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Arsenal: um Grande sem projeto

Ao longo do processo de entrada no futebol moderno, baseado cada vez mais na economia e na saúde financeira das instituições e cada vez menos na paixão e vontade dos adeptos, assistimos a uma quebra de históricos, um pouco por toda a Europa. Distâncias entre a qualidade dos campeonatos adensaram-se, havendo cinco que se destacam em relação aos demais. A maioria dos clubes fora de França, Inglaterra, Espanha Itália e Alemanha são considerados outsiders nas competições europeias, sendo cada vez mais raro encontrarmos algum representante de outras nações em rondas adiantadas. Olhando para as equipas das nações que dominam o futebol (pelo menos em qualidade de campeonato), somos alertados da quebra de certos históricos, que inclusive já venceram a Champions League, e que atualmente disputam competições inferiores. Talvez o caso que chama mais a atenção seja o do Nottingham Forest, devido às duas Taças dos Campeões Europeus que vencera, na era Brian Clough. Na atualidade a equipa está no Championship, sem que o seu projeto seja entusiasmante, havendo muito poucos a colocarem o clube como um dos favoritos à subida.

Na verdade, é impressionante como em Inglaterra existem uma série de equipas que sofreram uma queda abrupta ao longo dos últimos anos. Clubes que nos ficam na retina e por vezes no coração, como o Blackburn Rovers, Portsmouth, Sunderland ou Bolton Wanderers não figuram na Premier League faz muitos anos, não havendo sequer uma perspetiva de elas voltarem, a curto prazo. Estão completamente à deriva, sem condições de voltarem ao que eram no passado. Para compensar o falhanço e períodos menos bons destas equipas, existem outras que ocupam o seu lugar, mostrando-se viáveis para conseguirem alcançar objetivos maiores. O Leicester City é o representante máximo destes projetos. Já escalaram até ao topo, vencendo o melhor campeonato do mundo em 2015/2016, conseguindo manter uma boa equipa a partir daí. Ainda que não sejam candidatos ao primeiro lugar, é muito agradável assistir aos Foxes, já que têm um treinador de qualidade (acredito que Brendan Rodgers consiga uma oportunidade num clube de uma linha acima) e um plantel escolhido com rigor, exibindo-se uma bela capacidade negocial e de observação. Já é uma constante apontar o Leicester City ao top 4, porém se olharmos a candidatos ao top 6 podemos acrescentar o Aston Villa e o West Ham por exemplo. Como para uns estarem na mó de cima, outros têm de estar a passar por um período de crise, ainda que não tão grave como os citados no principio deste parágrafo.

Neste aspeto há que dar especial atenção e relevo ao Arsenal, outrora a equipa mais forte de Londres. Com treze Premier League, catorze Taças de Inglaterra e duas Taças da Liga, é impossível não rotular o Arsenal como “grande”, pelo menos quando abordamos o paradigma do ponto histórico. Olhando para a realidade atual, os Gunners estão a viver um período negro, não se averiguando uma saída do estado lastimável em que está, pelo menos num futuro próximo. A época passada espelha bem as más temporadas vividas nos últimos tempos, com um oitavo lugar e nenhuma final alcançada, ainda que tenham chegado à meia final da Liga Europa, competição que nos tempos áureos do Arsenal, nem sequer era equacionada para fazer parte do calendário. Existem alguns pontos que explicam esta quebra por parte do clube, que vale a pena abordar, de modo a que se entenda com maior clareza como foi possível tornar o Arsenal uma equipa que não é considerada para o top 4 e para a luta pelos seis primeiros deixa muito a desejar.

Na minha visão, o declínio do Arsenal ganha força após a saída do Arsène Wenger, finda a época 2017/2018. Ainda que o clube já não estivesse no seu auge e fosse alvo de várias criticas, tanto de adeptos como de comentadores, o corte com o francês foi preponderante para este momento, podendo ter sido realizado de uma maneira distinta, com a integração de Wenger nos quadros do clube, com outras funções. Obviamente que após praticamente vinte e dois anos com o mesmo treinador, a mesma filosofia, a mesma abordagem ao mercado (com muitos franceses à mistura), o Arsenal após essa época iria começar num registo novo, que infelizmente não aproximou os londrinos do que foram no passado, com o mesmo de Wenger, que venceu três Premier League e chegou à final da Champions League em 2006. O seu sucessor fora Unai Emery, eterno vencedor da Liga Europa, cuja maior caraterística é o desempenho das suas equipas em competições a eliminar. Após um período no Paris Saint Germain, o basco assumiu as rédeas do Arsenal, porém não obtivera um grande êxito, a não ser na sua competição favorita, onde chegara à final.

