Alemanha 1-2 Itália (Ozil 90’+1 g.p. , Balotelli 20′ e 36′)
Itália – Antes do início do torneio, o VM referiu que esta Itália era a pior dos últimos 22 anos, pois faltavam as grandes figuras que habituaram os adeptos nos anos 90 e início do século XXI. Para além disso, grande parte do plantel para o Europeu não tinha nem 10 internacionalizações. Contudo, liderados por Buffon e Pirlo, a “squadra” tem revelado uma maturidade táctica genial, uma defesa que não tem falhado e dois atacantes em evidência (Balotelli e Cassano). Mérito para Prandelli, que soube montar uma estratégia para cada jogo, alterar a disposição da equipa no relvado e saber o momento ideal para lançar os suplentes.
Alemanha – A equipa alemã entrou bem na partida, criou ocasiões de golo, mas falhou de forma clara na defesa. A facilidades concedidas à “squadra azzurra” foram fatais, numa selecção que não funcionou como equipa ao longo dos 90 minutos. Apesar de terem criado situações de golo, a eficácia que marcou o futebol alemão desde o início da sua história, não apareceu em Varsóvia e a final Espanha-Alemanha caiu por terra. Depois das meias finais no Mundial 2006 e 2010 e da final do Euro 2008, a selecção alemã ficou novamente perto de conquistar algo, mas tarda em consegui-lo (poder pesar psicologicamente).
Balotelli – Não foi o homem do jogo para a UEFA, mas foi o jogador que decidiu a passagem da Itália à final. Bem posicionado no lance do 1º golo (ganhou a Badstuber), ficou novamente em destaque quando fugiu à defesa alemã e disparou um míssil em direcção da baliza de Neuer. Quase completou um hat-trick na segunda parte. Mostrou que, com a cabeça no sítio, pode bem ser um dos melhores do mundo na sua posição e é o candidato número 1 a melhor marcador do Europeu.
Pirlo/De Rossi – São os dois elementos chave do meio campo italiano. Enquanto De Rossi tem maior preocupação em destruir jogo, Pirlo mostra toda a sua classe no transporte de bola, na gestão do ritmo de jogo e no passe. Para além de terem uma qualidade a nível de posicionamento notável, conseguem sair a jogar e a lançar a “squadra” para o ataque. Actuações de grande nível nesta meia final.
Buffon – O guarda-redes italiano apenas não conseguiu deter a grande penalidade de Ozil. Sempre seguro entre os postes, voltou a ser um elemento em destaque na Itália, ao realizar defesas de grande nível.
Ozil/Khedira – Os melhores elementos da Alemanha, ainda que a anos-luz do que podem e deveriam fazer. O médio ofensivo tentou levar a Mannschaft para a frente, criou alguns desequilíbrios, mas não foi bem acompanhado, enquanto que o médio mais defensivo, apareceu por diversas vezes em zona de finalização, mas não deu a melhor continuidade.
Hummels – O central do B. Dortmund espelhou o que foi a exibição de toda a defensiva alemã. Deixou passar Cassano de forma infantil no 1º golo, entre muitos outros lances em que a Mannschaft foi apanhada em contra-pé.


