelo menos ficar com a percepção de que muito poucos gostam realmente de futebol e que menos ainda percebem o jogo (pelo menos o suficiente para admitir o quão pouco percebem na realidade de futebol). Mas muitos, ou quase todos, “percebem” imenso de arbitragens, de jogadas de backstage no que ao mercado diz respeito e, claro, de relações institucionais de 3 clubes portugueses. Falando com estes adeptos iremos facilmente perceber que a equipa deles conta com os melhores jogadores do mundo e que a equipa adversária nem qualidade tem para jogar nas distritais. O seu clube é frequentemente perseguido pela impressa e nos seus jogos a arbitragem é sempre extremamente duvidosa. O seu treinador raramente escolhe os jogadores certos e, quando o faz, tal deve-se à mais pura das sortes. E o jogo, pouco a pouco, vai ficando para segundo plano.
O coração é assim mesmo e aqui pouco ou nada interessa analisar o porquê da maioria dos adeptos se dividirem apenas por 3 clubes. O que importa salientar é absorção que existe pelo seu clube. O futebol para muitas pessoas esgota-se quase completamente no dia em que este joga. Restringe-se imenso as perspetivas dos adeptos, e a pressão que os sócios fazem sobre os dirigentes incide apenas sobre questões internas do clube. Falta uma noção mais abrangente do que é o nosso campeonato, pois o facto de o nosso clube ganhar não significa que tudo vai bem nesta competição.
Por que razão ainda temos um campeonato com tantas equipas? Até quando vamos ter na primeira liga clubes em ruína financeira e com dificuldades em pagar salários aos seus assalariados? Quando começará a ser fomentada uma política de exigência e de qualidade, a fim de terminar com os jogos sofríveis que compõem a esmagadora maioria dos desafios da nossa liga? Até quando sairão recompensados os treinadores do pontinho que pouco ou nada parecem acrescentar ao futebol das suas equipas?
Imagine-se o seguinte. Um campeonato com 8, 10 equipas no máximo, com quatro voltas. Um calendário mais preenchido que obrigue as estruturas a planear ao mais ínfimo pormenor a temporada do seu clube. Um campeonato com menos equipas e com mais dinheiro para distribuir no final de cada temporada pelos clubes. Um campeonato extremamente competitivo onde os três pontos sejam sempre precisos de forma desesperada, que obrigue as equipas a praticar um futebol de qualidade. Um campeonato tão exigente que as más gestões se paguem caro. Um campeonato com mais jogos interessantes, e que torne para as equipas extremamente difícil manter bons momentos de forma.
Uma competição nestes moldes quebraria obrigatoriamente com a linha de pensamento pela qual se guiam muitos clubes actualmente, com a fraca preparação das temporadas, com projectos desportivos sucintos, e com falta de inovação.
Destas dificuldades acrescidas espera-se que nasça um futebol mais positivo, de maior qualidade e mais rico em ideias. Que atire definitivamente pela janela fora a estratégia do pontinho, e que dê aos clubes algo a ganhar por praticarem um futebol de maior qualidade. Dando os meios financeiros que permitam fazer crescer projectos inovadores e bem estruturados. Sempre com o objectivo claro de impor um nível de qualidade superior ao longo de toda a tabela classificativa. Enfim, tornar o futebol naquilo que ele deveria ser, o melhor espetáculo possível.
Nós adeptos merecemos melhor do que nos tem sido apresentado até agora, e os sócios deveriam pressionar as direcções dos seus clubes, que por sua vez deviam na liga fazer da procura de qualidade uma constante. Deveríamos todos gostar um pouco menos dos nossos clubes e passar a gostar um pouco mais do jogo que nos prende de forma resoluta aos clubes em primeiro lugar. Olhando menos para dentro e mais para fora, é a maneira mais certa de todos lucrarmos com a implementação de uma cultura desportiva e competitiva realmente exigente. É urgente repensar tudo. Os jogos para o campeonato deveriam ser sempre um espetáculo e não apenas algo que se tem que passar antes de 2, 3, ou 4 clubes jogarem entre si e decidirem “sozinhos” o campeonato.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Filipe Santos
Enquanto só houverem 3 clubes com adeptos é impossivel o futebol Português evoluir para algo melhor.
Essa sim é a principal causa dos "males" do futebol Português, tudo o resto deriva daí.
Nuno Santos
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
5:13 pm
Isso acontece porque o nosso país é pequeno. Tomemos o caso de Inglaterra e comparemos as capitais, Lisboa e Londres. Existe mais densidade populacional em Londres e enquanto que em Lisboa tens adeptos do Benfica, Sporting e Belenenses, em Londres tens Arsenal, Tottenham, Chelsea, West Ham, Crystal Palace, QPR…
Isto de haver 3 grandes em Portugal é algo que nunca vai mudar, na minha opinião.
Big Peter
João Lains
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Abril 21, 2015 at
5:20 pm
Essa história tem de ser desmistificada de uma vez por todas. As pessoas muitas vezes nem sequer escolhem o seu clube. Eu sou benfiquista, mas lembro-me perfeitamente de torcer pelo Sporting até aos meus 6 anos! Porquê? Por influência da minha família e isto é o que acontece com muita gente. Quantos pais não compram equipamentos dos seus clubes para os seus filhos quando estes têm 3, 4 ou 5 anos de idade? Eu nem sequer me lembro porque preferi o Benfica ao Sporting. Se calhar porque gosto mais do vermelho do que do verde, não sei. São os clubes que nós, em crianças, nos habituámos a ver na televisão, portanto é normal que sejam esses reúnam o maior agregado de adeptos. Quando somos crianças não temos lucidez para sequer pensar nestas questões. Não sei porque é que continuam a insistir nesta história, ao ponto de alguns adeptos se sentirem mais "nobres" ou "hipsters" por não torcerem por nenhum dos três grandes.
Pedro Costa
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Abril 21, 2015 at
5:24 pm
Exactamente! No minimo, dividir as receitas, nomeadamente as televisivas, era o principal passo a tomar para equilibrar o campeonato. Reduzir para 10 era péssimo, ia apenas acabar com quase todos os clubes…16 penso que era o numero ideal. Os que não reconhecem que só haverem adeptos dos 3 grandes é um problema são os mesmos que criticam a FIFA e a UEFA por tomarem medidas que beneficiam as equipas dos principais campeonatos (Real, Barça, Bayern, Chelsea, etc…)
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
5:25 pm
Enganei-me Lisboa é que tem a maior densidade populacional.
Big Peter
João Tomás
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Abril 21, 2015 at
5:28 pm
Não concordo. Sou de Aveiro e tenho 16 anos, sendo assim nunca apanhei o Beira-Mar a jogar no velhinho Mário Duarte, mas pelo q sei quando lá jogava tinha sempre grande apoio… Acredito q muito dessa gente q apoiava o Beira tivesse um "grande" no coração, mas o Beira também lá estava, visto q era o único clube q podia ver o vivo assiduamente.
José Miguel Mota Pinho
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Abril 21, 2015 at
6:07 pm
João Tomás a mudança do estádio matou por completo o clube. Pinho
João Magalhães
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Abril 21, 2015 at
5:01 pm
Felizmente há muita gente a gostar de Futebol em Portugal, mas também há alguns que só lá vão porque sim. São os adeptos de ocasião e de vitória, que só se lembram que o clube existe quando ele tem sucesso. São exactamente os mesmos que vão aos estádios, porque é uma coisa engraçada e que está na moda. Entoam uns cânticos, mas nem um pedaço de história do clube sabem.
Quanto às alterações na liga, eu defendo que reduzir para 10 seria catastrófico, ainda para mais depois de uma recente subida para 18. Seria enfraquecer ainda mais os que já são fracos, e tornar os fortes ainda mais fortes. Seria empurrar para divisões inferiores clubes que, já de si, têm uma massa associativa reduzida. 10 clubes, impediriam ainda mais o singrar do jogador nacional. Era cortar um espaço competitivo que ajuda os jogadores a evoluir e dá algum alento às cidades.
Baixar para 16 equipas concordo, agora para 10 acho prejudicial. As nossas equipas pequenas não são da dimensão das do campeonato escocês ou suiço.
Andre Silva
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Abril 21, 2015 at
5:28 pm
Caro Joao Magalhaes, Prejudicial? prejudicial é termos de ver jogos miseraveis semana apos semana, com equipas que todos os meses lutam para pagar os seus ordenados!! Se um clube nao tem dinheiro para se aguentar na primeira liga, pois entao nao esteja! O problema dos dirigentes e ter mais olhos que barriga, o que provoca inevitavelmente em dividas atras de dividas! A primeira liga tem de ser considerado um campeonato apenas para os melhores, e se conseguirmos reduzir a liga a clubes que se consigam sustentar de forma racional entao teremos um bom campeonato! Claro que e necessario estar tudo regulamentado coisa que nao interessa a muita gente! O senhor fala de um impedimento maior de afirmaçao do jogador nacional, nao o vejo assim, se ouvir condiçoes especiais em termos de impostos para quem apresentar x jogadores da formaçao, os clubes vao apostar mais nos jovens jogadores. Se for obrigatorio ter x jogadores da formaçao no plantel principal entao os clubes apostam mais nos jovens jogadores portugueses!! Se houver menos clubes portugueses, o dinheiro das transmissoes sera dividido por menos clubes, logo cada um ganha mais!! Claro que isto nao interessa aos 3 grandes, isto porque, enquanto os mais pequenos continuarem a ser pequenos, a luta destes resume se a 3 ou a 2 no caso dos ultimos anos!! Na minha opiniao, o problema e que existem clubes a mais, sem condiçoes nenhumas mas que querem competir com outros que se encontram noutro patamar, e meu caro, enquanto as coisas continuarem como estao, o fosso sera cada vez maior!!
Ass: Andre Silva
João Magalhães
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Abril 21, 2015 at
5:41 pm
Não concordo com imposições legais para utilizar jogadores Portugueses, porque isso significaria que independentemente da qualidade do jogador, ele teria sempre lugar em equipas profissionais. Era a mesma coisa que um cidadão ter lugar numa empresa Portuguesa por ter cidadão nacional, negligenciando as suas qualidades. Isso acontece em países do 3º mundo, como Angola, em que as empresas são obrigadas a ter trabalhadores nacionais. Os resultados não são lá muito famosos.
