Fernando Santos é possivelmente o homem mais odiado a nível desportivo no nosso país, na atualidade. A Seleção Nacional conseguiu nos últimos dois jogos de qualificação para o Mundial do Qatar somente um ponto, o que obriga a ir a um play-off, com um regime bastante distinto do que era usual. Um ponto contra a Irlanda e a derrota contra a Sérvia são resultados bastante escassos para a qualidade que existe. O culpado só pode ser um: o selecionador.
Existe uma divisão entre a população sobre o futuro do “engenheiro”. Se continua até Março (e além deste mês em caso de passagem para a fase de grupos) ou se é demitido no imediato. Claro que este debate ocorre somente entre os adeptos, porque na visão de Federação Portuguesa de Futebol, demitir o selecionador não está nos planos. Ainda assim, a título pessoal compreendo quem opta pela saída do antigo Campeão Europeu, por vários motivos.
O antigo treinador do FC Porto, SL Benfica e Sporting CP não conseguiu o objetivo que foi definido, a qualificação direta. Por norma quando não se consegue chegar à meta que é proposta, a saída é o caminho mais natural, devendo inclusive partir pelo próprio. Fernando Santos não o fez no passado, nem o fará neste momento. O grupo onde Portugal estava inserido não era propriamente complicado. Os adversários eram praticamente banais, com exceção da Sérvia, que ainda assim está uns furos abaixo. O argumento chave possivelmente utilizado no futuro será a queda da Itália para o mesmo play-off, sendo eles os atuais Campeões da Europa. A grande diferença é que Mancini é um selecionador com bastante mais qualidade que o nosso, havendo uma probabilidade maior dos “tiffosi” se apurarem do que a nossa própria seleção.
Outro ponto em que a Seleção Portuguesa falha é na qualidade do futebol. Na verdade, foram raros os momentos em que Fernando Santos colocou a equipa a jogar bem e de maneira convincente. Muitas vezes jogadores de classe como Bernardo Silva ou Bruno Fernandes pareciam moribundos em campo, contrariamente ao que sucede nas suas equipas, onde são grandes estrelas. O futebol medíocre apresentado, especialmente nos últimos dois jogos fizeram certamente muitos adeptos adormecerem no sofá ou simplesmente mudar de canal de televisão, tal o aborrecimento que era causado. O querer jogar para o empate, resultado favorito de Fernando Santos, levou a este momento delicado. Normalmente quem quer empatar, perde. A maneira como o selecionador mexeu na equipa no último jogo foi perturbante para quem gosta de ver futebol. Acabámos o jogo com Danilo Pereira, João Palhinha e Rúben Neves ao mesmo tempo, com a intenção de defender o 1-1. É difícil de compreender como é que o oitavo classificado do ranking FIFA, com um plantel avaliado em 775 milhões de euros (dados Transfermarkt), joga desta maneira contra uma seleção avaliada em menos de metade.
As convocatórias devem também ser criticadas, devido à falta de dois ou três jogadores e a manutenção de elementos que não fazem grande sentido. Na última convocatória os dois nomes que mais surpreenderam por ficar de fora da lista foram Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves. O primeiro, central esquerdino que sabe ter a bola nos pés. O segundo, um dos melhores jogadores do campeão nacional, aparentemente capaz de fazer a diferença pela Seleção. Na mesma convocatória foram inseridos quatro jogadores que podem efetuar a posição de “6”. Se Rúben Neves e João Palhinha mostraram qualidade para integrar a lista, Danilo Pereira e William Carvalho já não fazem grande nexo. Não se pode afirmar absolutamente que são maus jogadores, mas aparentam ser inferiores aos referidos anteriormente. Danilo foi claramente convocado com o intuito de jogar a central, como se verificou contra a Irlanda e em parte do jogo com a Sérvia. Creio que Inácio seria um upgrade, nessa posição.
