Criou-se um pouco o mito de que só afecta os idosos, mas a maior parte dos infectados até são pessoas entre os 30 e 55 anos, sendo que ainda não se sabe que problemas podem vir a ter no futuro.
Jonathas de Jesus, avançado do Elche, da II Liga Espanhola, que já passou pelo AZ Alkmaar, Real Sociedad, Brescia ou Hannover, foi um dos primeiros jogadores a ser infectado pelo Covid-19 e contou ao Globoesporte a sua experiência. «Comecei a sentir febre, um mal-estar muito grande e, na verdade, achei que fosse apenas uma enxaqueca. A minha cabeça doía muito e o meu corpo também. Na manhã seguinte, alertei o meu médico e ele disse-me para fazer rapidamente o exame, porque eram todos os sintomas do vírus. Deu positivo», contou, recordando que «já nem conseguia treinar» por causa das dores: «O meu corpo estava fraco. Nos três primeiros dias sofri muito, não tinha força para nada. Quando fui tomar banho, quase desmaiei. Foi uma dor muito forte, nunca tinha sentido nada assim. Este vírus não é uma brincadeira…», disse o brasileiro. «Estou melhor, voltei a fazer exercícios, mas eu sou atleta e tive muita dor – imaginem uma pessoa de idade. Algumas pessoas não estão a ter a noção da gravidade deste vírus», acrescentou o ponta-de-lança, que continua em quarentena e longe da mulher e das duas filhas.


11 Comentários
oMeuUserName
Também não me parece que isto seja a regra… Muitas e muitas pessoas dizem que apenas têm febre e tosse, pouco mais, e que sentiram esta doença como se fosse uma gripe normal. E isso é o que se passa com a esmagadora maioria dos infectados, segundo os dados que se vêm. Sendo que quantos mais testes se fazem, menos percentagem de pacientes graves parece haver. Basta olhar aos números da Alemanha e da Coreia do Sul, dois dos países que mais testes fizeram/fazem. Como eles testam tanta gente, acabam por identificar os casos mais ligeiros, muitas vezes de pessoas assintomáticas, que noutros lados não são contabilizadas… Por exemplo, em França, eu sei do caso duma mulher que estava com febre e muita tosse, ligou para a linha de saúde e só lhe disseram para ficar 2 semanas em casa. Ora, ela provavelmente testaria positivo para o vírus, visto que os sintomas batem certo e ela mora numa zona muito afectada nos arredores de Paris. Mas, como não foi ao hospital para ser testada e a mandaram ficar em casa, não será contabilizada nas contagens oficiais… Ora, imagino que como ela, sejam milhares na mesma situação, o que indica que os números de infetados estão subestimados e, consequentemente, as taxas de mortalidade estão sobrestimadas. Não estou a desvalorizar, de todo, mas este post dá a ideia que nos andam a esconder a gravidade do vírus, quando esse não é o ponto fundamental, porque para a grande maioria das pessoas, com o tratamento disponível, as complicações serão mínimas ou nulas. O grande problema é se não há tratamento disponível para todos por via dum número elevado de infeções, e aí ficamos como Itália, em que começa a morrer gente por não poder ser tratado, por haver competição pelos recursos médicos… Mas, segundo o estudo feito na China, e segundo os nossos números, cerca de 80% dos infetados não necessita de assistência médica, e “apenas” 5% necessita de cuidados intensivos.
Mantorras
A hipotese, com grande grau de probabilidade de ser verdadeira, de que ha muita gente infectada com sintomas leves e sem “grandes problemas”, ainda nao foi comprovada, nem sera, enquanto nao passar muito mais tempo da infeccao, para permitir medir os efeitos a longo prazo. Nao esquecer, que isso tambem invalida deteccao de outras variantes do virus, por exemplo, que podem ter um funcionamento diferente.
A logica simples diz que se testassem toda a gente a mortalidade cairia, e ate nas projeccoes serias, isso e tido em conta, fazendo muita diferenca, por exemplo, flutuaccoes de taxa de mortalidade dos 0.5% ate aos 6% ou 7% fazem uma diferente gigante. Na minha opiniao, os dados mais relevantes serao a real mortalidade que reporta a cada um dos grupos de infectados, ou seja, a mortalidade em pessoas de idade X ate Y, ou pessoas que sofrem do problema A ou B. Ai sim, podemos medir o potencial mortal do virus, ja que infectar uma escola pode ter mortalidade 0% e infectar um lar pode ter mortalidade 100%, por exemplo, e passe o exagero, isto e apenas uma analogia.
Nao podemos esquecer duas coisas muito importantes:
– O virus tem origem em animais, existem muitos deste genero e nao infectam pessoas. Este virus sofreu uma mutacao e passou de animal para homem. Passados apenas 15 dias, o virus sofreu outra mutacao e passou a saltar de humano para humano. Depois disso, ja sofreu outra mutacao existindo agora duas formas do virus, a “S” e a “L”. Quanto mais pessoas forem infectadas, mais chances de mutacao o virus tera, tendo em conta que a desvalorizacao do mesmo continue e isto infecte milhoes… e basicamente uma questao de tempo ate acontecer. Quando isso acontecer, os efeitos serao surpresa. Pode voltar a infectar os curados, pode ficar 10x pior, pode atacar outros orgaos ou causar novos sintomas. Nao sabemos. Convinha tentar hoje nao deixar espalhar o suficiente para que tal aconteca… somos capazes de nos arrepender em breve, caso contrario.
