Em plenos oitavos de final da Liga dos Campeões, não há grandes dúvidas em relação àqueles que são considerados pela crítica como os maiores candidatos a arrecadar o troféu: Barcelona e Real Madrid. Os catalães, para muitos a melhor equipa do mundo, são muito difíceis de bater não só pelo seu famoso “tiki-taka”, mas também por uma certa protecção por parte da UEFA. Vencedora há 2 anos, a turma de Pep Guardiola conta com estrelas como Messi, Xavi ou Iniesta, capazes de desbloquear um jogo de um momento para o outro. O grande rival Real Madrid é também um dos favoritos à conquista da prova continental. Os merengues são o clube com mais títulos europeus, embora longe das glórias nos últimos anos, e o facto de terem uma distância pontual difícil de recuperar na liga espanhola, leva-os a concentrar atenções na Liga dos Campeões. O melhor treinador do mundo José Mourinho, e o português Cristiano Ronaldo, serão suficientes para derrotar o futebol apoiado dos catalães, depois da goleada histórica de 5-0?
Contudo, e não tendo dúvidas que Barça e Real são fortes candidatos a conquistar a prova, para o Visão de Mercado, o Chelsea é a nossa aposta para vencer a competição. Os blues, tal como o Real, vêem o título inglês algo distante (apesar de considerando a competitividade da Premier League, 9 pontos mas menos 1 jogo podem ser perfeitamente anulados), pelo que irão apostar tudo na Liga dos Campeões. Os londrinos têm um plantel recheado de qualidade, ao qual foi acrescentado as dispendiosas contratações de Fernando Torres e David Luiz, o segundo sem poder dar o seu contributo na Europa. O espanhol está em péssima forma, no entanto, é um avançado que pode resolver nos momentos chave. John Terry, Frank Lampard ou Didier Drogba são nomes experientes e da confiança de Carlo Ancelotti, que conta com eles para conquistar o primeiro troféu internacional para o Chelsea. Outro factor que poderá ter um papel importante é a capacidade física da equipa, com um meio campo com Essien, Obi Mikel e até mesmo Ramires, jogadores que empregam todo o seu poderio em campo. A recuperação de Zhirkov e Bosingwa oferece ainda a capacidade de efectuar uma maior rotatividade nos corredores, que tem obrigado Ancelotti a algumas adaptações, demasiado orfão do que fazia Malouda. Numa primeira fase, os blues tinham no banco jogadores da sua equipa de reservas, com pouca experiência e ainda sem os níveis de qualidade exigidos para a Champions, enquanto que actualmente, com as contratações no mercado de Inverno e com a recuperação de alguns elementos chave, as possibilidades de sucesso aumentaram significativamente. A final, essa será disputada em casa, no estádio de Wembley, e a equipa inglesa certamente não quererá perder a oportunidade de lá chegar.
T. Cunha