Se Unai Emery não passou por um bom período em Londres, o que dizer do seu sucessor? Mikel Arteta em duas épocas conseguiu apenas dois oitavos lugares, posição muito curta. A ideia de o contratar seria, à partida, ter um treinador jovem, promissor, com conhecimento do clube. Arteta encaixa na primeira e na terceira premissa, visto que somente tem trinta e nove anos e passou cinco épocas no meio campo dos Gunners, conseguindo ter uma carreira de qualidade enquanto futebolista. Porém falta a parte de treinador promissor. O atual técnico era adjunto de Guardiola no Manchester City, o que pode aludir os dirigentes do Arsenal (e seus adeptos) a que o natural de San Sebastián tivesse ingerido conhecimentos do rei do tiki taka, de maneira a aplicar algumas das suas ideias no Arsenal, catapultando-o para lugares cimeiros da tabela. A realidade foi bem distinta. Dois oitavos lugares, como já foi referido, futebol fraco e por consequência a ira dos aficionados, que se notou cada vez mais nas redes sociais. Se a ideia era contratar alguém jovem, poderia ter ocorrido um investimento num treinador que tivesse dado provas suficientes. Um bom exemplo seria Naglesmann, que brilhava no Hoffenheim, ou Erik Ten Hag, que apesar de não ser tão jovem (tem atualmente cinquenta e um anos), era uma novidade no alto panorama do futebol europeu. A contratação de Arteta tinha a sua quota parte de risco e claramente que não valeu a pena e o esforço gasto. Até mesmo Rúben Amorim quando a sua contratação pelo Sporting Clube de Portugal, já tinha experiência (ainda que pouca), mostrando o poder de um treinador para salvar um barco à deriva. E possivelmente é mesmo disso que o Arsenal precisa, de uma liderança forte, como Wenger conseguiu ter durante o seu mandato.

Durante o período de Arteta no Arsenal assistimos à ultrapassagem dos Gunners na tabela por parte de outras equipas. Pessoas que gostam de assistir à Premier League não devem ter problema em colocar o Leicester City, o Aston Villa, o West Ham, num patamar acima do Arsenal para a temporada que agora começou. Neste momento comparar o Arsenal com as outras duas principais equipas de Londres é um completo absurdo. Chelsea e Tottenham têm formações com muito mais qualidade, treinadores superiores a Arteta (então Tuchel ganha de goleada) e uma organização bastante satisfatória, em comparação com o clube que está a ser analisado, podendo-se colocar ambos os elencos na luta pelas vagas da Champions League, no mínimo dos mínimos, porque o Chelsea tem capacidade para conseguir mais. Qualquer entendedor de futebol que for a analisar os planteis dos supostos “rivais”, tem a perfeita noção que maioria dos jogadores conseguiam ter lugar no onze de Arteta sem grandes dificuldades, mesmo aqueles que somam menos minutos. É muito difícil que jogadores de topo queiram jogar no Emirates, não se adivinhando a aparição de um novo Henry, Pires ou um Bergkamp num futuro tão próximo.

Olhando para os jogadores em destaque em outras equipas na Premier League, podemos verificar que muitos conseguiam representar o Arsenal, mas a verdade é que provavelmente não têm essa vontade. Neste momento é muito mais seguro para James Maddison ou Jamie Vardy (que outrora rejeitou jogar no Arsenal) ficar em Leicester. O mesmo se pode dizer de Declan Rice ou Soucek no West Ham. Claramente que o Arsenal neste momento não é um grande salto para os bons jogadores como era no passado. Acredito que outrora os Gunners tentariam a contratação de Jack Grealish por exemplo, porém não existe qualquer condição para efetuar este tipo de transações.

Assim entramos no último ponto que levou á quebra do Arsenal, além do treinador e do crescimento de outras equipas com projetos acertados e bem estruturados: as más abordagens nos mercados de transferências. Esta época foram contratados somente seis jogadores, algo curto para quando se terminou a época passada fora das competições europeias. A aposta realizada nas contratações, teve por base o potencial das aquisições, o que pode ser um plano bastante interessante, se bem aplicado. Não podemos afirmar que Ben White é um mau jogador ou que Odegaard é fraco, porque seria mentira. O que se pode criticar são os valores das transferências, principalmente porque estamos a sair de uma pandemia, que devastou as finanças dos clubes e que supostamente deveria baixar os valores de mercado dos jogadores. No total foram gastos mais de cento e sessenta e cinco milhões de euros, numa janela onde se destacaram as transferências a “custo zero”. Ben White custou cinquenta e oito milhões de euros, um valor demasiado exorbitante para um jogador que vem do Brighton. Ainda que tenha feito uma boa época e tenha representado a seleção dos Três Leões, o dinheiro investido parece demasiado, comparando com a aquisição de Raphael Varane para o Manchester United por quarenta milhões de euros, sendo que este é um central feito e com grande reputação, após um longo período no Real Madrid. Parece-me igualmente um absurdo gastar vinte e oito milhões de euros na contratação de Aaron Ramsdale, um guarda redes que à partida será para servir de alternativa a maioria dos jogos, principalmente quando se vendeu Emiliano Martínez por valores similares ao Aston Villa, sendo que o argentino mostrou total capacidade para ser o guarda redes principal dos Gunners, tendo sido muito competente quando conseguiu que lhe dessem chances para jogar. Qual é o sentido de contratar Nuno Tavares, um jogador que padece de qualidades para jogar em equipas de primeira metade da tabela da Premier League e nem era uma figura de destaque no SL Benfica? Muitos adeptos e sócios defendiam a ideia de que nem sequer tinha qualidade de vestir a camisola encarnada. Não sendo um jogador consensual na equipa onde foi formado, conseguiu vir para o melhor campeonato do mundo e para uma das equipas que teoricamente deveria ser uma das melhores, senão estivesse um caos. Gastar oito milhões em Nuno Tavares faz parecer com que muitas outras transações tenham parecido extremamente baratas. O grande ponto que se pode valorar positivamente deste mercado por parte do Arsenal surgiu no último dia, com a aquisição de Takehiro Tomiyasu junto do Bolonha, central que pode ser o patrão da defesa por uma década, encaixando em diversos sistemas táticos. Olhando para o valor da transação, parece o único dentro do razoável e acertado, o que por norma não ocorre no último dia de mercado. O pagamento de 20 milhões de euros parece justo, para um jogador que estava na órbita do rival Tottenham.

