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Mais altos, mais rápidos, mais fortes: Os melhores do Rio de Janeiro’2016

visaodemercadoTerminou a festa dos Jogos Olímpicos. Durante 16 dias cerca de 15.000 atletas lutaram arduamente por uma vitória, um lugar no pódio, um momento, eterno ou fogaz, de glória. Os 205 países representados no Rio de Janeiro tiveram sortes distintas, é certo, havendo muitos a despedirem-se sem grandes motivos de orgulho, mas todos contribuíram para tornar este espetáculo em algo tão grandioso e especial. 2.102 medalhas depois, o que mudou?

Imortais
Entre os vários objetivos dos JO, a glória é um dos principais. A glória de uma nação, de um povo, de uma cultura, de um atleta, em primeira instância. Na edição de 2016, dois nomes, acima de todos, confirmaram, ainda mais, a sua posição no Olimpo: Michael Phelps e Usain Bolt. O nadador conquistou 5 medalhas de ouro e 1 de prata, atingindo as 28 no total da carreira (sendo 23 de ouro), tudo isto com 31 anos de idade. Depois de em Londres ter conquistado o epíteto de “atleta mais medalhado em Olimpíadas”, começa a parecer justo o juízo de “melhor atleta da história” – são 16 anos ao mais alto nível e 12 a vencer sistematicamente.

Da água para a pista, outro mestre da velocidade insiste em renovar triunfos. Usain Bolt voltou a vencer as provas de 100, 200 e 4×100 metros, como fizera em Pequim e Londres, alcançando as 9 medalhas de ouro (em outras tantas finais). Um registo imaculado a condizer com o perfil do jamaicano que deu espetáculo nas 3 variedades: um sprint final avassalador e duas vitórias tranquilas – dando, até, para sorrir para os adversários. Por outro lado, 65 recordes olímpicos foram quebrados, bem como 19 mundiais. O sul africano Wayde van Niekerk destacou-se neste capítulo, vencendo os 400 metros com a melhor marca da história, superando o registo de Michael Johnson, por muitos considerado imbatível.

Prodígios
Se Phelps e Bolt saem dos JO como as principais estrelas masculinas, as jovens Katie Ledecky e Simone Biles foram os destaques no feminino. A primeira deu seguimento às boas indicações deixadas há 4 anos (quando venceu, com 15 anos, a prova de natação de 800 metros livres) e nos mundiais de 2015, somando 4 medalhas de ouro e 1 de prata ao seu currículo – e ainda dizimando o recorde mundial dos 800 metros livres, que já lhe pertencia. O futuro é sempre uma incógnita, e há muitos atletas que não conseguem manter o nível durante anos a fio – Missy Franklin, outra nadadora, esteve imparável nos Jogos Olímpicos de Londres mas este ano desapareceu – mas há potencial, em estado bruto, para se tornar na “Phelps” feminina. Quanto a Biles, também de 19 anos, o registo não é menos satisfatório. Quatro medalhas de ouro e uma de bronze, demonstrando uma quase total supremacia na ginástica artística. Apesar de triunfar com regularidade desde 2013, esta foi a sua estreia em Olimpíadas, e dificilmente poderia ter sido melhor. Em 15 dias, uma estrela foi criada.

Potências
Os Estados Unidos da América surgiam no Rio de Janeiro como a principal nação envolvida e não desiludiram, amplificando, de modo mais vincado, o domínio desportivo a nível mundial. Ao todo foram 121 medalhas conquistadas, terceiro melhor registo de sempre (melhor se considerarmos apenas edições de JO não realizadas no seu próprio território) – 46 de ouro, 37 de prata e 38 de bronze. A China, segundo país mais medalhado, não foi além das 70, número abaixo do obtido nas duas últimas Olimpíadas, ao passo que a Grã-Bretanha conseguiu superar, com alguma surpresa, as 65 de há 4 anos atrás – desta vez foram 67. Quanto ao Japão, que irá receber os próximos Jogos, sai feliz do Brasil, já que venceu 41 medalhas (melhor resultado de sempre), sendo 12 de ouro, construindo excelentes perspetivas para 2020. Em contrapartida, a Rússia provou estar longe dos momentos de glória do passado. Com “apenas” 56 medalhas, a nação de leste obteve o pior registo desde a desintegração da URSS, aumentando o fosso, já de si enorme, face aos rivais americanos. A polémica envolvendo os atletas russos, antes dos Jogos Olímpicos, não ajudou, mas é evidente que os tempos de sucesso serão difíceis de recuperar.