O fosso entre grandes e pequenos acontecerá sempre. Em todos os países é assim. Senão, em Espanha fazemos também um campeonato só com 10 equipas e seria ainda mais espectacular. Isso é centralizar em demasia a competição. Há espaço para todos.
E 10 equipas não são sinónimo de que o nosso futebol iria melhorar. Ou você vê a liga Suiça por ter menos equipas? Não é por isso que ficaremos mais atrativos..
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
5:50 pm
Para mim o ideal era um campeonato com 12 equipas, 2 fases. 1ª fase 22 jornadas no fim avançavam para a 2ª fase com metade dos pontos. 2ª fase 2 séries : campeão e manutenção 10 jornadas: isto iria trazes mais competitividade aos jogos mais receitas televisivas e assistencia….para os 6 primeiros classificados…os outros teriam de ser compensados por um novo modelo de distribuição das receitas televisivas com gestão centralizada. Clubes como Braga Guimarães , Nacional, Maritimo Belenenses, Boavista poderiam crescer a luta pelos lugares na fase de apuramento de campeão (que definiria também os lugares europeus a manter-se o ranking) seria também mto interesante. Mas claro existe o reverso da medalha, o fosso para os restantes clubes que não tenham a possibilidade de concorrer pelos 6 1ºs aumentaria! Ainda assim pela dimensão do país axo que seria o modelo mais adequado. Cumps Nuno Carvalho
Kafka I
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Abril 21, 2015 at
6:28 pm
João Magalhães
A Suiça não é na minha opinião um bom exemplo para aferir a qualidade de um campeonato a 12, porque antes demais a Suiça nunca teve uma aposta forte no futebol nem nunca levou a futebol muito a sério, depois só tem 8 milhões de habitantes (ainda menos que Portugal), logo de forma orgânica nunca conseguiria ter 4 ou 5 equipas grandes, porque um clube para ser grande precisa de ter uma enorme base adepta que a "sustente", ora isso é impossivel na Suiça..
druyda
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Abril 22, 2015 at
6:52 pm
Concordo completamente! Quem acha que os campeonatos deviam ser de apenas 10/12 equipas, não está a analisar consequências a longo prazo!
Além do mais estão a propor um modelo de campeonato que nunca funcionou em lado nenhum.
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
5:04 pm
A primeira coisa que me vem à cabeça é o caso dos jogadores emprestados entre equipas portuguesas jogarem contra a equipa a que pertencem. Um campeonato com 4 voltas só ia alimentar essa polémica e mês sim mês não, alguém vinha chorar porque X não jogo contra a sua equipa L e por causa disso o resultado do jogo foi diferente.
Big Peter
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
5:09 pm
Confesso que quando vi o título deste artigo pensei que se referisse ao andebol ao até mesmo ao pólo aquático. A situação do futebol comparada a estes desportos não é nada de preocupante. ZF
Pedritxo
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Abril 21, 2015 at
5:11 pm
acho q nao me insiro nesse tipo de adepto, sinceramente, alias critico imenso o meu clube.
reduzir pa 10? pessima ideia, minimo 14,mas 16 seria o ideal com a 2ºliga por zonas
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
9:43 pm
14, 16, 18 vai tudo dar ao mesmo
o futebol tuga precisa de uma revolução a sério…
zé manuel
Pedro, o Polvo
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Abril 21, 2015 at
5:13 pm
Gosto da tua ideia no geral, muito difundida aqui no blogue, nomeadamente pelo assíduo comentador, Kafka I – concordo mais com a ideia dele de ter 12 equipas na primeira liga e dividir a segunda divisão em norte e sul para evitar custos desnecessários de transportes, concluíndo a 2a liga com o playoff final entre os melhores classificados de ambos os territórios.
Quanto aos adeptos também concordo com o que dizes, mas por vezes a prepotência de pensar que se percebe de futebol, cega-nos ao ponto de que não admitimos que outras pessoas possam gostar de futebol de outra forma diferente do que a nossa.
Há pessoas que em vez de pensarem nos seus miseráveis salários preferem ver a bola enquanto bebem a sua cerveja e comem os seus tremoços – às vezes nem dão tanta importância ao facto das equipas estarem a jogar em bloco alto ou baixo, mas sim, aos erros do árbitro, porque é isso que vão discutir ao almoço do dia seguinte com o patrão/amigo/genro/cunhado etc. Lá está, é a forma deles se divertirem..
As novas gerações já não são tanto assim, no entanto o que podia e devia ser feito, era um esforço por parte dos Media, para ter jornais desportivos com mais qualidade, programas televisivos com mais qualidade etc. No fundo, fazer um esforço para aumentar a nossa cultura desportiva (talvez até, diversificando um bocado os desportos para as outras modalidades não serem marginalizadas como são em portugal).
Esta discussão (dos media) já é muito mais ideológica e arrasta consigo outros fenómenos psico-sociológicos extra futebol, que não interessa estar agora a desenvolver mt (por exemplo, a qualidade os programas que passam em horário nobre nos 4 canais…casas dos segredos e afins…a televisão tem um poder enorme e quem está por trás disso DEVERIA ter um dever moral de enriquecer a cultura da população e faz exactamente o contrário…há pessoas que só tem os 4 canais e são "obrigados" a ver porcarias de telenovelas sempre iguais e reality shows degradantes..)
João Lains
Posted
Abril 21, 2015 at
5:25 pm
Eu não preciso de saber tocar guitarra para apreciar rock. Eu até posso não perceber nada de tácticas, mas não é por isso que deixo que alguém coloque a minha paixão por futebol em causa ou sinta mais, ou menos, o meu clube. Que chato seria, se no dia seguinte ao jogo, só se falasse em blocos baixos ou altos, ou jogo interior ou pelos corredores. Entretenimento! O futebol também é entretenimento. Quem vê um jogo de futebol não quer "moer" a cabeça, quer apenas desfrutar.
João Magalhães
Posted
Abril 21, 2015 at
5:32 pm
Dividir a 2º liga em 2 partes, não seria passar um atestado de amadorismo às equipas? Equipas profissionais restringidas a um bloco regional parece-me algo pouco elegante, ainda para mais num país tão pequeno.
Pedro, o Polvo
Posted
Abril 21, 2015 at
5:48 pm
Exactamente Lains.
Magalhães, acho que as equipas iam agradecer, acredita .. Há tanta falta de dinheiro, tanta falta de organização, que nós se soubessemos de metade ficávamos chocados .. Algo deste género iria beneficiar muito o nosso futebol. Não estou a dizer que o que disse era um plano perfeito, aliás limitei me a copiar, em traços largos, o que foi dito por aqui.. Obviamente que se tinham de fazer estudos e grandes planeamentos, mas o ideal por trás, era fazer algo deste género ..
Aliado a tudo isto, a televisão podia ajudar e trazer mais entretenimento com estatísticas, valores etc etc. Inclusive na 2a liga! Tornaria interessante aos adeptos ver os jogos do playoff .. Hoje em dia, além de serem poucos os jogos televisionados da 2a divisão, há pouco público que se entusiasme realmente com aquilo .. Dão muito mais interesse às equipas B dos 3 grandes do que ao resto, isso te garanto!
miguelborges6
Posted
Abril 21, 2015 at
5:22 pm
Não há muitos adeptos de futebol nem de nenhum desporto em Portugal, há adeptos dos clubes e dos resultados. Maior parte dos adeptos não quer saber se a equipa joga bem ou mal, desde que a eficácia e o "pragmatismo" dêem para ganhar jogos. A nossa cultura não é de espectáculo, não apelamos a isso. Na NBA é possivel ver um jogador falhar um afundanço, um alley-oops, uma jogada mais elaborada em alturas decisivas sem ser crucificado por todos mas em Portugal e um pouco por toda a Europa isso é impensavel. Se um jogador falha jogadas decisivas porque não tomou a decisão mais inteligente, não marcou o golo porque tentou fintar 2 ou 3, porque tentou o chapeu em vez do remate simples, é automaticamente crucificado e é posto cá fora pelo treinador em 2 seg. Isto tudo para concluir, os adeptos são adeptos dos clubes e dos resultados desses clubes agora a parte exibicional é relegada para 2º ou 3º plano. Importa é discutir a arbitragem e o que devia ter sido feito para ganhar.
Darius
Posted
Abril 21, 2015 at
5:26 pm
concordo com a redução do número de equipas, e acho que nem é preciso 4 voltas. 3 voltas, havendo equipas a jogar em casa mais vezes que outras, mas sendo o calendário sorteado não há como alguém se queixar do calendário desfavorável. por exemplo, 11 equipas, 30 jornadas, cada equipa faz 15 jogos em casa e 15 jogos fora. mas isto provavelmente é inventar demasiado.
há a possibilidade de um sistema como o sugerido no texto enfraquecer clubes das divisões inferiores, porque uma equipa como a académica (exemplo) estar num segundo patamar faria com que houvesse menor motivação para ir ao estádio (os adeptos poderiam pensar que não vale a pena ver o jogo por estar num patamor inferior), mas havendo maior competição e jogos mais entusiasmantes, haveria também mais adeptos no estádio para ver um espetáculo de maior qualidade que o atual.
e quanto à dificuldade acrescida em fazer jogar os jovens promissores portugueses, eu penso que isso pode ser resolvido (seja em que sistema for, 8/10 equipas ou 18) com a obrigação dos clubes em jogar com um número mínimo de jogadores portugueses (por exemplo 1 ou 2 sub-23).
Nuno FMS
Posted
Abril 21, 2015 at
5:26 pm
Penso que 10 equipas seria uma mudança bastante radical e não seria uma solução ideal. Vários campeonatos da Europa possuem modelos do género e nem por isso me parecem ser campeonatos de grande qualidade. Pondo o campeonato suíço à cabeça, que tem um modelo como o falado neste artigo, é uma competição onde tem um vencedor quase anunciado (Basileia) e esse também tem sido o único clube a fazer alguma coisa de jeito nas competições europeias.
Tão poucas equipas e tantos jogos entre as mesmas equipas, a meu ver seria aborrecido para além de que estragaria todo aquele aparato à volta dos derby's e clássicos por estes acontecerem tantas vezes. As melhores ligas europeias têm no mínimo 18 equipas, também são países maiores que Portugal ou Suíça e obviamente proporcionam, na generalidade, melhores condições.
