
O australiano realizou uma semana imaculada em solo japonês, deixando patente uma vez mais que está aí para grandes voos. Basta manter a cabeça no lugar e ser determinado, porque qualidade tenística é algo que tem para dar e vender.
Ponto assente: Em dia sim, Nick Kyrgios (15.º) é capaz de derrotar quem ousar fazer-lhe frente no rectângulo de jogo. O problema é que o australiano nem sempre está para aí virado, tendo inclusive já referido por diversas vezes que não tem paixão pelo ténis. Mas este domingo, e com o título do ATP 500 de Tóquio em jogo, o “bad boy” do circuito não facilitou, derrotando na final o belga David Goffin (14.º), carrasco de João Sousa nos quartos de final, por 4-6 6-3 7-5. Este é o terceiro troféu de campeão que o tenista de 21 anos vence na sua carreira (todos em 2016) e o mais importante até à data. Na actualização de rankings de amanhã, o finalista do Millennium Estoril Open de 2015 subirá um lugar, estabelecendo assim a sua melhor classificação de carreira. Já Goffin, que disputou a sexta final em torneios do ATP World Tour, será o 12.º melhor tenista do Mundo.
João Correia