A política de contratações, a cargo de Edu Gaspar tem sido um absoluto fracasso, não demonstrando o brasileiro capacidade para estar no cargo que ocupa, passando pela sua substituição uma das soluções para esta gigante crise que o Arsenal atravessa. Jogadores como Willian ou Thomas Partey foram flops e as mexidas no mercado deveriam ter sido realizadas com muito mais critério e lucidez no ponto de vista financeiro, por muito que os donos dos Gunners sejam bastante ricos. Os 80 milhões investidos em Nicolas Pépé foram manifestamente exagerados, ainda que seja um dos bons valores do plantel. Quem viu o jogo Arsenal vs Chelsea percebeu que o clube está a anos luz do adversário. O Arsenal ter uma dupla de centrais constituída por Mari e Holding (ainda que derivada das ausências de Gabriel e White), não passaria pela cabeça dos adeptos há alguns anos atrás. Esta ideia reforça-se com a exibição paupérrima dos comandados por Arteta contra o Manchester City, perdendo de goleada, não só no marcador como em termos táticos.  Entregar o número 10 a Emile Smith Rowe e a 7 a Bukayo Saka (tendo em conta a simbologia dos números, algo cada vez mais no esquecimento), ainda que sejam jovens com potencial é um atribuir de responsabilidade demasiado grande para os jogadores, sendo que não deveriam ser ainda os craques da equipa, mas sim o futuro do clube, crescendo na sombra de jogadores mais experientes.

São três derrotas em três jogos, com zero golos marcados e nove sofridos. Ainda que se esperassem duelos difíceis contra Chelsea e City, a derrota com o Brentford não era de todo esperada, sendo obrigatório melhorar nos próximos duelos, cujos adversários não deveriam criar uma grande dificuldade aos Gunners. Pelo meio existiu uma vitória contra o West Bromwich por seis bolas a zero, para a Carabao Cup, no entanto caiu no esquecimento com estes péssimos números para o campeonato. Assim em caso de maus resultados contra Burnley e/ou Norwich City a situação torna-se ainda mais complicada do que já está, o Arsenal é o atual último classificado. É bem possível que no dia 26 de Setembro, no derby do Norte de Londres, o treinador seja outro, caso os problemas não sejam minimamente resolvidos.

A direção de Stan Kroenke tem de melhorar urgentemente as suas decisões, ou então deixar o clube, visto que interessados não faltam. É muito difícil neste momento o Arsenal conseguir subir o nível, Arteta não tem ovos para fazer omeletes, mas também lhe falta o certificado de chef. É necessária uma revolução, pois os adeptos estão cansados de “anos 0”, que se tornam anos totalmente negativos. É altamente improvável ver os londrinos num estado tão lastimável como o Nottingham Forest por exemplo, porém com o passar dos anos, o meio da tabela começa a ser um hábito que se não for travado no imediato, com a saída de Edu Gaspar, Arteta entre outros, vai ser muito difícil de parar.

Visão do Leitor: Ricardo Lopes

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

37 Comentários

  • JonySilva
    Posted Setembro 4, 2021 at 9:11 am

    Parabéns pela análise desde já.
    Habituei-me realmente a ver um outro Arsenal, por vezes inocente mas que dava espetáculo!
    A principal mudança seria contratarem um treinador capaz. O plantel não é assim tao fraco e vejo imenso potencial para pelo menos lutarem no top6. Faltam alguem capaz. Fico surpreendido como Arsenal e Man United se permitem a ter treinadores tao pouco capazes. Um case study realmente.

    • NunoLFC
      Posted Setembro 4, 2021 at 11:30 am

      Efeito Guardiola. Como funcionou uma vez todos tentam imitar. Às vezes funciona, mas é raro, a maioria não funciona. Zidane, Pirlo, Solskjaer, Lampard, Arteta, todos têm algo em comum. Pouca ou nenhuma experiência como técnicos, mas grande histórico no clube como jogadores e com a aprovação dos adeptos. Fica bem aos olhos dos adeptos para vender a ideia de que há um projeto com alguem que “sente o clube”.

      O Solskjaer se não fosse ex-jogador do United nunca seria sequer considerado, quanto mais contratado.

    • Ricardo Lopes
      Posted Setembro 4, 2021 at 2:25 pm

      Arteta e Solskjaer devem ser dos treinadores mais fracos da Premier, na minha opinião. Nem sempre a tal fórmula Guardiola resulta com sucesso, sendo talvez a melhor imitação o lançamento de Zidane que conseguiu ter muito sucesso. Mesmo em Portugal, o lançamento de jovens treinador é muitas vezes um fracasso como assistimos com Custódio, César Peixoto entre outros. Por vezes é necessária alguma experiência, especialmente quando o clube está moribundo.

  • MansoFrancisco
    Posted Setembro 4, 2021 at 9:28 am

    É impressionante a queda do Arsenal. Fui daqueles que, de forma errada, pensava que o tempo de Wenger já tinha termindado. Mas o Wenger era o único que segurava a queda ao descalabro.