O discurso e comunicação de Fernando Santos não são abonatórios para o próprio. As frases geralmente são as mesmas, o discurso aborrecido e o estilo pachorrento. As tiradas como “empatar ou ganhar 5-0 era igual” ficam mal na fotografia, agravando-se este ponto devido a esta frase ter sido proferida contra uma equipa com graves limitações comparadas com a nossa. Fernando Santos parece muitas vezes estático no banco, sem grandes expressões, quer a ganhar, quer a perder. Esta postura pode ser interpretada por alguns como inércia para mudar o rumo da partida, no caso de um resultado menos positivo. É a antítese de Sérgio Conceição e Jorge Jesus que raramente param quietos. Os adeptos querem mais movimento por parte do treinador, como sinal da busca pela melhora em certos fatores, oferecendo também algum carácter e personalidade.
Por fim o último ponto que não abona nada ao “engenheiro”: perdeu totalmente a boa imprensa que tinha. A maioria dos comentadores criticou-o após estes dois jogos. Nomes como David Borges, Jorge Baptista ou Ribeiro Cristovão, “rasgaram” autenticamente o selecionador (David Borges foi mais longe ao criticar Cristiano Ronaldo, algo raro nos jornalistas portugueses). Os jornais desportivos no dia seguinte faziam manchetes altamente criticas ao trabalho realizado contra a Sérvia e Irlanda. É muito mais fácil ser unanime positivamente (veja-se a boa imprensa que Ronaldo ou Mourinho têm) do que negativamente, quando se trata a nomes grandes do nosso futebol. Fernando Santos foi elogiado por todos após a conquista do Euro 2016, era um herói. Agora é o grande vilão da história, que sairá pela porta pequena.
O grande debate é a manutenção de Fernando Santos no cargo em Março, como foi referido anteriormente. Quem a defender pode utilizar dois argumentos:
- A mudança seria realizada num momento de frustração, a quente;
- Não se deve deixar sair Fernando antes do final do ciclo (Mundial 2022 ou o play-off em caso de eliminação).
São razões válidas e compreensíveis, se bem justificadas, no entanto podem ser refutadas. A saída de Fernando Santos já deveria ter sido realizada anteriormente, após o Mundial 2018, por exemplo. Já não é de agora a existência de defensores da tese do despedimento, não seria uma decisão a quente, já que o futebol é mau há alguns anos e os resultados pós Euro 2016 estão longe de ser grandiosos. Seria uma saída altamente pacífica e o “engenheiro” estaria para sempre na memória somente pelos bons motivos, caso realizada no momento certo.
O ciclo que é referido pelos defensores de Santos deveria ser dedicado somente à seleção, onde são certas as mudanças a seguir ao Qatar. Jogadores como Pepe, José Fonte e João Moutinho devem dizer adeus às Quinas e Ronaldo deverá começar a perder protagonismo que outros vão ter de acarretar. O problema é que o ciclo Fernando Santos, é independente do da seleção e já deveria ter terminado à algum tempo. Não é provável que o futebol de Portugal em Março com o atual técnico seja diferente do apresentado, os convocados nem devem mudar assim tanto em comparação com esta lista. Não seria melhor tentar uma alternativa? Será possível que o futebol piore ainda mais? Não deveria causar temor e medo mudar de selecionador, especialmente quando algo vai muito mal.
Portugal tem à disposição uma das melhores gerações de sempre, capaz de fazer ótima figura no próximo Novembro. Fazendo um paralelismo, a nossa seleção é claramente um Mercedes, capaz de vencer a maioria das corridas. O problema é que no lugar de Lewis Hamilton, aparenta ter um Nikita Mazepin, que o impede de ter os resultados desejados.
Visão do Leitor: Ricardo Lopes


23 Comentários
Mushy
Não é só o caso do Inácio ou do Pote agora, tem sido das sucessivas convocatórias que não chama os jogadores que estão em melhor forma e mantem quase sempre o mesmo grupo de jogadores independentemente se jogam ou se estão em boa forma.
Caso recente do JM que esteve bem durante uma época inteira nunca foi chamado, depois mudou de clube passou a ser chamado e agora que não tem estado tão bem continuou a ser chamado.
São n e n casos seguidos de situações que não se compreende.
O Guedes passa de não convocado para titular por exemplo.
Temos uma defesa já velha e não tem trabalhado pela sucessão de novos valores, chamado aos poucos alguns jogadores para irem rodando, ao invés prefere o Danilo.
