Vai conseguir superar os 24 Majors de Djokovic? Superou o tema da falta de consistência e é, aos 22 anos, um jogador super completo e fortíssimo em todos os aspetos do jogo. Ainda por cima tem se superiorizado sempre ao principal rival, pelo que, se não aparecer outro ET nos próximos tempos, parece pronto para criar uma hegemonia e acumular muitos títulos. Já Djokovic continua a superar-se e a alimentar o sonho de chegar ao 25.º título, mas frente ao espanhol, que o desgasta imenso com os seus amortis, vai precisar sempre de um jogo e circunstâncias perfeitas para sair vencedor.
Carlos Alcaraz venceu o Australia Open ao bater Novak Djokovic e tornou-se no mais novo de sempre a completar o Career Grand Slam. O espanhol até perdeu o 1.º set (6-2), mas venceu os 3 seguintes (6-2, 6-3 e 7-5) e cimentou o seu lugar como n.º 1 do Ranking, conquistando o seu 7.º torneio do Grand Slam. Já Nole provou que continua a ter de ser tido em conta nas decisões, mas ainda não é desta que conquista o seu 25.º Grand Slam.
Djokovic jogou o primeiro set em “God mode”, quem quer que estivesse do outro lado dificilmente teria hipótese. Foi de facto impressionante. A partir do 2o set baixou um pouco o nível (era impossível mantê-lo até ao final), e Alcaraz também percebeu e aplicou melhor a estratégia certa: diminuir os erros não forçados e manter uma pressão constante mas sem demasiados riscos.
Com 38 anos e vindo de uma meia-final em 5 sets, foi notório com o decorrer do encontro que já lhe estavam a faltar as pernas. Ainda assim, teve as suas oportunidades e vendeu cara a derrota, faltou-lhe conseguir puxar para o seu lado mais alguns pontos importantes. Faltava-lhe também ter um jogo de rede melhor, que lhe permitisse fechar alguns pontos mais rapidamente (como Federer fazia muitas vezes), mas essa nunca foi a sua praia.
Curiosamente, apesar de nunca ter gostado muito de Djokovic, dei por mim a torcer por ele e com alguma pena. Creio que tem o tenis para fazer frente a Alcaraz e Sinner, mas já não tem as pernas. Não é impossível voltar a ganhar um Grand Slam, mas será preciso uma conjugação especial de circunstâncias (como esteve quase a acontecer neste AO, tivesse Zverev conseguido fechar aquele jogo de serviço no 5o set com Alcaraz e a história hoje podia ser bem diferente).
henry14
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Fevereiro 1, 2026 at
4:00 pm
Já Novak fez muito. Deu tudo e a mais não é obrigado. Com outra idade, a história podia ser diferente. Mas os 38 anos são uma realidade e isto vai piorar.
Eu fiquei extasiado com a vitória de Sexta mas hoje desci à Terra. Sinceramente preferia que Novak se reformasse o mais rápido possível. Era invencível em finais em Austrália e deixou de o ser. E eu tenho toda a legitimidade para pensar que estamos perante corpos desiguais, ou seja armas desiguais. É o que é, é a realidade.
Parabéns ao Carlitos que não tem culpa disso e ganhou muito bem.
Diogo Filipe
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Fevereiro 1, 2026 at
12:56 pm
Alcaraz é o melhor jogador de ténis da história. Se o palmarés o vai demonstrar no fim da carreira isso já não sei, provavelmente sim, eu acho que sim. É um prodígio!
Incrível o jogo de Novak contra o Sinner, ao dia de hoje ainda é o GOAT da modalidade. Ele é uma das principais razões que eu me apaixonei por este desporto em miúdo. Mas nesta final ficou bem demontrado a razão de eu achar à bastante tempo que não vai voltar a ganhar nenhum Grand Slam. É simplesmente a lei natural do ser humano, chegar à final já foi um feito brutal (e com muita sorte à mistura).
Foi bonito ver Nadal nas bancadas.
Cossery
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Fevereiro 1, 2026 at
4:20 pm
Não sei que idade tens, mas pareces eu quando era miúdo e dizia o mesmo da Martina Hingis…
henry14
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Fevereiro 1, 2026 at
3:51 pm
Tem cinco/seis anos de circuito e já é o melhor da história??? 🤣🤣🤣
As contas fazem-se no fim e mesmo que o seja estatisticamente, o contexto não tem nada a ver. Ainda agora vi um quadro de M1000 Montreal com uns quartos com este elenco: Nadal, Federer, Djokovic, Davydenko, Tsonga, Murray, Del Potro e Roddick (falta por exemplo Wawrinka). Quem é a concorrência de Alcaraz??
Aliassimes?
Fritzs?
De Minaurs?
Medvedevs (fora de hard Court é bem débil)?
Tsitsipas??
Drapers??
Sheltons??
Rublevs??
A concorrência é Sinner!!!! E depois o Zverev tem muito ténis mas é de uma fraqueza mental sem precedentes. Ainda deve estar com reforços por andar a espancar a mulher 🫤.
Com isto não pretendo menorizar o Carlitos que é de facto um jogador fantástico e muito completo. Pretendo demonstrar que o contexto dele é muito mais fácil que nomeadamente o GOAT, Novak Djokovic.
Goda
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Fevereiro 1, 2026 at
7:39 pm
Tem a concorrência que tem e ainda é levado ao colo, juntamente com o robô italiano. Se o ATP fosse sério tinha perdido nas meias contra o Zverev.
Diogo Filipe
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Fevereiro 1, 2026 at
7:25 pm
Concordo com a tua análise, mas mantenho a minha opinião.
Neville Longbottom
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Fevereiro 1, 2026 at
3:13 pm
Um bocado confuso o comentário. Então se o Alcaras é o melhor jogador de ténis da história como pode o Djokovic ser o GOAT?
Diogo Filipe
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Fevereiro 1, 2026 at
7:35 pm
A carreira do Alcaraz ainda não belisca sequer qualquer um dos big 3. Tem que continuar a ganhar muito para o título de melhor de todos os tempos, pode nem lá chegar.
Quando digo que ele é o melhor a jogar ténis falo da qualidade intrínseca nos diferentes parâmetros técnicos, físicos e mentais do tênis. Acho que ele supera as grandes lendas da modalidade.
Goda
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
12:25 pm
Vamos lá ver o que o Kafka vai inventar desta vez, mal posso esperar. Só foi pena ele não ter aceite igualar a odd do Djokovic para o Carlitos, já que para ele o espanhol partia como underdog, muito mais à frente dos bookies, esses anjinhos. Parabéns ao ATP, conseguiu dar o título a uma das mascotes de serviço conforme planeado. Pobre Zverev tem de nascer outra vez.
Art Vandelay
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Fevereiro 1, 2026 at
12:59 pm
Estás a falar dos mesmos bookies que davam favoritismo absoluto ao Sinner e eu a dizer que era 50-50 😂😂😂😂 e tu caladinho aí…se apostas em desportos individuais então perdeste á bruta aí
Mas vou-te dar uma lição de graça, não se aposta em desportos individuais porque estás sempre dependente do estado físico do favorito, um simples entorse e acaba tudo por muito forte que seja…a margem de erro é bem menor em desportos colectivo por isso só se deve apostar em desportos colectivos, se soubesses isso não tinhas perdido dinheiro à grande no Siner
Goda
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
7:20 pm
A única lição de graça que tu dás à malta é de que não devemos descurar a atenção dada aos filhos em tenra idade, sob pena de eles desenvolverem um défice de atenção tal que os leve a viverem submergidos em caixas de comentários de um blog desportivo. És um triste.
Art Vandelay
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
11:00 pm
Eu sou um triste mas tu estás aqui sempre a comentar os meus comentários, portanto acabaste de dizer que és completamente obcecado por um triste, o que faz de ti um triste ainda maior, isto segundo a tua própria lógica
El Bandido
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Fevereiro 1, 2026 at
6:51 pm
Farto-me de rir sempre que o Kafka vem falar de bookies. O mesmo Kafka que dava a Argentina (na altura com um recorde histórico de jogos sem perder), que era a 2a favorita para ganhar o mundial, como underdog… É a clássica tática: Rebaixar aquele que queremos que ganhe, dessa forma se perder é o esperado, se ganhar é um feito histórico…
LespistoleroS7
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Fevereiro 1, 2026 at
1:59 pm
Nada no teu comentário fala na ‘lesão’ do Alcaraz, que continuo curioso de onde ela surgiu, já que continuo sem encontrar qualquer referência e Hoje não se fez sentir minimamente.
