Quem vai levar a melhor? Em Roland Garros o espanhol colapsou fisicamente, ainda por cima agora está a jogar na superfície onde Nole domina com uma facilidade impressionante.
Carlos Alcaraz, líder do ranking mundial, marcou duelo com Djokovic na final de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, ao vencer o russo Daniil Medvedev em apenas três sets, pelos parciais de 6-3, 6-3 e 6-3, num encontro que teve a duração de um hora e 52 minutos.


7 Comentários
Kafka
São os 2 melhores jogadores do Mundo da actualidade na final, melhor era impossível, mas Djokovic para mim, ainda para mais em relva, está um nível acima, portanto claro favoritismo para o sérvio
Dca
O nível acima do Djoko hoje em dia é o não falhar + tudo o que representa. Isto é, quem o defronta parece que já vai a perder o primeiro set. Hoje o Sinner por exemplo, teve erros forçados a dominar o set que só se entende por do outro lado estar o monstro do ténis que conseguiu colocar Nadal e Federer em segundo plano. E essa é uma valencia mental fortíssima do Djoko, representa muito para o ténis. Hoje foram mais X recordes quebrados, é uma brutalidade.
Kafka
Sem dúvida, aliás outro grande exemplo é a forma como ele ganhou os 2 tie breaks ao Hurckas, estando a perder 6-3 num deles e a perder 5-4 (com o Polaco com 2 serviços)… Contra outro qualquer o polaco tinha ganho esses 2 sets, mas tremeu por todos os lados e perdeu os 2 sets
Dca
Há algo que não entendo no ténis que é, como é que é possível o número 1 e 3 estarem do mesmo lado do quadro? Não seria mais justo, 1 de um lado, 2 e 3 do outro, 4 e 5 do lado do 1 e por aí em diante?
Sobre as meias finais, achei mais impressionante o domínio do Alcaraz sobre o Medvedev do que do Djoko sobre Sinner. Não entendi bem a estratégia de Medvedev no serviço do Alcaraz, super atrás. Provavelmente seria para conseguir puxar melhor pela direita, mas deixava muito campo para Carlito. Med falhou mentalmente (parece que falta sempre qualquer coisa, tinha / tem um potencial muito grande) e também falta mais variedade de jogo (pareceu muito “stick with the plan”), fiando muito no seu jogo poderoso mas que Alcaraz soube responder com uma precisão e potência impressionantes (além da sua mestria em do nada variar o sentido do jogo). Ansioso pela final, visto que este dia meio que dececionou pelo domínio demasiado fácil dos 2 melhores do mundo.
Lopes da Silva
Os emparelhamentos são por pares. O 1 e 2 têm que jogar em lados diferentes, o 3 e o 4 igualmente, o 5 e o 6 também, e assim sucessivamente. Mas é aleatório qual dos dois joga em cada parte. O jogador número 3 é considerado do mesmo que o jogador número 4, por isso não interessa quem está do lado do quadro do jogador 1.
Mas isto é em Wimbledon. Nos outros torneios já é diferente, já “a soma dos dois números” tem que bater certo à do outro lado.
1+4 = 2+3
E depois os outros para além do top 4 tem que ser
5+8 = 6+7, e neste caso junta-se o 8 com o 1 para dar teórica vantagem ao 1. Ou seja, nos quartos fica:
1+8, 5+4 = 2+7, 6+3
Está última versão é a mais “normal” e mais aceite noutros desportos de “bracket”. Mas Wimbledon é diferente, assume que não há diferenças entre pares “dois-a-dois”.
Valderrama
Penso que costuma ser sorteio a forma como os cabeças de série a seguir aos dois primeiros se emparelham nas duas metades do quadro. Ou seja, a posição do 3 e 4, 5 e 6, por aí fora é sempre aleatória e não pré definida.
Outros tempos havia em que Wimbledon definia a sua própria classificação de cabeças de série de forma independente do ranking ATP. Tempos dos jogadores “especialistas” em determinadas superfícies
Kacal
O Alcaraz banalizou o Medvedev! Esperava uma vitória do espanhol mas esperava um pouco mais de luta do russo.
Os dois primeiros sets não teve qualquer hipótese mas no 3o vacilou porque foi capaz de quebrar o serviço do Alcaraz duas vezes seguidas mas permitiu que o seu fosse quebrado de volta não conseguindo igualar o jogo. Teve erros não forçados que não condizem com um jogador do seu nível e experiência parecia ele o mais novo em campo e não Alcaraz!
Depois o seu jogo por vezes é unidimensional. Focado no serviço e a defender o serviço adversário muito atrás focando-se em trocar a bola. Vai alternando a batida de lado sim, mas contra um jogador como Alcaraz é preciso mais versatilidade para o vencer. Por vezes Medvedev troca o lado a bater na bola mas o Alcaraz já lá aparecia e mandava um estouro de forehand para o lado contrario e sem hipótese.
Alcaraz é capaz de fazer um pouco de tudo em campo e desconcertar o adversário. Já Medvedev falhando o primeiro serviço depois em rallys perdia quase sempre o ponto porque Alcaraz metia versatilidade e o russo quando tinha que jogar em slice ou à rede ou até fazer um smash tremia por todo o lado. Medvedev é um grande jogador mas simplesmente Alcaraz está uns patamares acima de todos menos… Djokovic! Só eles se podem parar um ao outro.
E que final vai ser! Djoko é Djoko experiente a 5 sets, fortíssimo em relva e numa final quase imparável. Está em grande forma. Alcaraz deve ter aprendido com o que aconteceu em Roland Garros e estar mais preparado, estando também em grande forma e a jogar muito. Se não houver nenhum azar de lesão vamos ter uma super final! Venha ela!