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NFL – A Hora das Finais

E agora? Quais os prognósticos para as finais e quais serão as duas equipas que medirão forças no Superbowl?

Falta apenas um jogo em cada conferência para se saber quem disputará o SuperBowl 2016 na Califórnia. Acabaram-se os testes, não se escutam os rumores, a concentração está nos 200% e o foco é apenas um, a vitória, porque só vencendo se consegue o anel desejado.
Conforme vaticinamos na passada semana e ao invés do ocorrido no fim de semana dos wild cards, as equipas que jogavam em casa ditaram a sua lei e venceram os seus jogos com maior ou menor dificuldade. Sem surpresas, as 4 melhores equipas da fase regular marcam presença nas finais de conferência e já se aposta no vencedor final.
Eis o que aconteceu neste fim de semana na NFL:
New England Patriots 27-20 Kansas City Chiefs
Os Chiefs de Andy Reid deslocavam-se ao Gilette Stadium depois de 11 vitórias seguidas, e num momento de forma que impunha respeito a qualquer equipa. Os Patriots por sua vez, vinham de uma sequência negativa, e de semana sim semana sim, verem-se privados de jogadores por lesão, principalmente na sua linha ofensiva. Mas nos playoffs não há poupanças, porque só há uma hipótese para conquistar a glória, e Bill Bellichik lançou toda a gente. Como iriam os Patriots driblar a potente defensiva dos Chiefs? Fácil. Ignore-se o playbook, e leve-se um jogo de cada vez. E o que aconteceu foi quem quem acabou por ficar a fazer perguntas foi Andy Reid, a defesa dos Chiefs e os três adversários que restam.
A pergunta: Como parar um ataque que se adapta aos jogadores que tem para cada jogo, que muda a estratégia a cada jogo, e que tem um dos melhores QB´s que o jogo já viu?
A resposta: Em dia sim, não se para!
Aparentemente a estratégia era simples. Brady fazia de playmaker, qual Ozil o rei das assistências, Edelman regressado com dores, era o alvo principal e tinha como missão ganhar jardas, e Gronkowski o panzer Tight End finalizava dentro da área. Parecia fácil… Os primeiros 7 pontos nascem assim, como se fosse simples, Brady para Edelman, Brady para Gronk. O melhor que os Chiefs conseguiram foram 3 pontos num FG do brasileiro Cairo Santos. No segundo quarto, a defesa dos Chiefs tentou aumentar a pressão, mas Brady arranjava sempre uma linha de passe, mesmo quando era atingido fora das regras. E quando não arranjava, lá ia ele sozinho… Da primeira vez ficou a milímetros de um rushing TD, da segunda vez foi ele próprio atravessar a bola pela goal line. Final dos primeiros 30m e 14-6 para os Patriots. Os Chiefs tinham que tentar tudo na segunda parte, mas isso é deixar Alex Smith um gestor de jogos, desconfortável. Quando os Chiefs conseguiam, lá aparecia Dont’a Hightower, Chandler Jones, Gavin McCourty ou Malcolm Butler a parar tudo e mais alguma coisa. Ofensivamente, os Patriots mantiveram a receita. Brady para Edelman, ganhar jardas…e TD de Gronkowski. O 2º TD do melhor TE da Liga, surge depois de um drible de corpo digno das fintas de Lionel Messi. Gronkowski partiu literalmente os rins a Eric Berry (que não é um defesa qualquer) e depois foi só finalizar porque para ali, a bola já vai com olhos. Com 21-6 no marcador, os Chiefs tinham que jogar no risco máximo. E assim fizeram. Alex Smith deixou a sua zona de conforto e começou a lançar bolas, Jason Avant era o target principal, e numa das drives, lança um belo passe para a endzone para Albert Wilson reduzir. No último quarto, os Patriots entraram em modo gestão, Stephen Gostkowski foi somando pontos em FG, e Charcandrick West ainda reduziu para os Chiefs, mas o resultado estava feito. Boa época para os Chiefs numa equipa que tende a melhorar mais ainda, e 5ª final consecutiva da AFC para os Patriots com caminho aberto para a renovação do título. Alguém aposta contra?
Arizona Cardinals 26-20 Green Bay Packers