Outra coisa: as surpresas no desporto acontecem, o Sinner era obviamente favorito para a partida desse jogo, assim como o Carlitos era para o de Hoje.
Kacal
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Fevereiro 1, 2026 at
6:23 pm
Não querendo defender ninguém, mas contra Zverev ele foi assistido também porque suportava de uma possivel lesão no adutor direito. Ele sentiu cãibras mas também sentiu algo que não lhe parecia cãibras e sim dor no adutor direito. O próprio assumiu isso no pós-jogo, depois com o decorrer do jogo percebeu que não tinha lesão e eram apenas cãibras e foram melhorando. Revelou-se não ter lesão e hoje apareceu bem. Mas a realidade é que suportava-se sim de lesão e como nós de fora não temos a certeza é normal que se especule um pouco. Agora depois há que admitir quando estamos errados e aí concordo contigo, o user em questão nunca o faz.
LespistoleroS7
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Fevereiro 1, 2026 at
7:35 pm
Sim, ele teve essas declarações. Mas basta pensarmos um pouco: não é permitido a um tenista receber Medical Timeout por caimbras. É difícil para um fisio/medico avaliar se são apenas caimbras em court, então essa regra nunca é utilizada, mas é visto como falta de fair-play um jogador que peça o medical nessas circunstâncias. Ele inicialmente até pode ter sentido uma dor que não lhe pareciam caimbras, mas rapidamente se apercebeu que era isso. Aliás, ele imediatamente após o medical timeout, é visto a beber água de pickle, que é o que ele toma sempre para as caimbras, não para lesões. Ele teve essas declarações para se proteger e porque devem ter um fundo de verdade, ele deve ter mesmo sentido algo. Agora, lesionado não estava nem contra o Sasha, nem Hoje, nem o AO inteiro. Como Paul até se estava a mexer ao seu melhor nível. Todos sabemos distinguir uma lesão de um condicionamento, Certo?
Art Vandelay
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Fevereiro 1, 2026 at
12:14 pm
Já agora não parece, mas o Alcaraz ganhou os 2 últimos Grand Slams, isto significa que falta-lhe Roland Garros e Wimbledon para o Grand Slam corrido e curiosamente ele em 2024 até venceu esses 2 Slams…podemos sonhar se bem que acho bastante complicado e o Sinner ganhará pelo menos 1 deles
Goncalo Silva
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Fevereiro 1, 2026 at
12:12 pm
Na forma atual, não consigo entender quem defende que Sinner acabará a carreira com mais GS que Alcaraz. Antes até percebia: o fator mental poderia afetar a carreira do espanhol, e aí Sinner era mais completo e estava em vantagem mental em relação ao rival.
Mas Alcaraz evoluiu muito nesse aspeto!! Vejamos: é dois anos mais novo, fisicamente é uma besta o que lhe pode permitir estender a carreira mais tempo, tem 7 GS contra 4 GS de Sinner e um potencial bastante maior no seu jogo a meu ver.
PS: Alcaraz não me pareceu que estivesse lesionado, de todo. Apanhava as bolas todas de Djokovic, impressionante.
PS2: Para os mais entendidos do ténis por aqui, a mim pareceu que Alcaraz tem tentado introduzir jogadas de outros desportos ao seu jogo, principalmente do padel. É só impressão minha? Eu não costumo ver muitos jogos…
Goda
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Fevereiro 1, 2026 at
7:44 pm
Vamos ter calma e não confundir padel com desporto. É uma atividade física de convívio e maratonas de minis.
Goncalo Silva
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Fevereiro 2, 2026 at
8:05 am
Podes dizer que não é mega intenso, concordo. Mas o golfe por exemplo não é um desporto? Não envolve competição? Não tens profissionais, rankings, competições, etc?
Então é um desporto!
Art Vandelay
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Fevereiro 1, 2026 at
3:39 pm
Eu continuo a achar que no fim das contas será o Sinner a ter mais GS…mas é uma mera projeção e com tantas variáveis que rapidamente podem mudar que é uma total incógnita ao dia de hoje saber qual dos 2 é que vai terminar com mais GS
Mas falas aí na questão do físico e do Alcaraz hoje em dia ser superior nesse campo, vamos ver isso também se pode virar contra ele, porque o Alcaraz a partir dos 30 anos vai ter de mudar um pouco o seu jogo, já não vai poder ir a todas as bolas nem poderá viver tanto da sua inocência física para se superiorizar aos adversários como hoje ele consegue fazer e essa mudança fruto da idade pode ter impacto negativo….o Sinner por exemplo acho que depois dos 30 terá de fazer menos adaptações ao seu estilo de jogo pq o mesmo não depende tanto da capacidade física, portanto vamos ver como será essa adaptação dos 2
Adepto Imparcial
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Fevereiro 1, 2026 at
2:00 pm
Acho que mais rapidamente os outros desportos introduzem jogadas do ténis do que ao contrário :b
Goncalo Silva
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Fevereiro 1, 2026 at
3:50 pm
Certo, sem desmerecer o ténis obviamente! Mas é bom que os desportos retirem o melhor uns dos outros, permitem evolução. Qualquer dia ainda veremos o Arsenal de Arteta a marcar cantos com o gesto técnico do rugby XD
RubenMeireles14
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Fevereiro 1, 2026 at
1:12 pm
Sim. Já o tinha feito contra Zverev, a chamada “víbora”, que no Padel serve para bater no fundo do court a centímetros do acrílico em que depois a bola “morre” sem dar hipótese de ressaltar no acrílico e permitir ao oponente ainda salvar a jogada. Aqui Alcaraz fê-lo como sendo um smash “em slice” em que a bola vai bater com side spin no vértice do court à direita de Djokovic. Cumprimentos
Goncalo Silva
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
3:48 pm
Pois, não sabia o termo técnico, mas reparei numas batidas mais “fora do normal” no ténis. Obrigado pela explicação 👊🏼
Art Vandelay
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
12:08 pm
Hoje era uma dupla corrida contra o tempo, por um lado Alcaraz tinha a última oportunidade na sua vida para se tornar o jogador mais novo de sempre a ganhar os 4 Grand Slams, por outro Djokovic cada Grand Slam que passa pode ser a sua última oportunidade de vencer um Grand Slam, porque biologicamente ficará sempre pior jogador a cada novo Grand Slam, ao contrário do Sinner e Alcaraz que ainda estão na curva biológica de ascenção e portanto biologicamente serão melhores a cada novo Grand Slam
Posto isto estou feliz pelo Alcaraz porque bateu um recorde que durava desde 1938 (loucura total) mas triste pelo Djokovic porque pode ter sido aqui a sua última grande oportunidade para vencer um GS
Quanto ao jogo, a minha premissa era de lesão nos adutores do Alcaraz e aí o Djokovic era favorito, felizmente a lesão não se confundiu ou se existia foi recuperada em 2 dias e assim sendo com Alcaraz a 100% é muito mais difícil ao Djokovic o vencer a 5 Sets, portanto falhei
Mas mesmo sem vitória hoje, o que o Djokovic fez neste torneio é completamente absurdo e cimentou-se como um dos 3 melhores jogadores do Mundo da actualidade o que é absolutamente ridículo dado que tem 38 anos e tal nunca aconteceu em desportos top 10/15 de praticantes a nível Mundial, portanto todos nós temos de fazer uma vénia ao Djokovic, é surreal o que ele está a fazer
Por fim, acho que tem que se começar a questionar se o Djokovic não é o melhor servidor de SEMPRE… é incrível o que ele faz com o serviço, até porque ele não tem a potência de serviço que um Sinner ou Roddick ou Sampras tinham, mas eu confio mais no serviço do Djokovic do que em outro serviço qualquer na história, a sua colocação de bola é das coisas mais incríveis que há no tenis…e ainda me lembro quando ele tinha 19/20 anos e servia mal que dói, com imensas duplas faltas e afins, foi uma evolução incrível e o serviço dele tem de ser equacionado para um dos melhores serviços de sempre
PedroMD
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Fevereiro 2, 2026 at
10:25 am
Falando apenas da Open Era, agora tem cerca de 10 anos (não fiz as contas) para fazer um Double Career Slam, coisa que o Nadal e o Djokovic só conseguiram com 33 ou 34 anos.