Penso que o ideal para o nosso país era voltar às 16 equipas e a principal mudança teria de existir na distribuição dos direitos televisivos e num incentivo ao mercado interno (mais transferência entre clubes portugueses).
Baresi
Posted
Abril 21, 2015 at
5:28 pm
O campeonato enquanto numero de equipas está bom como está, não é isso que fará a diferença em termos qualitativos para o nosso futebol. Aliás, descer o numero, fazendo menos equipas jogar contra Benfica/Sporting/Porto, tirando-lhes as receitas de TV, seria matar completamente os clubes pequenos. Não é a diminuição de equipas que faz com que o campeonato escocês e Suiço seja mais competitivo, bem pelo contrário.
Agora, quando estamos inseridos num país pequeno, de 10 milhões de habitantes, onde se calhar 300 mil são clientes habituais dos estádios da primeira Liga. Sevilha, que é aqui ao lado, só na cidade tem 700.000 mil habitantes. Valencia outros tantos. Málaga 600.000 mil. Há aspectos que simplesmente não podemos competir, a nossa liga nunca terá o poder das maiores da Europa, porque é o reflexo do nosso país.
Chico
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Abril 21, 2015 at
6:35 pm
A organização das cidades em Espanha é totalmente diferente da nossa. Nós somos um país de subúrbios. É incomparável! Se Lisboa e Porto fosse espanhola teriam mais de 2 milhões de habitantes. Viseu ou Coimbra teriam o dobro dos habitantes facilmente, dado que muitas das pessoas que aí trabalham vivem nas vilas/pequenas cidades circundantes, o que não se verifica no país vizinho.
Baresi
Posted
Abril 21, 2015 at
6:50 pm
Sevilha tem 2 milhões de habitantes, 700 mil na cidade…
MosqueteiroSLB
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Abril 21, 2015 at
5:34 pm
O ideal e 16. Essa ideia das 10 não faz sentido. Os clubes pequenos seriam prejudicados. Muitos deles ainda baixariam mais a media de assistências. Os que subiriam a media, não se devia a um aumento de adeptos mas sim ao facto dos 3 grandes irem lá mais vezes. Eu vou sempre a Luz. Seja o Porto ou o Penafiel. O que aumentaria era o clássico adepto que só se lembra do clube em jogos grandes. Ainda por cima praticamente toda a gente iria a competições europeias… Digam-me uma boa equipa de um campeonato com esses moldes. Agora comparem essas equipas aos 3 grandes. Deixem estar como está, ou metam como antes. Mas por favor não reduzam isso em demasia era ridículo. Para estragar o futebol já está a FIFA a tentar com regras ridículas, não e preciso a FPF entrar nisso também.
Já agora, ao autor do post a jogar para o empate ganhou o chelsea uma champions. Ninguém gosta de jogar contra essas equipas que jogam assim sistematicamente. Mas e preciso saber jogar contra elas caso apareçam na Europa. e se precisarem que o façam também.
Agora, mais um exercício: vão ao campeonato português e vejam quantas equipas, do 10 lugar para baixo já tirou pontos ais 3 grandes, e teve influência na entrada para s champions/ Europa.
Suspeito do Costume
Posted
Abril 21, 2015 at
5:40 pm
Depois há outro ponto que prejudica o futebol nacional(e como o futebol é sagrado alastra-se as outras «artes»): O futebolês.
Alexis
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Abril 21, 2015 at
5:57 pm
Nos últimos tempos tem-se levantado o debate quanto à qualidade – ou falta dela – da nossa liga. Os Rankings UEFA contrariam, ou escondem, essa mesma realidade. Segundo a UEFA, a Liga NOS encontra-se no 5° lugar, mais próximo do 4° lugar (Itália) do que do 6° (Franca) das melhores ligas europeias. Mas… Parece ser consensual que a liga portuguesa carece de qualidade e visibilidade, comparativamente a outras ligas, inclusivamente aquelas que se encontram em posições inferiores no Ranking.
Face a este cenário e na sequência não só de artigos publicados neste blog, (por sinal o mais consultado no país) como também dos respectivos comentários a esses mesmos artigos, segui a sugestão de alguns utilizadores e elaborei uma lista de ideias que, embora não sendo consensuais e algumas delas até radicais, poderiam contribuir para o aumento da qualidade da nossa liga.
Olhando para a realidade portuguesa, vemos que ter 18 clubes na 1a liga e 24 clubes na 2a liga é incomportável para um país com cerca de 10 milhões de habitantes. A título de exemplo, a Alemanha, com cerca de 80 milhões de habitantes e com um nível económico muito superior ao nosso, possui o mesmo número de clubes.
Assim sendo, a primeira e talvez principal mudança a ser efectuada passa pela redução do número de clubes, feita de forma gradual, de 18 para 12 clubes. Esta proposta teria início na época 2016/2017 com a redução para 16 clubes, 2017/2018 teria só 14, e por fim 2018/2019 já contaria com 12 clubes. Por esta altura, a solução para a falta de jogos passaria por organizar o Campeonato em duas fases: a 1a, em 22 jornadas (2 voltas) que permitiria separar os clubes em 2 grupos – os primeiros 6 classificados lutariam pelo título e posições europeias, os restantes 6 lutariam pela permanência – mais 10 jornadas a 2 voltas. Esta segunda fase seria realizada sem prejuízo de pontos conquistados na 1a fase do Campeonato, visto não ser justo os clubes perderem a vantagem conquistada durante a 1a fase.
Divisão da 2a liga em 2 grupos: Norte, e Sul com 12 equipas cada, poupando assim os clubes mais modestos a longas e dispendiosas viagens. Subiriam apenas os campeões de cada grupo, descendo apenas o último classificado de cada um. Haveria lugar a uma final a 2 mãos para apurar o campeão absoluto. Teria de haver um aumento dos prémios monetários bem como dos direitos televisivos destes clubes, de forma a apretechá-los um pouco melhor para a subida. Isto levaria também a uma reestruturacao da Taça da Liga e Taça de Portugal. A criação de mais uma eliminatória na Taça de Portugal e um play off antes do play off de selecção final (com redução do número de clubes na fase de grupos desta prova). Também poderia ser considerada a revisão dos incentivos monetários a quem disputa as taças de forma a aumentar o interesse nas mesmas.
A distribuição dos direitos televisivos teria de ser feito de forma mais justa. Diminuindo o número de clubes que recebem os direitos televisivos da 1a liga, verifica-se que estes receberiam consideravelmente mais que no formato atual. Assim sendo, poderia exigir-se uma distribuição mais equitativa e ao mesmo tempo disponibilizar uma maior percentagem dos direitos televisivos aos clubes da 2a liga.
Alexis
Posted
Abril 21, 2015 at
5:58 pm
(continuação) Todos os clubes estariam sujeitos a garantir o cumprimento do orçamento ainda antes da época começar, de forma a evitar salários em atraso. O controlo seria muito mais rigoroso, assente em provas concretas e não em promessas ou garantias facilmente contornáveis. Resultados financeiros negativos seriam penalizados, com essas multas a serem encaminhadas para prémios ao clube promovido à 1a liga.
Todos os clubes estariam também obrigados a possuir uma academia de formação, com condições logísticas em quantidade e qualidade mínimas exigíveis, de forma a ser permitida a sua inscrição nas ligas profissionais. Essas mesmas academias seriam obrigadas a ter treinadores devidamente formados, através da criação de acreditações inteira e intensivamente dedicadas ao futebol de formação, sob a avaliação da FPF ou LFPF. Deveria também proceder-se a uma requalificação dos quadros competitivos do futebol jovem em Portugal, tomando como modelo o modelo alemão e belga, outrora mencionados no VM .
Outro dos problemas que assola o nosso Campeonato, e levantado recentemente pelo presidente do Beleneses, é o “efeito eucalipto praticado pelos clubes grandes”. Assim, os clubes profissionais estariam limitados a 26 atletas sob contrato profissional, e no caso dos clubes com equipa B, limitar estes a 40 atletas. O limite de empréstimos por clube seria de 4 atletas, sendo que no máximo apenas 2 chegariam do mesmo clube. Todos os emprestados estariam proibidos de defrontar o clube de origem, evitando polémicas e lesões suspeitas de última hora.
Outra medida interessante, seria a obrigatoriedade dos clubes possuírem nas suas fileiras 10 jogadores portugueses, sendo que 6 seriam sub-21 das respectivas academias (ainda restariam 16 vagas para estrangeiros). Aos clubes da 2a liga seriam exigidos no mínimo 15 portugueses, e 7 das respectivas academias. De ressalvar que todos os jogadores sub-19 nao contariam como “profissionais”.
Quanto ao horário dos jogos, um mínimo de 33% dos jogos teriam de ser disputados durante a tarde de Sábado, e os bilhetes seriam sujeitos a um limite máximo, e justo, de preço. Atletas federados sub-15 não pagariam bilhete, sendo necessária a requisição dos mesmos feita com alguns dias de antecedência.
Outra medida seria a obrigatoriedade de os clubes assegurarem a qualidade dos recintos desportivos e respectivos relvados, ficando a manutenção a cargo de empresas contratadas pelo clube em causa. Falhar com estes pressupostos levariam a sanções monetárias (que deveriam ser utilizadas a 100% para a construção de centros de treino especializado, ou aposta na formação contínua do futebol jovem).
Todas estas mudanças levariam o seu tempo a ser implementadas, prevendo-se uma mudança progressiva, a ser realizada em 4/5 anos, dando assim tempo aos clubes para preparar todas as exigências.
Esta é apenas a minha visão, e sabendo de antemão que muitas outras medidas poderiam ser tomadas, sendo que sem dúvida este tema merece um debate de ideias, e sendo o VM o blog com maior expressâo a nível nacional, creio ser o espaço ideal para o comum adepto as discutir e fazer-se ouvir junto de quem tem o poder de decidir. Afinal, o futebol é dos adeptos.