Bronze

A participação portuguesa nos JO deste ano não se deve resumir apenas à medalha de bronze conquistada por Telma Monteiro (apesar de muitos pensarem isso). Fernando Pimenta, Emanuel Silva e João Ribeiro, José Carvalho, Rui Costa, Nélson Oliveira, Luciana Diniz, João Pereira, Patrícia Mamona, Susana Costa, Nélson Évora, Ana Cabecinha e Rui Bragança alcançaram top 10 nas provas que disputaram, superando adversidades que, em muitas outras nações, não se encontram. Poderia ter sido melhor? Obviamente. Porém, para isso, é necessário repensar-se a situação do desporto em Portugal. Se por um lado é gratificante ver o nosso país conquistar o Campeonato da Europa de futebol, por outro é inaceitável ver Portugal levar somente uma medalha para casa. Enfim, questões estruturais e de mentalidade que surgem sempre após JO mas que, após o ar olímpico se dissipar, serão remetidas ao esquecimento durante os próximos 4 anos.

Por último, parabéns ao Brasil, e ao Rio de Janeiro, pela realização de uns Jogos inesquecíveis (quais o não são?) que superaram, por larga margem, as expetativas. Venha Tóquio!

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): António Hess

46 Comentários

  • cards
    Posted Agosto 23, 2016 at 4:14 pm

    Os maiores nomes destes J.O. são Phelps, Biles e Bolt.

    De referir o titulo olímpico do Brasil no futebol pela 1ª vez vencedor e logo no mítico Maracanã.

  • OlaTudobem
    Posted Agosto 22, 2016 at 5:53 pm

    Eu percebo que queiram que haja mais ajuda monetária e os Portugueses se importem mais com certas modalidades olímpicas mas num país tão pequeno como o nosso se isso acontecer inevitavelmente essa ajuda e disponibilidade vai para um lado mas vai ter de sair doutro. Hipoteticamente, caso os desportos olímpicos fossem mais apoiados iríamos assistir a um decréscimo acentuado (a longo prazo) noutros desportos mais famosos nomeadamente futebol e futsal.
    Just my two cents

    • Lizard King
      Posted Agosto 22, 2016 at 10:33 pm

      E qual era o mal de tirar o futsal?Nem sequer é desporto olímpico e provavelmente nem nunca será

  • jose carlos
    Posted Agosto 22, 2016 at 5:32 pm

    Vou falar apenas da prestação portuguesa.

    Ao contrário do que se lê nas redes sociais, os atletas nacionais estiveram longe do desastre. A nível global, se não me engano, estes foram mesmo os 2ºs melhores JO para Portugal, depois de Atenas 2004. Tivemos 10 diplomas e 22 lugares top-16, houve atletas que excederam as expectativas (aquele 9º lugar no slalom do José Carvalho!), outros cumpriram e alguns desiludiram (isto vemos em todos os Comites Olimpicos – Tom Daley no mergulho da GB em destaque – falhou a final…)

    Agora, vamos ser sinceros, quantos atletas tinham reais hipóteses de conquistar medalhas? Conto apenas 3 – Telma Monteiro, Fernando Pimenta (K-1) e Rui Bragança. Os restantes podiam lutar por elas (N. Evora, Mamona, Rui Costa, N. Oliveira, Luciana Diniz, etc) e outros por um lugar no top-8 (restantes canoistas, Cabecinha, etc.)

