Não venceu o ciclista nem a equipa mais forte, mas… o conjunto da Quinta da Lixa mantém a hegemonia que dura desde 2013. A W52/FC Porto sentiu dificuldades como nunca tinha sentido nos últimos anos, mas, apesar de não ter vencido qualquer etapa, acabou por ser feliz. Já a Efapel dominou, ganhou 6 etapas, 4 delas por Rafael Reis, e também teria vencido a geral, não fosse Mauricio Moreira, que foi penalizado em 40 segundos na jornada da Torre, ter caído no CR final quando estava a voar para a amarela.
Amaro Antunes venceu a Volta a Portugal pelo 2.º ano consecutivo. O ciclista da W52/FC Porto entrou no CR final com uma vantagem de 42 segundos sobre Mauricio Moreira, e teria perdido a amarela não fosse o uruguaio ter caído quando ia para a vitória na geral. O ciclista da Efapel mesmo assim terminou a apenas 10 segundos do 1.º lugar, o que reforça a ideia que a queda hipotecou o seu triunfo, num dia em que Rafael Reis voou para a 4.ª vitória em etapas, e Alejandro Marque conseguiu ultrapassar Joni Brandão e Frederico Figueiredo para terminar a Grandíssima em 3.º. Noutro âmbito, João Almeida arrebatou a Volta a Polónia conseguindo assim a primeira vitória em provas de uma semana na carreira. O ciclista português ficou à frente de Matej Mohorič, que este ano venceu duas etapas no Tour e já foi campeão do Mundo em sub-23, e de Michał Kwiatkowski, campeão Mundial de 2014 e vencedor da Milão-Sanremo ou Tirreno Adriático.


11 Comentários
deus_Ex_machina
Mauricio perde a volta pela má abordagem na curva que lhe provocou a queda. Mesmo assim a EFAPEL vence 5 etapas o que aacaba por salvar a prova para eles.
deus_Ex_machina
Por outro lado esqueci-me de aproveitar este post para notar que o João Almeida acaba de vencer a volta a Polónia!! Muitos parabéns para este grande valor do ciclismo nacional!
ACT7
Perder uma volta por 10 segundos isto num contra relógio de 20km em que lhe acontece uma queda deve ser super frustrante.
Amaro Antunes teve uma borra que não lembra a ninguem.
A RTP devia ter vergonha, a forma parcial como comentaram é desvalorizaram uma queda que dava a volta ao Maurício.
Só por não ser português vale tudo?
Já agora o relatador só sabe dizer, que grande volta e que grande etapa, foi assim ontem e é hoje…
Jan the Man
A W52 merecia perder a volta pelo amadorismo que apresentou nesta edição. A etapa de ontem então é de loucos, não fosse a Efapel ter também algumas escolhas questionáveis e podia ter saído bem caro.
Mauricio Moreira demonstrou ser o ciclista mais forte em prova e não fossem os azares teria ganho. Um ciclista que esteve 2 anos sem equipa, aparecer agora nesta forma… Veremos o que lhe reserva o futuro.
Feliz por voltar a ter um equipa WT em prova, caso regressem com intenções de ganhar vai ser bom para a competitividade da volta.
Quanto a João Almeida, finalmente os triunfos que já merecia! Pena não haver transmissão televisiva desta edição da volta à Polónia, mas cheira-me que não vai demorar muito para vermos o português festejar novamente em provas WT. Que sejam as primeiras de muitas!
Fulano Tal
Excelente volta a Portugal, nem sempre de provas WT se faz o ciclismo. O que falta às nossas equipas para subirem ao pelotão continental? Como é feito o calendário? Só se corre a Volta ao Algarve e ao Alentejo?
Jan the Man
Acima de tudo, financiamento. É uma diferença bastante grande subir de patamar, subir 2 então acho quase impossível a médio prazo.