Kafka I
Posted
Abril 21, 2015 at
6:29 pm
Alexis,
Subscrevo na INTEGRA os teus 2 comentários, palavra por palavra, nada mais a acrescentar
Alexis
Posted
Abril 21, 2015 at
6:42 pm
Obrigado Kafka. Tentei fazer um artigo (tal como sugeriste anteriormente) mas não foi aceite porque o leitor Filipe Santos tinha proposto um artigo semelhante ao meu. Para todos os efeitos, é apenas a minha opinião, com propostas arrojadas mas que deviam ser discutidas ou aprofundadas por todos.
manelmadeira
Posted
Abril 21, 2015 at
7:59 pm
Tal como o Kafka, também eu subscrevo. E pergunto o porquê de não haver mudanças no nosso futebol sabendo que está num estado absolutamente terrível
gonçalo Duarte
Posted
Abril 21, 2015 at
8:34 pm
Está muito bom o artigo, mas não seria melhor se antes de subir os 2 melhores de cada região se fizesse uma mini-liga com os 3 primeiros de cada e subissem os 2 primeiros?É que caso a região sul/ norte tivesse 2 mais fortes não seria justo uma não subir por razões geográficas
Awesome_Mark
Posted
Abril 21, 2015 at
9:26 pm
Também partilho da mesma opinião do Alexis e do Kafka, curiosamente, também estava a pensar elaborar um artigo sobre este tema mas este conseguiu ser muito completo. Apenas algumas observações Alexis:
.Portugal está no 5º lugar das Ligas Europeias para a UEFA, é verdade, mas a verdade é que esse ranking apenas leva em conta as prestações dos clubes nas competições europeias (e verdade seja dita, em Portugal não mais do que quatro equipas vêm realmente efetuando prestações dignas), sendo que, a qualidade de um campeonato engloba vários outros fatores. Cumprimento salarial, assistências, qualidade do futebol. São só alguns dos outros fatores em que a Liga NOS é simplesmente medíocre. Portugal está ao nível da Turquia, Rússia, Holanda e Ucrância e ainda bem longe do top five.
.Cada uma das séries da Segunda Liga contaria com 3 equipas B. Assim, teriamos um total de 30 equipas profissionais e para a Taça da Liga fazia-se 6 grupos de 5, com uma volta de todos contra todos (como são 5, não haveria a diferença entre jogos caseiros e fora como habitualmente) e passavam os dois primeiros de cada, mais os 4 melhores terceiros. O vencedor, ganharia um bilhete para a Liga Europa de modo a valorizar ainda mais a competição. Quanto à Taça de Portual, a fazer uma remodelação seria nas meias-finais voltarem a ter uma mão apenas e talvez já no Jamor, como em Inglaterra.
.É muito importante também apostar na publicidade. Não sei se já se deram conta, mas o nosso campeonato não tem um sequer magazine semanal oficial da Liga. Outras campanhas, como a primeira jornada ser apelidada de "jornada da família" (algo único, semelhante ao Boxing Day) e ser grátis para de certo modo "empurrar" o público aos estádios por exemplo, deveriam também ser levadas a cabo. Regularizar os horários também é importante, eis a minha sugestão:
Sexta-feira às 19:45 (é um horário de fraca concorrência telivisiva no que toca ao futebol e em semanas que antecedem competições europeias é importante) Sabado às 15:45 (coincidindo com o término do horário habitual de Alemanha e Inglaterra) e às 19:00 Domingo às 16:00 dois jogos (coinicidindo com o término do horário habitual de Itália) e às 18:15
Alexis
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Abril 21, 2015 at
9:49 pm
@manelmadeira pois essa dúvida é impossível para mim responde-la. O certo é que o paradigma tem de mudar. O público tem expressado a sua opinião, mas parece que o comúm adepto é o ultimo a ser ouvido.
@Gonçalo, concordo com o ponto de vista. E sim, parece-me bastante válida essa sugestão.
@Awesome gosto particularmente dos dois últimos parágrafos. Eu sei que o 5o lugar se deve às prestações da UEFA, so usei esse exemplo porque muita gente usa esse mesmo 5o lugar para camuflar o nível da nossa liga.
Obrigado pelas vossas opiniões.
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
9:59 pm
Awesome_Mark Subscrevo por completo os 2 últimos parágrafos.
Manuel Aníbal
Awesome_Mark
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Abril 21, 2015 at
10:02 pm
*Sabado às 16:45
Kafka I
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Abril 22, 2015 at
10:51 am
Awesome
Subscrevo os teus pontos e gostei particularmente dos últimos 2 parágrafos, não tinha pensado nessas hipoteses, mas subscrevo-as na integra, exclentes ideias
Joao Souto
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Abril 21, 2015 at
6:01 pm
Reduzir o campeonato para 12/14 equipas e centralizar o direitos televisivos dividindo – os pelos clubes de forma igual é o caminho a seguir.
Alexis
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Abril 21, 2015 at
6:04 pm
Excelente texto e importante tema para ser discutido. Parabéns Filipe. Elaborei há dias um artigo que por ser parecido (quanto à temática) ao seu, não foi aceite. Assim, o VM sugeriu que o "colasse" nos comentários. Fiz exactamente isso, tendo-o "partido" em 2, pois era demasiado extenso para ser publicado num só.
Basicamente, expus ideias que considero ser importantes. Sei que são demasiado radicais para um país geralmente alérgico a mudanças (já no tempo de Camões haviam os velhos do Restelo). Como é obvio são discutíveis, e é exactamente isso a que me propus: provocar um "brainstorm" colectivo, contando com o debate de ideias de todos.
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
6:27 pm
Baixem o preço dos bilhetes! Um gajo vai ver um jogo do CNS e paga logo 7, 8 euros!! Assim dá vontade é de ficar em casa.. eu não sou rico, mas gosto de futebol.
JRoldão
Anónimo
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Abril 21, 2015 at
8:49 pm
Bom artigo. 101% de acordo. Eu pessoalmente prefiro ver jogos do que ver resultados e comentá-los, como vejo muitos fazerem no nosso país. O jogo é jogado, não é só falado (é bom falar "de bola" mas ao menos que se veja alguns jogos, e não se venha falar de àbritros ou dirigentes de há 10 anos atrás).
PA
Rui Miguel Ribeiro
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Abril 21, 2015 at
9:46 pm
A ideia de um Campeonato com 8 ou 10 equipas é ridícula. O Campeonato deixaria de ser "Nacional", o acesso a ele seria muito difícil e as mesmas equipas jogariam umas contra as outras n vezes. Não obrigado.
Anónimo
Posted
Abril 21, 2015 at
9:48 pm
A minha proposta…
Ora se em Portugal existem 36 equipas profissionais mais 6 equipas B, são 42 equipas…
1º Liga a 10 equipas (12 caso o Rio Ave e o Belenenses criassem equipas B) 2º Liga a 16 equipas 3º Liga a 16 equipas
E obviamente, centralização das TV's…
Este é o caminho, a prestação das equipas portuguesas na Europa, este ano fala por si…É preciso uma revolução a sério no futebol português…
Se fossem 10 ou 12 equipas, iriam haver 5 ou 6 jogos por jornada, com isto creio que todos iriam ter transmissão televisiva…possivelmente 1 jogos dos grandes dava em sinal aberto…
Outra coisa que é preciso reformular é os horários e eu penso que com menos equipas é mais fácil para criar bons horários…por exemplo 3 jogos ao sábado à tarde e 3 ao domingo…
O preço dos bilhetes tem de ser reduzido…se querem estádios cheios os bilhetes não podem ser mais do que 10 euros (a não ser nos clássicos)…
Cumrpimentos…
Manuel Aníbal
Anónimo
Posted
Abril 21, 2015 at
10:28 pm
Esqueci-me de alguns pontos… Um ponto importante que falta no nosso futebol é o marketing… A liga devia aderir às redes sociais e criar alguns programas de televisão, tipo a Premier League World e etc.
Manuel Aníbal
Jpc
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Abril 21, 2015 at
10:06 pm
Esse excerto do último parágrafo realçado a negrito tira-me as palavras da boca.
João Silva
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Abril 21, 2015 at
10:38 pm
Na China então havia 100 equipas….
Fábio Mendes
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Abril 22, 2015 at
12:05 am
A minha proposta é:
14 equipas na 1.ª Divisão, num campeonato com 3 fases e quatro equipas a descerem. Desta forma, haveria mais emoção e isso iria trazer mais público aos estádios. Algumas equipas teriam que alterar o seu futebol e deixarem de jogar apenas para o pontinho!!
barinho
Posted
Abril 22, 2015 at
12:45 am
Claro que há muito poucos amantes deste desporto em Portugal.Por cá só há amantes das vitórias, só por essa razão se explica porque 95% são adeptos de 3 clubes. Não se gosta nem pelo desporto, nem pelo bairrismo, é pela vitória.
E vê-se por muitos comentadores deste blog. Por muito que percebam de futebol acham perfeitamente normal ser adepto dum clube a centenas de quilómetros de distância da terra de onde sempre foram.Sofrem muito mais por um clube qualquer estrangeiro do que pelo clube da sua terra (faz-me uma confusão tremenda ver gente a dizer o meu Barcelona, o meu Real, o meu Manchester, etc). Gente que em vez de proteger e elogiar o que é nosso passa o tempo a rebaixá-lo como se vê com o CR e o Mourinho.Sim, porque isto não é só ganhar, há que invejar também que tem sucesso porque como é que eles se atrevem a ser bons se pertence ao mesmo paisinho que nós?
Por isso enquanto que esta mentalidade tacanha (muito bem reforçada pela magnífica comunicação social e sistema) vigorar neste país, nada vai mudar.
E mudar a liga para 10 ou 12 equipas?Tirando receitas a ainda mais clubes?Excelente ideia!Para os do costume claro.Era o reforçar ainda mais das diferenças.
Santos
Posted
Abril 22, 2015 at
12:47 am
Essa teoria está na moda, mas não é por isso que deixa de ser totalmente irracional, no contexto histórico do futebol português.
Amputa-se uma perna para tratar de uma unha encravada?
Qual é a solução? Simples:
1. Organização. Organização. ORGANIZAÇÃO . 1.1 Controlo implacável dos salários em atraso 1.2 Contratação de gestores de TOP para todas as áreas da Liga 1.3 Centralização dos direitos. O 18º não pode receber menos de 50% do 1º. 1.4 Obrigatoriedade de TODOS os clubes profissionais terem uma equipa B com incentivos financeiros para a utilização de jogadores da formação. 1.5. Redução da Segunda Liga para 18 clubes = -despesa +receita (através dos direitos de transmissão)
= Muito mais receitas para TODOS os clubes tirando os 3 grandes, pelo menos inicialmente. = Mais e melhor formação. = Melhores plantéis = Espectáculo mais atraente = Competitividade até ao final da Liga devido aos prémios de performance criados com a centralização. = + Público nos estádios = + Dinheiro de patrocínios = Liga muito mais atraente para investidores estrangeiros = Melhores prestações europeias fora dos 4 grandes.