    O Arsenal precisa antes de mais de criar uma estrutura forte, competente e digna do seu histórico
    Já se percebeu que têm fundos (não é qualquer equipa que pode gastar 180M por defeso) e precisam de gastar bem (gastaram tanto dinheiro este verão e não houve um upgrade claro)

    Ha uns dias coloquei like numa publicação do soccer memes sobre o Arsenal e desde esse dia que recebo umas 5 ‘publicações recomendadas’ por dia e é tudo a gozar com o Arsenal. É triste ver como se tornaram numa das maiores piadas do futebol atual

    Aqueles tempos de Henry (o meu ponta favorito se sempre), Pires, Ljungberg, Berkamp (o mágico da recepção), Vieira, Gilberto, Campbell, Touré, Lauren, Cole (e tantas promessas como o Clichy, Fabregas, Pennant, Reyes) eram incríveis, era um plantel construído por um visionário de mercado (Wenger) e gerido de forma sensacional. Era uma equipa que jogava de forma louca, ofensiva, deixava os adeptos na loucura. No Fifa ou Pes era das 5 equipas mais escolhidas em todo o mundo

    Hoje não têm treinador, não têm estrutura e têm fãs cada vez mais revoltados e cada vez mais envergonhados de serem Arsenal (ao intervalo com o City já estavam a sair)

    Espero que mesmo que este grande clube se possa reerguer, pq a Premier é isto mesmo, ter todas as grandes equipas a levarem os adeptos à loucura (no bom sentido)

    Ps: fico contente por te teres lembrado do Porsmouth, Blackburn e Bolton, adorava estas equipas

  • MansoFrancisco
    Posted Setembro 4, 2021 at 9:32 am

    *tempo de Wenger já tinha terminado
    *queda do descalabro
    *Portsmouth

    Este dicionário

  • Goncalo Silva
    Posted Setembro 4, 2021 at 10:07 am

    Falando na qualidade do plantel e não tanto no valor das transferências, queria destacar a subida de qualidade nas opções para central comparadamente a outros anos. Gabriel, White e Tomiyasu são 3 opções que podem vir a ser peças chave deste Arsenal, seja numa defesa a 3 ou numa defesa a 4 com Tomiyasu à direita e Tierney à esquerda. O problema dos 3 centrais é que não haveria alas para esta tática, embora ache que Maitland-Niles tem qualidade para jogar nessa posição. Para o meio campo eu colocaria Partey e Lokonga como dupla, abdicando de Xhaka, ficando com Aubameyang e Odegaard atrás de Lacazzete ou Martinelli. Nas alas é que há problema, mas na falta de melhor colocaria Saka à esquerda (que ficaria no lugar de Lacazzete ou Martinelli e Auba na frente caso houvesse um bom nome) e Maitland-Niles à direita, sendo que poderia vir Aurier para a ala direita.

    O meu 11 titular/alternativo:

    GR: Leno/Ramsdale
    DCD: Tomiyasu/Cedric
    DC: White/Mari
    DCE: Gabriel/Tierney
    DD: Aurier/Maitland-Niles
    MCD: Lokonga/Elneny (reforçar posição)
    MCD: Partey/Xhaka (reforçar posição)
    DE: Saka/Nuno Tavares (reforçar posição)
    ED: Odegaard/Smith-Rowe
    EE: Aubameyang/Pepé
    PL: Lacazzete/Martinelli (reforçar posição)

    • Tiago Silva
      Posted Setembro 4, 2021 at 12:07 pm

      Concordo e acho que o plantel até é forte e com potencial, talvez fosse melhor ter um grande reforço no meio-campo, vendendo Xhaka, cujo tempo no Arsenal já acabou há muito. Mas é mesmo a lateral direita que tem que ser melhor reforçada, alguém que forneça profundidade e qualidade ofensiva de forma a permitir Saka, Pêpê ou Odegaard a jogar mais por dentro. E um verdadeiro homem golo, mais fixo também seria bem-vindo (o Lacazette também poderia sair). Apostaria em Lamptey para a direita, Merino no meio-campo e Weghorst para o ataque seriam os meus reforços.

  • nuper
    Posted Setembro 4, 2021 at 10:17 am

    Muita pena de ver o Arsenal neste estado, nos tempos de Wenger era a minha equipa favorita em Inglaterra, nos últimos anos apesar da falta de resultados (ainda acreditei que chegassem ao titulo na época em que Leicester foi campeão) e já sem os mesmo meios dos adversários directos (penso que a direcção optou por canalizar os recursos financeiros para o pagamento do estádio) o nível futebolístico era agradável, sempre achei um erro a sua saída.
    O futuro passa impreterivelmente por um novo Wenger com um projecto bem definido e que consiga trazer o bom futebol de volta ao Emirates.

  • DiogoRaposo
    Posted Setembro 4, 2021 at 1:47 pm

    Boa tarde, parabéns pelo artigo. Posso dizer que concordo com quase tudo, mas penso que relativamente ao Arsenal faltou mencionar um ponto que foi também determinante para esta queda abrupta do clube, que foi a entrada dos magnatas no futebol ingles. Porque não querendo desculpabilizar a atual direcçao pelo estado em que se encontra o clube, a verdade é que até ao aparecimento dos investimentos absurdos quer no Chelsea quer no City, o Arsenal era um crónico candidato ao título. E deixou de o ser porque os seus dirigentes não quiseram acompanhar as loucuras dos rivais, como fez por exemplo o Man Utd, tendo sempre optado por procurar gerir o clube de forma minimamente sustentavel, o que não consigo criticar. É claro que isto não justifica tudo, e que esta direcçao tem acumulado decisoes difíceis de explicar e mostrado alguma incompetência, mas queria apenas deixar aqui este ponto que me parece ser várias vezes esquecido quando se critica o Arsenal.

