Holanda 1-2 Alemanha (Van Persie 73′; Gomez 24′ e 38′)
A Alemanha conquistou a segunda vitória no Euro 2012, batendo uma Holanda muito desinspirada e com graves problemas a nível da organização defensiva. Mario Gomez voltou a ser a figura da Alemanha, ao bisar, enquanto que Van Persie conseguiu marcar e evitar que a “Laranja Mecânica” fosse a única selecção sem golos marcados (apesar dos 0 pontos em 2 jogos, ainda é possível o apuramento).
A Holanda entrou com vontade de apagar a má imagem deixada no primeiro jogo, com Van Persie a desperdiçar uma clara ocasião para marcar nos primeiros minutos. A Alemanha adoptou uma postura cautelosa, mas chegaria ao golo (já depois de Özil ter atirado ao poste) por intermédio de Mario Gomez, num lance bem estruturado e finalizado na cara de Stekelenburg. A vantagem germânica desmoralizou a turma de Van Maarwijk, que sofreu o 2-0, novamente apontado pelo ponta de lança do Bayern.
Para a segunda parte, o técnico holandês lançou Huntelaar e Van der Vaart, sem efeitos práticos. A Alemanha esteve perto de matar o encontro, com Hummels muito perto de marcar. Foi então que surgiram as principais figuras da Holanda (Sneijder e Van Persie acordaram), com o avançado do Arsenal a rematar de fora da área com o pé direito e a reduzir. Nos minutos seguintes a pressão acentuou-se, embora sem oportunidades para o empate. Até final, os germânicos geriram a posse de bola longe da sua baliza.
Destaques:
Alemanha – Segundo jogo, segunda vitória, segunda exibição q.b (a verdade é que sem deslumbrar, somaram 6 pontos frente a duas selecções fortes). Mais uma vez a eficácia de Mario Gomez a ser decisiva na construção da vitória. Poderiam ter acabado com o jogo no início da segunda parte, mas revelaram inteligência na gestão do jogo e nunca estiveram verdadeiramente ameaçados pelo adversário.
Holanda – Frente a um adversário poderoso, Robben até entrou bem na partida e Van Persie estava muito em jogo, só que quando se tem um sector defensivo tão frágil (o lateral esquerdo por muito futuro que possa ter, tem dificuldades no posicionamento, aborda mal os lances, não tem rotinas…) é complicado fazer melhor (culpas também para os dois médios defensivos). A reacção na segunda parte tardou e não foi suficiente para evitar novo desaire. Pouco envolvimento dos laterais em tarefas ofensivas (Van der Wiel está a ser uma desilusão) e dois médios muito posicionais deixam o ataque praticamente entregue a 4 jogadores, sendo que um (Afellay) não tem ritmo competitivo.
Gomez – Matador. Concretizou as oportunidades que teve (boas desmarcações) e tem feito aquilo que se espera dele, golos (marcou todos os da Alemanha).
Van Persie/Sneijder/Robben – Apareceram, a espaços, neste encontro. Robben entrou a todo o gás, mas foi perdendo fulgor e protagonizou uma exibição mediana. Sneijder e Van Persie foram crescendo com o decorrer da partida: o avançado do Arsenal marcou um golo excelente e teve bons lances, enquanto que o médio do Inter foi um dos mais inconformados. Apesar de tudo, muito à base do individualismo. A existência de muitas estrelas é a principal razão para a fraca prestação da equipa?
Özil/Schweinsteiger – Excelente prestação dos médios germânicos, em especial do jogador do Bayern, que fez duas assistências para golo. Quanto ao “merengue”, melhorou em relação ao último jogo, essencialmente em termos de aparecimento em zonas de finalização.
Stekelenburg – Acabou por ser um dos melhores elementos da Holanda. Conseguiu manter a sua equipa em jogo, com várias defesas de grande nível. Ia borrando a pintura nos minutos finais, quando permitiu o roubo de bola de Klose.
Hummels – Mais um jogo praticamente perfeito. Apenas perdeu para Van Persie no lance do golo, de resto esteve impecável e com uma classe na saída de bola que o diferencia dos demais.