Resultado final: futebol português a crescer de forma sustentada.
druyda
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Abril 22, 2015 at
7:33 pm
+1
William Shatner
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Abril 22, 2015 at
9:16 am
Um amigo meu, uma vez contou-me uma história de como tinha conhecido um gajo de Guimarães, e estavam a falar de futebol. O meu amigo disse-lhe que era adepto do Benfica, ao que o gajo de Guimarães lhe perguntou "mas nasceste em Lisboa? Eu nasci em Guimarães, sou do Vitória, isso nem tem discussão" É este sentimento de apoio às equipas locais que falta em Portugal e que em Inglaterra é enorme. Inglaterra tem mais habitantes? Tem. Mas um português de Boliqueime é do Benfica e um inglês de Scunthorpe é do Scunthorpe. É isto que falta na generalidade ao futebol português. Falta uma mudança de mentalidade impossível de acontecer porque os sentimentos estão tão enraizados que eram precisas décadas para uma eventual mudança. Falta apoio local aos clubes, com acções promocionais que puxem os adeptos de cada cidade aos estádios. Faltam melhores acessos (o caso de Aveiro é gritante), espalhar as cores do clube pela cidade. São ideias pouco concretas, são mais desabafos.
leo
Posted
Abril 22, 2015 at
9:50 am
a meu ver os 3 grandes tem um grande grupo de adeptos fieis(claques e alguns adeptos fora destas) que comparecem aos jogos em casa e fora, sendo que nos jogos em casa vários simpatizantes e varias famílias ainda se juntam a este grupo mais restrito de adeptos que segue o seu clube para todo o lado. Assim os jogos em casa ainda escapam á fraca moldura humana que se apresenta na maioria dos campos portugueses. Estes clubes só não aumentam ainda mais o numero de espectadores por jogo devido aos elevados preços praticados na venda de bilhetes, que não é razoável face à crise existente no nosso país e que não se enquadra na qualidade apresentada na maioria dos jogos ( onde o resultado é previsível e por vezes nem da gosto ver os jogos). Já os clubes mais pequenos só levam gente aos estádios quando jogam com os grandes e mesmo assim a maioria dos espectadores existentes são adeptos das equipas visitantes. Penso que estes clubes tem de se focar nos adeptos da região e focar-se em tentar envolver as suas cidades com os clubes, tentar criar um forte espírito entre clube, cidade e habitantes da cidade, de modo a criar-se uma cultura futebolística nas zonas envolventes ao clube , que façam com que de domingo a domingo a malta não se junte nos cafés para ver a bola, mas sim que leve a família e amigos ao estádio.
também por outro lado compreendo que jogos como Penafiel-Gil Vicente por exemplo não interesse a muita gente pois são 2 equipas relativamente fracas e que não vao proporcionar grandes jogos, ao contrario do que acontece em alguns jogos da II divisão, onde equipas como o chaves, tondela, proporcionam bons jogos de futebol ofensivo, onde as equipas jogam com tudo e nao com o pragmatismo que as equipas pequenas apresentam na liga nos
0 Comentários
Anónimo
Enquanto só houverem 3 clubes com adeptos é impossivel o futebol Português evoluir para algo melhor.
Essa sim é a principal causa dos "males" do futebol Português, tudo o resto deriva daí.
Nuno Santos
Anónimo
Isso acontece porque o nosso país é pequeno. Tomemos o caso de Inglaterra e comparemos as capitais, Lisboa e Londres. Existe mais densidade populacional em Londres e enquanto que em Lisboa tens adeptos do Benfica, Sporting e Belenenses, em Londres tens Arsenal, Tottenham, Chelsea, West Ham, Crystal Palace, QPR…
Isto de haver 3 grandes em Portugal é algo que nunca vai mudar, na minha opinião.
Big Peter
João Lains
Essa história tem de ser desmistificada de uma vez por todas. As pessoas muitas vezes nem sequer escolhem o seu clube. Eu sou benfiquista, mas lembro-me perfeitamente de torcer pelo Sporting até aos meus 6 anos! Porquê? Por influência da minha família e isto é o que acontece com muita gente. Quantos pais não compram equipamentos dos seus clubes para os seus filhos quando estes têm 3, 4 ou 5 anos de idade? Eu nem sequer me lembro porque preferi o Benfica ao Sporting. Se calhar porque gosto mais do vermelho do que do verde, não sei. São os clubes que nós, em crianças, nos habituámos a ver na televisão, portanto é normal que sejam esses reúnam o maior agregado de adeptos. Quando somos crianças não temos lucidez para sequer pensar nestas questões. Não sei porque é que continuam a insistir nesta história, ao ponto de alguns adeptos se sentirem mais "nobres" ou "hipsters" por não torcerem por nenhum dos três grandes.
Pedro Costa
Exactamente! No minimo, dividir as receitas, nomeadamente as televisivas, era o principal passo a tomar para equilibrar o campeonato. Reduzir para 10 era péssimo, ia apenas acabar com quase todos os clubes…16 penso que era o numero ideal. Os que não reconhecem que só haverem adeptos dos 3 grandes é um problema são os mesmos que criticam a FIFA e a UEFA por tomarem medidas que beneficiam as equipas dos principais campeonatos (Real, Barça, Bayern, Chelsea, etc…)
Anónimo
Enganei-me Lisboa é que tem a maior densidade populacional.
Big Peter
João Tomás
Não concordo. Sou de Aveiro e tenho 16 anos, sendo assim nunca apanhei o Beira-Mar a jogar no velhinho Mário Duarte, mas pelo q sei quando lá jogava tinha sempre grande apoio… Acredito q muito dessa gente q apoiava o Beira tivesse um "grande" no coração, mas o Beira também lá estava, visto q era o único clube q podia ver o vivo assiduamente.
José Miguel Mota Pinho
João Tomás a mudança do estádio matou por completo o clube.
Pinho
João Magalhães
Felizmente há muita gente a gostar de Futebol em Portugal, mas também há alguns que só lá vão porque sim. São os adeptos de ocasião e de vitória, que só se lembram que o clube existe quando ele tem sucesso. São exactamente os mesmos que vão aos estádios, porque é uma coisa engraçada e que está na moda. Entoam uns cânticos, mas nem um pedaço de história do clube sabem.
Quanto às alterações na liga, eu defendo que reduzir para 10 seria catastrófico, ainda para mais depois de uma recente subida para 18. Seria enfraquecer ainda mais os que já são fracos, e tornar os fortes ainda mais fortes. Seria empurrar para divisões inferiores clubes que, já de si, têm uma massa associativa reduzida. 10 clubes, impediriam ainda mais o singrar do jogador nacional. Era cortar um espaço competitivo que ajuda os jogadores a evoluir e dá algum alento às cidades.
Baixar para 16 equipas concordo, agora para 10 acho prejudicial. As nossas equipas pequenas não são da dimensão das do campeonato escocês ou suiço.
Andre Silva
Caro Joao Magalhaes, Prejudicial? prejudicial é termos de ver jogos miseraveis semana apos semana, com equipas que todos os meses lutam para pagar os seus ordenados!! Se um clube nao tem dinheiro para se aguentar na primeira liga, pois entao nao esteja! O problema dos dirigentes e ter mais olhos que barriga, o que provoca inevitavelmente em dividas atras de dividas! A primeira liga tem de ser considerado um campeonato apenas para os melhores, e se conseguirmos reduzir a liga a clubes que se consigam sustentar de forma racional entao teremos um bom campeonato!
Claro que e necessario estar tudo regulamentado coisa que nao interessa a muita gente! O senhor fala de um impedimento maior de afirmaçao do jogador nacional, nao o vejo assim, se ouvir condiçoes especiais em termos de impostos para quem apresentar x jogadores da formaçao, os clubes vao apostar mais nos jovens jogadores. Se for obrigatorio ter x jogadores da formaçao no plantel principal entao os clubes apostam mais nos jovens jogadores portugueses!! Se houver menos clubes portugueses, o dinheiro das transmissoes sera dividido por menos clubes, logo cada um ganha mais!! Claro que isto nao interessa aos 3 grandes, isto porque, enquanto os mais pequenos continuarem a ser pequenos, a luta destes resume se a 3 ou a 2 no caso dos ultimos anos!! Na minha opiniao, o problema e que existem clubes a mais, sem condiçoes nenhumas mas que querem competir com outros que se encontram noutro patamar, e meu caro, enquanto as coisas continuarem como estao, o fosso sera cada vez maior!!
Ass: Andre Silva
João Magalhães
Não concordo com imposições legais para utilizar jogadores Portugueses, porque isso significaria que independentemente da qualidade do jogador, ele teria sempre lugar em equipas profissionais. Era a mesma coisa que um cidadão ter lugar numa empresa Portuguesa por ter cidadão nacional, negligenciando as suas qualidades. Isso acontece em países do 3º mundo, como Angola, em que as empresas são obrigadas a ter trabalhadores nacionais. Os resultados não são lá muito famosos.
O fosso entre grandes e pequenos acontecerá sempre. Em todos os países é assim. Senão, em Espanha fazemos também um campeonato só com 10 equipas e seria ainda mais espectacular. Isso é centralizar em demasia a competição. Há espaço para todos.
E 10 equipas não são sinónimo de que o nosso futebol iria melhorar. Ou você vê a liga Suiça por ter menos equipas? Não é por isso que ficaremos mais atrativos..
Anónimo
Para mim o ideal era um campeonato com 12 equipas, 2 fases. 1ª fase 22 jornadas no fim avançavam para a 2ª fase com metade dos pontos. 2ª fase 2 séries : campeão e manutenção 10 jornadas: isto iria trazes mais competitividade aos jogos mais receitas televisivas e assistencia….para os 6 primeiros classificados…os outros teriam de ser compensados por um novo modelo de distribuição das receitas televisivas com gestão centralizada.
