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Balanço das eleições no Sporting; Muricy Ramalho pode ser falado

Perante a desistência de Zeferino Boal e a pouco menos de duas semanas do dia do escrutínio convém fazer um balanço da corrida às presidenciais do Sporting. Neste momento ainda são 5 os candidatos oficiais mas, na prática, tudo aponta para uma corrida a 2 entre Bruno de Carvalho e Godinho Lopes com 2 outsiders: Dias Ferreira e Pedro Baltazar. Pois, poucos são os que acreditam que Abrantes Mendes venha a ser um factor mesmo com o declarado apoio do mais recente ex-candidato.

– Bruno de Carvalho: Foi-se consolidando e depois de uma excelente performance no debate televisivo aparece agora como a mais forte candidatura entre “os rostos da mudança”. O fundo que irá apresentar, o treinador que irá escolher vai acabar por ser decisivo nesta recta final.

– Godinho Lopes: Já era um favorito antes se quer de se candidatar, demonstra conhecer como ninguém a realidade do clube leonino, apostou em rostos fortes, capazes de reunir votos de vários quadrantes e parece ser o candidato favorito para os sócios mais antigos e, consequentemente, com mais votos. Contudo, a sua grande “arma” eleitoral: a dupla Duque-Freitas, parece estar a perder credibilidade e nesta fase o candidato está claramente ameaçado, o seu discurso aponta mesmo para alguma insegurança em relação ao que vai acontecer no dia 26 de Março.

– Dias Ferreira:
Surgiu numa posição enfraquecida, pois, por um lado era apontado como um candidato da continuidade e por outro parecia não ter simpatia dos que apoiam essa mesma continuidade. Elevou exponencialmente as suas possibilidades quando apresentou Paulo Futre e Frank Rijkaard como trunfos e conseguiu ainda melhorar a sua posição com o debate televisivo. No entanto parou por aí e começa novamente a perder força.

– Pedro Baltazar: Apareceu com o comboio em andamento e piorou a sua condição quando ameaçou o ecletismo do Sporting, uma das maiores, senão mesmo a maior, bandeiras do clube. Entretanto noticiou o trunfo da pareceria com o Barcelona e tem proferido algumas declarações mais polémicas o que lhe dá mais atenção por parte da imprensa.

Resumindo, Pedro Baltazar e Dias Ferreira parecem ter poucas hipóteses de serem o futuro presidente do Sporting. Caso não surjam ainda mais trunfos é provável que haja(m) desistência(s) ou que tentem uma junção a uma outra candidatura. Por sua vez, Bruno de Carvalho tem a vantagem de ser o mais forte rosto da mudança, palavra adorada pela maior parte dos sportinguistas nos dias de hoje. Enquanto, que Godinho Lopes tem um aglomerado de nomes que pode ser uma faca de dois gumes. Pois se serve para ganhar muitos votos também serve para deixar muita gente descontente e recusar votar numa lista com certas e determinadas personalidades.

De referir, ainda, que a maioria das sondagens dão vitória a Bruno de Carvalho a uma considerável distância dos adversários mas é duvidoso que os sócios com mais votos e com grande poder decisório tenham participado nas mesmas. Contudo, nesta fase (amanhã tudo pode mudar), não parecem haver dúvidas que, no presente, Bruno de Carvalho é o candidato favorito dos sportinguistas mas será o suficiente para convencer os sócios votantes ou Godinho Lopes com o seu aglomerado de personalidades e com a ajuda dos sócios mais antigos e mais receptivos à continuidade conseguirá levar a melhor? E será que estamos mesmo perante uma corrida bipolarizada ou os restantes candidatos ainda terão muito a dizer? Sendo que Godinho Lopes é constantemente acusado como sendo o rosto da continuidade o facto de haver, supostamente, 4 facções da mudança não divide e enfraquece a possibilidade da mesma? No caso de ser sócio leonino, o que pode influenciar o seu voto nas próximas duas semanas: saber quem será o treinador do candidato, os jogadores, a estrutura do futebol, a política em relação às modalidades ou a eliminação do fosso e construção do pavilhão?
Noutro âmbito, Muricy Ramalho, o treinador que nos últimos 5 anos venceu por 4 vezes o Brasileirão, pediu a demissão do Fluminense e poderá ser o técnico de Baltazar, Godinho ou Bruno de Carvalho.
M. Costa

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