Pena muito pesada para um ciclista que prometeu muito, sobretudo pela sua capacidade na alta montanha, que lhe permitiu ser 2.º na Volta a Portugal e top-20 na Vuelta, mas que não deu o salto que se esperava e que vê a recta final da sua carreira ser manchado por este caso. Fica a dúvida se poderá voltar a competir no futuro ou se irá arrumar a bicicleta.
A UCI suspendeu André Cardoso por quatro anos. Em causa está um controlo antidoping positivo a EPO (eritropoietina), ocorrido em 18 de junho de 2017, poucos dias depois de ter terminado o Critério do Dauphiné no 19.º lugar, e duas semanas antes do início do Tour, onde se iria estrear na competição com a camisola da Trek. O ciclista de 34 anos estava já suspenso pela entidade máxima do ciclismo desde essa altura e vê agora a UCI puni-lo com um castigo bastante pesado.


4 Comentários
RodolfoTrindade
Acabou a carreira para ele certamente…
Gunnerz
Perguntas parvas:
Porque é que a UCI demora tanto nestas decisões?
e
O que faz um ciclista de alta competição mas de nivel médio quando acaba a carreira?
Pulga
Interesses. Jogos de bastidores.
De diretor até mecânico existem várias formas de viver neste mundo após reforma. É preciso conhecer as pessoas nos sitios certos.
panther1903
Se foi comprovado que se dopou então muito bem.
É pena que estas penas não sejam mais recorrentes no desporto. Para portugueses, não portugueses, brancos, chineses.
O fantástico desporto do ciclismo não se expande ainda mais devido à nuvem negra do doping que persistentemente tem pairado sobre o desporto nas ultimas decadas.
Enquanto os ciclistas não forem mais severamente punidos e os adeptos não deixarem de apoiar atletas que provadamente são/foram uns batoteiros (a começar no Contador e a acabar no Pantani), esta modalidade nunca atingirá o nível que merece.