Qual o futuro do cabo-verdiano? Amorim foi o treinador no Sporting que mais apostou em Jovane Cabral (titularidade imediata quando chegou ao clube), o que retirava já força à ideia de que tinha sido ele a afastar deliberadamente o avançado do grupo de trabalho. Já no caso de Tabata parece mais ter estado em causa um ato de gestão.
Na conferência de imprensa após o triunfo sobre o Rio Ave, Rúben Amorim foi questionado sobre a ausência de Jovane Cabral, que ainda não foi colocado e está a trabalhar à margem do plantel principal. Ora, segundo o técnico dos Leões, essa decisão coube ao avançado, que está em último ano de contrato e quer dar um novo rumo à carreira: “Nunca foi dito que o Jovane não ia integrar o grupo de trabalho. Foi uma decisão dele, está no último ano de contrato. Há uns que querem ficar e outros que querem sair. É muito difícil estar nesta equipa sem estar a 100 por cento. Volto a frisar, nunca disse que não faria a pré-época. Não o meti de lado, mas a partir do momento em que tem outra ideia, não há mínima hipótese. Não há caso nenhum, ele está a gerir a carreira dele”. Já em relação a Tabata, Amorim frisou que faz parte de um plano para manter as peças essenciais como Matheus Nunes: “Eu faço a gestão do meu grupo. O Tabata fazia-nos falta aqui e tivemos que libertar, tivemos de cortar nas gorduras, entre aspas, para manter a base. Obviamente que podiam entrar jogadores por empréstimo e tapar o lugar do Fatawu. Nós estamos a gerir isso. Eu não mexia nada no plantel, até para não dar azar e perder um. Por mim, a porta está fechada. Matheus Nunes? Hoje em dia já ninguém contrata ninguém por marcar golos. Ele tem a qualidade dele, de realçar as palavras do treinador do West Ham que disse que ele recusou, e esse para mim é o maior sinal para o Sporting. Houve fases em que os jogadores do Sporting queriam sair e agora têm propostas que lhes mudam a vida e querem ficar. Demonstra que os jogadores estão cá, gostam do que estamos a fazer e abdicam de outras coisas para estarem junto a nós”.


6 Comentários
Neville Longbottom
Continuo a achar uma estupidez o Jovane não ser integrado, é uma boa arma no banco e com a cabeça no sítio faz sempre estragos. Mas entendo que queira resolver a sua vida. Caso não aconteça, que cerre os dentes e seja reintegrado!
batalha34
Acho que qualquer pessoa vê que Jovane facilmente tinha minutos de jogo neste plantel do Sporting se estivesse a um bom nível, especialmente quando começarem as taças e taçinhas.
Portanto se não é para sair espero que estejam a tentar reintegra-lo no plantel até ao fim do ano, um jogador como ele estar posto de parte não tem sentido a não ser que seja mesmo o proprio que se recuse a estar na equipa.
Filipe Ferreira
Completo oposto do que lancei aqui há uns dias em que disse que achava que o Jovane para estar a rejeitar propostas era porque ainda tinha esperança de ser reintegrado.
DNowitzki
Não percebi. Foi encostado porque não quer renovar nem sair agora?
Pao com Presunto
Pelos vistos, nem é tanto pela parte do jogador, mas por conta de ser agenciado por várias entidades diferentes, o que dificulta um negócio.
Artur Trindade
Se não houver reforço, e Jovane (ou os empresários) complicarem a sua saída, e chegados ao fim de mercado, deve ser integrado e ficar na equipa, pois precisamos de mais uma solução ofensiva.
Isto claro se houver total comprometimento do jogador, e contrato renovado.