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As mentiras, ilusões e fraquezas que marcaram este defeso!

Foi um defeso que na minha perspectiva enriqueceu o plantel dos “grandes”, mas que evidenciou que tanto Benfica, Porto como Sporting apresentam ao nível dos seus dirigentes uma enorme pobreza, demonstrando uma gritante falta de capacidade negocial, de carácter, e de conhecimento do futebol e do próprio mercado. 
Benfica – Foi na minha perspectiva o clube que pior esteve neste defeso, pois o discurso inicial de Luís Filipe Vieira e do director para o futebol Rui Costa (que desde o descalabro que foi as contratações de Balboa, Jorge Ribeiro entre outros, há ano e meio que não tem qualquer tipo de intervenção no capítulo das contratações, como o próprio presidente encarnado confirmou, sendo esse papel desempenhado de maneira indirecta por Giuliano Bertolucci), em relação ao facto de os jogadores encarnados apenas sairem pelas suas cláusulas, como o mercado demonstrou acabou por não se confirmar. E apesar deste discurso, poder ser apenas uma arma para valorizar os seus activos, a verdade é que a possível venda de Ramires por 20 milhões de euros, deixa os dirigentes encarnados numa posição delicada, pois é pouco compreensível que no balanço final da sua transferência o Benfica tenha apenas um lucro de 8,5 milhões de euros pelo brasileiro. O próprio negócio Di Maria por 25 milhões de euros, nesta fase parece claro que foi mais um negócio de 19 milhões mais Rodrigo, pois é no mínimo caricato o clube encarnado adquirir um jogador por 6 milhões de euros, que ainda não actuou nos seniores, que será o 8º avançado do plantel, e que mesmo que venha a explodir no futuro o Real poderá sempre resgatá-lo por 12 milhões de euros. Apesar de maneira não oficial, é evidente que os negócios Rodrigo e Alípio (que ninguém sabe quanto custou), estão directamente ligados com a venda de Di Maria e servem para baixar esses ditos 25 milhões. Em suma, os dirigentes encarnados adoptaram por um discurso falso, mentiroso, por uma política de vendas com evidentes prejuízos financeiros e desportivos para o clube encarnado, e por negócios com empresários que resultam em parcerias pouco claras.
Porto – Foi na minha óptica o clube que melhor vendeu, pois vender neste actual defeso um central de quase 29 anos por 22 milhões de euros é obra, no entanto este mesmo defeso, aliás este último meio ano, demonstrou que Pinto da Costa já não é o mesmo e que este Porto está muito mais fraco, porque depois de em Janeiro ter anunciado Kléber na altura no Cruzeiro, e o brasileiro depois de ter estado nas instalações do clube azul e branco, ter recusado assinar, este defeso ainda conseguiu ser mais caricato, pois as novelas que envolveram a contratação demorada de Walter, que foi comprado por um grupo de empresários ao Internacional por 3 milhões de euros e vendido ao Porto por 6 milhões passado duas semanas, é significativo que Pinto da Costa temeu que acontecesse um novo caso Kléber e acabou por ceder às exigências do dito grupo de empresários. O clube azul e branco continua ainda envolvido na novela Kléber do Marítimo, algo completamente surreal, e principalmente está encurralado pelo facto de até ao momento não ter conseguido vender Raul Meireles, o que indirectamente acabou por forçar a venda de Bruno Alves, pois neste momento, e com Guarin, Souza, Moutinho, Micael e Belluschi é óbvio que Pinto da Costa quer vender Meireles neste defeso. Em suma, um Pinto da Costa gasto, com menos capacidade negocial, sem visão de mercado, e que se tem submetido nos últimos anos a exigências de empresários, não só no que diz respeito à aquisição de contentores de argentinos sem valor, como na contratação de jogadores de elevado custo.

Sporting – Demonstrou que é um clube sem capacidade negocial, a prova disso é o facto de vender os seus dois principais activos por valores muitos baixos, mais Veloso que o próprio Moutinho, pois considerando que ambos tem apenas 24 anos, e uma boa projecção no mercado internacional, é no mínimo estranho que tenham sido transaccionados pelos valores que se conhecem, ainda para mais comparando com outras transferências neste e noutros defesos. Por outro lado, Paulo Sérgio com o seu discurso de principio de época, ao afirmar que pretendia N jogadores, com características x e y acabou por criar uma ilusão nos adeptos sportinguistas, que o defeso provou não passar disso mesmo, pois o clube leonino até ao momento acabou por não contratar o dito guarda-redes, continua a apostar na dupla baixa e de fraca qualidade composta por Polga e Carriço, e não contratou um avançado diferente dos que tem actualmente, acabando por estar refém dos quase 33 anos e das birras de Liedson, que nos últimos anos marcou 13, 17 e 11 golos para campeonato respectivamente, o que é manifestamente pouco. Em suma, e apesar de numa escala de gravidade diferente do Porto e Benfica, este Sporting  evidenciou uma enorme incapacidade de abordagem ao mercado, não só no capitulo das contratações, como, e, principalmente no que se refere às vendas, denotando igualmente estar refém das suas fragilidades financeiras, acabando por vender ao desbarato, e não se conseguindo até ao momento reforçar de maneira a apresentar verdadeiros argumentos para lutar pelo título.
Qual a sua análise ao actual defeso? Um Benfica mentiroso, um Porto débil e um Sporting frágil, ou apenas exagero do Visão de Mercado?

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