Prémio merecido para os suecos, até pelo seu percurso. Conseguiram eliminar a França no play-off e sobreviveram ao grupo mais difícil da fase de grupos, apesar do futebol apresentado ser algo limitado. Os processos são simples, não há muita criatividade, nem circulação de bola, mas a boa organização defensiva, agressividade, poder físico e transições tem sido suficientes para ultrapassar os obstáculos. E Portugal sabe disso. Apesar da selecção nacional ter controlado o jogo, na fase de grupos, frente aos nórdicos, ficou sempre a ideia que esse domínio foi consentido e quando foi necessário marcar a equipa de Håkan Ericson não demorou muito tempo a consegui-lo. Mesmo assim os comandados de Rui Jorge (com os pés bem assentes na terra, como tem revelado desde que iniciaram a qualificação) tem todas as condições para fazer história (os suecos são inferiores à Inglaterra, Alemanha Itália e individualmente até aos dinamarqueses).
No jogo que definia o segundo finalista do Europeu sub-21, a Suécia goleou a vizinha Dinamarca, por 4-1, e marcou encontro com Portugal na final. Os dinamarqueses tiveram um maior domínio, tecnicamente são superiores, mas sucumbiram perante a boa organização defensiva e as transições rápidas da Suécia. Em relação ao jogo, a Dinamarca entrou mais forte, mas foi a Suécia a inaugurar o marcador aos 22 minutos quando nada o fazia prever, através de uma grande penalidade convertida por Guidetti (Scholz agarrou Thelin), sendo que 3 minutos mais tarde Tibbling ampliou a vantagem. O jogo prosseguia com a mesma toada, isto é, a Dinamarca controlava a posse e a Suécia mantinha-se na expectativa, sendo que Guidetti poderia ter bisado (rematou ao lado). Na 2ª parte, a Suécia manteve o controlo do jogo, mas, após uma tentativa desperdiçada por Tibbling, a turma de Jess Thorup reduziu por intermédio de Bech. Seguiram-se 30 minutos intensos dos “Vikings”, mas voltaram a ser os suecos a sorrir. Quaison deu tranquilidade à formação orientada por Håkan Ericson, aproveitando a passividade da defensiva adversária, tendo o capitão Hiljemark fixado o marcador no último lance da partida, num belo contra-ataque da Suécia.
Destaques: Suécia – Poucos esperavam ver os suecos na final da prova, mas a boa organização defensiva, espírito solidário, agressividade, qualidade nas transições e poder físico da equipa escandinava permitiram-lhe ultrapassar o grupo mais difícil do torneio e eliminar a vizinha Dinamarca, tendo agora a oportunidade de fazer história frente a Portugal. Neste jogo, destaque para as exibições de Guidetti (um golo e uma assistência, tendo sido mais uma vez um guerreiro na frente de ataque), Tibbling (um golo e estilo pouco ortodoxo, mas capaz de desequilibrar, seja no corredor central ou na ala, tendo ainda um bom poder de finalização), Hiljemark (o patrão do meio-campo, fechou o resultado) e Khalili (intenso e forte nas bolas paradas), sendo que a defensiva chegou para grande parte das encomendas. Dinamarca – Eram favoritos, tem outras individualidades, mas não conseguiram materializar a posse de bola em ocasiões flagrantes de golo e defensivamente os jogadores dinamarqueses tiveram sempre problemas perante as transições rápidas e agressividade dos suecos. Mesmo assim, neste capítulo nota para Vestergaard, que foi um muro e deu qualidade à saída de bola (impressionante um jogador desta envergadura ter tanta qualidade técnica e de transporte de bola), Knudsen deu profundidade, Højbjerg distingue-se dos demais com a sua visão de jogo e qualidade de passe (o “Kroos dinamarquês” como apelidou Morten Olsen), Bech marcou e deu alguma imprevisibilidade ao ataque e, por fim, Sisto conseguiu agitar a partida com a sua velocidade e qualidade no cruzamento. Por outro lado, Yussuf Poulsen, apesar da potência, decidiu quase sempre mal (esperava-se mais nesta prova), Falk passou ao lado do jogo, Scholz cometeu o penalty que abriu o activo e L.Christensen revelou uma enorme passividade no terceiro golo sueco.