    Por isso, isto foi longe de um desastre… mas atenção, Tokyo já está aí ao virar da esquina e, ao aparecem novos valores no desporto, ou estes resultados poderão não se repetir.

    Pena que o COP só trabalhe a 4 anos, porque hoje era dia de começar a preparar a Olimpiada de 2020-2024 e não a de 2016-2020.

    Não esperem mais de um país que só liga a Futebol e onde a base do desporto está completamente desfeita (farto-me de rir quando comparam Portugal com a Hungria) e em 20 e tal edições de JO tem 20 e tal medalhas… Estas não caiem do céu e são fruto do trabalho individual mais o acompanhamento por parte do COP e dos clubes…

  • vfcquiterio
    Posted Agosto 22, 2016 at 3:40 pm

    Para além das individualidades já aqui referenciadas por muitos como Biles, Hosszu, Uchimira, Elaine Thompson, Mo Farah e de alguns Portugueses, colocando a Telma no topo, pois ganhou a nossa bela medalha, destaco em modalidades colectivas o ténis de mesa Chinês, que é quase imbativel! Em 29 medalhas de ouro possiveis em todos os jogos olímpicos, já ganharam 25! É deveras impressionante este dominio, apesar de tanta evolução dos adversários!

    Uns grandes jogos olímpicos dos americanos, onde parecia que havia sempre um americano(a) a lutar por medalhas fosse em que modalidade fosse!!
    Uma boa preparação dos Japoneses para uns jogos em casa onde de certeza que esperam ser a segunda melhor potência em termos de medalhas (Destaque para a estafetas dos 4*100m e para os muitos jovens na natação com bons resultados).
    Negativo, a China! Quando pareciam capazes de confrontar e ultrapassar os americanos, cairam e muito depois dos seus jogos olímpicos.

    Ah e não falo de Bolt nem Phelps, pois não há palavras para descrever estes 2 fenómenos!

  • Ordepedro
    Posted Agosto 22, 2016 at 2:17 pm

    Alguém me explica porque é que consideram o Phelps melhor que o Bolt? Porque consideram o Phelps o melhor atleta e não o Bolt?

    • Ordepedro
      Posted Agosto 22, 2016 at 8:06 pm

      Exatamente, o Bolt ganhou tudo o que podia ganhar, não acho justo dizer que o Phelps é o melhor até porque a natação tem muitos mais provas que necessitam de características físicas semelhantes ao passo que a corrida de velocidade são só as 3 que o Bolt ganhou sempre.

      • Gonçalo Magno
        Posted Agosto 23, 2016 at 6:30 am

        Só alguém que não está por dentro é que pode dizer que alguns dos 4 estilos de natação têm características fisicas semelhantes…
        Vamos lá ver uma coisa, a este nível, os atletas têm um estilo em que são mais fortes. Podem nadar só uma distância ou várias distâncias dentro do mesmo estilo (tipo 50 e 100, ou 200 e 400, ou até 400 e 1500), mas muito raramente a este nivel se vê alguem nadar mais do que um estilo.
        As pessoas não têm noção o quão impressionante é chegar aos jogos olímpicos e dominar em mariposa, livres e estilos. É qualquer coisa extra terrestre. Só mesmo o Phelps!
        Bolt é um atleta impressionante, um currículo invejável que o coloca como dos melhores desportistas de sempre, mas o feito do Phelps é out of this world

    • coach407
      Posted Agosto 22, 2016 at 3:45 pm

      Podemos incluir os dois como candidatos mas ambos são discutíveis como é óbvio. Opiniões. O Phelps tem muitas mais medalhas mas o Bolt venceu tudo que podia também.

  • Sombras
    Posted Agosto 22, 2016 at 1:41 pm

    Queria destacar um aspecto apenas: apesar do péssimo acompanhamento da RTP – não faz sentido ter 3 canais e não transmitir finais – gostei bastante de ouvir alguns dos comentadores. É bom ver que num país onde não se liga nenhuma a desporto ainda há quem perceba e faça perceber as mais diversas modalidades.