Se o confronto entre os Panthers e os Seahawks do dia seguinte era o jogo aguardado com mais expectativa, quem não viu este Cardinals vs Packers não sabe o que perdeu! Que jogo fantástico, com todos os ingredientes do que deve ser um jogo dos playoffs na NFL! A jogar em casa, os Cardinals partiam com ligeiro favoritismo sobre uns Packers que esta temporada já mostraram que são capazes do melhor e do pior. E para parar esta fortíssima equipa de Arizona, os cabeças de queijo tinham que vir na sua melhor versão…e vieram. A agressividade ofensiva e um leque de soluções para todos os gostos, levou os Cardinals a assumirem a vantagem desde cedo. Carson Palmer meteu a bola na gaveta, lá bem no fundo da endzone, e Michael Floyd voou para o primeiro TD do jogo. Na resposta Aaron Rodgers levantou o véu do que estava para vir e lançou um daqueles deep passes que só ele consegue fazer na perfeição e Randall Cobb numa recepção fantástica pertíssimo da endzone dava corpo a uma fantástica jogada. Azar para os Packers, nem a jogada contou (as bandeiras amarelas voaram no início) nem Randall Cobb voltou a jogo, lesionado nesse lance. O principal target dos Packers estava de fora e os Cardinals estavam na frente do marcador. Não indiciava nada de bom… No segundo quarto, Rodgers tentou novamente um passe longo desta feita para James Jones, mas Patrick Peterson o CB dos Cardinals chegou primeiro, correu todo o campo com direito a aceno e tudo para os adversários, marcou o TD respectivo, comemorou mas… a jogada não valeu devido a um facemask em Bryan Bulaga. Sorte agora para os Packers. Até ao final da primeira parte os Cardinals não marcaram e o melhor que os Packers conseguiram foram 2 FG de Mason Crosby. 7-6 ao intervalo e muita mas mesmo muita emoção a seguir… E a segunda parte até começou com uma série de más decisões quer de Palmer quer de Rodgers, que valeram intercepções por parte das defesas contrárias. E já que pelo ar a coisa estava complicada, estava na altura dos Packers tirarem o seu running game da cartola e mandarem entrar a besta Eddie Lacy. Num desse lances, Lacy correu, correu e correu e só o pararam mesmo à entrada da endzone. Rodgers no down seguinte, encarregou-se de distribuir o primeiro TD para os Packers na partida, por intermédio de Jeff Janis… quem mesmo? (voltaremos já a seguir…) E eis que contra todas as expectativas os Packers passavam para a frente. Melhor ainda…pareciam ter o jogo na mão tal era a dinâmica da equipa face a uns Cardinals que pareciam aturdidos. 13-10 para os Packers no final do 3º período. No 4º, começou a diversão! Os Cardinals entraram a todo o vapor, mas Carson Palmer estava em dia não. Apesar das estatísticas até apontarem para um bom jogo por parte do QB de Arizona, o que é certo é que o veterano somou erros atrás de erros que na final não os poderá repetir. Contudo, os Cardinals dispõe de um roster de muita qualidade e quem resolveu dizer presente foi outro veterano a fazer uma época de sonho. Larry Fitzgerald deu um autêntico clinic de receving e a defesa dos Packers nunca encontrou solução para o nº11. E quando nada dá certo, é preciso ter um pouco de ajuda da sorte… Palmer continuava a lançar mal, mas num desses lançamentos a bola desvia na mão de Sam Shiels que a tentava interceptar, sobrevoa toda a gente e vai parar à endzone direitinha às mãos de Michael Floyd que marcava sem querer o seu 2º TD do jogo. Com este golpe de sorte, os Cardinals voltavam para a frente. Na drive seguinte, o árbitro entrou em acção ao não validar um contacto ilegal num ataque dos Packers. A pouco mais de dois minutos para o fim, os Cardinals a vencer tinham a posse. E quando o QB está em baixo de forma, e o relógio está prestes a não parar o que se faz? Run game certo? Errado. Bruce Arians quis matar o jogo pelo ar e deu-se mal. Bola de novo para os Packers e 1m para jogar. Ok. A um minuto do fim quando do outro lado está o milagreiro Aaron Rodgers, não dá para facilitar na marcação, porque se facilitarem como aconteceu com os Cards, Rodgers mete a bola em qualquer lado com a mesma precisão de um relógio suíço. E quem a recebeu? Jeff Janis… (quem mesmo?) Na continuação, e a apenas 5 segundos do fim, Rodgers lança um daqueles Hail Mary´s para a posteridade, e mais uma vez chegado do nada e no meio de dois defensores, Jeff Janis vai busca-la e empata a