Aliás, se o Alcaraz ganhar o próximo Open da Austrália, faz um Double Career Slam aos 23 anos, sendo que o Nadal só conseguiu o Single Career Slam aos 24 e o Djokovic aos 29.
henry14
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Fevereiro 1, 2026 at
3:39 pm
Já há muitos anos que O serviço do Djokovic é realmente muito desvalorizado, muito por culpa dele ser incrível em muita coisa. Mas para mim, o serviço dele é estratosférico e um dos melhores do circuito, sim.
Adepto Imparcial
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
1:58 pm
“Última oportunidade” com ênfase grande nas aspas, visto que na Open Era ainda tinha mais 2 anos — Nadal era o detentor do recorde com 24 anos e 101 dias. Mas como Alcaraz conseguiu bater o recorde até fora da Open Era, todos mencionam o Don Budge :b. Se tivesse batido com 23 anos, os títulos das notícias iam ser exatamente iguais, visto que recordes fora da Open Era são frequentemente desconsiderados.
—
Em relação ao serviço do Djokovic ser o melhor de sempre, caso para dizer “calma, jovem” xD. O seu serviço só a partir de 2018/19 é que ganhou a consistência necessária para ser uma arma verdadeira. Até lá, era uma das suas principais fraquezas, tal como tudo o que envolva elevar o braço acima do ombro – até o próprio gozou com isso numa entrevista pós-jogo durante este torneio. A evolução é clara, mas nem no Top10 de sempre entra, quanto mais ser o melhor serviço de sempre. Aliás, o rácio de encontros que perdeu precisamente por causa do seu serviço vs. os que ganhou devido ao serviço é claramente negativo. E digo isto com base em qualquer pesquisa sobre “melhores serviços de sempre”, estudando as estatísticas gerais ou até perguntando ao próprio ou a qualquer comentador/ex-jogador. Ninguém no seu bom senso escolherá o serviço de Djokovic em prol de Sampras, Federer, Roddick, Ivanišević ou qualquer gigante de 1000+ ases na sua carreira como Karlovic, Isner, Raonic e afins. Ainda me recordo bem dos tempos em que era fácil adivinhar uma dupla falta do sérvio ou contar com um segundo serviço fraquíssimo. Pessoalmente, considero o serviço de Federer é o melhor de sempre e a malta adora tanto stats, basta olhar para as mesmas: 11000 ases sem ter 2m de altura nem bombas de 230km/h; praticamente 90% de jogos de serviço ganhos; 77% e 57% de primeiro e segundo serviço ganhos; 67% de break points salvos – tudo valores superiores a Djokovic tal como a 99% dos jogadores; e depois entra a versatilidade e variedade de serviço que tanta gente do desporto reconhece devido à sua capacidade única de executar 20 servicos diferentes a partir do mesmo lancamento – razão principal pela qual era tão dificil de ler o que ia fazer. Não há comparação possível.
henry14
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
4:06 pm
Costumas ser bem razoável mas parece-me que estás a banalizar o serviço de Djoko. Estou com o Kafka. O serviço Djokovic é absurdo e Não sei a partir de quando é que ficou melhor. Mas ele já ganha slams desde 2009 (salvo erro), alguma coisa devia valer. Se ele gozava é porque ele é de uma humildade absurda por muito que o pintem como um monstro da modalidade.
Adepto Imparcial
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
8:22 pm
Calma. Uma coisa é dizer que o serviço dele é muito bom. Outra é dizer que é O melhor de sempre. A evolução que teve no serviço é incrível! E tem, sem dúvidas, dos melhores serviços no circuito atual! Não estou a querer nem desvalorizar nem banalizar o seu serviço. Mas estamos a falar de quase duas décadas de treino constante para melhorar este aspeto que, durante a *maioria* da sua carreira, não foi uma arma, bem pelo contrário.
—
Quando se fala nos melhores serviços de sempre, fala-se naqueles que realmente tiveram uma carreira marcada pelo mesmo de alguma forma. Ora pesquisem lá por artigos, testemunhos de ex-jogadores ou treinadores, ou até perguntem ao AI sobre quem detém os melhores serviços da história do ténis. E digam-me quantos encontram com o Djokovic sequer no Top10. É um exagero simplesmente, nem o próprio se colocaria em tal lista. Repito, tem um dos melhores serviços do circuito atual, o seu segundo serviço principalmente deixou de ser uma fraqueza e teve, sem dúvidas, das maiores evoluções que alguma vez vi no circuito no que toca ao melhoramento de uma pancada em específico. Mas melhor de sempre? Isso ele é numa montanha de outros aspetos, mas no serviço, perdoem-me, nem perto :b
—
PS: primeiro GS foi AUS 2008, segundo no AUS 2011 (ganhou 3 nesse ano) e depois começou a encarrilar e dominar a partir de 2014/2015. Tivesse o serviço de agora e, se calhar, teria comecado a dominar mais cedo :b
Adepto Imparcial
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
12:00 pm
Uma final com menos drama do que se desejava, mas ganhou o jogador fisicamente mais capaz. Justíssimo, até pelo torneio que fez, pela meia-final épica contra Zverev e por continuar a demonstrar que é um jogador completissimo, melhorando a cada ano a olhos vistos. Se não surge um 3° elemento para dividir troféus com Sinner e Alcaraz, estes dois vão bater todos os recordes e mais alguns com uma margem absurda – basta imaginar que, sem um dos Big Three, ficam 100+ títulos por distribuir.
—
Primeiro set clássico de uma final entre um veterano e alguém que, apesar de já ter um currículo invejável e dezenas de finais, nunca tinha jogado uma final no AUS Open. Djokovic entrou confiante e consistente, Alcaraz entrou nervoso e errático. Nada de especial a apontar, apenas o final do set em que Djokovic consegue uns pontos extraordinários, fechando com chave de ouro.
—
Segundo set previa-se o mais importante, independentemente de quem ganhasse o primeiro. Neste caso, Djokovic ganhando o primeiro, ainda mais importante se tornou. Djokovic ganhar o segundo significaria ter a final na mão – só perdeu 1x na carreira 2-0 acima e foi quando era muito novo sem títulos grandes – enquanto que Alcaraz vencer empurraria o encontro para, no mínimo, 4 sets. Contrariamente ao que foi habitual na sua carreira, o sérvio já não tem capacidade física para lidar com vários jogos intensos para lá das 4h – ajudou imenso o facto de ter menos 1.5 encontros nas pernas quando enfrentou Sinner e, mesmo assim, o desgaste no quinto set já era bem notório – pelo que perder este segundo set poderia tornar-se fatal. Desta vez, Carlitos entrou melhor, sacou o break, protegeu-o sem grandes dramas ou momentos mais tensos – apenas 1 break point defendido – e Djokovic ainda lhe ofereceu outro numa clara decisão tática de deixar o set para trás, poupando energias para o que seria uma espécie de reset ao encontro que agora se tornava num Bo3.
—
O problema principal na decisão tática de Djokovic encontrava-se na forma e confiança de Alcaraz. O nervosismo já não estava presente e a própria energia do espanhol estava noutro patamar, ao contrário do sérvio mais apático e lento. Creio que o “desistir” do segundo set veio demasiado cedo, mas também é mais fácil falar à posteriori. Este terceiro set ficou decidido no 4.º e 5.º jogos de serviço. Alcaraz ganha o ponto da final e talvez até do torneio logo a abrir o 1-2, conseguindo segurar o seu serviço num jogo muito difícil e, depois, claramente desgastado do esforço no jogo anterior, Djokovic comete vários erros que oferecem o break ao espanhol. A partir daqui, com maior ou menor dificuldade, o espanhol foi segurando o seu serviço e voltou a conseguir um break final contra um Djokovic cada vez mais debilitado fisicamente, fechando o melhor set até então – grandes pontos, espetáculo de fisicalidade e momentos defensivos de parte a parte fantásticos.
