
Duas equipas tiveram um Verão particularmente doloroso. Washington jogou todas as fichas na aquisição de Kevin Durant, mas ficou de mãos vazias. Miami recebeu a notícia de que o seu melhor jogador pode nunca mais regressar à competição. O futuro imediato ficou comprometido, embora ambas as equipas tenham argumentos para poder discutir o apuramento para o playoff. Nenhuma delas é má o suficiente para atirar a toalha ao chão e deixar correr os 82 jogos até ao draft, mas também nenhuma das duas mostra capacidade para estar entre os da frente.
Washington Wizards
Em qualquer análise aos Wizards, fala-se em primeiro lugar do que estes não fizeram, ao invés de discutir o que fizeram. Toda a época passada foi trabalhada com um único objectivo, o de trazer Kevin Durant para Washington. Tal não sucedeu, e na realidade nem perto esteve de suceder, pelo que os Wizards não só ficaram de mãos a abanar, como ainda não colocaram em prática qualquer tipo de plano alternativo. A grande jogada de Verão acabou por ser a renovação de Bradley Beal, contentando-se depois a Direcção em ir buscar alguns elementos para preencher o rol de suplentes. Realizaram umas operações de maquilhagem, mas que na prática pouco trazem em termos de aumento de qualidade global. Na prática, Washington parte para esta temporada com o mesmo elenco da época anterior, com as mesmas qualidades e defeitos. John Wall e Bradley Beal formam uma excelente dupla, mas nem sempre em sintonia, e Beal apenas realizou uma temporada na casa dos 70 jogos durante a sua carreira. A posição de SF continua por preencher, apesar do salto dado por Otto Porter, e Markieff Morris costuma trazer mais problemas que rendimento. Washington foi buscar Trey Burke, jogador caído em desgraça em Utah e bem longe do organizador que os Jazz pretendiam, Ian Mahinmi para o lugar de Nene e ainda Jason Smith e Andrew Nicholson, para dar alguma dureza ao conjunto. Mas nenhum destes reforços traz melhorias claras nem irá ajudar Washington a fazer muito melhor que as 41 vitórias de 2015/16. Numa súmula, Washington é mais do mesmo. O sucesso da equipa será proporcional ao rendimento de John Wall, indiscutivelmente a grande figura da equipa. Se Beal se mantiver longe de lesões, as chances de sucesso aumentam ainda mais. De resto, não há grandes motivos de excitação. O elenco possui alguns jogadores de nível acima da média, como Gortat, um poste com bom repertório ofensivo e presença interior, mas ninguém que esteja na linha da frente para um MIP. É uma equipa mediana, comandada por um excelente jogador, com um sidekick à altura. Scott Brooks, que teria a esperança de se voltar a reunir com Durant, tem a tarefa de formar um colectivo em detrimento de um grupo de individualidades. Sem a presença de um tutor em campo, como fora Paul Pierce, a tarefa fica mais complicada, ainda mais numa equipa em que alguns jogadores são rotulados como demasiado infantis. A verdade é que Washington não convenceu o ano passado, nem os adeptos, nem o agente livre que pretendiam contratar. Será que este ano convencem alguém?
Objectivo: alcançar playoff
Força: John Wall e Bradley Beal
Fraqueza: posição de SF
Miami Heat
Poucas equipas tiveram um defeso pior que Miami. Dwyane Wade saiu. Chris Bosh pode muito bem ter terminado a carreira. Ou pelo menos a carreira ao serviço dos Heat. Bosh, que falhou parte de recentes temporadas devido a coágulos no sangue, chumbou nos testes médicos e foi colocado de parte. O Franchise afirma que ele não deverá voltar a jogar, enquanto que ele diz querer regressar o mais depressa possível ao activo. As duas partes não se entendem, e apesar dos três anos de contrato que os liga, dificilmente o extremo voltará a envergar a camisola dos Heat. Resta saber qual a solução final encontrada (o jogador vai ser dispensado, a dúvida é saber quando), e mas até lá toda a situação é um foco de instabilidade nada agradável, e para ambas as partes. Mas se a questão médica está a ser tratada com dificuldade, a gestão desportiva não lhe fica atrás. Miami rebentou a conta bancária ao renovar com Hassan Whiteside e Tyler Johnson, que não são propriamente jogadores sobre os quais se construa uma franchise. Saíram veteranos como Luol Deng e Joe Johnson, e entraram jogadores que nada provaram (a não ser que não são confiáveis e eficazes) como Dion Waiters e Derrick Williams. A equipa fica basicamente entregue à dupla Dragic/Whiteside. O base, agora sem Wade a seu lado, pode assumir-se como o condutor do ataque e jogar em velocidade elevada como tanto gosta. O poste é agora um homem rico, em dinheiro e não só em sonhos, e portanto tem de render em proporção directa com o que ganha. Nem sempre este tipo de jogadores lida com a pressão acrescida de pertencer ao restrito grupo dos max-money, pois agora já não se aplica o princípio do jogador que, se rendia, tudo era excelente, se não rendia, não havia problema porque era uma pechincha. Para voltar a chegar a um playoff, é necessário que os jovens subam a fasquia. O referido Johnson, Justise Winslow, Josh Richardson, sucessor de Wade na posição de SG. Se estes não renderem, e de imediato, dificilmente Miami terá sucesso. No entanto, uma equipa com tanto jovem, e desesperada para que estes rendam, necessita de liderança, e esse aspecto está em falta. Não existe um líder no campo, um veterano capaz de comandar as tropas. O mais próximo disso que existe está na porta de saída.