    Espero que em Tokyo haja uma cobertura mais exaustiva, porque não basta ver os Portugueses, é preciso ver os adversários também, bem como os melhores do mundo se queremos ser melhores!

    • OlaTudobem
      Posted Agosto 22, 2016 at 5:44 pm

      O quê? A rtp1 fez um excelente trabalho na minha opinião. Não transmitiram mais porque a sporttv tinha os direitos televisivos mas o que puderam transmitir fizeram-no e bem. Queria destacar os comentadores que explicaram muito bem certos desportos que eu não fazia ideia de como se disputavam (regras, etc).

    • Lizard King
      Posted Agosto 22, 2016 at 2:24 pm

      Pelo que percebi a Sporttv tinha o exclusivo dos Jogos Olímpicos no cabo, logo não poderiam transmitir na RTP3. Mas não achei assim tão insatisfatória. Gostei bastante de vários comentadores( Luis Lopes atletismo, provavelmente o melhor comentador desportivo português,os da natação, Judo ou andebol). Mas para ver exaustivamente só mesmo na Sporttv

  • Andre Dias
    Posted Agosto 22, 2016 at 1:30 pm

    Eu pessoalmente não exijo nada aos nossos atletas, só eles sabem as dificuldades que passam durante o ano. Um atleta português nos JO já é por si só um feito, fiquei feliz com várias prestações (não acompanhei tudo). A Patrícia Mamona bateu o recorde nacional na sua estreia em JO, o Nélson Évora conseguiu um 6º lugar depois de várias lesões, o João Pereira conseguiu um fantástico 5º lugar no Triatlo, o Rui Jorge fez o melhor que pôde com uma equipa de remendos, a Dulce Félix foi a 4º melhor europeia na maratona aos 31 anos.
    Admito que não sigo nenhuma das modalidades no meu dia-a-dia, os media também não ajudam com a pouca divulgação das modalidades, mas assisti aos JO sem exigir uma medalha aos nossos atletas. O bronze da Telma foi uma agradável surpresa. No entanto, é triste ver alguns comentários nas redes sociais de pessoas que exigem mundos e fundos ao atletas portugueses como se tivessem as mesmas condições que existem no futebol.

    Em relação aos outros países, foi um prazer ver Phelps, Bolt, Drouin e Biles a brilhar. A ginasta foi a que mais me surpreendeu, estava com um grupo de amigos quando vi o salto “The Biles” pela primeira vez e ficámos todos ao rubro.
    O Derek Drouin dominou no salto em altura sem falhar um único salto e dando sempre a sensação que a barra era demasiado baixa para ele. Foi incrível.
    No andebol gostei muito da prestação de Hanssen na final, embora seja um dos desportos que menos me cativa.

    Fiquei com vontade de acompanhar melhor certos atletas, ver desporto deste nível apenas de 4 em 4 anos sabe a pouco. Espero que a vitória de Portugal no Euro 2016 sirva para que os media portugueses comecem a dar mais atenção a outros desportos.

    • Rui Silva
      Posted Agosto 22, 2016 at 4:32 pm

      Quer acompanhar melhoras modalidades? Fácil, fica aqui o calendário até ao fim do ano:
      – 17/18 Setembro -> ITU World Tour Finals (triatlo, com o nosso João Pereira);
      – 9 a 16 de Outubro -> UCI Road Cycling World Championships (com provavelmente os nossos Rui Costa e Nélson Oliveira, mais os grandes nomes do ciclismo);
      – 24 a 30 de Outubro -> WTA Finals (8 melhores do ranking wta do tenis)
      – 13 a 20 de Novembro -> ATP Finals (8 melhores do ranking atp do tenis)

      Este ano há menos provas mundiais por ser ano de Jogos, mas tipicamente o calendário é mais bem preenchido. (em janeiro já há mundial de andebol ;-) )

      • Andre Dias
        Posted Agosto 22, 2016 at 5:01 pm

        Muito obrigado, Rui Silva! Não sou fã de ciclismo, mas vou definitivamente acompanhar o Triatlo e o Ténis.