—
Na teoria, Alcaraz tinha tudo para vencer em quatro sets. Estava claramente por cima no encontro, continuava fresco fisicamente, a confiança no seu auge e, do outro lado, um Djokovic ofegante, a pedir algum tipo de assistência a cada duas trocas de lado e até desesperado em alguns momentos do encontro. Na prática, as coisas mudam frequentemente e o oposto pode suceder a qualquer altura… e só não foi assim por pormenores. O espanhol manteve-se na sua onda: poucos erros, servindo cada vez melhor, mentalmente sólido nos pontos de maior pressão e sem demonstrar um bocadinho que seja de baixar o nível físico. Mas o sérvio foi-se aguentando, salvando vários BPs pelo caminho, conseguindo quase mesmo empurrar o set para tiebreak, mas creio ter ficado bem demonstrado hoje que o 25° título é mais um sonho que uma realidade provável – mantenho as minhas expectativas em aberto para Wimbledon, onde até ao fim da sua carreira irei sempre achar que terá mais chances.
—
E eis que recordes e mais recordes foram quebrados por parte do rapaz que poderá vir mesmo a tornar-se no GOAT se continuar por este caminho (tecnicamente arrisco-me a dizer que poderá mesmo vir a ser já o melhor a duas mãos). Torna-se no mais jovem de sempre a conquistar o Career Grand Slam. O mais novo de sempre a chegar aos 7 GS. O único jogador a conseguir bater Djokovic numa final do AUS (o sérvio estava 10-0). Apenas o segundo espanhol a conquistar o AUS. E por aí fora… é simplesmente um jogador inacreditável, um alien autêntico. Parabéns Carlitos!
—
Parabéns igualmente para Djokovic que, contra tudo e todos, contra a idade e o físico, contra todas as probabilidades, continua a chegar a meias-finais e finais de GS, sempre dando o seu máximo contra os novos aliens desta geração. Merece todo o respeito do mundo por parte de fãs do desporto, independentemente de termos ou não outros favoritos pessoais. Que continue a jogar até quando quiser e que, quando decidir terminar, que seja pela sua vontade e não por uma lesão o obrigar a tal.
Fica a nota
Posted
Fevereiro 2, 2026 at
1:50 am
Quero apenas dizer que concordo com quase tudo o que diz nos vários comentários deste post.
Excelentes análises!
RubenMeireles14
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
1:27 pm
Pior, por muito cansado que estejas, na minha opinião, não deves entregar no teu serviço, deves obrigar o adversário a fechar o set no seu serviço, para servires à frente no set seguinte. Alcaraz apanhando-se confiante a abrir a terceira partida, comandou as operações. Bem sei que isto não é sempre linear, anda por cima contra Djokovic, mas é quase como a lógica de bater primeiro num desempate por penáltis, com a agravante de no Ténis um break cedo a favor de quem serve primeiro, leva rapidamente o set para 4-1 ou 5-2, que mesmo sendo só um break, fica uma montanha gigante para quem serve atrás.
Quanto a Alcaraz de forma global, venceu os dois últimos GS ambos em duro que era considerado a sua pior superfície, curiosamante o último GS que perdeu foi naquela que a meu ver é a sua melhor superfície (opinião impopular), que é a relva, onde salvo erro só tem 3 derrotas em 5 Wimbledons e 3 Queens. De resto, no US Open 2025 foi para mim o seu melhor torneio do GS, esteve absolutamente intratável, onde só perdeu um set na final para o Sinner. Melhorou TREMENDAMENTE o seu serviço, sendo isso fundamental para estar quase sempre perto da vitória, porque muito dificilmente ele não breaka pelo menos uma vez em cada set, seja contra quem for.
A parte mental tem altos e baixos, basicamente ele às vezes “facilita mais” quando tem tudo para ser um jogo tranquilo (aí o robô Sinner fecha os seus encontros quase sempre sem história), mas vai buscar os encontros aos infernos (um pouco à semelhança de Nadal), quando está claramente com o marcador na red line (este 5.º set contra Zverev mais foi um exemplo).
Cumpre aqui o seu desiderato para ser o mais jovem a vencer GS. Mais ainda faltam alguns cromos na caderneta, nomeadamente o ATP Finals, os JO e, em menor escala, concluir os nove M1000, julgo que faltarão 2 ou 3.
Adepto Imparcial
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
4:32 pm
Eu não creio que ele quisesse deixar o Alcaraz começar o quarto set a servir, mas não conseguiu aguentar o jogo para levar a 5-4. Notou-se que se estava a esforçar, mas não deu. Mas concordo contigo, idealmente deixa-se levar um set, mas tenta-se que assim seja de forma a começar a servir o próximo. Lá está, falar é fácil.
—
Eu nunca fui muito fã deste tipo de conversa sobre a “melhor/pior superfície”, ainda para mais quando nunca se denotou um domínio consideravelmente maior sobre as outras. Aliás, acho engraçado falar-se mais disto com o Alcaraz do que com o Sinner, quando o último é que tem um palmarés muito mais dependente de hardcourt. Alcaraz sempre foi ganhando em todo o lado – tanto se falava do seu sucesso futuro em terra batida e ganhou tanto o USO como Wimbledon antes de RG – logo nunca percebi este tema. Além disso, estamos a falar de jogadores super jovens que ainda não demonstraram propriamente ser absurdamente fracos em qualquer lado. Por exemplo, Nadal quando começou, denotava-se uma dependência claríssima de terra batida, não por ganhar imenso lá, mas por não conseguir ganhar NADA fora dela. Tanto Sinner como Alcaraz não só ganham imenso em qualquer superfície, como chegam longe em todas.
—
Já a parte mental, lá está, é outro tema que acho que a malta simplifica demasiado. Não acho que seja algo que se possa determinar antes do fim de uma carreira. Se me perguntarem sobre a mentalidade de Federer pré-2010, digo que é dos mais fortes de sempre. Se me perguntarem sobre a mentalidade dele em 2011, digo que é um horror. Se me perguntarem sobre a mentalidade dele no geral em retrospetiva sobre a carreira toda, digo que claramente foi um jogador forte mentalmente, mas demonstrava lapsos aqui e ali contra jogadores random (perder 2-0 acima em Wimbledon contra Tsonga é impensável), sendo que contra Djokovic desenvolveu ali um block mental muito prejudicial. Digo isto tudo, pois não consigo olhar para Alcaraz ou Sinner e afirmar de forma absoluta que são fortes ou fracos mentalmente. Depende da altura da época, do torneio, da forma… depende. Neste momento, Alcaraz tem demonstrado ser mais forte mentalmente ao longo da sua curta carreira que Sinner, visto que este último já tem várias derrotas pesadíssimas em que deixou escapar match/championship points e até uma vantagem de 2-0 acima em Wimbledon vs Djokovic. Sinner está 2-10 no quinto set contra jogadores do Top50, Alcaraz está 15-1. Mas isto é agora, daqui a 10 anos a história pode virar. Nunca se sabe.
RubenMeireles14
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
9:21 pm
Sim, essa última stat do Alcaraz em quintos sets. É impressionantes.
Deixa-me dizer-te, belo comentário, é sempre bom trocar impressões com malta conhecedora de outras modalidades que não o futebol. Porque para falar de bola, qualquer um de nós no trabalho ou no café fala, de ténis ou outros, já é outra casta. Cumprimentos
Adepto Imparcial
Posted
Fevereiro 2, 2026 at
10:28 am
Igualmente :)
Lopes da Silva
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
12:00 pm
Incrível! Com 22 anos e já conquistou o Golden Slam e já vai com 7 títulos. Para comparação, o Federer quando fez 22 anos tinha apenas acabado de conquistar o seu primeiro Wimbledon/Grand Slam. Tem tudo para chegar aos 25 slams, quem sabe até mais.