Clubes como Braga Guimarães , Nacional, Maritimo Belenenses, Boavista poderiam crescer a luta pelos lugares na fase de apuramento de campeão (que definiria também os lugares europeus a manter-se o ranking) seria também mto interesante. Mas claro existe o reverso da medalha, o fosso para os restantes clubes que não tenham a possibilidade de concorrer pelos 6 1ºs aumentaria! Ainda assim pela dimensão do país axo que seria o modelo mais adequado. Cumps
Nuno Carvalho
Kafka I
João Magalhães
A Suiça não é na minha opinião um bom exemplo para aferir a qualidade de um campeonato a 12, porque antes demais a Suiça nunca teve uma aposta forte no futebol nem nunca levou a futebol muito a sério, depois só tem 8 milhões de habitantes (ainda menos que Portugal), logo de forma orgânica nunca conseguiria ter 4 ou 5 equipas grandes, porque um clube para ser grande precisa de ter uma enorme base adepta que a "sustente", ora isso é impossivel na Suiça..
druyda
Concordo completamente! Quem acha que os campeonatos deviam ser de apenas 10/12 equipas, não está a analisar consequências a longo prazo!
Além do mais estão a propor um modelo de campeonato que nunca funcionou em lado nenhum.
Anónimo
A primeira coisa que me vem à cabeça é o caso dos jogadores emprestados entre equipas portuguesas jogarem contra a equipa a que pertencem. Um campeonato com 4 voltas só ia alimentar essa polémica e mês sim mês não, alguém vinha chorar porque X não jogo contra a sua equipa L e por causa disso o resultado do jogo foi diferente.
Big Peter
Anónimo
Confesso que quando vi o título deste artigo pensei que se referisse ao andebol ao até mesmo ao pólo aquático. A situação do futebol comparada a estes desportos não é nada de preocupante.
ZF
Pedritxo
acho q nao me insiro nesse tipo de adepto, sinceramente, alias critico imenso o meu clube.
reduzir pa 10? pessima ideia, minimo 14,mas 16 seria o ideal com a 2ºliga por zonas
Anónimo
14, 16, 18 vai tudo dar ao mesmo
o futebol tuga precisa de uma revolução a sério…
zé manuel
Pedro, o Polvo
Gosto da tua ideia no geral, muito difundida aqui no blogue, nomeadamente pelo assíduo comentador, Kafka I – concordo mais com a ideia dele de ter 12 equipas na primeira liga e dividir a segunda divisão em norte e sul para evitar custos desnecessários de transportes, concluíndo a 2a liga com o playoff final entre os melhores classificados de ambos os territórios.
Quanto aos adeptos também concordo com o que dizes, mas por vezes a prepotência de pensar que se percebe de futebol, cega-nos ao ponto de que não admitimos que outras pessoas possam gostar de futebol de outra forma diferente do que a nossa.
Há pessoas que em vez de pensarem nos seus miseráveis salários preferem ver a bola enquanto bebem a sua cerveja e comem os seus tremoços – às vezes nem dão tanta importância ao facto das equipas estarem a jogar em bloco alto ou baixo, mas sim, aos erros do árbitro, porque é isso que vão discutir ao almoço do dia seguinte com o patrão/amigo/genro/cunhado etc. Lá está, é a forma deles se divertirem..
As novas gerações já não são tanto assim, no entanto o que podia e devia ser feito, era um esforço por parte dos Media, para ter jornais desportivos com mais qualidade, programas televisivos com mais qualidade etc. No fundo, fazer um esforço para aumentar a nossa cultura desportiva (talvez até, diversificando um bocado os desportos para as outras modalidades não serem marginalizadas como são em portugal).
Esta discussão (dos media) já é muito mais ideológica e arrasta consigo outros fenómenos psico-sociológicos extra futebol, que não interessa estar agora a desenvolver mt (por exemplo, a qualidade os programas que passam em horário nobre nos 4 canais…casas dos segredos e afins…a televisão tem um poder enorme e quem está por trás disso DEVERIA ter um dever moral de enriquecer a cultura da população e faz exactamente o contrário…há pessoas que só tem os 4 canais e são "obrigados" a ver porcarias de telenovelas sempre iguais e reality shows degradantes..)
João Lains
Eu não preciso de saber tocar guitarra para apreciar rock. Eu até posso não perceber nada de tácticas, mas não é por isso que deixo que alguém coloque a minha paixão por futebol em causa ou sinta mais, ou menos, o meu clube. Que chato seria, se no dia seguinte ao jogo, só se falasse em blocos baixos ou altos, ou jogo interior ou pelos corredores. Entretenimento! O futebol também é entretenimento. Quem vê um jogo de futebol não quer "moer" a cabeça, quer apenas desfrutar.
João Magalhães
Dividir a 2º liga em 2 partes, não seria passar um atestado de amadorismo às equipas? Equipas profissionais restringidas a um bloco regional parece-me algo pouco elegante, ainda para mais num país tão pequeno.
Pedro, o Polvo
Exactamente Lains.
Magalhães, acho que as equipas iam agradecer, acredita .. Há tanta falta de dinheiro, tanta falta de organização, que nós se soubessemos de metade ficávamos chocados .. Algo deste género iria beneficiar muito o nosso futebol. Não estou a dizer que o que disse era um plano perfeito, aliás limitei me a copiar, em traços largos, o que foi dito por aqui.. Obviamente que se tinham de fazer estudos e grandes planeamentos, mas o ideal por trás, era fazer algo deste género ..
Aliado a tudo isto, a televisão podia ajudar e trazer mais entretenimento com estatísticas, valores etc etc. Inclusive na 2a liga! Tornaria interessante aos adeptos ver os jogos do playoff .. Hoje em dia, além de serem poucos os jogos televisionados da 2a divisão, há pouco público que se entusiasme realmente com aquilo .. Dão muito mais interesse às equipas B dos 3 grandes do que ao resto, isso te garanto!
miguelborges6
Não há muitos adeptos de futebol nem de nenhum desporto em Portugal, há adeptos dos clubes e dos resultados. Maior parte dos adeptos não quer saber se a equipa joga bem ou mal, desde que a eficácia e o "pragmatismo" dêem para ganhar jogos. A nossa cultura não é de espectáculo, não apelamos a isso. Na NBA é possivel ver um jogador falhar um afundanço, um alley-oops, uma jogada mais elaborada em alturas decisivas sem ser crucificado por todos mas em Portugal e um pouco por toda a Europa isso é impensavel. Se um jogador falha jogadas decisivas porque não tomou a decisão mais inteligente, não marcou o golo porque tentou fintar 2 ou 3, porque tentou o chapeu em vez do remate simples, é automaticamente crucificado e é posto cá fora pelo treinador em 2 seg. Isto tudo para concluir, os adeptos são adeptos dos clubes e dos resultados desses clubes agora a parte exibicional é relegada para 2º ou 3º plano. Importa é discutir a arbitragem e o que devia ter sido feito para ganhar.
Darius
concordo com a redução do número de equipas, e acho que nem é preciso 4 voltas. 3 voltas, havendo equipas a jogar em casa mais vezes que outras, mas sendo o calendário sorteado não há como alguém se queixar do calendário desfavorável. por exemplo, 11 equipas, 30 jornadas, cada equipa faz 15 jogos em casa e 15 jogos fora. mas isto provavelmente é inventar demasiado.
há a possibilidade de um sistema como o sugerido no texto enfraquecer clubes das divisões inferiores, porque uma equipa como a académica (exemplo) estar num segundo patamar faria com que houvesse menor motivação para ir ao estádio (os adeptos poderiam pensar que não vale a pena ver o jogo por estar num patamor inferior), mas havendo maior competição e jogos mais entusiasmantes, haveria também mais adeptos no estádio para ver um espetáculo de maior qualidade que o atual.
e quanto à dificuldade acrescida em fazer jogar os jovens promissores portugueses, eu penso que isso pode ser resolvido (seja em que sistema for, 8/10 equipas ou 18) com a obrigação dos clubes em jogar com um número mínimo de jogadores portugueses (por exemplo 1 ou 2 sub-23).
Nuno FMS
Penso que 10 equipas seria uma mudança bastante radical e não seria uma solução ideal.
Vários campeonatos da Europa possuem modelos do género e nem por isso me parecem ser campeonatos de grande qualidade.
Pondo o campeonato suíço à cabeça, que tem um modelo como o falado neste artigo, é uma competição onde tem um vencedor quase anunciado (Basileia) e esse também tem sido o único clube a fazer alguma coisa de jeito nas competições europeias.
Tão poucas equipas e tantos jogos entre as mesmas equipas, a meu ver seria aborrecido para além de que estragaria todo aquele aparato à volta dos derby's e clássicos por estes acontecerem tantas vezes.
As melhores ligas europeias têm no mínimo 18 equipas, também são países maiores que Portugal ou Suíça e obviamente proporcionam, na generalidade, melhores condições.
Penso que o ideal para o nosso país era voltar às 16 equipas e a principal mudança teria de existir na distribuição dos direitos televisivos e num incentivo ao mercado interno (mais transferência entre clubes portugueses).
Baresi
O campeonato enquanto numero de equipas está bom como está, não é isso que fará a diferença em termos qualitativos para o nosso futebol.
Aliás, descer o numero, fazendo menos equipas jogar contra Benfica/Sporting/Porto, tirando-lhes as receitas de TV, seria matar completamente os clubes pequenos.
Não é a diminuição de equipas que faz com que o campeonato escocês e Suiço seja mais competitivo, bem pelo contrário.
Agora, quando estamos inseridos num país pequeno, de 10 milhões de habitantes, onde se calhar 300 mil são clientes habituais dos estádios da primeira Liga.
Sevilha, que é aqui ao lado, só na cidade tem 700.000 mil habitantes. Valencia outros tantos. Málaga 600.000 mil. Há aspectos que simplesmente não podemos competir, a nossa liga nunca terá o poder das maiores da Europa, porque é o reflexo do nosso país.
Chico
A organização das cidades em Espanha é totalmente diferente da nossa. Nós somos um país de subúrbios. É incomparável! Se Lisboa e Porto fosse espanhola teriam mais de 2 milhões de habitantes. Viseu ou Coimbra teriam o dobro dos habitantes facilmente, dado que muitas das pessoas que aí trabalham vivem nas vilas/pequenas cidades circundantes, o que não se verifica no país vizinho.
Baresi
Sevilha tem 2 milhões de habitantes, 700 mil na cidade…
MosqueteiroSLB
O ideal e 16.
Essa ideia das 10 não faz sentido. Os clubes pequenos seriam prejudicados. Muitos deles ainda baixariam mais a media de assistências.