Objectivo: alcançar playoff
Força: ressaltos
Fraqueza: situação de Chris Bosh
Nuno R.


14 Comentários
JoseRibeiro
Os Wizards foram uma enorme desilusão o ano passado. Falharam em toda a linha o plano Durant (nem uma reunião conseguiram) e vão andar na mediocridade este ano, alcançado no máximo o 8º lugar.
Quanto aos Heat, há uma pessoa que tem que assumir responsabilidades que é o Pat Riley. Incompreensível o tratamento a Wade, que perdem aquele que aos 35 anos ainda era o seu melhor jogador (os play-offs assim o demonstraram). Arrisco que irão falhar o acesso aos 8 primeiros lugares pois não têm talento para isso (como o Nuno R. diz, a equipa vai depender de Dragic/Whiteside e isso não chega). Será interessante ver qual o desenvolvimento de Winslow que me impressionou pela capacidade defensiva e atlética o ano passado.
Regis
Há 2, 3 anos os Heat eram a equipa em Portugal com mais adeptos, agora ninguém lhes liga.
Não percebo
Goncalo Gaia
Ainda cá estamos, mas nunca gostei dos bandwagoners
JoseRibeiro
Eram fãs do LeBron, tal como agora os Cavs têm imensos apoiantes. E os Warriors têm porque ganham.
Poucas são as equipas que mantêm os seus fãs após saída das estrelas ou sem ganhar (Celtics, Bulls e Lakers deverão ser os únicos exemplos).
Luis bcn
Eu por acaso sempre fui adepto de Miami por causa do Wade… agora parece estranha a equipa.
E também sempre fui anti-Spurs, e sim, anti-james*.
Agora no que toca ao titulo, acho que Golden State deve ter mais adeptos que Cleveland, falo por mim que adorava os OCK dos tempos onde o Harden era suplente, mas sem o KD acho que os poucos adeptos de OCK vão mudar para os lados de S. Francisco.
*coisas
Pedro Silva
Eiiiii Tou aqui a representar OKC! ahah
Max Alves BR
Ei lakers,nunca abandonarei hahaha,pena que nao tem mais aqueles timaço,mas gostaria de os ver esse ano entre os 8 o que sinceramente me parece impossivel.
Entao torco pelos golden ganhar novamente,nao gosto dos cavaliers a um tempo rsrs.
Marcelo
Alguem dos Dallas Mavericks ai? MFFL
Fã dos Mavs desde q começei a assistir NBA
Nuno Mota
Somos 2!!!
Joseph
Still here! #HeatLifer
Cenoura
Muito má a saída de Wade de Miami… Sobrou pouco sem eje
Joseph
É Tyler Johnson, não Hamilton! De resto, é obvio q a offseason de miami deixou muito a desejar, sendo o unico ponto positivo a permanência de Whiteside. Fala-se de uma troca de Dragic por Collison e Gay, mas isso so vai acontecer a meio da epoca se o base nao estiver a render o pretendido. É confiar em Spoelstra e conseguir o melhor possivel, sendo que a ideia é ter salary cap para atacar a free agency com força e devolver a Miami a chama que Pat Riley nos habituou
Prosporix
Confiar em Spoelstra… bem, há treinadores piores verdade, mas tb não é um mago..
Prosporix
Entre estas duas, creio que os Wizard partem à frente… Acho que vão lutar pelos playoffs e até é possivel que lá cheguem, tal como diz o texto, têm alguns bons jogadores. Não seria de estranhar ficar entre os 8 primeiros. Já Miami… duvido que dé…