Goda
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
7:47 pm
O Federer a jogar contra os Quims e os Nandos contra quem o Carlitos anda a jogar nesta fase negra do desporto mundial teria ultrapassado os 2 dígitos.
Fica a nota
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Fevereiro 1, 2026 at
7:14 pm
Só uma pequena correção: o termo “Golden Slam” refere-se à conquista dos 4 GS + medalha de ouro olímpica em singulares. A conquista “apenas” dos 4 GS designa-se Career Grand Slam (se conquistados algures ao longo da carreira) ou Calendar Grand Slam (se conquistados no mesmo ano civil). O Golden Slam apenas Djokovic, Nadal e Agassi conquistaram no sector masculino (Federer tem uma prata em singulares e um ouro em pares).
Portanto, Alcaraz ainda não conquistou o Golden Slam, mas será certamente um objetivo para 2028.
PedroMD
Posted
Fevereiro 1, 2026 at
11:56 am
Foi uma grande vitória e um grande sinal de maturidade do Alcaraz.
Depois de ser atropelado no primeiro set, teve a maturidade de manter o foco e conseguir entrar em velocidade cruzeiro para ganhar os três sets seguintes.
São recordes atrás de recordes, vamos ver onde vai parar.
O Djokovic mostrou mais uma vez que é um enorme desportista. Mesmo mal fisicamente conseguiu dar uma boa réplica e vendeu cara a derrota.
42 Comentários
Fica a nota
Djokovic jogou o primeiro set em “God mode”, quem quer que estivesse do outro lado dificilmente teria hipótese. Foi de facto impressionante. A partir do 2o set baixou um pouco o nível (era impossível mantê-lo até ao final), e Alcaraz também percebeu e aplicou melhor a estratégia certa: diminuir os erros não forçados e manter uma pressão constante mas sem demasiados riscos.
Com 38 anos e vindo de uma meia-final em 5 sets, foi notório com o decorrer do encontro que já lhe estavam a faltar as pernas. Ainda assim, teve as suas oportunidades e vendeu cara a derrota, faltou-lhe conseguir puxar para o seu lado mais alguns pontos importantes. Faltava-lhe também ter um jogo de rede melhor, que lhe permitisse fechar alguns pontos mais rapidamente (como Federer fazia muitas vezes), mas essa nunca foi a sua praia.
Curiosamente, apesar de nunca ter gostado muito de Djokovic, dei por mim a torcer por ele e com alguma pena. Creio que tem o tenis para fazer frente a Alcaraz e Sinner, mas já não tem as pernas. Não é impossível voltar a ganhar um Grand Slam, mas será preciso uma conjugação especial de circunstâncias (como esteve quase a acontecer neste AO, tivesse Zverev conseguido fechar aquele jogo de serviço no 5o set com Alcaraz e a história hoje podia ser bem diferente).
henry14
Já Novak fez muito. Deu tudo e a mais não é obrigado. Com outra idade, a história podia ser diferente. Mas os 38 anos são uma realidade e isto vai piorar.
Eu fiquei extasiado com a vitória de Sexta mas hoje desci à Terra. Sinceramente preferia que Novak se reformasse o mais rápido possível. Era invencível em finais em Austrália e deixou de o ser. E eu tenho toda a legitimidade para pensar que estamos perante corpos desiguais, ou seja armas desiguais. É o que é, é a realidade.
Parabéns ao Carlitos que não tem culpa disso e ganhou muito bem.
Diogo Filipe
Alcaraz é o melhor jogador de ténis da história. Se o palmarés o vai demonstrar no fim da carreira isso já não sei, provavelmente sim, eu acho que sim. É um prodígio!
Incrível o jogo de Novak contra o Sinner, ao dia de hoje ainda é o GOAT da modalidade. Ele é uma das principais razões que eu me apaixonei por este desporto em miúdo. Mas nesta final ficou bem demontrado a razão de eu achar à bastante tempo que não vai voltar a ganhar nenhum Grand Slam. É simplesmente a lei natural do ser humano, chegar à final já foi um feito brutal (e com muita sorte à mistura).
Foi bonito ver Nadal nas bancadas.
Cossery
Não sei que idade tens, mas pareces eu quando era miúdo e dizia o mesmo da Martina Hingis…
henry14
Tem cinco/seis anos de circuito e já é o melhor da história??? 🤣🤣🤣
As contas fazem-se no fim e mesmo que o seja estatisticamente, o contexto não tem nada a ver. Ainda agora vi um quadro de M1000 Montreal com uns quartos com este elenco: Nadal, Federer, Djokovic, Davydenko, Tsonga, Murray, Del Potro e Roddick (falta por exemplo Wawrinka). Quem é a concorrência de Alcaraz??
Aliassimes?
Fritzs?
De Minaurs?
Medvedevs (fora de hard Court é bem débil)?
Tsitsipas??
Drapers??
Sheltons??
Rublevs??
A concorrência é Sinner!!!! E depois o Zverev tem muito ténis mas é de uma fraqueza mental sem precedentes. Ainda deve estar com reforços por andar a espancar a mulher 🫤.
Com isto não pretendo menorizar o Carlitos que é de facto um jogador fantástico e muito completo. Pretendo demonstrar que o contexto dele é muito mais fácil que nomeadamente o GOAT, Novak Djokovic.
Goda
Tem a concorrência que tem e ainda é levado ao colo, juntamente com o robô italiano. Se o ATP fosse sério tinha perdido nas meias contra o Zverev.
Diogo Filipe
Concordo com a tua análise, mas mantenho a minha opinião.
Neville Longbottom
Um bocado confuso o comentário. Então se o Alcaras é o melhor jogador de ténis da história como pode o Djokovic ser o GOAT?
Diogo Filipe
A carreira do Alcaraz ainda não belisca sequer qualquer um dos big 3. Tem que continuar a ganhar muito para o título de melhor de todos os tempos, pode nem lá chegar.
Quando digo que ele é o melhor a jogar ténis falo da qualidade intrínseca nos diferentes parâmetros técnicos, físicos e mentais do tênis. Acho que ele supera as grandes lendas da modalidade.
Goda
Vamos lá ver o que o Kafka vai inventar desta vez, mal posso esperar. Só foi pena ele não ter aceite igualar a odd do Djokovic para o Carlitos, já que para ele o espanhol partia como underdog, muito mais à frente dos bookies, esses anjinhos. Parabéns ao ATP, conseguiu dar o título a uma das mascotes de serviço conforme planeado. Pobre Zverev tem de nascer outra vez.
Art Vandelay
Estás a falar dos mesmos bookies que davam favoritismo absoluto ao Sinner e eu a dizer que era 50-50 😂😂😂😂 e tu caladinho aí…se apostas em desportos individuais então perdeste á bruta aí
Mas vou-te dar uma lição de graça, não se aposta em desportos individuais porque estás sempre dependente do estado físico do favorito, um simples entorse e acaba tudo por muito forte que seja…a margem de erro é bem menor em desportos colectivo por isso só se deve apostar em desportos colectivos, se soubesses isso não tinhas perdido dinheiro à grande no Siner
Goda
A única lição de graça que tu dás à malta é de que não devemos descurar a atenção dada aos filhos em tenra idade, sob pena de eles desenvolverem um défice de atenção tal que os leve a viverem submergidos em caixas de comentários de um blog desportivo. És um triste.
Art Vandelay
Eu sou um triste mas tu estás aqui sempre a comentar os meus comentários, portanto acabaste de dizer que és completamente obcecado por um triste, o que faz de ti um triste ainda maior, isto segundo a tua própria lógica
El Bandido
Farto-me de rir sempre que o Kafka vem falar de bookies. O mesmo Kafka que dava a Argentina (na altura com um recorde histórico de jogos sem perder), que era a 2a favorita para ganhar o mundial, como underdog… É a clássica tática: Rebaixar aquele que queremos que ganhe, dessa forma se perder é o esperado, se ganhar é um feito histórico…
LespistoleroS7
Nada no teu comentário fala na ‘lesão’ do Alcaraz, que continuo curioso de onde ela surgiu, já que continuo sem encontrar qualquer referência e Hoje não se fez sentir minimamente.