  • Godvader
    Posted Agosto 22, 2016 at 1:16 pm

    Que o futebol monopoliza o mercado português, é incontestável, mas não será também devido à não aposta dos redes televisivas e do marketing inexistente para meter as pessoas a ver?. É que na minha analise quando passa os jogos nos olímpicos, com a publicidade à volta da competição, e a RTP a passar tudo, as pessoas vão ver. Nao iria acondecer a mesma coisa se fosse sempre assim? Não acredito que uma pessoa veja atletismo/ginastica/natação… Nos olímpicos, e nao goste fora. Eu de mim falo que não vejo nem fora nem dentro porque apenas gosto de desportos onde jogadores/equipas se defrontam durante um jogo, como futebol, andebol, ping pong, tênis, vôlei… Não percebo isso de ver uma modalidade só de 4 em 4 anos.

  • Nuno R
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:48 pm

    Acabou por surpreender a vitória da Dinamarca no torneio de andebol masculino, Alemanha, França e Croácia pareciam favoritas pelo que se viu na fase de grupos.
    No basquete, a final acabou por ser mais desnivelada do que se pensaria.

    No atletismo, os EUA ganharam medalhas em todas as disciplinas, desde velocidade a fundo, passando pelas técnicas; mas dos 100 aos 400 sofreram bastante com a Jamaica e outros países. DeGrasse parece ser o sucessor de Bolt (se este abandonar), Schippers desta vez derrotada. A estafeta 4×100 feminina foi o caso dos JO, tratamento preferencial, sendo que algumas provas de fundo tiveram momentos em que os juízes podiam ter sido mais severos (como atletas a saírem da pista para fazerem ultrapassagens). Destaque negativo para Quenia, longe do domínio de outros tempos, numa prova marcada pela ausência russa (que ganharia uns punhados de medalhas, no mínimo). A chuva acabou por prejudicar alguns resultados, e o público foi o que foi. Outro ponto é a naturalização de atletas por parte de Turquia e países da Península Arábica, um ponto que a IAAF tem de atacar.

    • vfcquiterio
      Posted Agosto 22, 2016 at 3:22 pm

      Quénia e também Etiópia! Mas tb muitos quenianos são agora do Bahrain, Turquia, USA… A vitória da Dinamarca é caso para dizer FINALMENTE! Uma selecção com um jogador fabuloso Mikkel Hansen e que finalmente foram coroados com uma vitória depois de tantas derrotas! França era a natural favorita, mas foram muito bem contrariados pela Dinamarca, que defendeu muito bem.

    • Lizard King
      Posted Agosto 22, 2016 at 2:28 pm

      Sinceramente nunca achei que Sérvia fosse dar luta aos EUA. A verdadeira final foi nas meias com a Espanha

    • joao
      Posted Agosto 22, 2016 at 2:14 pm

      A Espanha, pelos vistos, tambem se vai abastecer ao “super-mercado” de Cuba. Foi o que o comentador disse varias vezes. Tem passado entre os pingos da chuva mas não vejo diferença nenhuma.
      É muito mau para a imagem desses países, na minha opinião.

  • GN2193
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:36 pm

    De destacar ainda:

    As atletas Húngaras, Katinka Hosszú (natação), vencedora de 3 medalhas de ouro e 1 de prata, e Danuta kozák (canoagem), vencedora de 3 medalhas de ouro.
    O ginasta Japonês Uchimura, que arrecadou 2 ouros.
    O corredor mais conhecido em terras de sua majestade, Mo Farah, repetiu os 2 ouros de há 4 anos.
    O especialista de costas, e mais um dos muitos medalhados da selecção Americana de natação, Ryan Murphy (3 medalhas de ouro)
    Elaine thompson, o Bolt feminino destes jogos olímpicos, venceu os 100 e 200 metros, tendo arrecadado a prata nos 4x100m.