    • Ricardo Lopes
      Posted Setembro 4, 2021 at 2:41 pm

      A chegada de investimento do médio oriente e da Rússia (caso de Abramovich) inflacionou o mercado global. O Arsenal não alinhou nestes preços loucos por algum tempo, mas neste mercado foi a equipa que investiu mais, sendo gastos valores demasiado altos em certos jogadores, na minha opinião. Os donos do Arsenal também possuem muito capital, porém preferem gastar em promessas ou em jogadores com pouca qualidade, pelo menos para objectivos altos, mas foi a política que elegeram! Apesar de ter sido gasto menos dinheiro que nos últimos anos (devido à Covid), transferências por 60/70 milhões vão ser consideras normais dentro de alguns anos (se já não o são).

      • DiogoRaposo
        Posted Setembro 4, 2021 at 6:51 pm

        Este ano sim gastaram imenso, mas regra geral têm gasto muito menos que os rivais. Acho que nem há comparação possível. Relativamente à qualidade dos jogadores que têm comprado, este ano exceptuando o Nuno, parecem-me jogadores com muito potencial. Em outros anos já não se pode dizer o mesmo, com contratações sem sentido como Lichtsteiner, David Luiz, Willian ou Xhaka, que é dos piores jogadores da Premier League mas por algum motivo sombrio continua a ser intocável e capitão.

        • Ricardo Lopes
          Posted Setembro 4, 2021 at 7:34 pm

          Este mercado as contratações tiveram qualidade, agora os valores gastos foram um disparate, que é de facto o que se critica. Nos anos anteriores foram contratados flops, principalmente muitos

          • Ricardo Lopes
            Posted Setembro 4, 2021 at 7:36 pm

            (enviei sem querer)
            Principalmente muitos que vieram a custo zero. Talvez com mais dinheiro investido, em nomes corretos, evitariam parte desta crise, mas com Edu Gaspar está difícil atinar nos nomes e nos valores.

  • AndreChaves9
    Posted Setembro 4, 2021 at 3:10 pm

    Tem bons jogadores. Com um bom treinador subiam logo dois níveis. Agora o nível que obtiveram com um fenômeno como o Wenger (para mim um dos melhores de sempre) ? Isso nem daqui a 10/15 anos.

  • ktc
    Posted Setembro 4, 2021 at 3:42 pm

    A continuarem assim ninguém se lembrará que são grandes, ou que já foram. Até o Leicester tem um projeto de clube grande e, num futuro próximo, substituirá o Arsenal vomo um grande inglês

  • Kacal
    Posted Setembro 4, 2021 at 3:49 pm

    Excluindo a direcção do clube que devia mudar porque o problema começa de cima, claramente. Mas nem vale a pena falar nisso. Focando-me apenas na equipa técnica e plantel é urgente mudar de treinador, podem seguir um perfil idêntico de alguém que aposte em jovens e os potencie, que prefira um futebol ofensivo e atrativo, que seja jovem, mas que tenha mais experiência nisto e não seja apenas um nome como é Arteta que foi um jogador de qualidade, mas não o vejo como bom treinador, pelo menos para já.

    Em relação ao treinador talvez apostasse em Eddie Howe, porque não? Inglês, ainda jovem para treinador, com o excelente trabalho feito no Bournemouth e está disponível, merece a oportunidade no mínimo, a meu ver. Mas é um exemplo, há outras opções com certeza.

    Sobre o plantel há jovens que formam alguma base que devem continuar e ser aposta para ser potenciados e permitirem construir uma equipa competitivo em 2-3 anos e também quem sabe lucrar algum dinheiro com vendas para continuar a investir.

    Há Ramsdale, Rob Holding (este pode contar nos jovens embora mais velho 1-2 anos, não sendo craque é útil), Ben White, Gabriel Magalhães, Tomiyasu, Tierney, Nuno Tavares, Maitland-Niles, Emile Smith Rowe, Bukayo Saka, Martinelli e Odegaard. Muita qualidade e potencial aqui.

    Depois há Thomas Partey, Nicolas Pépé, Aubameyang e Lacazette que garantem mais experiência e outro nível.

    Dentro disto o resto era tentar despachar pelo melhor preço e investir forte e com critério, poucos mas bons reforços aproveitando oportunidades de negócio. Descartados de outros colossos que possam ser mais-valias e jogadores que ainda não estejam em colossos mas prontos para esse salto e assim. Obviamente não pode ser tudo num só mercado até acho que neste já começaram com essas mudanças deixando sair David Luiz, Willian e assim portanto é continuar e ir reforçando com mais força.

    Penso que estas duas alterações de treinador e plantel já fariam o Arsenal mais competitivo e com potencial de subir o nível em 2-3 anos. Claro que vender Aubameyang que já tem 32 anos e ter um sucessor de gabarito seria o ideal em breve.

    • Ricardo Lopes
      Posted Setembro 4, 2021 at 4:48 pm

      Acho Eddie Howe um bom treinador e podia de facto ter algum sucesso no Arsenal a longo prazo. Mas acreditaria mais em uma opção com mais experiência, especialmente em grandes palcos, de onde o Arsenal nunca devia ter saído. As melhores opções são Conte e Zidane, no entanto não sei até que ponto qualquer um destes está disposto a baixar um degrau para assumir os gunners. Veria bem o Rodgers a assumir o Arsenal e o Howe a ficar com o seu lugar em Leicester, porém acho que o Rodgers está feliz e seguro onde está. Terá de vir alguém com garantias que terá uma boa equipa de observação e um bom diretor desportivo, além de ter que ter mão nas transferências, especialmente de jogadores experientes, porque juventude há muita.