Outra coisa: as surpresas no desporto acontecem, o Sinner era obviamente favorito para a partida desse jogo, assim como o Carlitos era para o de Hoje.
Kacal
Não querendo defender ninguém, mas contra Zverev ele foi assistido também porque suportava de uma possivel lesão no adutor direito. Ele sentiu cãibras mas também sentiu algo que não lhe parecia cãibras e sim dor no adutor direito. O próprio assumiu isso no pós-jogo, depois com o decorrer do jogo percebeu que não tinha lesão e eram apenas cãibras e foram melhorando. Revelou-se não ter lesão e hoje apareceu bem. Mas a realidade é que suportava-se sim de lesão e como nós de fora não temos a certeza é normal que se especule um pouco. Agora depois há que admitir quando estamos errados e aí concordo contigo, o user em questão nunca o faz.
LespistoleroS7
Sim, ele teve essas declarações. Mas basta pensarmos um pouco: não é permitido a um tenista receber Medical Timeout por caimbras. É difícil para um fisio/medico avaliar se são apenas caimbras em court, então essa regra nunca é utilizada, mas é visto como falta de fair-play um jogador que peça o medical nessas circunstâncias. Ele inicialmente até pode ter sentido uma dor que não lhe pareciam caimbras, mas rapidamente se apercebeu que era isso. Aliás, ele imediatamente após o medical timeout, é visto a beber água de pickle, que é o que ele toma sempre para as caimbras, não para lesões. Ele teve essas declarações para se proteger e porque devem ter um fundo de verdade, ele deve ter mesmo sentido algo. Agora, lesionado não estava nem contra o Sasha, nem Hoje, nem o AO inteiro. Como Paul até se estava a mexer ao seu melhor nível. Todos sabemos distinguir uma lesão de um condicionamento, Certo?
Art Vandelay
Já agora não parece, mas o Alcaraz ganhou os 2 últimos Grand Slams, isto significa que falta-lhe Roland Garros e Wimbledon para o Grand Slam corrido e curiosamente ele em 2024 até venceu esses 2 Slams…podemos sonhar se bem que acho bastante complicado e o Sinner ganhará pelo menos 1 deles
Goncalo Silva
Na forma atual, não consigo entender quem defende que Sinner acabará a carreira com mais GS que Alcaraz. Antes até percebia: o fator mental poderia afetar a carreira do espanhol, e aí Sinner era mais completo e estava em vantagem mental em relação ao rival.
Mas Alcaraz evoluiu muito nesse aspeto!! Vejamos: é dois anos mais novo, fisicamente é uma besta o que lhe pode permitir estender a carreira mais tempo, tem 7 GS contra 4 GS de Sinner e um potencial bastante maior no seu jogo a meu ver.
PS: Alcaraz não me pareceu que estivesse lesionado, de todo. Apanhava as bolas todas de Djokovic, impressionante.
PS2: Para os mais entendidos do ténis por aqui, a mim pareceu que Alcaraz tem tentado introduzir jogadas de outros desportos ao seu jogo, principalmente do padel. É só impressão minha? Eu não costumo ver muitos jogos…
Goda
Vamos ter calma e não confundir padel com desporto. É uma atividade física de convívio e maratonas de minis.
Goncalo Silva
Podes dizer que não é mega intenso, concordo. Mas o golfe por exemplo não é um desporto? Não envolve competição? Não tens profissionais, rankings, competições, etc?
Então é um desporto!
Art Vandelay
Eu continuo a achar que no fim das contas será o Sinner a ter mais GS…mas é uma mera projeção e com tantas variáveis que rapidamente podem mudar que é uma total incógnita ao dia de hoje saber qual dos 2 é que vai terminar com mais GS
Mas falas aí na questão do físico e do Alcaraz hoje em dia ser superior nesse campo, vamos ver isso também se pode virar contra ele, porque o Alcaraz a partir dos 30 anos vai ter de mudar um pouco o seu jogo, já não vai poder ir a todas as bolas nem poderá viver tanto da sua inocência física para se superiorizar aos adversários como hoje ele consegue fazer e essa mudança fruto da idade pode ter impacto negativo….o Sinner por exemplo acho que depois dos 30 terá de fazer menos adaptações ao seu estilo de jogo pq o mesmo não depende tanto da capacidade física, portanto vamos ver como será essa adaptação dos 2
Adepto Imparcial
Acho que mais rapidamente os outros desportos introduzem jogadas do ténis do que ao contrário :b
Goncalo Silva
Certo, sem desmerecer o ténis obviamente! Mas é bom que os desportos retirem o melhor uns dos outros, permitem evolução. Qualquer dia ainda veremos o Arsenal de Arteta a marcar cantos com o gesto técnico do rugby XD
RubenMeireles14
Sim. Já o tinha feito contra Zverev, a chamada “víbora”, que no Padel serve para bater no fundo do court a centímetros do acrílico em que depois a bola “morre” sem dar hipótese de ressaltar no acrílico e permitir ao oponente ainda salvar a jogada. Aqui Alcaraz fê-lo como sendo um smash “em slice” em que a bola vai bater com side spin no vértice do court à direita de Djokovic. Cumprimentos
Goncalo Silva
Pois, não sabia o termo técnico, mas reparei numas batidas mais “fora do normal” no ténis. Obrigado pela explicação 👊🏼
Art Vandelay
Hoje era uma dupla corrida contra o tempo, por um lado Alcaraz tinha a última oportunidade na sua vida para se tornar o jogador mais novo de sempre a ganhar os 4 Grand Slams, por outro Djokovic cada Grand Slam que passa pode ser a sua última oportunidade de vencer um Grand Slam, porque biologicamente ficará sempre pior jogador a cada novo Grand Slam, ao contrário do Sinner e Alcaraz que ainda estão na curva biológica de ascenção e portanto biologicamente serão melhores a cada novo Grand Slam
Posto isto estou feliz pelo Alcaraz porque bateu um recorde que durava desde 1938 (loucura total) mas triste pelo Djokovic porque pode ter sido aqui a sua última grande oportunidade para vencer um GS
Quanto ao jogo, a minha premissa era de lesão nos adutores do Alcaraz e aí o Djokovic era favorito, felizmente a lesão não se confundiu ou se existia foi recuperada em 2 dias e assim sendo com Alcaraz a 100% é muito mais difícil ao Djokovic o vencer a 5 Sets, portanto falhei
Mas mesmo sem vitória hoje, o que o Djokovic fez neste torneio é completamente absurdo e cimentou-se como um dos 3 melhores jogadores do Mundo da actualidade o que é absolutamente ridículo dado que tem 38 anos e tal nunca aconteceu em desportos top 10/15 de praticantes a nível Mundial, portanto todos nós temos de fazer uma vénia ao Djokovic, é surreal o que ele está a fazer
Por fim, acho que tem que se começar a questionar se o Djokovic não é o melhor servidor de SEMPRE… é incrível o que ele faz com o serviço, até porque ele não tem a potência de serviço que um Sinner ou Roddick ou Sampras tinham, mas eu confio mais no serviço do Djokovic do que em outro serviço qualquer na história, a sua colocação de bola é das coisas mais incríveis que há no tenis…e ainda me lembro quando ele tinha 19/20 anos e servia mal que dói, com imensas duplas faltas e afins, foi uma evolução incrível e o serviço dele tem de ser equacionado para um dos melhores serviços de sempre
PedroMD
Falando apenas da Open Era, agora tem cerca de 10 anos (não fiz as contas) para fazer um Double Career Slam, coisa que o Nadal e o Djokovic só conseguiram com 33 ou 34 anos.
Aliás, se o Alcaraz ganhar o próximo Open da Austrália, faz um Double Career Slam aos 23 anos, sendo que o Nadal só conseguiu o Single Career Slam aos 24 e o Djokovic aos 29.
henry14
Já há muitos anos que O serviço do Djokovic é realmente muito desvalorizado, muito por culpa dele ser incrível em muita coisa. Mas para mim, o serviço dele é estratosférico e um dos melhores do circuito, sim.