Portugal, desde que me lembre, nunca teve um grupo tão vasto de bons jogadores para tantas posições, até nos sub21 temos visto que há jogadores a “brilhar”, teremos uma boa geração de futuro.
Mas pela lógica que o FS tem tido, raramente serão chamados e dar oportunidade, porque os que lá estão, tem lugar garantido e jogarão até aos 36 se for preciso.
É preciso algo novo, actual, ideias novas, métodos diferentes e não a mesma pasmaceira de sempre.
Culpamos o FS, mas a Federação passa entre os pingos da chuva e assobia para o lado, são os que podem mudar a situação
Mantorras
Eu despedia ja o FS.
Ha sim tempo para mudar, na seleccao que raio de estilo de jogo e modelo é que existe actualmente? Nenhum.
Qual é o discurso ou a mentalidade? Horrível, tipo aquela tirada dos 5-0 e 0-0 ser a mesma coisa.
Portanto sim, ha mais que tempo. Ha tempo para se mudarem alguns nomes, ha tempo para se deixar cair algumas vacas sagradas, ha tempo para se passarem a convocar apenas os melhores e sem precisar de levar 4 trincos, ha tempo para jogarmos com 11 nas posicoes onde mais rendem e, acima de tudo, ha tempo para mudar este discurso patetico.
E quem vier, que venha com objectivos bem definidos: passa playoff e o grupo do mundial e podera continuar no cargo, falhando qualquer uma dessas premissas vai a vidinha dele tambem.
MiguelCosta
Com jeitinho, ainda fica para a história como o treinador que conseguiu o primeiro Euro para Portugal e como o treinador que conseguiu deixar talvez a nossa melhor geração de sempre, de fora de um Mundial num grupo em que a única seleção decente era a Sérvia, que mesmo assim é inferior. E sempre com o mesmo tipo de futebol. É obra. A sorte acaba sempre, para todos.
João Ribeiro
Para mim, devia ter saído no final do Mundial 2018 porque já era notório que não teria unhas para colocar Portugal como equipa dominante, como seria normal atendendo ao leque que já dispunha. As exibições contra Marrocos ou Irão tinham sido vergonhosas e demonstradoras da sua falta de capacidade. Entendo que tenha continuado. Mas não ter saído após o recente Euro, para mim, é inconcebível porque foi o continuar daquilo que se previa. Más prestações no Euro e na própria qualificação, conseguida atrás da Ucrânia. Continuar à frente da seleção após mais uma fase de apuramento vergonhosa é inenarrável.
Não se compreende a continuidade de um selecionador que, com um dos melhores leques de opções no mundo, fosse incapaz de ganhar um jogo a seleções como Ucrânia ou Sérvia, que tivesse precisado de um auto-golo para derrotar o Azerbaijão, que tivesse empatado frente à Irlanda e ganho em casa com golos caído do céu aos trombolhões.
Kafka
A FPF para despedir o Santos hoje, teria que o ter despedido no dia 10 Julho 2016 logo a seguir à final, e porquê? Porque este SEMPRE foi o processo de jogo do Santos…..
Portugal nesta qualificação jogou diferente da fase final do Euro 2016? NÃO… Apenas tivémos foi a sorte de por exemplo o cabeceamento do Vida (mais ou menos do mesmo sítio de onde o Mitrovic cabeceou) no prolongamento contra a Croácia ter ido ao poste e no seguimento dessa bola ao poste termos marcado nós golo, mas curiosamente nesse dia 25 Junho 2016 não vi ninguém no fim do jogo defender o despedimento do Santos… Então porque defendem agora se este sempre foi o processo? ….
Se o cabeceamento do Mitrovic tem ido ao poste e no contra ataque Portugal faz o 2-1 (foi o que aconteceu com a Croácia no dia 25 Junho 2016)…continuava-se a defender o despedimento do Santos?