– Os efeitos a longo prazo do virus sao desconhecidos, mas sabe-se ja que as pessoas que ficam com problemas respiratorios perdem entre 20% ate 30% da sua capacidade pulmunar, ficam com os pulmoes fibrados e consegue-se ver em simples scans, a olho nu, os danos nos orgaos. Alem disso, existem potenciais danos cerebrais que podem ir ate dememncia precoce, etc. Nada disto esta provado, mas tambem nada disto esta estudado o suficiente… mas na eventualidade de se confirmarem alguns destes efeitos a longo prazo, os assintomaticos talvez tenham algo com que se preocupar…
TLFlow
Em portugal a quarentena é meio fake porque existem muitos trabalhos que não são nas áreas que disseste e nem essenciais e continuam a funcionar. Aliás a maior parte das fábricas e assim continuam a funcionar, pois como o presidente disse, a economia não pode morrer….
Mantorras
“A economia nao pode morrer, mas os velhotes que pagaram impostos a vida toda… para agora nao terem ventiladores ja podem” – Marselfie Rebelo de Sousa.
Sorry pela rant, mas esperava mais do nosso presidente.
Amigos e bola
Alguém que veja. E já não é a primeira figura pública infetada a manifestar o calvário que é ter o vírus.
Tenho um amigo meu que tem coronavirus e apesar de só virtualmente falar com ele pois está em isolamento ele tem 20 e poucos anos e diz que sente que foi trucidado por um camião. Não está a ser fácil.
Estigarribia
No entanto em Portugal continuam pessoas a saírem à rua como se nada fosse (a única excepção são as pessoas que têm que sair para trabalhar como os profissionais de saúde ou as forças da autoridade, por exemplo). E veem-se mais pessoas mais velhas nas ruas do que propriamente malta mais nova, o que me leva a crer que os mais velhos são piores que os jovens.
Saudações Leoninas
Slayer666
O nosso “estado de quarentena” é uma fantochada, basicamente ficou tudo igual porque não existe obrigatoriedade de isolamento social para todos.
Vamos supor que estava de férias nas últimas 2 semanas e termina hoje e apesar de não trabalhar num serviço essencial, amanhã tenho apenas duas opções: ir trabalhar ou ser despedido.
Essa é a realidade atual sem o isolamento social obrigatório, o resto é blablabla, porque sem trabalho não se sustenta o próprio e a familia.
Agora imagina que é uma pessoas com 65 anos nessa situação…claro que saem e vão trabalhar, uma de 30 faz igual!.
Isso é a realidade no nosso pais, o resto é desvirtuar a realidade, até porque se optas – e seria o correto – em ficar em isolamento social sem autorização do patrão, ou motivos de doença/assistência a doentes para o próximo mês podes não ter contraído a doença mas não tens o que comer…infelizmente é isso a realidade de muuuuitos que tenho contactado…
Já os passeios em grupo de domingo como se viu nas noticias….ai tem que haver mão pesada para isso porque o nosso “estado de emergência” não o permiti naquelas situações em que se via na tv…
Carol
Já escrevi isto noutro post, creio, mas pelo que se viu nas entrevistas feitas pela comunicação pessoal e pela minha experiência pessoal, parte da população mais idosa está convencida que esta é só mais uma crise que iremos conseguir ultrapassar. Estão convencidos que já viveram tanto tempo que provavelmente não será um vírus que os deitará a baixo. Parte deles nem sequer acredita que possa ser infetado e parte dos que acreditam que podem morrer estão tão confortáveis com a ideia de morte que já nem a vêm como tendo grande importância.
Estigarribia
Carol,
Mas essas pessoas têm de perceber que são um grupo de risco no que toca ao contágio por COVID-19. Mas além das pessoas mais velhas, todos temos de perceber que apenas unidos e fazendo aquilo que nos mandam, que neste caso é simplesmente ficar em casa, poderemos derrotar este adversário silencioso.
Ainda ontem vi uma notícia sobre pessoas em Ovar (ou chicos-espertos) que decidiram furar a quarentena da cidade para andarem a passear correndo o risco de serem infectados ou de propagarem de forma mais rápida o COVID-19. Para essas pessoas só tenho uma coisa a dizer: ganhem vergonha na cara.
Saudações Leoninas
P.S.: Já agora, se gostas de séries, aconselho-te a veres See. Já me falaram muito bem dessa série.
AndreChaves9
Epa que conversa. É no mundo que se vê algumas pessoas na rua. não é em Portugal só! Que mania de deitar abaixo.
T. Pinto13
Não deixa de ser verdade.