Os que subiriam a media, não se devia a um aumento de adeptos mas sim ao facto dos 3 grandes irem lá mais vezes.
Eu vou sempre a Luz. Seja o Porto ou o Penafiel. O que aumentaria era o clássico adepto que só se lembra do clube em jogos grandes.
Ainda por cima praticamente toda a gente iria a competições europeias…
Digam-me uma boa equipa de um campeonato com esses moldes. Agora comparem essas equipas aos 3 grandes.
Deixem estar como está, ou metam como antes. Mas por favor não reduzam isso em demasia era ridículo.
Para estragar o futebol já está a FIFA a tentar com regras ridículas, não e preciso a FPF entrar nisso também.
Já agora, ao autor do post a jogar para o empate ganhou o chelsea uma champions. Ninguém gosta de jogar contra essas equipas que jogam assim sistematicamente. Mas e preciso saber jogar contra elas caso apareçam na Europa. e se precisarem que o façam também.
Agora, mais um exercício: vão ao campeonato português e vejam quantas equipas, do 10 lugar para baixo já tirou pontos ais 3 grandes, e teve influência na entrada para s champions/ Europa.
Suspeito do Costume
Depois há outro ponto que prejudica o futebol nacional(e como o futebol é sagrado alastra-se as outras «artes»): O futebolês.
Alexis
Nos últimos tempos tem-se levantado o debate quanto à qualidade – ou falta dela – da nossa liga. Os Rankings UEFA contrariam, ou escondem, essa mesma realidade. Segundo a UEFA, a Liga NOS encontra-se no 5° lugar, mais próximo do 4° lugar (Itália) do que do 6° (Franca) das melhores ligas europeias. Mas…
Parece ser consensual que a liga portuguesa carece de qualidade e visibilidade, comparativamente a outras ligas, inclusivamente aquelas que se encontram em posições inferiores no Ranking.
Face a este cenário e na sequência não só de artigos publicados neste blog, (por sinal o mais consultado no país) como também dos respectivos comentários a esses mesmos artigos, segui a sugestão de alguns utilizadores e elaborei uma lista de ideias que, embora não sendo consensuais e algumas delas até radicais, poderiam contribuir para o aumento da qualidade da nossa liga.
Olhando para a realidade portuguesa, vemos que ter 18 clubes na 1a liga e 24 clubes na 2a liga é incomportável para um país com cerca de 10 milhões de habitantes. A título de exemplo, a Alemanha, com cerca de 80 milhões de habitantes e com um nível económico muito superior ao nosso, possui o mesmo número de clubes.
Assim sendo, a primeira e talvez principal mudança a ser efectuada passa pela redução do número de clubes, feita de forma gradual, de 18 para 12 clubes. Esta proposta teria início na época 2016/2017 com a redução para 16 clubes, 2017/2018 teria só 14, e por fim 2018/2019 já contaria com 12 clubes. Por esta altura, a solução para a falta de jogos passaria por organizar o Campeonato em duas fases: a 1a, em 22 jornadas (2 voltas) que permitiria separar os clubes em 2 grupos – os primeiros 6 classificados lutariam pelo título e posições europeias, os restantes 6 lutariam pela permanência – mais 10 jornadas a 2 voltas. Esta segunda fase seria realizada sem prejuízo de pontos conquistados na 1a fase do Campeonato, visto não ser justo os clubes perderem a vantagem conquistada durante a 1a fase.
Divisão da 2a liga em 2 grupos: Norte, e Sul com 12 equipas cada, poupando assim os clubes mais modestos a longas e dispendiosas viagens. Subiriam apenas os campeões de cada grupo, descendo apenas o último classificado de cada um. Haveria lugar a uma final a 2 mãos para apurar o campeão absoluto. Teria de haver um aumento dos prémios monetários bem como dos direitos televisivos destes clubes, de forma a apretechá-los um pouco melhor para a subida. Isto levaria também a uma reestruturacao da Taça da Liga e Taça de Portugal. A criação de mais uma eliminatória na Taça de Portugal e um play off antes do play off de selecção final (com redução do número de clubes na fase de grupos desta prova). Também poderia ser considerada a revisão dos incentivos monetários a quem disputa as taças de forma a aumentar o interesse nas mesmas.
A distribuição dos direitos televisivos teria de ser feito de forma mais justa. Diminuindo o número de clubes que recebem os direitos televisivos da 1a liga, verifica-se que estes receberiam consideravelmente mais que no formato atual. Assim sendo, poderia exigir-se uma distribuição mais equitativa e ao mesmo tempo disponibilizar uma maior percentagem dos direitos televisivos aos clubes da 2a liga.
Alexis
(continuação) Todos os clubes estariam sujeitos a garantir o cumprimento do orçamento ainda antes da época começar, de forma a evitar salários em atraso. O controlo seria muito mais rigoroso, assente em provas concretas e não em promessas ou garantias facilmente contornáveis. Resultados financeiros negativos seriam penalizados, com essas multas a serem encaminhadas para prémios ao clube promovido à 1a liga.
Todos os clubes estariam também obrigados a possuir uma academia de formação, com condições logísticas em quantidade e qualidade mínimas exigíveis, de forma a ser permitida a sua inscrição nas ligas profissionais. Essas mesmas academias seriam obrigadas a ter treinadores devidamente formados, através da criação de acreditações inteira e intensivamente dedicadas ao futebol de formação, sob a avaliação da FPF ou LFPF. Deveria também proceder-se a uma requalificação dos quadros competitivos do futebol jovem em Portugal, tomando como modelo o modelo alemão e belga, outrora mencionados no VM .
Outro dos problemas que assola o nosso Campeonato, e levantado recentemente pelo presidente do Beleneses, é o “efeito eucalipto praticado pelos clubes grandes”. Assim, os clubes profissionais estariam limitados a 26 atletas sob contrato profissional, e no caso dos clubes com equipa B, limitar estes a 40 atletas. O limite de empréstimos por clube seria de 4 atletas, sendo que no máximo apenas 2 chegariam do mesmo clube. Todos os emprestados estariam proibidos de defrontar o clube de origem, evitando polémicas e lesões suspeitas de última hora.
Outra medida interessante, seria a obrigatoriedade dos clubes possuírem nas suas fileiras 10 jogadores portugueses, sendo que 6 seriam sub-21 das respectivas academias (ainda restariam 16 vagas para estrangeiros). Aos clubes da 2a liga seriam exigidos no mínimo 15 portugueses, e 7 das respectivas academias. De ressalvar que todos os jogadores sub-19 nao contariam como “profissionais”.
Quanto ao horário dos jogos, um mínimo de 33% dos jogos teriam de ser disputados durante a tarde de Sábado, e os bilhetes seriam sujeitos a um limite máximo, e justo, de preço. Atletas federados sub-15 não pagariam bilhete, sendo necessária a requisição dos mesmos feita com alguns dias de antecedência.
Outra medida seria a obrigatoriedade de os clubes assegurarem a qualidade dos recintos desportivos e respectivos relvados, ficando a manutenção a cargo de empresas contratadas pelo clube em causa. Falhar com estes pressupostos levariam a sanções monetárias (que deveriam ser utilizadas a 100% para a construção de centros de treino especializado, ou aposta na formação contínua do futebol jovem).
Todas estas mudanças levariam o seu tempo a ser implementadas, prevendo-se uma mudança progressiva, a ser realizada em 4/5 anos, dando assim tempo aos clubes para preparar todas as exigências.
Esta é apenas a minha visão, e sabendo de antemão que muitas outras medidas poderiam ser tomadas, sendo que sem dúvida este tema merece um debate de ideias, e sendo o VM o blog com maior expressâo a nível nacional, creio ser o espaço ideal para o comum adepto as discutir e fazer-se ouvir junto de quem tem o poder de decidir. Afinal, o futebol é dos adeptos.
Kafka I
Alexis,
Subscrevo na INTEGRA os teus 2 comentários, palavra por palavra, nada mais a acrescentar
Alexis
Obrigado Kafka. Tentei fazer um artigo (tal como sugeriste anteriormente) mas não foi aceite porque o leitor Filipe Santos tinha proposto um artigo semelhante ao meu.
Para todos os efeitos, é apenas a minha opinião, com propostas arrojadas mas que deviam ser discutidas ou aprofundadas por todos.
manelmadeira
Tal como o Kafka, também eu subscrevo.
E pergunto o porquê de não haver mudanças no nosso futebol sabendo que está num estado absolutamente terrível
gonçalo Duarte
Está muito bom o artigo, mas não seria melhor se antes de subir os 2 melhores de cada região se fizesse uma mini-liga com os 3 primeiros de cada e subissem os 2 primeiros?É que caso a região sul/ norte tivesse 2 mais fortes não seria justo uma não subir por razões geográficas
Awesome_Mark
Também partilho da mesma opinião do Alexis e do Kafka, curiosamente, também estava a pensar elaborar um artigo sobre este tema mas este conseguiu ser muito completo. Apenas algumas observações Alexis:
.Portugal está no 5º lugar das Ligas Europeias para a UEFA, é verdade, mas a verdade é que esse ranking apenas leva em conta as prestações dos clubes nas competições europeias (e verdade seja dita, em Portugal não mais do que quatro equipas vêm realmente efetuando prestações dignas), sendo que, a qualidade de um campeonato engloba vários outros fatores. Cumprimento salarial, assistências, qualidade do futebol. São só alguns dos outros fatores em que a Liga NOS é simplesmente medíocre. Portugal está ao nível da Turquia, Rússia, Holanda e Ucrância e ainda bem longe do top five.
.Cada uma das séries da Segunda Liga contaria com 3 equipas B. Assim, teriamos um total de 30 equipas profissionais e para a Taça da Liga fazia-se 6 grupos de 5, com uma volta de todos contra todos (como são 5, não haveria a diferença entre jogos caseiros e fora como habitualmente) e passavam os dois primeiros de cada, mais os 4 melhores terceiros. O vencedor, ganharia um bilhete para a Liga Europa de modo a valorizar ainda mais a competição. Quanto à Taça de Portual, a fazer uma remodelação seria nas meias-finais voltarem a ter uma mão apenas e talvez já no Jamor, como em Inglaterra.