      • Kacal
        Posted Setembro 4, 2021 at 5:44 pm

        É assim Ricardo Lopes eu concordo que Eddie Howe poderia assumir um lugar intermédio primeiro, mas neste momento o Leicester até está acima do Arsenal desportivamente portanto até diria que é melhor o Arsenal eheh. Agora claro que um desses treinadores que referes seria excelente, mas tentei ser mais realista dentro que considero possível para aceitarem e o Eddie Howe sempre tem mais experiência e já provou ser bom treinador em relação ao Arteta, além de conhecer bem a realidade do futebol inglês.

        Mas sobre o resto da equipa de observação e director desportivo, assim como ter mãos nas contratações e focar-se em mais experiência, subscrevo!

        • Ricardo Lopes
          Posted Setembro 4, 2021 at 6:57 pm

          Falei de Rodgers por também estar em Inglaterra praticamente desde sempre, mas sem dúvida que está num projeto melhor que o Arsenal. Agora se os Gunners conseguissem apresentar um plano com pés e cabeça, dando-lhe uma certa liberdade (incluindo ir buscar jogadores a Leicester), poderia não descartar totalmente a hipótese…. Agora sem dúvida que Howe era um upgrade a Arteta (e talvez a Solskjaer).

          • Kacal
            Posted Setembro 4, 2021 at 11:05 pm

            Sim e claro que Rodgers seria excelente para o Arsenal! Apenas não acho possível nesta fase e como não vejo o Arsenal a dar-lhe esse projecto, duvido. Mas quem sabe, agora falando só entre nós sem duvida que seria ótimo!

            De resto, concordo totalmente Eddie Howe seria “upgrade” a esses treinadores, mas espero que tenha um bom projecto intermédio em breve. Uma equipa como um Aston Villa ou Newcastle (neste caso investindo mais, claro) seria interessante para ele.

  • Skatz
    Posted Setembro 4, 2021 at 5:00 pm

    O que o Arsenal precisa em primeiro lugar é de um director desportivo com visão e qualidade. Uma equipa com o plantel que tinha pré temporada, e com quase 200 milhões para gastar, tinha tudo para formar uma equipa competitiva para top 6, lançando as bases para o futuro. Apesar dos tempos conturbados, nao faltarão bons valores que aceitariam jogar no Arsenal, bastava vir ao nosso campeonato que levavam: Coates (15/20M), Mbemba (10/15M), Corona (10/15M), Palhinha (25/30M), João Mario (5/10M) Rafa (15/20M), Pote (30/40M), R Horta (15M) e Carlos Vinicius (10/15M), ou seja, com o mesmo orçamento de 150/200M tinham aqui quase uma equipa que juntando muitos dos bons jogadores que lá estão dava algo bem melhor do que o que têm! Meio campo Palhinha/Xhaka/João Mario fica a dever alguma coisa a mais de metade dos da premier league? Um Rafa ou Horta podiam nao dar tanto como em Portugal mas nao faziam pior que muitos que la andam e custaram balúrdios! Juntava a isto um comandante a sério (será que o Special One não tinha aceitado um desafio destes c este plafond para gastar?) e acredito que seria uma equipa muito competitiva .

    Assim, ou mudam rapido ou correm o risco de demorar anos ate reduzir a diferença que ja existe para Chelsea, Man Utd e City, Liverpool, etc

    • Kacal
      Posted Setembro 4, 2021 at 5:46 pm

      O Vinicius está no PSV por empréstimo e eles têm opção de compra que acredito que accionem, não é muito alta e a probabilidade dele fazer golos na Eredivisie é grande, a meu ver.

      Dos outros todos Palhinha, Pote e Corona concordo, agora o resto? Não iriam elevar o nível em nada mais vale apostar nos jovens que têm. E mesmo estes não os vejos como indiscutíveis.

    • Ricardo Lopes
      Posted Setembro 4, 2021 at 6:54 pm

      Portugal podia ser um bom mercado para o Arsenal, mas nunca para contratar mais que 3/4 jogadores. Acho que Palhinha, Pote e Corona podiam ser reforços interessantes, mas os outros ficam muito a desejar. Essencialmente o Arsenal necessita de jogadores com experiência de Premier League, jogadores já feitos e se possível no seu auge. Seria muito difícil para João Mário (se é do FC Porto que falas) somar muitos minutos quando nem é indiscutível no Dragão, por exemplo. O mesmo digo para Horta, que apesar de ser um jogador de qualidade, poderia ficar curto para uma equipa que quer ir à Champions. Acho que os jogadores que falam poderiam singrar na Premier League, sendo que alguns já a experimentaram como Mbemba e Coates, mas num patamar de meio de tabela…

      • Skatz
        Posted Setembro 5, 2021 at 12:57 am

        Este foi apenas um exercicio exemplificativo de como se poderia comprar bem e ficar melhor servido. Claro que Rafa ou Ricardo Horta não seriam titulares num Arsenal, mas olho para o banco e sinceramente nao acho que ficassem atras de Martinelli ou Maitland-Niles.
        O caso do R Horta é de estudo, alguem extra grandes que faz com regularidade grandes epocas, fartando se de marcar e assistir, mas mesmo assim 90% das pessoas acham que não seria uma boa adição a clubes grandes. Eu olho para ele e vejo um craque da cabeça aos pés, fosse ele do Porto Benfica ou Sporting com estas stats e certamente ja teria ido embora por muitos milhoes para um clube de topo, mas como joga no Braga ja se fica com o pé atrás. E nao é so ele, muitos outros sofrem deste mal,e apenas sao considerados verdadeiramente bons jogadores quando assinam por outro clube (veja se o caso do Palhinha, que agora é o melhor na sua posição, quando apenas tem feito o mesmo que ja fez em Braga durante 2 anos).
        De qualquer forma, parece me generalizada a ideia que o Arsenal compra caro e mal, e ou alteram isso rapidamente ou correm o risco de as coisas ainda piorarem mais.