No jogo que definia o segundo finalista do Europeu sub-21, a Suécia goleou a vizinha Dinamarca, por 4-1, e marcou encontro com Portugal na final. Os dinamarqueses tiveram um maior domínio, tecnicamente são superiores, mas sucumbiram perante a boa organização defensiva e as transições rápidas da Suécia. Em relação ao jogo, a Dinamarca entrou mais forte, mas foi a Suécia a inaugurar o marcador aos 22 minutos quando nada o fazia prever, através de uma grande penalidade convertida por Guidetti (Scholz agarrou Thelin), sendo que 3 minutos mais tarde Tibbling ampliou a vantagem. O jogo prosseguia com a mesma toada, isto é, a Dinamarca controlava a posse e a Suécia mantinha-se na expectativa, sendo que Guidetti poderia ter bisado (rematou ao lado). Na 2ª parte, a Suécia manteve o controlo do jogo, mas, após uma tentativa desperdiçada por Tibbling, a turma de Jess Thorup reduziu por intermédio de Bech. Seguiram-se 30 minutos intensos dos “Vikings”, mas voltaram a ser os suecos a sorrir. Quaison deu tranquilidade à formação orientada por Håkan Ericson, aproveitando a passividade da defensiva adversária, tendo o capitão Hiljemark fixado o marcador no último lance da partida, num belo contra-ataque da Suécia.
Destaques: Suécia – Poucos esperavam ver os suecos na final da prova, mas a boa organização defensiva, espírito solidário, agressividade, qualidade nas transições e poder físico da equipa escandinava permitiram-lhe ultrapassar o grupo mais difícil do torneio e eliminar a vizinha Dinamarca, tendo agora a oportunidade de fazer história frente a Portugal. Neste jogo, destaque para as exibições de Guidetti (um golo e uma assistência, tendo sido mais uma vez um guerreiro na frente de ataque), Tibbling (um golo e estilo pouco ortodoxo, mas capaz de desequilibrar, seja no corredor central ou na ala, tendo ainda um bom poder de finalização), Hiljemark (o patrão do meio-campo, fechou o resultado) e Khalili (intenso e forte nas bolas paradas), sendo que a defensiva chegou para grande parte das encomendas. Dinamarca – Eram favoritos, tem outras individualidades, mas não conseguiram materializar a posse de bola em ocasiões flagrantes de golo e defensivamente os jogadores dinamarqueses tiveram sempre problemas perante as transições rápidas e agressividade dos suecos. Mesmo assim, neste capítulo nota para Vestergaard, que foi um muro e deu qualidade à saída de bola (impressionante um jogador desta envergadura ter tanta qualidade técnica e de transporte de bola), Knudsen deu profundidade, Højbjerg distingue-se dos demais com a sua visão de jogo e qualidade de passe (o “Kroos dinamarquês” como apelidou Morten Olsen), Bech marcou e deu alguma imprevisibilidade ao ataque e, por fim, Sisto conseguiu agitar a partida com a sua velocidade e qualidade no cruzamento. Por outro lado, Yussuf Poulsen, apesar da potência, decidiu quase sempre mal (esperava-se mais nesta prova), Falk passou ao lado do jogo, Scholz cometeu o penalty que abriu o activo e L.Christensen revelou uma enorme passividade no terceiro golo sueco.
Ao contrário de outros elementos promissores que saíram do clube leonino durante a direcção de Bruno de Carvalho, este caso parece ser “pacífico”. O avançado, pelo menos para já, não demonstrou potencial para ser uma mais-valia e os “grandes” não tem condições para aproveitar tudo o que sai da formação (o problema é quando fazem mal a filtragem, não seguram elementos valiosos e dão contratos de longa direcção a jogadores sem qualidade) – José Postiga deixou o Sporting a custo zero e assinou pelo Rio Ave até 2018. O avançado esteve 9 anos na Academia de Alcochete, tendo completa a sua formação na época que agora terminou. Também o avançado Yazalde (um dos jogadores mais queridos da massa adepta), proveniente do Sp. Braga, e o lateral Pedrinho (experiente ex-Académica), que estava no Lorient, foram hoje apresentados pelos vilacondenses.



0 Comentários
João Magalhães
A Suécia continua a sua caminhada silenciosa e sem os holofotes até à. É uma equipa difícil de bater e resguarda se bem nos últimos 30metros. Cada minuto que passa é mais um pedaço de motivação para a equipa.
A entrada do Lindelof para a direita veio reforçar ainda mais o tal poderio físico da equipa e, sinceramente, não sei até que ponto seria importante a titularidade do Gonçalo. Duvido que o Rui o faça até porque seria acusado de mudar a estrutura caso corresse mal.
Estou ligeiramente confiante, mas as finais são teoricamente disputadas, logo acredito que será preciso sofrer para a ganhar. Boa oportunidade para quebrar o já longo jejum
Anónimo
A Itália é superior a Portugal e foram derrotados pela Suécia…
Nelson Santos
Pedritxo
La por termos ganho 5 a 0 aos alemaes, nao quer dizer que sejam favas contadas, ha que esfriar e pensar que e outro jogo e os suecos sao perigosos, empatamos com eles, e com certeza sera um jogo renhido,mas Portugal e favorito.