partida! Jeff Janis, escolhido no draft há dois anos, e que só tinha 2 recepções até à data já que era a 6ª escolha para receiver marcou 2 TD´s no jogo e o seu nome saiu do anonimato. Jogo empatado a 20 e para prolongamento. Depois de uma rábula quase inacreditável na moeda ao ar (da primeira vez a moeda não rodou…) a sorte calhou novamente aos Cardinals que ficaram a atacar. E o que acontece? Carson Palmer mantém a calma no pocket e descobre Larry Fitzgerald que desata a correr por ali fora passando por toda a gente. Não marcaria nesse lance, mas depois dessa jogada o destino do jogo estava traçado. Palmer para Fitz e o veterano WR dá a estocada final no jogo, levando os Cardinals à final e ficando para a posteridade como o MVP (mais do que merecido). Grande WR, grande atleta e ainda por cima daqueles gajos porreiros de quem é impossível não gostar. Os Cardinals tiveram um duríssimo teste mas se aprenderam com os erros (e foram muitos) são uns sérios candidatos, enquanto o mítico QB dos verdes fica de fora mais uma vez a aguardar que na próxima época, os Packers não sejam novamente minados por lesões em toda a gente (parecem o Arsenal…) e que possam ser como sempre candidatos ao próximo SuperBowl.
Carolina Panthers 31-24 Seattle Seahawks
O jogo da jornada não defraudou e serviu também para tirar conclusões. O duelo da nova geração de QB´s também não deixou ninguém indiferente, e também se tiraram algumas conclusões. Avancemos já para o final da primeira parte. Só assim se consegue explicar o que aconteceu neste jogo. Ao intervalo o score marcava 31-0 para os Panthers!!! Ao fim de 3 jogadas já Jonathan Stewart o RB dos Panthers regressado em grande, tinha furado a defesa dos Seahawks enquanto Marshawn Lynch (de quem se diz num dos rumores de final de época, poderá ser enviado para…New England) também ele regressado observava e não conseguia jogar tal era a pressão da defesa dos Panthers. Num desses lances Russell Wilson, também ele perdido no meio da pressão sufocante, entregava a bola ao super intenso LB Luke Kuechly para este aumentar o score. Os Seahawks discutiam e os Panthers massacravam. Até ao final da primeira parte, Jonathan Stewart voltou a marcar, e Cam Newton teve o seu momento num lançamento espetacular para Greg Olsen que marcou estilo defesa de guarda-redes. O jogo acabou aos 30 minutos com muito Dab Dance de Cam certo? Certo…só quanto à dança, porque a segunda parte foi um outro jogo. Russell Wilson voltou ao campo pensando que pior do que estava não podia ficar, por isso mais valia arriscar tudo. E assim foi. Jermaine Kearse por 2 vezes, Tyler Lockett por outra e Doug Baldwin o receiver de serviço para ganhar jardas, iam semeando o pânico nos Panthers que deram o jogo por terminado ao intervalo, demasiado cedo. E quando na última drive por parte de Seattle, a um TD de colocar o jogo em modo de suspensão, Wilson não consegue encontrar Kearse, Cam Newton e companhia respiravam de alívio. Mesmo no onside kick que se seguiu ganho pela defensiva dos Panthers e que daria o jogo por terminado, ficou aquela sensação que se o jogo durasse mais 3 minutos, que o resultado teria sido diferente. Os Seahawks caíram de pé apesar das más movimentações no roster na pré temporada e que lhes custou a sua segurança defensiva, das muitas lesões, do desaparecimento do Beast Mode e do seu substituto lesionado, mas encontraram novas armas (Baldwin e Lockett estão nos melhores do ano) e Russell Wilson confirmou todo o potencial de grande QB e agora de grande líder. Do outro lado este jogo, apesar da vitória e da certeza que os Panthers a jogarem como jogaram na primeira metade ganham a qualquer equipa, este jogo deixou uma série de incertezas e de cisões no grupo que poderão ser fatais a jogar contra uma equipa experiente e matreira como são os Cardinals. Cam Newton acabou o jogo a criticar a equipa, os colegas e o treinador (traduzindo à letra para português, apelidou-os de borrados) e a endeusar-se a ele próprio e todos sabemos que isto não costuma acabar bem, numa equipa onde a força do colectivo é que fez a diferença durante toda a época.

