Lech Poznan: É da Polónia que nos chega o adversário do Braga nesta fase a eliminar da Liga Europa. Porventura, o oponente mais frágil dos 4 que calharam em sorte às equipas portuguesas. Contando desde o início desta temporada com o saber de José Bakero – o eterno capitão do Barcelona, e que na época passada esteve ao comando do Polónia de Varsóvia – o conjunto polaco vive fundamentalmente da capacidade física que empresta ao jogo, bem como a intensidade e ambiente fervilhante caseiro. Não sendo propriamente pródiga em individualidades de grande valor, destaque para o central colombiano Arboleda, para o talentoso Krivets no meio campo e o homem da frente, que tem alguma classe, o letão Rudnevs, claramente com futebol para outros campeonatos. O Braga teve alguma sorte no timing do confronto com o Lech, pois acontece numa altura em que a equipa já se vê privada do seu criativo, Slawomir Peszko, entretando transferido para o Colónia, da Alemanha. Será com alguma surpresa que verei a possível eliminação dos arsenalistas, perante o 10º classificado do campeonato Polaco.
Rangers: Este é o grande obstáculo contra à continuidade das 4 equipas na segunda competição uefeira. Não era a equipa ideal para o momento do Sporting mas, na verdade, qual seria? O Rangers é a típica formação britânica com um futebol directo e que com a experiência do lendário Walter Smith apesar de um futebol pouco atractivo vai conseguindo resultados. A história tem sido ligeiramente diferente este ano, já que o conjunto das Highlands conta com o eslovaco Weiss, emprestado pelo Manchester City, jogador que trouxe alguma magia ao futebol cinzento dos protestantes escoceces. Na defesa o quarentão Weir diz presente mas Bougherra é claramente o jogador mais competende no clube da Grande Ilha. À semelhança do Lech Poznan, também o Rangers perdeu um jogador influente, talvez até a única esperança dos escoceses para esta eliminatória. Falo de Kenny Miller, avançado de tremenda eficácia, mas que em Janeiro sucumbiu ao chamamento do endinheirado campeonato turco, mudando-se para o Bursaspor. Atenção, o Rangers já foi nesta campanha da Liga dos Campeões empatar a Old Trafford. Numa análise apenas futebolística, apostaria na passagem do Sporting, mas o clube leonino vive dias conturbados e, por muito que não o deseje, os factores negativos externos acabam sempre por prejudicar os leões. O clube leonino vai defrontar um adversário adepto do 4-5-1 e que dá sempre (mesmo em casa) o comando do jogo ao adversário tentando depois explorar os lances de bola parada (vários são os jogadores com mais de 184cm e o Sporting é a 4ª equipa mais baixa da Europa) e algum descontrolo táctico dos seus oponentes.
Estugarda: A realizar um campeonato decepcionante – e estaremos a ser simpáticos para com o Estugarda – o conjunto alemão apresenta, invariavelmente, outra face na Liga Europa. Com um registo quase 100% invicto na prova (só perdeu uma vez), a equipa de Cacau, Arthur Boka, Kuzmanovic, Trasch, Pogrebnyak e Marica aposta, similarmente ao Benfica, algumas fichas importantes na Liga Europa. Com a competicão caseira irremediavelmente perdida, há uma forte pressão na Alemanha para que esta competição sirva para curar as feridas de uma equipa que se arrisca, inclusive, a descer de divisão. Analisando o actual momento do Benfica e, apesar de toda a crença dos adeptos afectos ao clube encarnado, julgo ser legítimo que a prova europeia é o grande objectivo de Jorge Jesus. O Benfica irá apanhar pela frente uma formação muito instável, que já vai no terceiro treinador só esta temporada, pelo que o favoritismo, terá que ser acreditado, com toda a confiança, aos encarnados. O clube alemão que está no penúltimo lugar no campeonato não vai poder contar com Pogrebnyak, Boka e Gentner por lesão e Marica por motivos disciplinares e deverá apresentar um 4-4-2 com Harnik e Cacau na frente.
Sevilha: Desconfio da equipa sevilhana. É capaz do melhor, e do pior. Sim, caiu aos pés do Braga. Sim, está a realizar um campeonato horrível, mas os espanhóis nunca são um adversário fácil, até pela recente injecção de confiança que os seus mais recentes reforços trouxeram. Mais: colocam sempre gigantes dificuldades aos maiores a Barcelona e Real Madrid. Em Janeiro, o Sanchez Pizjuan viu chegar duas novas caras, que prometem fortalecer ainda mais o já rico plantel andaluz: Rakitic, do Schalke, e Gary Medel, do Boca Juniors. O Sevilha está numa situação semelhante ao Estugarda, sendo de esperar que façam deste confronto com o Porto a batalha de uma vida. Depois, bem, depois é preciso não esquecer as individualidades que lá habitam à várias temporadas seguidas: Fabiano, Capel, Perotti, Navas, Kanouté, Negredo e Escudé na defesa. O Sevilha, desde a impensável eliminação aos pés do Braga, que é um conjunto amargurado, e que raramente se encontra, esta época, na liga espanhola, pelo que se antevê uma eliminatória equilibrada, mas que no fim poderá muito bem sorrir a André Villas-Boas. A turma do Sul de Espanha deverá usar um 4-4-2 clássico ou então um 4-2-3-1 com Perotti no apoio a Negredo.
Acreditamos na passagem das 4 equipas portuguesas, contudo, o Braga está muito desfalcado (tem apenas 12 jogadores de campo disponíveis), o Sporting está num mau momento, o Porto defronta um adversário que conta com jogadores das principais selecções do Mundo, e o Benfica nunca ganhou na Alemanha. Prognósticos? Que análise faz dos 4 adversários europeus dos clubes portugueses?