  • Nuno R
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:34 pm

    Isto é mais do mesmo, mas aqui vai: no futebol, as derrotas justificam-se com os orçamentos e condições de trabalho dos adversários. É sabido que o Benfica, Porto ou Sporting têm condições de excepção, mas não se lhes exige que batam o Barcelona porque as condições destes são ainda melhores. E não deixam de ser onze para onze. A eliminação do SLB às mãos do Bayern foi um feito de excepção (a combinação de chegar longe e dar luta e perder por poucos).
    Nos JO, parece que “dar luta” ou “perder por poucos” não chega para ser considerada uma participação satisfatória. Nem é levado em linha de conta o que os outros investem, os orçamentos ou condições estruturais dos adversários. Ou sequer a sua qualidade (sim, alguém conhece as capacidades dos canoístas que ficaram à frente do Pimenta?).
    Como foi referido antes dos Jogos começarem, é criada uma aura de ilusão, aumentada pela CS (e vá lá que desta vez os dirigentes e políticos até andaram caladinhos), e normalmente a ilusão é seguida da desilusão.

    • Abdeeint
      Posted Agosto 22, 2016 at 1:17 pm

      Esse é o ponto fundamental, não diria melhor.

      No entanto foi apenas um tiro de pólvora seca, o festival já começou a semana passada e agora até Maio o forrobodó será o de sempre.

    • Goncalo R
      Posted Agosto 22, 2016 at 12:43 pm

      Tudo dito

  • Pedritxo
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:22 pm

    A mini apresentaçao aos jogos de Toquio foi top, e foi so um cheirinho, estou curioso para ver a apresentaçao desses jogos, e que animes vao ter,por exemplo.

  • Sakamoto
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:22 pm

    Da mesma maneira que somos uns privilegiados por ver Messi e CR7 a jogar futebol, também os somos por ver Phelps a nadar e Bolt a correr. Imortais, sem duvida!

  • Pedritxo
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:21 pm

    Como ja li em varios textos, um pais que tira a educaçao fisica da media final do secundario, reduz horario dessa disciplina, nao ha contato com as federaçoes para cativar os alunos, o desporto escolar e uma treta, muitas das vezes, nao ha apoio para os atletas, nao ha condiçoes, nem um simples banho de gelo , os atletas podem fazer, porque nao existe, logo qualquer coisa que façam ja e muito.

    Criticam, vao la e façam melhor com estas condiçoes.

    • JSC101
      Posted Agosto 22, 2016 at 3:51 pm

      Não tenho qualquer problema, em que a média de EF seja retirada. A questão é que devia ser mais especializada, um tipo que se queira candidatar a por exemplo a Engenharia informática, vai passar a “vida” sentado, porque haveria de contar se ele sabe correr, dar saltos em trampolim….

      Acho até que se devia cortar mais e apenas contar as disciplinas especificas e exames.

      Concordo com o Manuel Teixeira, no sentido que o problema é a captação e manter esses mesmo jovens acima dos 15, que é normalmente quando se faz a escolha.

    • Abdeeint
      Posted Agosto 22, 2016 at 1:24 pm

      Digamos que a Educação Física neste país também é ridicula (falo pela minha experiência).

      • LeaodoNorte
        Posted Agosto 22, 2016 at 2:26 pm

        Finalmente alguem diz algo correcto.. é uma estupidez a educação fisica não contar para a nota do aluno, mas tambem anteriormente não era melhor, visto que aquele aluno que tinha as melhores notas era beneficiado em todos os aspectos da disciplina. Podia nem saber lançar uma bola, mas como a média era 19 tinha de ter 19 a educação física, (mau era, se não os papás vinham logo há escola reclamar com o professor) enquanto os outros alunos que eram bons em variados desportos tinham de se contentar com o 16\17\18, e a desculpa era sempre a mesma.. “não te esforçaste o suficiente para o 19”. Falo de experiência própria tambem.