Kacal I
A Suécia é uma equipa forte fisicamente e que defende bem, bem organizada mas também tem alguns talentos individuais interessantes, agora somos favoritos na final e só temos que jogar concentrados, dar o máximo e por em prática a nossa qualidade e o nosso futebol, se assim acontecer seremos campeões europeus, estou confiante mas não podemos relaxar e menosprezar o adversário, Força Portugal!!!.
PS: a Dinamarca vai de vela e agora vamos ver se há novidades sobre o Pione Sisto no Porto.
Quanto ao Rio Ave, contrataram três bons reforços para a nova época e são realmente possíveis mais-valias, primeiro o Pedrinho que é um bom lateral, foi formado no Varzim e passou pela Académica e foi transferido para o Lorient, onde nunca foi utilizado em mais de 15 jogos por época nos 4 anos em que lá esteve (em 2013/2014 até só participou em 3 jogos) mas ainda assim tem qualidade e experiência que poderão ser úteis ao Rio Ave, defensivamente é competente e ofensivamente é capaz de desequilibrar.
O Yazalde que é um bom avançado, no Braga nunca teve oportunidades sérias e continuas mas demonstrou noutros clubes que é capaz de fazer golos e dar trabalho aos defesas contrários, a sua velocidade é útil.
Por fim o José Postiga prometia no Sporting mas algumas lesões e outras atitudes impediram que evoluísse o que se esperava mas continua a ser jovem e poderá melhorar e impor-se no Rio Ave.
João Dias
Portugal é bastante superior à Suécia e tem tudo para ser campeão da Europa.
Aliás, creio que até eram a equipa mais fraca do grupo.
E não comparem um 5-0 à Alemanha com um 4-1 à Dinamarca.
Esta seleção dinamarquesa é forte mas nada do outro mundo. Aliás, até perderam 3-0 com a Alemanha…
Anónimo
Tudo cairá se marcarmos cedo. Só isso…
PP
Pedro D.
Eu tava com um feeling que isto ia acontecer por isso "festejei" o golo que a suecia marcou contra portugal, porque se fosse a italia a passar a coisa complicava-se mais, de qualquer maneira esta suecia não é uma equipa qualquer, vai ser uma final equilibrada mas desejo que finalmente tenhamos uma alegria e portugal nos traga a taça
Rodrigo
Portugal e favorito na final naturalmente, tem tudo para fazer historia, mas todos os cuidados sao poucos com esta Suecia. Preferia enfrentar a Dinamarca sinceramente, uma vez que a Suecia, apesar de nao ter a mesma qualidade tecnica e individualidades, e uma equipa guerreira, que se da bem especulando com o jogo, com uma boa organizaçao defensiva e forte nas transiçoes rapidas, uma das lacunas da Selecçao nacional. Os dinamarqueses poderiam ter outra capacidade para ter bola, mas nisso nenhuma equipa supera Portugal nesta prova e as fragilidades defensivas da Dinamarca sao superiores as da Suecia e isso ficou comprovado esta noite.
Em relaçao a este jogo, Guidetti voltou a destacar-se com a sua mobilidade e combatividade, Tibbling tambem desequilibrou bastante (estilo pouco ortodoxo, e verdade), Hiljemark acrescentou criterio e leitura de jogo (aprecio cada vez mais este medio) e Quaison foi fundamental ao dar a tranquilidade necessaria a equipa de Ericson. Por outro lado, Lindelof comprometeu no golo dinamarques e Carlgren nao e um guardiao muito seguro.
Em relaçao a Dinamarca, muita bola, mas pouca objectividade. Hojbjerg destacou-se claramente, Sisto e Bech tambem tiveram momentos interessantes, sendo que Vestergaard e claramente o jogador que mais sai valorizado desta prova. Envergadura impressionante misturada com tecnica e qualidade na saida de bola. Veremos quanto tempo demorara ate chegar a um grande clube.
produtordevinho
A final não vai ser nada fácil, a Suécia não chegou aqui por acaso.
Guilherme Silva
Pensei que isto caísse para os dinamarqueses, mas agora venha a Suécia. Acho a Dinamarca superior, mas também me parece que encaixamos melhor no jogo deles do que no jogo extremamente físico dos suecos. Contra eles não fizemos um grande jogo, mas a final será bastante diferente pelo contexto.
Se continuarmos a ser humildes e a jogar com os pés bem assentes na terra temos tudo para ganhar e eu acredito que é desta. Vai ser um jogo interessante, estou ansioso por terça.
Bruno Antunes
Não quero ser desmancha prazeres mas esta Suécia também mete medo.