Denver Broncos 23-16 Pittsburgh Steelers
O último jogo do dia foi também o menos emocionante. Não é para menos, enquanto de um lado estavam os frenéticos e ofensivos Steelers mas sem Antonio Brown e De Angelo Williams e com Roethlisberger altamente condicionado, do outro estavam os pouco espetaculares mas eficazes Broncos, cuja defesa (a melhor da NFL) permite que um QB como Peyton Manning continue a jogar (abaixo da média) e que a sua linha ofensiva seja fraquita. E quando um jogo como estes acaba e os principais pontuadores foram ambos os kickers que somando os pontos distribuíram entre si 25 (3 em 3 para Boswell e 5 em 5 para Mc Manus) penso que esteja tudo dito. O jogo até começou bem. Logo na primeira jogada Roethlisberger disse ao que vinha e lançou um míssil a ver se apanhava Martavis Bryant. Falhou por pouco, mas o sinal estava dado. Os Steelers seriam iguais a si próprios e iriam carregar com tudo. Mas quando se tem na defesa personagens como Von Miller, Aqib Talib (que jogão que fez), Danny Trevathan ou Chris Harris, a equipa pode dormir descansada. Apesar disso os Steelers surpreenderam quando o principal receiver Martavis Bryant virou RB por momentos e quase marcava. Essa honra, única do jogo para os Steelers coube a Fitzgerald Toussaint que colocaria os Steelers na frente do marcador. Peyton Manning veio a jogo para o ataque e voltou a ser Peyton Manning. Maus passes, más decisões, muitos hits para gaúdio da defesa dos Steelers, mas nem sempre foi assim, já que sempre que o veterano arranjava uma boa solução a linha ofensiva dos Broncos estragava já que passou toda a primeira parte (e grande parte da segunda) a sentir o efeito Casillas, em que tudo o que era bola que Manning passava escorregava nas mãos dos receivers. E assim era difícil. As defesas superiorizavam-se aos ataques, e os kickers iam pontuando. Os Steelers iam permanecendo na frente do marcador e da lá só sairiam quando CJ Anderson fez o único TD para os Broncos depois de vários metros ganhos com a conexão entre Manning e Sanders. Os Steelers tentaram o que podiam no final, mas a defesa dos Broncos para não variar foi a estrela do jogo ofuscando toda e qualquer tentativa de pontuar. Com isto a melhor defesa da NFL segue para a final, enquanto os eléctricos Steelers vão com a sensação de dever cumprido para casa e com a certeza que voltarão ainda mais agressivos na próxima época.
Domingo:

Final AFC – Denver Broncos – New England Patriots
O feudo Manning – Brady vai acabar neste domingo já que se prevê que esta seja a última época de Peyton Manning. Pela 17.ª vez a dupla de QB´s que marcou uma era, irá defrontar-se. Naquele que será a 10ª final desde que Brady e Bellichik se juntaram em New England, os Patriots tentarão mais uma vez surpreender na estratégia, enquanto os Broncos tentarão com todas as armas defensivas que dispõem, dar a Peyton Manning uma despedida de luxo num SuperBowl. A melhor defesa da NFL contra o ataque mais imprevisível.
Final NFC – Carolina Panthers vs Arizona Cardinals
Jogo de carácter absolutamente imprevisível. Que Panthers irão a jogo? Os da primeira parte que destruíram os Seahawks (e se assim for destruirão os Cardinals), ou os meninos acomodados e receosos da segunda parte desse desafio? Do lado de Arizona, o susto com os Packers foi grande muito grande. Há quem diga que não mereciam estar nesta final, mas esta equipa é uma ameaça no ataque, competentes na defesa e têm o que os Panthers não têm, experiência…
Se desse, apostaria num Superbowl entre Patriots e Cardinals. 


Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Flávio Trindade

0 Comentários

  • Sérgio Pereira
    Posted Janeiro 19, 2016 at 12:22 am

    Nem consigo ficar zangado com a derrota em Glendale, a verdade é que os Cardinals são muito melhores e a defesa de GB tremia por tudo quanto era lado quando Fitzgerald recebia a bola. Juntando à Oline tão inconstante, um Lacy que só apareceu no último terço da época e receivers que não conseguiam criar espaço, não esperava grandes milagres. Mas Rodgers consegue 2 Hail Marys na mesma época (foi assim que ganharam em Detroit), uma das suas piores da carreira em termos de pass completion e total pass yards. E mesmo assim foi ele que lá foi levando a equipa até este momento, com um trabalho notável de movimento dentro e fora do pocket para prolongar as jogadas e encontrar uma solução. É esperar que para o ano haja reforços a sério para defesa e Oline, e que o regresso de Nelson ajude a melhores movimentações dos receivers. Talvez seja preciso uma ou outra alteração na equipa técnica, mas considerando o resultado destes playoffs (vitória tranquila em Washington e discutir no prolongamento contra o mesmo adversário que 3 semanas antes tinha dado a pior derrota da carreira de ARod), acho que McCarthy e Capers conseguem ficar mais um ano.

    Quanto aos outros jogos: Patriots ganharam porque são muito superiores, e porque Andy Reid é um conhecido mau gestor do relógio (os Eagles que o digam). Aquela última investida a passo dos Chiefs, quando perdiam por duas posses, é simplesmente ridícula. Ao intervalo dos Panthers-Seahawks, a NFL postou um "momento memória" da última vez que uma equipa (os Bills) tinham ganho o jogo depois de estarem a perder por 31 ao intervalo, e de imediato choveram comentários de pessoal com a teoria da conspiração que a NFL ia arranjar forma de o jogo ser mais emotivo na 2ª parte, vale o que vale mas a defesa dominante de Carolina de repente começou a enterrar e o jogo resolveu-se num onside kick dos Hawks que não resultou. Já Broncos e Steelers proporcionaram um jogo aborrecido em termos de espectáculo, mas caramba se não foi um grande exibição defensiva de ambas as partes, os ataques sofreram muito também por causa do vento, e antes de crucificarem o Peyton digam ao Sanders para não esfregar manteiga nas luvas.