    • raviept
      Posted Agosto 22, 2016 at 1:19 pm

      Para acrescentar, acho que o que deve ser feito é triagem nas escolas e desenvolvimento nos clubes. Isto é, cada miúdo deveria estar exposto a uma variedade de desportos durante educação física e ser reencaminhado para um clube especializado no desporto em que ele é bom. Isto, até aos 16/18 anos. A partir daí, faz todo o sentido tomar decisões acerca da carreira, podendo ou não decidir continuar como atleta de elite.

    • Joao G
      Posted Agosto 22, 2016 at 12:50 pm

      Subscrevo completamente!

    • Kafka
      Posted Agosto 22, 2016 at 12:36 pm

      Concordo Pedritxo

      A chave para o sucesso no desporto em qualquer País tem de ser o desporto escolar, como os Estados Unidos tão bem demonstram…porque é nas escolas que há a maior base de recrutamento possível, pois TODASSSS as crianças do País têm de ir à escola

      Mesmo o nosso futebol, podia estar bem melhor se apostasse no desporto escolar e começasse o recrutamento através do desporto escolar…

      Os USA podem ter muitos defeitos, mas a nível de desporto escolar, são o modelo a copiar, e a referência

    • Francisco A
      Posted Agosto 22, 2016 at 12:30 pm

      Tirar Educação Física da média do Secundário é uma autêntica burrice.

    • Manuel Teixeira
      Posted Agosto 22, 2016 at 12:28 pm

      O “vão lá e façam melhor” é um argumento tão fraquinho, mas tão fraquinho que dói.

      Quanto ao resto, concordo que o desporto em portugal é marginalizado. Mas penso que o principal problema não são as condições mas sim o recrutamento e a captação de jovens com potencial que é inexistente.

  • Manuel Teixeira
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:12 pm

    Biles foi quem mais gostei de acompanhar! Muito humilde e muito competitiva! Espero que continue no trono da ginástica feminina em Tóquio.
    Bolt é um fenómeno.
    Phelps é outro fenómeno.
    O tempo do sul-africano dos 400 metros é qualquer coisa de extraordinário.
    Parabéns à Telma!
    Parabéns aos pais da Mamona, mereciam uma medalha de ouro.

  • Kafka
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:11 pm

    Estes jogos ficarão sempre marcados pelo fim de 1 Era no Atletismo e Natação, com o abandono de um dos melhores nadadores da História e um dos melhores “sprinters” da história, Phelps e Bolt…

    No entanto estes jogos podem também ficar marcados pelo inicio de uma nova Era, tanto na ginástica (Biles) como na natação (Ledechy), só que a grande batalha só agora começou para estas 2 meninas de 19 anos

    Pois agora vão ter de lutar não só contra as adversárias como contra elas próprias e contra tudo ao redor, contra os namorados, as saídas à noite, o alcool, drogas, toda uma vida extra-desporto de alta competição e de fácil acesso para 2 estrelas ricas como elas já são e portanto é difícil prever se irão criar um legado ou irão cair abruptamente de rendimento…veremos o que vai dar…

    Quanto ao resto, a grande desilusão para mim é a China que cai com estrondo nestes jogos e depois de em 2008 e 2012 prometer fazer frente aos Estados Unidos como grande potencia desportiva Mundial, eis que em 2016 cai estrondosamente e fica a 51 !!!!! medalhas dos Estados Unidos, isto depois de em 2008 até lhes ter ganho em número de medalhas de ouro e em 2012 só ter ficado a 15 medalhas do total dos Estados Unidos…são portanto a grande desilusão destes jogos…

    Pela positiva destaco a Gra Bretanha que pela 3ª edição consecutiva confirma-se como a maior potência desportiva Europeia…

    E destaco ainda os 2 “outsiders” Holanda e Hungria que com apenas 16 e 9,5 milhões de habitantes respectivamente conseguem um fantástico 11º e 12º lugar no medalheiro