André Filipe
Resultado injusto, mas vitoria justa da suecia. Na segunda parte o jogo foi de sentido unico e a dinamarca podia perfeitamente ter empatado mas nos ultimos 10 minutos pareceu algo desgastada. Suecia ate era teoricamente a selecçao menos cotada do torneio. Portugal tem de ter cuidado e ter os pes assentes na terra, mas se jogar o que sabe e com concentraçao vencera.
Lucas
Cuidado com o Guidet, e' craque super craque ainda nao mostrou nem a metade do seu real valor.
António Vilares
Confesso que vi poucos jogos do José Postiga mas até pensei que apresentasse algum potencial. Contudo, a ida para o Rio Ave poderá ser benéfico para o seu desenvolvimento pois, talvez, tenha oportunidade para jogar e será treinado por um bom treinador, como é o caso de Pedro Martins. Pedrinho que à uns anos era titular na Académica volta após uma experiência no Lorient. É um lateral experiente e com qualidade para se aventurar por zonas mais ofensivas da lateral. Já Yazalde, nunca percebi o porquê de não pegar no Braga, já que o vejo como um elemento muito interessante de ter no plantel, um jogador que inicia no flanco mas que se aproxima muito da zona do PL para marcar golos e fazer assistência, além disso é rápido e desmarca-se bem! Volta a uma casa onde foi já muito feliz! Ainda me lembro daquela época em que era Bruno Gama-João Tómas-Yazalde com Carlos Brito a treinador!
Ruben Ribeiro
O Postiga podia ter sido talvez o melhor ponta de lança a sair de alcochete.
No entanto teve nos últimos anos 2 lesões graves.
A primeira, a fractura da tibia, tornou o um jogador completamente formatado de outra maneira.
É pena, mas por outro lado a culpa também é dele pela falta de dedicação e profissionalismo.
Somou casos de indisciplina e já era corpo frequente na noite lisboeta.
Mesmo assim acredito que ia ficar, ate porque se não ficasse não jogava sequer, como aconteceu com outros elementos da equipa. Provavelmente aconteceu alguma coisa, talvez ate pelas twittadas acerca do marco silva.
Ruben Ribeiro
Joao Magalhaes, tanto o Postiga como o Hugo Meira que entretanto também saiu, eram as maiores promessas nessa fase.
Nesse lote também entrava o Rafa Barbosa e o Bernardo Carlos.
David Gomes
El Matador, serei eu o único que nunca ficou entusiasmado com o Betinho? Nunca vi nele alguma qualidade que o diferenciasse dos outros, nunca vi potência física, capacidade de finalização ou jogo sem bola acima da média
João Magalhães
Este Postiga nunca prometeu 1/3 do irmão que fazia uma enormidade de golos na formação do Porto, para além de ter entrado na primeira equipa com grande estrondo. Este Postiga nunca foi o mais promissor da geração dele, por mais que se queira desculpar com lesões.
A melhor fase dele foi na transição iniciado-juvenil e ninguém se pode acalmar como altamente promissor numa fase tão prematura. Até o actual Tiago Rodrigues do Sporting(o miúdo que marcou o golo do título no Seixal) reúne maior consenso quanto à sua qualidade
Diogo JR
O Postiga no Varzim, era o melhor ponta de lança em Portugal da geração dele. Eu sou da geração dele e tive o prazer de jogar contra ele, e posso-te dizer que ele não deu a mínima hipótese aos nossos centrais. Nesse mesmo ano foi para o Sporting e destacou-se logo por lá também, pois sempre teve grande porte físico para a idade que tinha, foi pena ter-se perdido e não ter aproveitado todo o potencial que tinha, mas sim, Postiga tinha potencial para ser dos melhores ponta de lança a sair de Alcochete.
El Matador
O Postiga é um jogador banal, o Betinho sim podia ter sido o melhor ponta a sair de Alcochete nos últimos anos, ainda à pouco tempo era a maior esperança de Portugal para essa posição, é pena não ter confirmado o potencial e neste momento já ter sido ultrapassado por vários jogadores.
Mah Med
Guidetti era para ontem no Sporting , muito bom jogador , compensa os 2 ou 3 milhoes de investimento
Kacal I
Vital,
Olha que vão enfrentar-se outra vez, não "lances foguetes antes da festa". ;-)
Nelson
nem é preciso 2-3 M, ele está sem clube agora
Dinis Lopes
Vai lá e vê se é fácil contra dois bons centrais, não é fácil contra dois e ainda para mais um cheio de potência, ou de velocidade.
Vital Moreira
Contra Paulo Oliveira e Tobias mal tocou na bola… Será assim tão bom??