Adepto Imparcial
“Última oportunidade” com ênfase grande nas aspas, visto que na Open Era ainda tinha mais 2 anos — Nadal era o detentor do recorde com 24 anos e 101 dias. Mas como Alcaraz conseguiu bater o recorde até fora da Open Era, todos mencionam o Don Budge :b. Se tivesse batido com 23 anos, os títulos das notícias iam ser exatamente iguais, visto que recordes fora da Open Era são frequentemente desconsiderados.
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Em relação ao serviço do Djokovic ser o melhor de sempre, caso para dizer “calma, jovem” xD. O seu serviço só a partir de 2018/19 é que ganhou a consistência necessária para ser uma arma verdadeira. Até lá, era uma das suas principais fraquezas, tal como tudo o que envolva elevar o braço acima do ombro – até o próprio gozou com isso numa entrevista pós-jogo durante este torneio. A evolução é clara, mas nem no Top10 de sempre entra, quanto mais ser o melhor serviço de sempre. Aliás, o rácio de encontros que perdeu precisamente por causa do seu serviço vs. os que ganhou devido ao serviço é claramente negativo. E digo isto com base em qualquer pesquisa sobre “melhores serviços de sempre”, estudando as estatísticas gerais ou até perguntando ao próprio ou a qualquer comentador/ex-jogador. Ninguém no seu bom senso escolherá o serviço de Djokovic em prol de Sampras, Federer, Roddick, Ivanišević ou qualquer gigante de 1000+ ases na sua carreira como Karlovic, Isner, Raonic e afins. Ainda me recordo bem dos tempos em que era fácil adivinhar uma dupla falta do sérvio ou contar com um segundo serviço fraquíssimo. Pessoalmente, considero o serviço de Federer é o melhor de sempre e a malta adora tanto stats, basta olhar para as mesmas: 11000 ases sem ter 2m de altura nem bombas de 230km/h; praticamente 90% de jogos de serviço ganhos; 77% e 57% de primeiro e segundo serviço ganhos; 67% de break points salvos – tudo valores superiores a Djokovic tal como a 99% dos jogadores; e depois entra a versatilidade e variedade de serviço que tanta gente do desporto reconhece devido à sua capacidade única de executar 20 servicos diferentes a partir do mesmo lancamento – razão principal pela qual era tão dificil de ler o que ia fazer. Não há comparação possível.
henry14
Costumas ser bem razoável mas parece-me que estás a banalizar o serviço de Djoko. Estou com o Kafka. O serviço Djokovic é absurdo e Não sei a partir de quando é que ficou melhor. Mas ele já ganha slams desde 2009 (salvo erro), alguma coisa devia valer. Se ele gozava é porque ele é de uma humildade absurda por muito que o pintem como um monstro da modalidade.
Adepto Imparcial
Calma. Uma coisa é dizer que o serviço dele é muito bom. Outra é dizer que é O melhor de sempre. A evolução que teve no serviço é incrível! E tem, sem dúvidas, dos melhores serviços no circuito atual! Não estou a querer nem desvalorizar nem banalizar o seu serviço. Mas estamos a falar de quase duas décadas de treino constante para melhorar este aspeto que, durante a *maioria* da sua carreira, não foi uma arma, bem pelo contrário.
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Quando se fala nos melhores serviços de sempre, fala-se naqueles que realmente tiveram uma carreira marcada pelo mesmo de alguma forma. Ora pesquisem lá por artigos, testemunhos de ex-jogadores ou treinadores, ou até perguntem ao AI sobre quem detém os melhores serviços da história do ténis. E digam-me quantos encontram com o Djokovic sequer no Top10. É um exagero simplesmente, nem o próprio se colocaria em tal lista. Repito, tem um dos melhores serviços do circuito atual, o seu segundo serviço principalmente deixou de ser uma fraqueza e teve, sem dúvidas, das maiores evoluções que alguma vez vi no circuito no que toca ao melhoramento de uma pancada em específico. Mas melhor de sempre? Isso ele é numa montanha de outros aspetos, mas no serviço, perdoem-me, nem perto :b
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PS: primeiro GS foi AUS 2008, segundo no AUS 2011 (ganhou 3 nesse ano) e depois começou a encarrilar e dominar a partir de 2014/2015. Tivesse o serviço de agora e, se calhar, teria comecado a dominar mais cedo :b
Adepto Imparcial
Uma final com menos drama do que se desejava, mas ganhou o jogador fisicamente mais capaz. Justíssimo, até pelo torneio que fez, pela meia-final épica contra Zverev e por continuar a demonstrar que é um jogador completissimo, melhorando a cada ano a olhos vistos. Se não surge um 3° elemento para dividir troféus com Sinner e Alcaraz, estes dois vão bater todos os recordes e mais alguns com uma margem absurda – basta imaginar que, sem um dos Big Three, ficam 100+ títulos por distribuir.
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Primeiro set clássico de uma final entre um veterano e alguém que, apesar de já ter um currículo invejável e dezenas de finais, nunca tinha jogado uma final no AUS Open. Djokovic entrou confiante e consistente, Alcaraz entrou nervoso e errático. Nada de especial a apontar, apenas o final do set em que Djokovic consegue uns pontos extraordinários, fechando com chave de ouro.
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Segundo set previa-se o mais importante, independentemente de quem ganhasse o primeiro. Neste caso, Djokovic ganhando o primeiro, ainda mais importante se tornou. Djokovic ganhar o segundo significaria ter a final na mão – só perdeu 1x na carreira 2-0 acima e foi quando era muito novo sem títulos grandes – enquanto que Alcaraz vencer empurraria o encontro para, no mínimo, 4 sets. Contrariamente ao que foi habitual na sua carreira, o sérvio já não tem capacidade física para lidar com vários jogos intensos para lá das 4h – ajudou imenso o facto de ter menos 1.5 encontros nas pernas quando enfrentou Sinner e, mesmo assim, o desgaste no quinto set já era bem notório – pelo que perder este segundo set poderia tornar-se fatal. Desta vez, Carlitos entrou melhor, sacou o break, protegeu-o sem grandes dramas ou momentos mais tensos – apenas 1 break point defendido – e Djokovic ainda lhe ofereceu outro numa clara decisão tática de deixar o set para trás, poupando energias para o que seria uma espécie de reset ao encontro que agora se tornava num Bo3.
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O problema principal na decisão tática de Djokovic encontrava-se na forma e confiança de Alcaraz. O nervosismo já não estava presente e a própria energia do espanhol estava noutro patamar, ao contrário do sérvio mais apático e lento. Creio que o “desistir” do segundo set veio demasiado cedo, mas também é mais fácil falar à posteriori. Este terceiro set ficou decidido no 4.º e 5.º jogos de serviço. Alcaraz ganha o ponto da final e talvez até do torneio logo a abrir o 1-2, conseguindo segurar o seu serviço num jogo muito difícil e, depois, claramente desgastado do esforço no jogo anterior, Djokovic comete vários erros que oferecem o break ao espanhol. A partir daqui, com maior ou menor dificuldade, o espanhol foi segurando o seu serviço e voltou a conseguir um break final contra um Djokovic cada vez mais debilitado fisicamente, fechando o melhor set até então – grandes pontos, espetáculo de fisicalidade e momentos defensivos de parte a parte fantásticos.
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Na teoria, Alcaraz tinha tudo para vencer em quatro sets. Estava claramente por cima no encontro, continuava fresco fisicamente, a confiança no seu auge e, do outro lado, um Djokovic ofegante, a pedir algum tipo de assistência a cada duas trocas de lado e até desesperado em alguns momentos do encontro. Na prática, as coisas mudam frequentemente e o oposto pode suceder a qualquer altura… e só não foi assim por pormenores. O espanhol manteve-se na sua onda: poucos erros, servindo cada vez melhor, mentalmente sólido nos pontos de maior pressão e sem demonstrar um bocadinho que seja de baixar o nível físico. Mas o sérvio foi-se aguentando, salvando vários BPs pelo caminho, conseguindo quase mesmo empurrar o set para tiebreak, mas creio ter ficado bem demonstrado hoje que o 25° título é mais um sonho que uma realidade provável – mantenho as minhas expectativas em aberto para Wimbledon, onde até ao fim da sua carreira irei sempre achar que terá mais chances.
