Para repetir o que fez na Austrália? Vamos ver o impacto deste desgaste (é incrível como se aguenta aos 39 anos), mas o sérvio sabe que esta pode ser a última oportunidade de vencer um GS.
Novak Djokovic apurou-se pelo 8.º ano consecutivo para as meias-finais de Wimbledon ao bater Felix Auger-Aliassime com os parciais de 7-6 (10), 3-6, 6-3, 6-7 (4) e 7-6 (4), num duelo que durou 5 horas e 15 minutos. O sérvio, que teve a oportunidade de fechar o encontro no 4.º set (fez um break logo a abrir), vai agora medir forças frente à Jannik Sinner.


11 Comentários
Fiscal de Linha
39 anos e ainda dá recitais destes!
Agora ou vai ou racha, vem aí Sinner e mais fresco. Sempre tive fé que a acontecer 25, será em relva.
Idemo!
Luke
Melhor atleta que vi na minha vida, em qualquer desporto.
Art Vandelay
Messi e Djokovic têm 33 dias de dificuldade de vida e são os respectivos melhores jogadores de sempre do desporto que praticam e os 2 com 39 anos ainda conseguiram no dia de hoje fazerem 2 exibições de outro Mundo no maior palco do futebol e do ténis, surreal como aos 39 anos os 2 ainda conseguem brilhar no nível primium das respectivas modalidades
Art Vandelay
***33 dias de diferença
Adepto Imparcial
Já andava a prioritizar Wimbledon sobre o Mundial, tirando quando Portugal jogava e é precisamente estes jogos que fazem valer a pena. Jogo recheado de grandes pontos, um Félix inspirado e motivado para conseguir a sua melhor vitória da carreira, mas os nervos levaram a melhor no último tiebreak (aquela backhand super tremida no 1-2 deu logo para perceber onde ia parar o tiebreak). Djokovic mostra que, nos momentos-chave, não há ninguém mais clutch que ele. Disse-o em RG e repito aqui: a maior chance do sérvio de conquistar o #25 era aqui, não em RG mesmo sem Alcaraz e Sinner. E mantenho a opinião, mesmo após estas 5h15 (QF mais longos da história de Wimbledon) e Djokovic ir defrontar Sinner com muito mais cansaço do que desejaria, mas já se sabia que seria sempre assim.
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A verdade é que, ultrapassando Sinner, não consigo imaginar Djokovic a perder a final, seja contra Fritz (o mais provável) ou Zverev. Estarei muito atento a esta meia-final, que sejam mais 5h/6h de grande nível!
Adepto Imparcial
Sou, no entanto, obrigado a ser honesto e até a pegar num assunto já imensamente falado no ténis desde há uns anos para cá por ex-jogadores, fãs, comentadores e afins: a similaridade entre superfícies. Pessoalmente, preferia Djokovic vencer 40 GS do que conseguir o Wimbledon #8, ficando com o recorde do torneio juntamente com Federer. Porquê? Porque acho um atentado ao que Wimbledon representou durante décadas e décadas: aquele torneio onde os tecnicistas brilham, onde o slice e o jogo de rede ganham importância vital, onde jogar 2m/3m atrás da linha é suicídio e jogadores defensivos não têm hipótese. Logo, o facto de um jogador como Djokovic (não o sérvio em si, nada contra ele) conseguir tantos Wimbledons só demonstra o quão a superfície realmente tem mudado drasticamente com o tempo.
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Antes, era um problema até trocar entre hardcourts. Ir de Indian Wells para Miami já obrigava a um ajuste claro. AUS e USO não podiam ser mais diferentes. Passar de RG para Wimbledon, de terra batida para relva, era a maior transição de um tenista ao longo da época. Hoje em dia? É possível jogar os 4 GS exatamente da mesma forma, movimentando-se de maneira idêntica, jogando às mesmas distâncias e optando pelas mesmas táticas. Esta falta de variedade e versatilidade entre torneios tem sido criticada ao longo dos anos, mas nada muda porque é assim que o dinheiro manda: quanto mais idênticos os campos foram, mais jogos entre os grandes jogadores teremos (Sinner x Alcaraz terão mais finais de GS um contra o outro do que qualquer outra rivalidade se nada mudar), mais espetadores a ver TV, mais fãs a querer comprar bilhete, jogos mais longos…
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Espero que a variedade entre superfícies volte ao que era. Tal como muitos do desporto já referiram, o interessante é ver como os grandes jogadores reagem a ter que jogar de maneira diferente de torneio para torneio. Optar por novas táticas, desenrascarem-se. Isso sim é interessante. Agora, ver malta a jogar quase encostado ao placar em Wimbledon? Mas está tudo bem?
AndreChaves9
Totalmente de acordo.
Matias Fernandez
Grande comentário.
porra33
Excelente comentário! Aprendi a jogar em relva sintética (que tem pouco a ver com a relva natural) pelo que sempre tive um grande apelo pessoal pelo torneio de Wimbledon, mas é como dizes. Neste momento um grande ponto em Wimbledon, com amorties jogo de rede e técnica bonita é um highlight e não a regra. Quanto ao vencedor da meia final acho que muito dificilmente não cairá para Sinner.
Fiscal de Linha
Parabéns pelo comentário.
Eu não tenho problemas se Djokovic for ao oitavo, também é sintomático do jogador que é e da sua adaptabilidade quase camaleónica às diferentes superfícies e modos de jogar.
Mas entendo perfeitamente o que dizes. Até seria bastante benéfico para o ténis e para a imprevisibilidade de resultado de torneio para torneio. Foi óptimo ver um RG imprevisível sem se saber muito bem quem seria o vencedor.
RMSO
100% de acordo.
Hoje em dia, com a homogeneização das superfícies, as hipóteses de um grande jogador ganhar tudo são muito maiores. Outrora a transição entre a terra batida e a relva (ou o piso rápido) era um choque brutal e os especialistas de um determinado piso raramente tinham hipóteses no outro. A partir de meados dos anos 2000, a relva de Wimbledon tornou-se cada vez mais lenta, e os hard courts foram desacelerados para haver mais trocas de bola.
Com isto não estou a tentar desvalorizar os feitos de ninguém, mas é uma realidade. Jogadores mais consistentes / especialistas a jogar a partir do fundo do court foram claramente beneficiados, os courts passaram a funcionar de forma quase idêntica em todo o lado.