    Acho que os jogos das conferências vão ser imprevisíveis e emocionantes, o Superbowl pode ter todas as combinações de equipas e será justo. Na teoria Patriots têm tudo para dominar a seu bel-prazer, mas Brady não se costuma dar bem em Denver. Contudo o tempo parece que vai ser ameno, para já as previsões são de céu limpo com temperaturas a roçar os 0 e pouco vento. Vai ser mesmo uma questão de Brady fazer o que não conseguiu na fase regular, e encontrar forma de desmontar a defesa dos Broncos. A minha aposta: Broncos 23-21 Patriots.

    Panthers-Cardinals tem tudo para ser um jogo soberbo, tal como o da última época entre Seahawks e Packers. Este vai ser o primeiro encontro da NFL entre quarterbacks que ganharam o Heisman Trophy (o prémio de MVP da liga universitária), mas Palmer terá uma responsabilidade maior do que Newton, pois a equipa de Carolina assenta muito na sua defesa (Norman vs Fitzgerald será um duelo para mostrar aos netos). Também será curioso ver como o relvado do estádio dos Panthers se aguentará, pois no domingo estava em péssimo estado e provocou vários escorregões que custaram algumas jogadas aos Seahawks. A minha aposta: Panthers 31-28 Cardinals

    P.S.: Tal como outros users já referiram, faria mais sentido que as regras do OT da NFL fossem as mesmas da NCAA, com as duas equipas a terem direito a um ataque. Tal como está, fica a ideia que o desfecho do jogo está ao encargo da sorte em escolher cara ou coroa. Na Semana 16, quando os Patriots ganharam o sorteio mas deram a bola aos Jets e perderam, saiu um artigo dizendo que equipas que recebem a bola no OT têm 54% de hipóteses em ganhar o jogo. É mais fácil protestar quando a nossa equipa perde por causa da regra, mas já noutros jogos sem Packers me tinha parecido demasiado injusta, faz lembrar a regra do "golo de ouro" que havia no futebol.

    • Sérgio Pereira
      Posted Janeiro 19, 2016 at 2:20 pm

      Jorge Pedroso, se é bem verdade que o Peyton tem atirado muitos "dead ducks" esta época por causa da idade, da falta de força no braço e dos problemas nos pés, não considero que contra os Steelers tenha estado assim tão mal. Completou 21 em 37 tentativas, o Sanders não tem desculpa em pelo menos 3 passes incompletos (num deles ficava com caminho aberto para a endzone), e há 2 que são claramente afetados pelo vento em pleno ar (o Big Ben também teve um par desses). Obviamente isso não inviabiliza que esta seja a pior época do Manning em CMP% desde o seu rookie year, e mesmo tendo falhado 6 jogos dificilmente conseguiria ultrapassar a barreira dos 20 touchdowns na fase regular (algo que nunca lhe aconteceu). Só que se Sanders e restantes receivers tiverem uma noite igual de drops no próximo domingo, então não há #1 defense que aguente.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 19, 2016 at 11:07 am

      Em relação a Denver o Sanders não fez um bom jogo, mas as bolas saíam das mãos do Peyton muito oscilantes o que dificultou muito o trabalho aos receivers. Eu acho que não tem nada a ver com o facto de ele tremer nos playoffs, mas sim porque teve uma lesionado e porque a força daquele braço já não é a mesma devido à idade. Não vejo como possam ganhar aos Patriots, mas com uma defesa daquelas e com um Peyton a querer mostrar que tudo o que se escreve sobre ele está errado, tudo é possível.