        • Kacal
          Posted Setembro 5, 2021 at 5:39 pm

          Maitland-Niles não joga na mesma posição que Ricardo Horta ou Rafa. E o Martinelli tem muito mais potencial que os dois e teve uma fase bastante boa no Arsenal quando chegou, andava a marcar em quase todos os jogos depois caiu de rendimento mas tem qualidade e prefiro ter ele que esses dois como suplentes, sinceramente.

  • Pedro 23
    Posted Setembro 4, 2021 at 5:36 pm

    Na minha opinião, um treinador com o perfil adequado para o Arsenal seria o Leonardo Jardim, pelo trabalho que este desempenhou no Mónaco (e no Sporting). É um treinador com um perfil idêntico ao Wenger, e que permite ao Arsenal manter a sua identidade (uma questão muito importante hoje em dia no futebol e que se está cada vez mais a perder). Com o Jardim, o Mónaco, não só ganhou um campeonato francês, como potenciou jogadores (como Wenger também fazia no Arsenal) que levaram o clube do Principado a bater recordes de transferências – Kylian Mbappé é o melhor exemplo. o Mónaco encaixou cerca de 770 milhões de euros em vendas de jogadores com vendas como: Kylian Mbappé, vendido em definitivo ao rival PSG por 135 milhões de euros, Lemar rumou ao At. Madrid por 70 milhões, Fabinho ao Liverpool por 45, Kongolo ao Huddersfield por 20 e Ghezzal ao Leicester por 14 milhões, Benjamin Mendy e Bernardo Silva rumaram ao Manchester City (o internacional francês por 57,5 milhões; o português por 50), Tiemoué Bakayoko assinou pelo Chelsea a troco de 40 milhões e Guido Carrillo rendeu 22 milhões com a transferência para o Southampton. O futebol praticado pelo Mónaco era atrativo e ofensivo, que elevava suas individualidades de forma coletiva, com alta capacidade de alternar ritmos e jogava em velocidade e verticalidade.
    Em suma, Leonardo Jardim encaxava que nem uma luva na filosofia do Arsenal e que Wenger implementou no clube. Treinadores como António Conte e Zidane também encaixavam bem no Arsenal, embora estes sejam de um perfil diferente do Leonardo Jardim.

  • Joga_Bonito
    Posted Setembro 4, 2021 at 8:26 pm

    Não tenho clube que simpatize em Inglaterra, por isso apenas recordo com carinho equipas que me marcaram. Poucas equipas me deram tanto gosto de ver jogar com o Arsenal de Dennis Bergkamp, um dos craques mais subvalorizados de sempre. Sendo assim, tenho pena pelo estado a que chegou o clube, que só surpreende para quem papou as tretas da “modernidade” que foram vendidas nos anos 2000. Modernizar não pode ser matar o espírito de futebol para tornar um clube apenas um mealheiro para os investidores, quando isso sucede um clube declina não importa a sua dimensão social.
    Contudo, pego no título do post e lanço uma questão um pouco off-topic sobre a natureza de um grand em Inglaterra: acham que o Arsenal é um grande como o Liverpool e Manchester United? Nos últimos anos muito se falou dos novos-ricos que ganharam títulos (Chelsea e City) como novos grandes, mas por razões históricas complexas sempre achei que verdadeiramente grandes só foram em boa parte da sua história o United e o Liverpool, ali com o Totenham (que tem uma grande massa social em Londres) e o Newcastle muito próximos.
    O Everton também foi um clube muito importante numa dada altura, mas não manteve uma dinâmica de vitória. Ter sido grande em certos momentos não é propriamente o mesmo que ser um grande, o Everton é mais um histórico que um grande por exemplo.
    Foi o Liverpool que em Inglaterra atingiu o estatuto de maior clube inglês de sempre e tem no país cerca de 5 milhões de adeptos, seguido do United com 3 milhões. Os red devils tendo ganho muito a partir de Ferguson, foram os únicos que conseguiram atingir um patamar próximo em títulos e adeptos do Liverpool. O Arsenal nunca me pareceu ter a mesma dimensão que estes dois últimos. E o Newcastle é aquele clube que sempre teve uma massa social muito forte, devido à importância da cidade de Newcastle e pelo facto de ser hegemónico nesta. É capaz de ter mais potencial de crescimento à partida que o Arsenal, contudo a gestão fantástica dos anos 90 nos gunners tornou o clube superior claramente ao Newcastle.
    Parece-me que em Inglaterra há dois grandes claramente destacados e depois outros velhos grandes (Arsenal, Spurs, Newcastle, Everton) e novos grandes (City, Chelsea) e muitos clubes históricos.
    Que acham? Não é por uma questão de picardia, mas quando li no post “um grande sem projecto” veio-me à cabeça esta questão dos “grandes” em Inglaterra, deve ser o país europeu onde definir um grande será mais complexo.