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E eis que recordes e mais recordes foram quebrados por parte do rapaz que poderá vir mesmo a tornar-se no GOAT se continuar por este caminho (tecnicamente arrisco-me a dizer que poderá mesmo vir a ser já o melhor a duas mãos). Torna-se no mais jovem de sempre a conquistar o Career Grand Slam. O mais novo de sempre a chegar aos 7 GS. O único jogador a conseguir bater Djokovic numa final do AUS (o sérvio estava 10-0). Apenas o segundo espanhol a conquistar o AUS. E por aí fora… é simplesmente um jogador inacreditável, um alien autêntico. Parabéns Carlitos!
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Parabéns igualmente para Djokovic que, contra tudo e todos, contra a idade e o físico, contra todas as probabilidades, continua a chegar a meias-finais e finais de GS, sempre dando o seu máximo contra os novos aliens desta geração. Merece todo o respeito do mundo por parte de fãs do desporto, independentemente de termos ou não outros favoritos pessoais. Que continue a jogar até quando quiser e que, quando decidir terminar, que seja pela sua vontade e não por uma lesão o obrigar a tal.
Fica a nota
Quero apenas dizer que concordo com quase tudo o que diz nos vários comentários deste post.
Excelentes análises!
RubenMeireles14
Pior, por muito cansado que estejas, na minha opinião, não deves entregar no teu serviço, deves obrigar o adversário a fechar o set no seu serviço, para servires à frente no set seguinte. Alcaraz apanhando-se confiante a abrir a terceira partida, comandou as operações. Bem sei que isto não é sempre linear, anda por cima contra Djokovic, mas é quase como a lógica de bater primeiro num desempate por penáltis, com a agravante de no Ténis um break cedo a favor de quem serve primeiro, leva rapidamente o set para 4-1 ou 5-2, que mesmo sendo só um break, fica uma montanha gigante para quem serve atrás.
Quanto a Alcaraz de forma global, venceu os dois últimos GS ambos em duro que era considerado a sua pior superfície, curiosamante o último GS que perdeu foi naquela que a meu ver é a sua melhor superfície (opinião impopular), que é a relva, onde salvo erro só tem 3 derrotas em 5 Wimbledons e 3 Queens. De resto, no US Open 2025 foi para mim o seu melhor torneio do GS, esteve absolutamente intratável, onde só perdeu um set na final para o Sinner. Melhorou TREMENDAMENTE o seu serviço, sendo isso fundamental para estar quase sempre perto da vitória, porque muito dificilmente ele não breaka pelo menos uma vez em cada set, seja contra quem for.
A parte mental tem altos e baixos, basicamente ele às vezes “facilita mais” quando tem tudo para ser um jogo tranquilo (aí o robô Sinner fecha os seus encontros quase sempre sem história), mas vai buscar os encontros aos infernos (um pouco à semelhança de Nadal), quando está claramente com o marcador na red line (este 5.º set contra Zverev mais foi um exemplo).
Cumpre aqui o seu desiderato para ser o mais jovem a vencer GS. Mais ainda faltam alguns cromos na caderneta, nomeadamente o ATP Finals, os JO e, em menor escala, concluir os nove M1000, julgo que faltarão 2 ou 3.
Adepto Imparcial
Eu não creio que ele quisesse deixar o Alcaraz começar o quarto set a servir, mas não conseguiu aguentar o jogo para levar a 5-4. Notou-se que se estava a esforçar, mas não deu. Mas concordo contigo, idealmente deixa-se levar um set, mas tenta-se que assim seja de forma a começar a servir o próximo. Lá está, falar é fácil.
—
Eu nunca fui muito fã deste tipo de conversa sobre a “melhor/pior superfície”, ainda para mais quando nunca se denotou um domínio consideravelmente maior sobre as outras. Aliás, acho engraçado falar-se mais disto com o Alcaraz do que com o Sinner, quando o último é que tem um palmarés muito mais dependente de hardcourt. Alcaraz sempre foi ganhando em todo o lado – tanto se falava do seu sucesso futuro em terra batida e ganhou tanto o USO como Wimbledon antes de RG – logo nunca percebi este tema. Além disso, estamos a falar de jogadores super jovens que ainda não demonstraram propriamente ser absurdamente fracos em qualquer lado. Por exemplo, Nadal quando começou, denotava-se uma dependência claríssima de terra batida, não por ganhar imenso lá, mas por não conseguir ganhar NADA fora dela. Tanto Sinner como Alcaraz não só ganham imenso em qualquer superfície, como chegam longe em todas.
—
Já a parte mental, lá está, é outro tema que acho que a malta simplifica demasiado. Não acho que seja algo que se possa determinar antes do fim de uma carreira. Se me perguntarem sobre a mentalidade de Federer pré-2010, digo que é dos mais fortes de sempre. Se me perguntarem sobre a mentalidade dele em 2011, digo que é um horror. Se me perguntarem sobre a mentalidade dele no geral em retrospetiva sobre a carreira toda, digo que claramente foi um jogador forte mentalmente, mas demonstrava lapsos aqui e ali contra jogadores random (perder 2-0 acima em Wimbledon contra Tsonga é impensável), sendo que contra Djokovic desenvolveu ali um block mental muito prejudicial. Digo isto tudo, pois não consigo olhar para Alcaraz ou Sinner e afirmar de forma absoluta que são fortes ou fracos mentalmente. Depende da altura da época, do torneio, da forma… depende. Neste momento, Alcaraz tem demonstrado ser mais forte mentalmente ao longo da sua curta carreira que Sinner, visto que este último já tem várias derrotas pesadíssimas em que deixou escapar match/championship points e até uma vantagem de 2-0 acima em Wimbledon vs Djokovic. Sinner está 2-10 no quinto set contra jogadores do Top50, Alcaraz está 15-1. Mas isto é agora, daqui a 10 anos a história pode virar. Nunca se sabe.
RubenMeireles14
Sim, essa última stat do Alcaraz em quintos sets. É impressionantes.
Deixa-me dizer-te, belo comentário, é sempre bom trocar impressões com malta conhecedora de outras modalidades que não o futebol. Porque para falar de bola, qualquer um de nós no trabalho ou no café fala, de ténis ou outros, já é outra casta. Cumprimentos
Adepto Imparcial
Igualmente :)
Lopes da Silva
Incrível! Com 22 anos e já conquistou o Golden Slam e já vai com 7 títulos. Para comparação, o Federer quando fez 22 anos tinha apenas acabado de conquistar o seu primeiro Wimbledon/Grand Slam. Tem tudo para chegar aos 25 slams, quem sabe até mais.
Goda
O Federer a jogar contra os Quims e os Nandos contra quem o Carlitos anda a jogar nesta fase negra do desporto mundial teria ultrapassado os 2 dígitos.
Fica a nota
Só uma pequena correção: o termo “Golden Slam” refere-se à conquista dos 4 GS + medalha de ouro olímpica em singulares. A conquista “apenas” dos 4 GS designa-se Career Grand Slam (se conquistados algures ao longo da carreira) ou Calendar Grand Slam (se conquistados no mesmo ano civil). O Golden Slam apenas Djokovic, Nadal e Agassi conquistaram no sector masculino (Federer tem uma prata em singulares e um ouro em pares).
Portanto, Alcaraz ainda não conquistou o Golden Slam, mas será certamente um objetivo para 2028.
PedroMD
Foi uma grande vitória e um grande sinal de maturidade do Alcaraz.
Depois de ser atropelado no primeiro set, teve a maturidade de manter o foco e conseguir entrar em velocidade cruzeiro para ganhar os três sets seguintes.
São recordes atrás de recordes, vamos ver onde vai parar.
O Djokovic mostrou mais uma vez que é um enorme desportista. Mesmo mal fisicamente conseguiu dar uma boa réplica e vendeu cara a derrota.