      Jorge Pedroso

  • Patstuga
    Posted Janeiro 18, 2016 at 10:45 pm

    Este é o meu primeiro comentário no VM e só quero dizer obrigado ao Flávio por esta rubrica semanal que tanto gosto dá ler e ver que existe cada vez mais malta em Portugal a ver NFL.
    Em relação aos jogos, foram o contrário da Wild Card onde ganharam todas as equipas forasteiras e desta vez ganharam todas as equipas da casa. Só vi partes dos jogos mas daquilo que vi destaco a vitória dos Patriots (a minha equipa) por ver finalmente o ataque a funcionar (aquelas últimas semanas da Regular Season tenho de dizer que me assustaram) e o jogo dos Packers e dos Cardinals que aquilo que vim e pelo resumo foi um grande jogo!
    Em relação à SuperBowl voto num Patriots vs Cardinals ou assim espero pois para mim será um win-win. Porque ou ganha a minha equipa ou o grande Larry Fitzgerald finalmente ganha um anel, mais do que merecido.
    PS: Só um pequeno reparo Flávio – o safety dos Patriots é Devin Mccourty, não é Gavin :P

    Patstuga

  • Anónimo
    Posted Janeiro 18, 2016 at 9:22 pm

    A derrota dos Packers "custou-me" tanto porra (principalmente por causa do berro que eu mandei, depois do hail mary do Rodgers, e ter acordado a casa toda)! Mas pronto, quem entra no OT a dormir não pode esperar outra coisa. Os Patriots cumpriram (Brady a este nível ajuda e muito). O jogo entre os Panthers e os Seahawks foi muito estranho para mim, fiquei sem perceber porquê é que os Seahawks "deram" uma parte aos Panthers, mas pronto. A defesa dos Broncos venceu o jogo contra os Steelers.
    Em relação à aposta do Flávio, concordo e que o vencedor sejam os Patriots.

    Miguel B.

  • Tiago Pires
    Posted Janeiro 18, 2016 at 8:09 pm

    Boa análise !
    Prevejo uns Patriots x Cards na final
    Lynch para o ano nos Patriots era outro passeio até ao Superbowl , Brady , Edelman , Gronk , Lynch , meu deus …

    • Tiago Pires
      Posted Janeiro 18, 2016 at 11:05 pm

      Não sei , não estou ao corrente da situação da cap pace dos patriots , só estava a falar da possibilidade avançada no texto do Flávio ;)

    • Sombras
      Posted Janeiro 18, 2016 at 8:32 pm

      …e cap space para essa gente toda, e os Sehawks darem o Marshawn assim de borla…

  • Kafka I
    Posted Janeiro 18, 2016 at 7:58 pm

    Antes do jogo se me dissessem que os Packers iam perder só no prolongamento eu até ficava surpreendido, mas ao ver o jogo e a forma como o estavamos a dominar custou bastante perder assim, pois até ao 3º periodo só deu Packers…mais uma vez os ressaltos e afins vão parar ao adversário e mesmo assim ainda houve lugar ao milagre de Rodgers mas ele não merecia o que a defesa dos Packers lhe fez no prolongamento ao entrar literalmente a dormir, enfim mais um ano sem Superbowl, não esta facil mas também com as mil e um lesões deste ano só com um milagre lá iamos…

    No resto não houve surpresas e os favoritos passaram…

    Quanto as finais, acredito na vitória dos Panthers e na vitória dos Patriots que acredito que vão vencer a Denver, até porque não nos podemos esquecer que isto é playoffs, e nos playoffs a mão de Manning treme por todos os lados em 90% das vezes e acredito que no próximo Domingo não será diferente

  • JSC
    Posted Janeiro 18, 2016 at 7:14 pm

    Os Seattle fizeram um primeira parte terrível, estou triste nada saía, nem defesa nem ataque. Na segunda parte ainda podiam ter empatado.

  • Sombras
    Posted Janeiro 18, 2016 at 7:09 pm

    Quanto aos jogos da próxima semana, acho que os anjos estão novamente a alinharem-se todos para os Patriots, tenho as minhas dúvidas que o Peyton Manning não dê barraca (nos playoffs…newsflash) e como tal os homens de Belichick deverão levar de vencidos.

