Ancelotti diz que não vai aplicar o Catenaccio mas recordou que as últimas duas vezes que o Brasil foi campeão os treinadores, Parreira e Felipão, privilegiavam o lado defensivo.
Ancelotti diz que o Brasil precisa equilibrar o talento ofensivo com uma defensa estável para ser campeão e cita exemplos de Felipão e Parreira. pic.twitter.com/fJyxsoQoTs
— ge (@geglobo) March 30, 2026


4 Comentários
Antonio Clismo II
A 3 meses do Mundial é que chegaram a esta conclusão?
Tiveram 4 anos para desenvolver defesas de classe mundial e chegam lá com umas laterais ao nível de Marrocos?
Filipe22
A última vez que o Brasil foi campeão marcou 11 golos na fase de grupos e 18 no total, desde 2002 só a Alemanha, também nesse ano, chegou a essse número. Daí para a frente só a Holanda em 2014 chegou à dezena de golos na fase de grupos. Por isso, não marques que logo vês
Jeco Baleiro
Em relação a 2002 não concordo que fosse uma equipa defensiva. Jogavam 3 centrais é certo (Lúcio, Roque Junior e Edmilson, sendo que este último também podia jogar no meio campo) e dois tampões no miolo (Gilberto Silva e Kleberson) mas de resto eram tudo jogadores ofensivos, as locomotiva ls Cafú e Roberto Carlos o os tres R’s na frente, Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo. Jogavam muito e muito por força do enorme talento individual. Mesmo os jogadores de características mais defensivas atacavam (o Edmilson até bisou num dos jogos).
Em 1994 sim, eram uma equipa com uma grande proeminência defensiva e foi isso que os levou ao tetra. Mas atenção que não eram defesas quaisquer. Cafú/Jorginho, Aldair e Branco eram defesas que sabiam trarar a bola como autenticos médios e/ou avançados, começando muitas das jogadas, apenas o Márcio Santos era um jogador mais de marcação.
O cariz defensivo até se acentuava mais no meio campo. A dupla Mauro Silva-Dunga era autenticamente de duas carraças, dois médios fortissimos no desarme e no posicionamento, quase impensável jogar com dois médios destes ao mesmo tempo hoje em dia. Depois Zinho e Mazinho eram os jogadores mais ofensivos do meio campo mas essencialmente eram dois gregarios na equipa. As despesas do ataque ficavam para os dois da frente, Bebeto e Romario, e chegava e sobrava tamanha era a qualidade da dupla, principalmente o baixinho um dos melhores de sempre.
Aliás corre a tese de que o Parreira ganha o tetra quando, ainda na fase de grupos, senta o 10 puro da equipa, o Raí, para meter o Mazinho, equilibrando mais a equipa.
Fantantonio
O problema do Brasil são os laterais e, ao contrário do que possa parecer, não é por falta de qualidade. O Ancelotti é só o último a ignorar jogadores que podiam perfeitamente ser titulares na seleção. Tudo bem que passar de Cafu, Dani Alves, Maicon, Roberto Carlos e Marcelo para o que há agora, é um downgrade, mas na generalidade, os laterais extraordinários do futebol atual são escassos. Ainda assim, Vanderson, Yan Couto, Wesley, Caio Henrique e Carlos Augusto são excelentes opções e todos juntos têm à volta de 25 internacionalizações. Ora, isto não faz sentido absolutamente nenhum, olhando a quem vai integrando as convocatórias do Brasil que pode ocupar estas posições nos últimos anos (Arana, Danilo, Alex Sandro, Douglas Santos… inclusive se quisermos englobar Éder Militão como um possível LD).
Potencial ofensivo, médios e centrais de qualidade, continuam a ter em fartura, podem não ter um Neymar, mas até por aqui se vê como está um pouco mais nivelada por baixo a qualidade dos executantes, na generalidade – Vini Jr é indubitavelmente um dos 5/10 melhores do mundo. Há 10 anos, não creio que integrasse sequer o top 20/25. Há 20 anos, ainda menos.
Na minha opinião, o maior inimigo do Brasil continua a ser o orgulho e o desfasamento com a realidade do futebol europeu. O Ederson da Atalanta é um craque de todo o tamanho há anos e tem 3 (!) internacionalizações. O desdém pelo Igor Thiago, segundo melhor marcador da Premier, é surreal.
Pensei que Ancelotti fosse quebrar um pouco com isto, mas não tem parecido ser esse o caso. Parece-me que vamos ver nomes estranhos na convocatória final para o Mundial e o Brasil vai fazer uma competição aquém do que poderia.