Mudou alguma coisa no processo de jogo desse Europeu até aqui? NÃO…. Portanto se o processo foi sempre o mesmo, se em Julho 2016 a FPF não o despediu, não tem pq o despedir agora
Kafka
Tive a rever agora a jogada, e o cabeceamento é muito parecido ao do Mitrovic, até ressalta no chão antes de chegar à baliza e tudo, felizmente bateu no poste, pois o Patrício também estava batido caso a bola tivesse 10 cms de direcção mais para dentro
Em bom rigor a crónica do VM menciona que jogámos lá atrás e que não atacamos
https://blogvisaodemercado.pt/2016/06/incrivel_25/
Os comentários não aparecem, o site deve ter perdido os dados, mas aposto que na altura ninguém pediu o despedimento do Santos, mas em bom rigor foi um jogo igual ao que fizémos contra a Sérvia…O problema é que em Portugal a maioria das vezes analisa-se o resultado em vez de se analisar o processo
Wey
So um apontamento.
Nao se pode categorizar o ” voces 11 vao la para dentro e passem ao Ronaldo” como processo de jogo, estrategia ou tactica ou quer que seja.
DNowitzki
Não percebo por que razão querem despedir agora o Fernando Santos. Ele sempre foi isto, mesmo no Euro.
Tal como tinha feito com Rui Vitória, também então escrevi aqui que, um dia, o amojo da vaca seca e acaba-se a sorte. Ou isso, ou sou como os relógios que, mesmo parados, estão certos pelo menos duas vezes por dia.
batalha34
acho que nao é preciso tirar um curso para perceber o
porque de uma pessoa ser despedida quando falha objectivos…
Francisco Ramos
A decisão mais sensata é que Fernando Santos acabe o ciclo do Mundial de 2022, com ou sem apuramento. Após esta data (ou antes caso sejamos eliminados no playoff) deve começar a procura e escolha do novo seleccionador.
A troca antes tem dois handicaps:
– Não vai haver mais pausas logo o novo treinador não consegue colocar as ideias.
– Em caso de derrota, começa o ciclo seguinte muito mais pressionado.
Além disso, a maioria dos treinadores pretendidos tem contrato com um clube pelo que também eles não quereriam sair antes do final da época (ou o clube não o deixar).
Manchester Is Red
O que mais me aborrece, acima de tudo, é estar francamente claro para todos que o FS simplesmente não sabe mais do que isto. Nem é teimosia; é pura e simples incompetência.
Mete os melhores em campo num 4x3x3 sem quaisquer dinâmicas e sem qualquer criatividade. É algo chato, aborrecido e demasiado rígido para uma seleção com tanto talento e criatividade.
Não existe qualquer tipo de risco na sua abordagem também por culpa disto, já que quando não se sabe mais, a melhor táctica é mesmo não inventar e passar para dentro de campo a mensagem que o mais importante é que ninguém faça nada que possa levar ao aumento do risco. É inqualificável que um Cancelo no City jogue quase a extremo e na seleção fique remetido à defesa para que o castelo de cartas do FS não colapse.
É por demais frustrante ver uma equipa que podia jogar como um Liverpool a nível de dinâmica e transição ofensiva, acabe a jogar à Grécia de 2004.
Santander
1 – Se não quiserem mudar o selecionador, dada a sensibilidade do momento, que pelo menos tragam alguém para a equipa técnica, com outra ideia de jogo. É que basta ver a forma como jogava a equipa de sub-20, para perceber que o dedo táctico de Ilídio Vale, nesta seleção, é maior do que deveria…
2 – Vejo muita gente a sugerir diversos nomes de treinadores portugueses para a seleção, mas a verdade é que nenhum tem o peso para se impor num balneário daqueles… Nomes como Luís Castro, ou Paulo Fonseca seriam engolidos facilmente num balneário com tanto ego, à mínima contrariedade.. Neste momento seria necessário trazer alguém ao estilo de Zidane no Real Madrid e que viesse mudar o paradigma do futebol praticado, o que olhando ao mercado não se torna assim tão óbvio… Parece-me que nesta fase não basta um treinador, mas é preciso que seja alguém com capacidade e autoridade para se impor no balneário…
