O futebol de leste está a desenvolver-se como poucos, sobretudo a Premier League Russa. O poderio económico dos clubes tem permitido ao longo dos anos um desenvolvimento do seu campeonato interno, possibilitando o crescimento de novas potências a nível de clubes. CSKA e Zenit continuam a ser as equipas mais fortes mas com adversários cada vez mais à sua altura, ameaçando disputar cada partida “taco-a-taco”.
O CSKA manteve o conjunto base, onde pontificam Vágner Love, Honda e Akinfeev. O Spartak orientando por Valery Karpin e arredado de grandes conquistas, tem como principais referências os brasileiros Alex e Welliton, e a partir desta temporada o jovem argentino Marcos Rojo. O Dínamo está num patamar inferior ao dos seus dois rivais, assim como o Lokomotiv, mas apostou em forte para 2011 com a chegada de Misimovic e o nosso bem conhecido Karyaka para o lado de jogadores como Kolodin ou Kuranyi. Em São Petersburgo, o Zenit é o alvo abater por parte da concorrência. Com B.Alves, Danny e Kerzhakov como principais referências, o destaque vai para a saída de Rossina que regressou ao Calcio, acontecendo o mesmo ao Rubin Kazan. A equipa russa vê-se privada de Obafemi Martins, mas mantendo as pedras basilares da equipa como Bocchetti, Ansaldi, C.Eduardo e Noboa.
Mas se estes clubes não são surpresa para ninguém e já conhecidos internacionalmente, as grandes surpresas desta pré-temporada são o Anzhi e o Kuban. Os primeiros, já correram mundo e foi a equipa que mais agitou o mercado de transferências ao assegurar Roberto Carlos, Jucilei e Diego Tardelli. O Kuban, recém-promovido à principal liga russa, tem no banco o antigo internacional romeno Dan Petrescu e para assegurar a manutenção o clube assegurou a contratação do defesa uruguaio Mauricio Prieto e do ponta de lança Lacina Traore, outrora apontado ao FC Porto. A juntar a estes nomes, acrescente-se as idas de Marc Crosas, um médio formado no Barcelona para o Volga, e do nosso bem conhecido Pecnik, chegado ao Krylya Sovetov por empréstimo do Nacional.
As grandes companhias de petróleo e os multi-milionários russos que investem no futebol do seu país conseguiram elevar o patamar qualitativo das equipas, conseguindo cativar jogadores de classe indiscutível a disputar uma liga em desenvolvimento e num país tão longínquo, frio e com pouca visibilidade internacional como é a Rússia. Apesar disso, a chegada de estrelas internacionais e de grandes nomes ao campeonato russo tem vindo a aumentar e promete não ficar por aqui.
Como se explica que jovens jogadores com grande margem de progressão escolham um campeonato como o russo para progredir? Terá a Premier League Russa condições para se tornar num dos melhores campeonatos da Europa?
A.Mesquita