    No outro jogo, caso a defensive line dos Cardinals consiga meter medo ao Cam Newton, será uma vitória fácil para os Cardinals, Carson Palmer sabe o que faz e está em excelente forma, e quem tem um Larry Fitzgerald como ele está a jogar de momento, tem meio caminho andado para o Superbowl. Contudo, caso a line proteja bem Cam Newton e abra buracos para o Stewart e os deixem ganhar uma vantagem inicial no batatal de Charlotte, os Panthers poderão aplicar a mesma receita que aplicaram aos Seahawks.

  • Sombras
    Posted Janeiro 18, 2016 at 7:04 pm

    Os Seahawks deram uma parte de avanço aos Panthers, pois de outra forma teriam ganho o jogo. A defesa de Carolina esteve imperial na primeira parte, e o Cam devia estar calado porque grande parte dos erros da segunda parte foram seus. Óbvio que o colectivo faz o individual sobressair, mas queria ver o que seria deste mesmo Cam Newton sem ter um Luke Kuechly e um Thomas Davis na defesa a impedir corridas e a conseguir 3 and outs e Punts para o meio campo e sem um TE como o Greg Olsen um claro porto seguro.

    Referir ainda que os Seahawks jogaram sem o seu fullback titular, o Tukuafu que é extremamente importante no running game e nos bloqueios.

    Para a próxima época, o importante é segurar a defesa, pagar (e bem) a Kam Chancellor que provou novamente ser o líder da defesa de Seattle, garantir os contratos de Irvin, Lane, Kearse, Rubin, Shead e Tukuafu e despachar os elementos da Ofensive Line que se têm mostrado pouco fiáveis, e, numa opinião muito pessoal, trocar o Marshawn Lynch (vão haver muitas equipas dispostas a abdicar de muito pelo Beast Mode) por alguém para a linha ofensiva ou defensiva.

  • João
    Posted Janeiro 18, 2016 at 7:03 pm

    Não acham o sistema da moeda ao ar da NFL muito injusto? deve ser o único desporto em que isso acontece.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 18, 2016 at 8:59 pm

      Subscrevo o comentário do Kafka.

      Miguel B.

    • Kafka I
      Posted Janeiro 18, 2016 at 8:00 pm

      Concordo JSC, já mudaram a questão do Field Goal (antes nem o Field Goal podia ser ripostado), mas ainda falta alterarem a questão do Toucdown…se bem que para mim isto era como no Futebol, ou seja, era mais 15 minutos (ou 10 minutos por exemplo) de prolongamento e estava feito…se se mantivesse empatado, era mais 10 minutos e assim sucessivamente…

      Agora sendo isto um deporto Americano, as televisões têm IMENSOOO poder e talvez não permitissem a alteração do prolongamento para tempo fixo, pois podia estragar-lhes a programação quando os jogos se arrastassem num empate…

    • JSC
      Posted Janeiro 18, 2016 at 7:13 pm

      O injusto é a outra equipa não puder ripostar ao TD como acontece no campeonato universitário.

  • Ricardo
    Posted Janeiro 18, 2016 at 7:02 pm

    Tive pena dos Packers, e principalmente do Rodgers, depois daquela última bola, deviam ter passado.

    • Nuno Almeida
      Posted Janeiro 18, 2016 at 9:56 pm

      E quando se olha para o plantel e para este jogo os WR's eram o Cobb (que se lesionou logo no início) o Jones, o Janis e o Abbrederis, que no início da época seriam os 4º, 5º e 6º receivers.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 18, 2016 at 9:08 pm

      Aaron rodgers é o melhor qb. Com uma equipa como os patriots, os bengals, cardinals ou seahawks tinha equipa pra ir sempre TODOS os anos ao superbowl e ganhar mais alguns aneis. E se fosse ele o qb dos patriots acredito que tinha mais aneis e finais do que o proprio brady nos patriots. Brady vai ser sempre considerado o melhor de sempre, mas se pusessem ambos numa equipa de igual valia rodgers seria (e é) melhor do que brady.

      Cc

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