3- Por fim, o esquema táctico.. Custa-me compreender a insistência de tanto treinador (aqui está longe de ser exclusivo de FS) em colocar Ronaldo como Ponta de Lança.. Se olharmos às últimas 5 épocas (a atual, as três de Juve e a última de Real) é fácil observar que a melhor foi quando jogou como avançado solto junto a um avançado centro, no caso do Real com Benzema e Isco nas costas destes, e no caso da Juve o ano passado com Morata.. Ronaldo já não tem a explosão nem agilidade para jogar colado à faixa, mas está longe de ter características para ser um Avançado Referência, é um jogador exímio a aproveitar espaços e ou está aproveitar espaços, ou está a cria-los, o problema é que jogar de costas ou prender marcações não é a sua praia e para além disso diminuí a sua participação na vertente onde é mais decisivo… Para além destes fatores estão também as características dos nossos jogadores atuais, se é verdade que apresentamos muita qualidade, não é menos verdade que a nível de extremos puros já estivemos bastante melhor servidos, basta olhar para a geração anterior onde chegaram a coincidir: Ronaldo, Nani, Simão e Quaresma… Todos os nossos jogadores com capacidade para jogar na linha têm tanta ou mais capacidade para jogar no meio, ou para jogar como segundo avançado (Félix, Jota, Bernardo, Otavio, Guedes, Rafael Leão)… Há muito que digo e defendo que dadas as características dos nossos jogadores, o melhor sistema para mim seria o 4-3-1-2, o mesmo do Real de 17/18… Temos lateriais suficientemente ofensivos para darem a largura, temos Bernardo e Otavio para MO e uma infinidade de soluções para avançado móvel (Félix, Jota, Ronaldo, Guedes ou Leão)… O único senão passa pelas escassas opções para PL de referência, onde apenas André Silva e Paulinho me parecem ter o mínimo nível para estas andanças… Paciência também poderia ter mas tarda demasiado a engatar e Gonçalo Ramos poderá ser mais uma opção no curto prazo para a posição…
ManuelP
Muito embora seja crítico do Fernando Santos, dado que considero nāo ter a competência necessária para liderar uma selecçāo com esta qualidade, penso que o timing, neste momento, é seu amigo. Se a FPF decidir demitir o seleccionador, o próximo que vier terá uma pressāo enorme em conseguir resultados sob pena de ficar logo em cheque. Nesse sentido, acho que se o Fernando Santos conseguir ultrapassar o playoff deveria assumir a selecçāo no mundial, obviamente. No entanto, há algo que gostaria de assistir – ver o Fernando Santos a liderar a equipa sem o C. Ronaldo, que já afirmou que o Mundial 2022 será a sua ultima prova (vale o que vale, porque já todos percebemos quem manda efetivamente na FPF). Foi precisamente sem ele em campo que tivemos as melhores exibições nos últimos anos. Nāo pondo em causa o seu instinto goleador e aquilo que oferece na área, nesta fase da carreira, e possivelmente pela primeira vez na carreira, tira mais do que dá, eventualmente. Desta forma, e se a prestaçāo no mundial for boa (isto caso lá chegue) pelo menos merece o benefīcio da dúvida de comandar a selecçāo no futuro. Porque apesar de achar que nāo é, de todo, um treinador competente em mais do que uma componente básica (técnica, táctica, leitura de jogo, treino, etc), considero que Portugal teve excelentes exibicões na Liga das Nações e lembro-me de um Portugal vs Croácia que jogámos muito bem. A pergunta aqui é: será que o problema está assim tanto na qualidade do selecionador ou na forma como este se deixa rebaixar perante o interesse de alguém superior? Acredito genuinamente que, enquanto os superiores interesses da selecçāo nāo estiverem em primeiro lugar, nenhum selecionador poderá fazer “normalmente” o seu trabalho.
GabCel
há gente masoquista… mas isto é exagerar…
Tiago Silva
Concordo que deveria ter saído após o último Europeu, onde se viu que o selecionador estava completamente perdido e com decisões incompreensíveis para toda a gente. Poderia até ter saído após o último Mundial, mas aí até dou de barato e talvez merecesse mais uma oportunidade pelo Europeu que nos deu em 2016.
Neste momento, perdeu o balneário e a imprensa que eram as únicas coisas que o beneficiavam. Agora não tem nada! Se eu percebo que fique até ao final dos playoffs, por ainda não haver um nome pensado ou que aceite assumir o lugar, ficar depois disso é de uma incompetência brutal! Passe ou não passe! Resta a meu ver ao FS, caso não queira sair pelo próprio pé, tentar pelo menos sair com uma imagem melhor.