    • Abbas
      Posted Setembro 4, 2021 at 10:27 pm

      O Arsenal de Vieira, Pires, Henry e Bergkamp no velhinho Highbury Park foi a equipa inglesa pela qual mais carinho nutri.

      • Joga_Bonito
        Posted Setembro 5, 2021 at 7:53 pm

        Adorei a equipa do MU dos anos 90, divertia-me muito, mas o Arsenal, talvez por causa do mago Bergkamp enchia-me as medidas. Aquilo é que era futebol de dar gosto ver. Muito triste o que se passa com Arsenal.

    • Ricardo Lopes
      Posted Setembro 5, 2021 at 3:23 pm

      É uma questão extremamente interessante. Sou da opinião de que Man United e Liverpool são os clubes com mais adeptos, no entanto o Arsenal deve vir logo a seguir, sendo o clube da capital. A história do futebol inglês tem muitas equipas em destaque, porém é difícil considerar o Aston Villa, o Newcaste ou o Forest tão grandes como o Arsenal, porque este manteve-se no topo (pelo menos em comparação com os referidos). Estarei curioso para ver o que as futuras gerações vão considerar como grandes e se vão incluir o Chelsea e o Manchester City nestas contas.

      • Joga_Bonito
        Posted Setembro 5, 2021 at 7:56 pm

        Sim, acho que o caso inglês a nível europeu é o mais bicudo para se definir grandes.
        Se o City ou Chelsea continuarem nesta senda serão considerados grandes, goste-se ou não como começaram a ganhar (eu não gosto), vai ser como o futebol italiano, que também ganhou muito com o capital privado de origem mafiosa, veja-se os casos do Milan com Berlusconi por exemplo ou do Nápoles com dinheiro da camorra para contratar D10s.
        A história não se pode apagar ainda que gere sempre discussão. Contudo, se o City ou Chelsea não crescerem muito a nível de adeptos podem não ficar no mesmo patamar que o Liverpool ou MU, que têm milhões de adeptos em Inglaterra.

      • Abbas
        Posted Setembro 5, 2021 at 10:45 pm

        A nível de massa adepta em Londres, o Arsenal é de longe o maior. Considerando a diferença estrondosa de tamanho de Londres para as outras cidades e que as pessoas em Inglaterra apoiam a equipa local, não ficaria surpreendido se o Arsenal fosse a equipa com mais adeptos ingleses (excluindo fãs estrangeiros). Salvo erro, até têm o bilhete de época mais caro do mundo e o que esgota mais rapidamente, o que corrobora essa ideia.

  • Marcio Ricardo
    Posted Setembro 4, 2021 at 11:15 pm

    O Arsenal foi o maior clube em Inglaterra na década de 30 e em termos internos penso que só perde para Liverpool e United. Está muito, mas muito acima do Tottenham em história e Palmarés. É sem dúvida um dos grandes de Inglaterra. O que lhe falta e

    • Marcio Ricardo
      Posted Setembro 4, 2021 at 11:17 pm

      O que lhe falta é consistência de títulos internos e troféus internacionais, mas história e tradição tem para dar e vender. Uma pena que esteja tão mal aproveitado, pois seu potencial é enorme.

  • BENFICA36
    Posted Setembro 4, 2021 at 11:55 pm

    Arsenal com um 11 :

    Leno(29 anos)

    Ben White(23anos)
    Gabriel(23anos)
    T. Tomiyasu(22anos)

    Saka(20anos)
    Partey(28anos)
    Xhaka(28anos)
    A. Maitland-Niles(24anos)

    Odegaard(22anos)

    Aubamayang(32anos)
    Lacazette(30anos)

    Em 3 4 1 2 , que podia passar para 3 4 3 com as entradas de Pépé e Martinelli.

    Precisa de um defesa direito depois da saída de Bellerin, têm Gabriel Martinelli para rodar nos extremos mas faz falta mais um para além de Pépé a extremo direito. Existem alguns jogadores com bastante potencial mas o Arsenal para subir o nível têm de ter um treinador melhor e apostar em um médio centro melhor .

  • Kacal
    Posted Setembro 5, 2021 at 5:56 pm

    Em termos de reforços até posso deixar algumas sugestões. Para mim precisam de um central mais experiente e que possa ser o patrão da defesa, um lateral/ala direito titular e um extremo. Depois talvez um trinco também.

    Nesse sentido nomes como Koulibaly (central mais velho e já experiente, com qualidade para liderar mas tendo estado menos nos holofotes recentemente e talvez o consigam mais barato agora e seja possível), Mazraoui/Pedro Porro (dois jovens com qualidade e não vejo assim muitas opções disponíveis para o Arsenal que não estejam já em colossos, acho que seriam bons reforços), Ndidi/Zakaria/Palhinha/Gravenberch (opções para todos os gostos. Mais experiente, mais jovem, mais acessível, menos. Avancem por um) e Gakpo (estando no PSV talvez possam antecipar-se) não seriam mal pensados, era um começo. Com novo treinador e arrumando mais um pouco a casa como falei abaixo no meu outro comentário e investindo nestes jogadores potenciando os outros jovens também acredito que em 2-3 anos pudessem estar mais competitivos e fortes. Para sucessor do Auba caso necessitem talvez tentar negócio com o United por Martial ou ir por Richarlison ou Marcus Thuram, por exemplo.

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