Depois de Ronaldo, o português com mais golos nos principais campeonatos europeus é Carlos Wilson Cachicote Rocha, mais conhecido no mundo do futebol como Rudy. O jogador do Cercle Brugge está em grande na Bélgica, leva já 6 golos na Liga (os mesmos que Jelle Vossen o menino “querido” de vários leitores do VM, mas que na nossa opinião não seria capaz de fazer a diferença num dos “grandes” de Portugal), e tem sido a principal figura da sua equipa – o Cercle que conta igualmente com Neto, Reis e Baldé está num surpreendente 2º lugar e na última jornada bateu o líder Anderlecht com um golo de Rudy a dar sequência a uma excelente jogada de Renato Neto. Depois de ter brilhado a época passada no Atlético (estava no 3º escalão do futebol português) o jovem de 22 anos e 1m87 está a surpreender tudo e todos e é caso para dizer que “chegou, viu e venceu”, tal tem sido a sua afirmação na Jupiler Pro League. Paulo Bento como é seu hábito continua a privilegiar “suplentes”, mas a imprensa italiana (tal como o Visão de Mercado) não dorme e já sugere o jovem que actua a médio ofensivo, extremo, 2º avançado ou avançado aos clubes transalpinos, inclusive devido à sua constituição física, enorme técnica individual e capacidade em desequilibrar já o apelidam de “novo Pastore”. Merecia Rudy uma chamada à selecção? E no que diz respeito ao seu futuro, considerando que assinou apenas por 1 ano com o Cercle poderemos ter o médio ofensivo/avançado num clubes português na próxima época, ou o seu futuro (as nossas equipas não gostam de jogadores nacionais) passa por uma equipa internacional? Aproveitando este exemplo de Rudy, porque razão as equipas da I e II Liga continuam a privilegiar a aposta no mercado brasileiro (por norma nos clubes regionais) ou francês (nos clubes distritais) em detrimento dos jogadores nacionais? A título de exemplo, o avançado saiu do Atlético para o Cercle por 30 mil euros.
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