Kacal
Eu mantinha até ao fim do play-off e aí independentemente do desfecho mandaria embora trazendo o novo seleccionador para ter alguns meses para preparar a equipa. Mas não me escandalizaria que saísse já. Cabe à Federação escolher, agora manter para o Mundial 2022 (caso cheguemos lá) é que não! Mas é assim, acredito que falhando o apuramento para o Mundial no play-off aí será 100% a saída de Fernando Santos, enquanto qualificando-se tenho duvidas que seja despedido. A ver vamos. Mas realmente esta selecção pode e deve fazer bem mais.
Ricardo Miguel
para mim teria saido apos o fracasso que foi o mundial 2018, em que apenas ganhamos a marrocos (empate com irao e espanha), portanto cada dia que passa agora, é um dia tarde demais. Mas admito que ai ainda houvesse a aura do euro anterior.
Mas apos o euro 2020 nao havia absolutamente razao nenhuma para manter FS. Aquele jogo com a alemanha foi dos mais humilhantes que experienciei. O FS revelou toda a sua incapacidade como treinador – na primeira parte, o Gosens rebentou o nosso lado direito com o mesmo tipo de movimento sucessivamente. E na segunda parte voltou a fazer o mesmo! Sem que houvesse qualquer ajuste ou correccao tactica.
Foi exasperante.
O FS e um dinossauro completamente desatualizado, e noutra qualquer profissao ja estaria reformado.
Mudem o quanto antes.
Totti
Pelo menos o playoff tem de fazer, perdendo é despedimento direto com justa causa. Contudo o mundial se for será mais do mesmo 8º de finais com sorte a depender do grupo que vamos estar inseridos que duvido que sejamos cabeça de serie no sorteio
Amigos e bola
Um selecionador acomodado e agarrado ao lugar, uma Federação que não vê o que a grande maioria dos portugueses vê, jogadores que na seleção parecem banais e que são dos melhores nos seus clubes, jogos a fio a jogar um futebol deplorável, fases finais fracassadas. Que mais quer a FPF?
Não haveria problema em arranjar um bom substituto. A FPF tem dinheiro para um bom selecionador, o cargo é apetecível dada a qualidade da matéria prima e ainda faltam meses até ao play off.
Mas infelizmente em Portugal é difícil as pessoas perceberem que já não têm mais para dar.
LevonAronian
A questão de faltarem meses para o play-off é irrelevante, pois o número de treinos que um novo selecionador teria agora, seria o mesmo caso entrasse em Fevereiro.
De resto concordo com tudo, só tenho dúvidas que se deva mandar FS já embora pois qualquer selecionador novo vai ter uma situação de duplo jogo decisivo seguido, onde uma derrota já o colocaria numa situação complicada quando o principal culpado ainda seria FS
Jan the Man
Por mais que concorde que o ciclo de Fernando Santos está mais que esgotado e que o próprio devia ter saido depois do último europeu, não faz sentido haver alteração técnica neste momento, por duas grandes razões:
– A selecção só se volta a reunir em Março e não haveria tempo para grande introdução de ideias e dinâmicas de um novo selecionador antes dos jogos decisivos;
– Caso existisse alteração técnica e fôssemos afastados do Mundial, em que posição ficaria a nova equipa técnica?
Quer queiramos quer não, a decisão mais sensata neste momento é o término do ciclo após a etapa Mundial, quer seja com o playoff ou com a fase final.
GabCel
mas qual é a diferença para o que o FS apresenta? eles jogam como se nunca tivessem estado juntos e falam 11 linguas diferentes. RUA JÁ!!!
kubrick
Não havia tempo para introduzir ideias e dinâmicas…
A única ideia de jogo/dinâmica passa por jogar exclusivamente para o Ronaldo… Ao menos lá bateu o recorde.
Há que os ter no sítio e fazer uma renovação urgente na seleção.
E se formos afastados com o engenheiro ao comando? Também não conseguiu apurar-se com este grupo ridículo por isso nunca de sabe.