    Quanto à organização, foram uns jogos que deixaram bastante a desejar

    Desde o pré-jogos (vários problemas na aldeia olímpica) até ao fim dos jogos, com modalidades mal organizadas e planeadas (como o caso do Ténis onde jogadores tiveram 2 dias de descanso e outros andaram a jogar todos os dias)…ou ainda a falta de publico com as bancadas sempre despidas de publico (deviam ter baixado os preços para ajustar ao poder de compra dos Brasucas), sendo desolador ver jogos olímpicos com bancadas vazias….ou até mesmo uma das piscinas olímpicas ter ficado com cor “verde”…enfim

    Desde que vejo Jogos Olimpicos, esta foi talvez a pior organização que já vi

    Quanto a Portugal, tinha aqui previsto que não ganhariamos nenhuma medalha, portanto uma vez que ganhamos uma, superou as minhas expectativas…mas fora as medalhas que foi dentro da média, creio que estes jogos foram muito positivos e talvez dos melhores de sempre para Portugal, com bastantes atletas em finais, o que significa que conseguiram estar entre os 8 melhores atletas do Mundo, o que num País de modalidade única como é Portugal, onde o futebol monopoliza tudo, é algo fantástico

    E pronto fechou o pano olímpico, e acabam também as modalidades em Portugal, agora só daqui a 4 Anos os Portugueses se voltarão a lembrar que existem modalidades para além de futebol….

    Quanto a Tokyo 2020, onde já deixaram um cheirinho na apresentação habitual que o futuro País organizador tem, e prometem, estou com bastante expectativa para esses jogos…

    • Kafka
      Posted Agosto 22, 2016 at 12:20 pm

      Faltou-me destacar o recorde Mundial dos 400 Metros…foi talvez o maior feito de todos estes jogos…um recorde que sobrevivia a 17 Anos e se julgava “impossivel” de ser batido….este era “O recorde”…simplesmente fabuloso

  • Gunnerz
    Posted Agosto 22, 2016 at 12:04 pm

    Foi dito talvez o mais importante. A Grã-Bretanha foi para mim o maior destaque da competição, isto pq dos americanos já espero tudo.

    Queria acrescentar um comentário sobre a França. Em termos de classificação foi o normal, top-10. No entanto bateram o seu record de medalhas que era de 41 e ficaram a 2 medalhas de ouro de bater o record desse mesmo ouro que era de 11. E podiam bem tê lo feito já que nos últimos 2 dias estiveram em 7 ou 8 finais de mano a mano (fora as outras) mas não deu para vencer tudo sendo que “bastava” terem vencido mais o andebol. Nesse sentido tbm fiquei um pouco surpreso dos franceses já que estão em fim de ciclo em vários desportos e portanto veremos como irá ser daqui a 4 anos.

    Quanto a Portugal foi o costume. Não sou pessoa para estar a dizer “orgulho” ou “deram o seu melhor” ou até “não há condições para mais” . Isso para mim é folclore e caso ganhem 1 medalha ou 10 é igual, quero é ver competição e sem desculpas. Tive pena sobretudo da mamona. Parabéns à telma, lutadora que aprecio muito.

    • Gunnerz
      Posted Agosto 22, 2016 at 12:08 pm

      Já agora o teddy riner também merece destaque (talvez mereçam outros mas não estou a par de tudo)

  • Vicente
    Posted Agosto 22, 2016 at 11:59 am

    Biles acima de todos.
    Bolt não teve concorrência.
    Phelps acho que beneficia muito das estafetas, grande parte das medalhas que ele tem vieram das estafetas.

    Só espero que as Tv’s aproveitem esta onda dos JO para copiar o exemplo do Luis Lopes e trazer melhores comentadores para os jogos de futebol

    • Kafka
      Posted Agosto 22, 2016 at 12:17 pm

      Mesmo sem Estafetas seria de longe o Atleta com mais medalhas de Ouro da história

      Teria 13 Medalhas Ouro, 2 Bronze e 1 Prata

      O 2º atleta que mais Ouro tem, é a Larisa Latynina, o Nurmi, o Spitz, Lewis e Bolt todos com 9, portanto continuariam bem atrás do Phelps

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