.É muito importante também apostar na publicidade. Não sei se já se deram conta, mas o nosso campeonato não tem um sequer magazine semanal oficial da Liga. Outras campanhas, como a primeira jornada ser apelidada de "jornada da família" (algo único, semelhante ao Boxing Day) e ser grátis para de certo modo "empurrar" o público aos estádios por exemplo, deveriam também ser levadas a cabo. Regularizar os horários também é importante, eis a minha sugestão:
Sexta-feira às 19:45 (é um horário de fraca concorrência telivisiva no que toca ao futebol e em semanas que antecedem competições europeias é importante)
Sabado às 15:45 (coincidindo com o término do horário habitual de Alemanha e Inglaterra) e às 19:00
Domingo às 16:00 dois jogos (coinicidindo com o término do horário habitual de Itália) e às 18:15
Alexis
@manelmadeira pois essa dúvida é impossível para mim responde-la. O certo é que o paradigma tem de mudar. O público tem expressado a sua opinião, mas parece que o comúm adepto é o ultimo a ser ouvido.
@Gonçalo, concordo com o ponto de vista. E sim, parece-me bastante válida essa sugestão.
@Awesome gosto particularmente dos dois últimos parágrafos.
Eu sei que o 5o lugar se deve às prestações da UEFA, so usei esse exemplo porque muita gente usa esse mesmo 5o lugar para camuflar o nível da nossa liga.
Obrigado pelas vossas opiniões.
Anónimo
Awesome_Mark
Subscrevo por completo os 2 últimos parágrafos.
Manuel Aníbal
Awesome_Mark
*Sabado às 16:45
Kafka I
Awesome
Subscrevo os teus pontos e gostei particularmente dos últimos 2 parágrafos, não tinha pensado nessas hipoteses, mas subscrevo-as na integra, exclentes ideias
Joao Souto
Reduzir o campeonato para 12/14 equipas e centralizar o direitos televisivos dividindo – os pelos clubes de forma igual é o caminho a seguir.
Alexis
Excelente texto e importante tema para ser discutido. Parabéns Filipe.
Elaborei há dias um artigo que por ser parecido (quanto à temática) ao seu, não foi aceite. Assim, o VM sugeriu que o "colasse" nos comentários. Fiz exactamente isso, tendo-o "partido" em 2, pois era demasiado extenso para ser publicado num só.
Basicamente, expus ideias que considero ser importantes. Sei que são demasiado radicais para um país geralmente alérgico a mudanças (já no tempo de Camões haviam os velhos do Restelo). Como é obvio são discutíveis, e é exactamente isso a que me propus: provocar um "brainstorm" colectivo, contando com o debate de ideias de todos.
Anónimo
Baixem o preço dos bilhetes! Um gajo vai ver um jogo do CNS e paga logo 7, 8 euros!! Assim dá vontade é de ficar em casa.. eu não sou rico, mas gosto de futebol.
JRoldão
Anónimo
Bom artigo. 101% de acordo. Eu pessoalmente prefiro ver jogos do que ver resultados e comentá-los, como vejo muitos fazerem no nosso país. O jogo é jogado, não é só falado (é bom falar "de bola" mas ao menos que se veja alguns jogos, e não se venha falar de àbritros ou dirigentes de há 10 anos atrás).
PA
Rui Miguel Ribeiro
A ideia de um Campeonato com 8 ou 10 equipas é ridícula. O Campeonato deixaria de ser "Nacional", o acesso a ele seria muito difícil e as mesmas equipas jogariam umas contra as outras n vezes. Não obrigado.
Anónimo
A minha proposta…
Ora se em Portugal existem 36 equipas profissionais mais 6 equipas B, são 42 equipas…
1º Liga a 10 equipas (12 caso o Rio Ave e o Belenenses criassem equipas B)
2º Liga a 16 equipas
3º Liga a 16 equipas
E obviamente, centralização das TV's…
Este é o caminho, a prestação das equipas portuguesas na Europa, este ano fala por si…É preciso uma revolução a sério no futebol português…
Se fossem 10 ou 12 equipas, iriam haver 5 ou 6 jogos por jornada, com isto creio que todos iriam ter transmissão televisiva…possivelmente 1 jogos dos grandes dava em sinal aberto…
Outra coisa que é preciso reformular é os horários e eu penso que com menos equipas é mais fácil para criar bons horários…por exemplo 3 jogos ao sábado à tarde e 3 ao domingo…
O preço dos bilhetes tem de ser reduzido…se querem estádios cheios os bilhetes não podem ser mais do que 10 euros (a não ser nos clássicos)…
Cumrpimentos…
Manuel Aníbal
Anónimo
Esqueci-me de alguns pontos…
Um ponto importante que falta no nosso futebol é o marketing…
A liga devia aderir às redes sociais e criar alguns programas de televisão, tipo a Premier League World e etc.
Manuel Aníbal
Jpc
Esse excerto do último parágrafo realçado a negrito tira-me as palavras da boca.
João Silva
Na China então havia 100 equipas….
Fábio Mendes
A minha proposta é:
14 equipas na 1.ª Divisão, num campeonato com 3 fases e quatro equipas a descerem. Desta forma, haveria mais emoção e isso iria trazer mais público aos estádios. Algumas equipas teriam que alterar o seu futebol e deixarem de jogar apenas para o pontinho!!
barinho
Claro que há muito poucos amantes deste desporto em Portugal.Por cá só há amantes das vitórias, só por essa razão se explica porque 95% são adeptos de 3 clubes. Não se gosta nem pelo desporto, nem pelo bairrismo, é pela vitória.
E vê-se por muitos comentadores deste blog. Por muito que percebam de futebol acham perfeitamente normal ser adepto dum clube a centenas de quilómetros de distância da terra de onde sempre foram.Sofrem muito mais por um clube qualquer estrangeiro do que pelo clube da sua terra (faz-me uma confusão tremenda ver gente a dizer o meu Barcelona, o meu Real, o meu Manchester, etc). Gente que em vez de proteger e elogiar o que é nosso passa o tempo a rebaixá-lo como se vê com o CR e o Mourinho.Sim, porque isto não é só ganhar, há que invejar também que tem sucesso porque como é que eles se atrevem a ser bons se pertence ao mesmo paisinho que nós?
Por isso enquanto que esta mentalidade tacanha (muito bem reforçada pela magnífica comunicação social e sistema) vigorar neste país, nada vai mudar.
E mudar a liga para 10 ou 12 equipas?Tirando receitas a ainda mais clubes?Excelente ideia!Para os do costume claro.Era o reforçar ainda mais das diferenças.
Santos
Essa teoria está na moda, mas não é por isso que deixa de ser totalmente irracional, no contexto histórico do futebol português.
Amputa-se uma perna para tratar de uma unha encravada?
Qual é a solução? Simples:
1. Organização. Organização. ORGANIZAÇÃO .
1.1 Controlo implacável dos salários em atraso
1.2 Contratação de gestores de TOP para todas as áreas da Liga
1.3 Centralização dos direitos. O 18º não pode receber menos de 50% do 1º.
1.4 Obrigatoriedade de TODOS os clubes profissionais terem uma equipa B com incentivos financeiros para a utilização de jogadores da formação.
1.5. Redução da Segunda Liga para 18 clubes = -despesa +receita (através dos direitos de transmissão)
= Muito mais receitas para TODOS os clubes tirando os 3 grandes, pelo menos inicialmente.
= Mais e melhor formação.
= Melhores plantéis
= Espectáculo mais atraente
= Competitividade até ao final da Liga devido aos prémios de performance criados com a centralização.
= + Público nos estádios
= + Dinheiro de patrocínios
= Liga muito mais atraente para investidores estrangeiros
= Melhores prestações europeias fora dos 4 grandes.
Resultado final: futebol português a crescer de forma sustentada.
druyda
+1
William Shatner
Um amigo meu, uma vez contou-me uma história de como tinha conhecido um gajo de Guimarães, e estavam a falar de futebol. O meu amigo disse-lhe que era adepto do Benfica, ao que o gajo de Guimarães lhe perguntou "mas nasceste em Lisboa? Eu nasci em Guimarães, sou do Vitória, isso nem tem discussão" É este sentimento de apoio às equipas locais que falta em Portugal e que em Inglaterra é enorme. Inglaterra tem mais habitantes? Tem. Mas um português de Boliqueime é do Benfica e um inglês de Scunthorpe é do Scunthorpe. É isto que falta na generalidade ao futebol português. Falta uma mudança de mentalidade impossível de acontecer porque os sentimentos estão tão enraizados que eram precisas décadas para uma eventual mudança. Falta apoio local aos clubes, com acções promocionais que puxem os adeptos de cada cidade aos estádios. Faltam melhores acessos (o caso de Aveiro é gritante), espalhar as cores do clube pela cidade. São ideias pouco concretas, são mais desabafos.
leo
a meu ver os 3 grandes tem um grande grupo de adeptos fieis(claques e alguns adeptos fora destas) que comparecem aos jogos em casa e fora, sendo que nos jogos em casa vários simpatizantes e varias famílias ainda se juntam a este grupo mais restrito de adeptos que segue o seu clube para todo o lado. Assim os jogos em casa ainda escapam á fraca moldura humana que se apresenta na maioria dos campos portugueses.
Estes clubes só não aumentam ainda mais o numero de espectadores por jogo devido aos elevados preços praticados na venda de bilhetes, que não é razoável face à crise existente no nosso país e que não se enquadra na qualidade apresentada na maioria dos jogos ( onde o resultado é previsível e por vezes nem da gosto ver os jogos).
Já os clubes mais pequenos só levam gente aos estádios quando jogam com os grandes e mesmo assim a maioria dos espectadores existentes são adeptos das equipas visitantes. Penso que estes clubes tem de se focar nos adeptos da região e focar-se em tentar envolver as suas cidades com os clubes, tentar criar um forte espírito entre clube, cidade e habitantes da cidade, de modo a criar-se uma cultura futebolística nas zonas envolventes ao clube , que façam com que de domingo a domingo a malta não se junte nos cafés para ver a bola, mas sim que leve a família e amigos ao estádio.
também por outro lado compreendo que jogos como Penafiel-Gil Vicente por exemplo não interesse a muita gente pois são 2 equipas relativamente fracas e que não vao proporcionar grandes jogos, ao contrario do que acontece em alguns jogos da II divisão, onde equipas como o chaves, tondela, proporcionam bons jogos de futebol ofensivo, onde as equipas jogam com tudo e nao com o pragmatismo que as equipas pequenas apresentam na liga nos