Em 2010 existem mais casos semelhantes e outros bem curiosos. Na África do Sul vão estar 5 pares de irmãos, no entanto, num dos casos, os irmãos jogam por selecções diferentes! Kevin Boateng nasceu na Alemanha e fez toda a sua formação nas camadas jovens da Mannschaft, no entanto, viu que tinha mais hipóteses de estar ao mais alto nível na selecção de origem do seu pai, o Gana. Já o irmão, Jérôme Boateng, joga pela selecção alemã e poderão confrontar-se em pleno Mundial! Na Costa do Marfim jogam os irmãos Kolo e Yaya Touré, no Japão jogam os irmãos Kengo e Shunsuke Nakamura, nas Honduras jogam os irmãos Johnny e Wilson Palacios e no Paraguai jogam os irmão Edgar e Diego Barreto. Em relação a pais e filhos, nos EUA o seleccionador é Bob Bradley, pai do médio Michael Bradley, enquanto que na Eslováquia, o seleccionador é Vladimir Weiss, que convocou o seu filho, com o mesmo nome. Na Argentina e na Holanda existem dois casos curiosos, com Diego Maradona a convocar o seu genro, Kun Aguero, o mesmo se passando com Bert van Marwijk e Mark van Bommel! Na Eslovénia, Jasmin e Samir Handanovic são primos (e curiosamente são guarda-redes), enquanto que nos Camarões, Rigobert e Alexandre Song também são primos.
Já é uma tradição dos Campeonatos do Mundo existirem vários laços familiares entre jogadores e técnicos das selecções presentes. Quem não conhece os irmãos Fritz e Ottmar Walter que levaram a Alemanha Ocidental ao título de 1954 (marcaram juntos em dois jogos do Mundial!); os irmãos gémeos René e Willy van de Krekhof que jogaram na Holanda em 1974 e 1978 (na Argentina jogaram juntos na final); os irmãos gémeos Ronald e Frank de Boer (Holanda 1994 e 1998); os irmãos André Kana e François Oman-Biyik (Camarões 1990 e 1994), com o 1º a ser expulso no jogo de estreia e o 2º a marcar o golo da vitória frente à Argentina nesse mesmo jogo; os irmãos Manuel e Felipe Rosas (México 1930); os irmãos gémeos Marcin e Michal Zewlakow (Polónia 2002); os irmãos gémeos Philipp e David Degen (Suiça 2006); o treinador Cesare Maldini e o filho Paolo Maldini (Itália 1998), entre mais alguns casos de pais e filhos que jogaram em diferentes Mundiais.