Se não estou em erro, em 2019 a W52 foi Pro Continental (com alguns resultados até), regressando no ano seguinte ao escalão inferior. Veremos quais são as ideias do José Azevedo para o seu novo projecto, mas acredito que seja no máximo para Pro Continental.
Quanto ao calendário, para participar em provas de escalões acima existem algumas limitações e as entradas funcionam maioritariamente por convite, sendo que normalmente é dada primazia as equipas da nação onde a prova é realizada.
Syd Barrett
Correm essas duas que mencionas, mais umas classicas (aldeias dos xisto e afins), umas provas de 3a categoria em espanha.
Para subirem de escalão precisam de dinheiro basicamente. As equipas tem de ter um certo número de ciclistas a ganhar determinados valores. Acaba por não justificar tendo em conta que o objetivo seria o convite para uma Grande Volta que dificilmente acontece (limite de 3 ou 4 convites que estão destinados a clubes locais ou equipas com estrelas mundias como Alpecin com MvdPoel ou Arkea de Quintana e agora a Eolo do Contador).
Acredito que outro fator seja que os controlos antidopagem são mais apertados no pelotão internacional.
Mota00
Oficialmente a Volta de 2018 foi para o Sporting, visto que o Alarcon foi desclassificado.
Muito azar para o Mauricio e também incompetência da equipa (pior que a queda foram os 40s de penalização na etapa da Torre por abastecimento ilegal).
Não queria entrar muito por aqui, mas ainda ninguém referiu que o Amaro é um péssimo contrarrelogista e hoje foi 4º melhor, fez o melhor TT da vida dele. Esperemos que ao contrário do Alarcón, não haja nenhuma irregularidade no passaporte biológico.
Miguel Caçote
Será que é assim tão mau? Quem acompanha regularmente a Volta a Portugal sabe que o contrarrelógio final é essencialmente um contrarrelógio para os homens da geral, salvo uma ou outra exceção. Além disso, nos últimos anos, creio que ainda desde os tempos da LA, o Amaro Antunes tem feito sempre top 10 no contrarrelógio final (sendo que no ano passado apenas perdeu 31 segundos para o Gustavo César Veloso que sempre foi um especialista), além de ter trabalhado esta disciplina nomeadamente quando esteve no World Tour na CCC. Longe de mim de estar a defender esta equipa que até tem passado recentemente pelas malhas do doping, mas muito mais suspeito parece-me o Maurício Moreira que veio do calendário amador espanhol, onde teve de se requalificar após a Caja Rural não ter renovado com ele em 2019 e que agora se apresenta muito forte a rolar, em média e alta montanha e ponta final… sendo o único handicap a fragilidade técnica que apresenta, que o fez hoje cair e perder a roda dos companheiros de equipa ontem, durante a descida do Barreiro. A penalização, segundo o que consta, é da responsabilidade do próprio Maurício Moreira porque recebeu água do público quando o abastecimento já tinha encerrado. A incompetência da Efapel revelou-se mais quando deixaram fugir o Amaro Antunes na etapa da Guarda, marcando-o com o Frederico Figueiredo que como se sabe, este sim, é um péssimo contrarrelogista.
Syd Barrett
Mota00 A ironia desse comentário. Vamos levantar suspeitas sobre um ciclista que já venceu a Volta o ano passado, que ganhou no Alto do Malhão a equipas WT e que inclusive já correu no WT (na CCC) e vamos todos acreditar que um ‘lançador’ de sprinters, que pesa perto de 80 kilos, bate o record de subida na Sra da Graça, fazendo uma média de quase 500 watts na subida. A juntar a tudo isso, vamos ainda dizer que este mega crack, esteve dois anos sem equipa. Tudo normal claro. Tão normal como ter uma queda assustadora no ITT e ainda assim acabar em 2º na etapa…
Bio
Super João Almeida!
Duas etapas e a geral numa prova de WT que lhe assentava que nem uma luva.
A Deceunick tem estado on fire, mas vai acabar por se arrepender de não ter mantido o João nos seus quadros.