Itália 1-1 Croácia (Pirlo 39′ e Mandzukic 72′)
Numa batalha muito dura em Poznan, a Itália e a Croácia empataram 1-1 e continuam na luta por um lugar nos quartos de final. Na primeira parte a “Squadra Azurra” foi melhor, mas na segunda metade uma mudança táctica de Bilic (passou Rakitic para o corredor central) precipitou uma forte reacção do conjunto dos balcãs (a Itália começou a gerir a curta vantagem cedo demais e pagou por isso).
Uma primeira parte muito intensa, como se esperava. A Itália entrou forte, à procura do golo, com Balotelli muito activo e a criar perigo. A Croácia respondeu, canalizando o jogo ofensivo essencialmente pelas alas e apostando no poderio físico dos seus avançados. A “Squadra Azurra” assumiu o controlo da partida quando Pirlo se adiantou ligeiramente no terreno. E seria ele a abrir o activo, num livre directo (nesta fase, os comandados de Prandelli justificavam plenamente a vantagem).
Para a etapa complementar, a Itália veio com a ideia de manter a vantagem, recuando as linhas e jogando com as matreirices típicas (mais tempo nas reposições, aproveitar os choques para ficar no chão…). Contudo, Bilic mexeu na equipa, deixou o corredor direito para Srna, colocando Rakitic junto a Modric e, a partir daqui, a Croácia conseguiu encostar o adversário, chegando ao golo por Mandzukic (terceiro na prova). Até final, foi o conjunto dos balcãs quem esteve mais perto de chegar à vitória, mas isso acabou por não acontecer. Resultado justo, tendo em conta o domínio repartido que houve.
Destaques:
Croácia – Como se previa, uma selecção capaz de ombrear com Itália e Espanha, com muita qualidade técnica e excelentes argumentos ofensivos (a dupla de centrais parece ser a principal lacuna). Na primeira parte tiveram algumas dificuldades a nível de meio campo (em inferioridade numérica face ao italiano), principalmente quando Pirlo se adiantou. Mérito para Bilic no segundo tempo quando colocou Rakitic na zona central, destaque para a profundidade que os dois laterais conseguem dar e igualmente para a alma que a equipa demonstrou.
Itália – Permanece a dúvida sobre a real capacidade da equipa. Uma boa primeira parte, a partir do momento em que Pirlo percebeu os terrenos que tinha de pisar. Na segunda metade, Prandelli não esteve particularmente bem. Retirou Thiago Motta quando Bilic colocou Rakitic na zona central e perdeu o meio campo.
Pirlo – Genial. Daqueles jogadores que vale o preço do bilhete. Simplesmente não sabe jogar mal. Uma inteligência notável na ocupação de espaços e na leitura de jogo e uma classe notável com a bola no pé. O melhor período da Itália coincidiu com o seu melhor período (quando apontou um belo golo de livre).
Mandzukic – Excelente exibição do ponta de lança croata. Muito lutador, travou um duelo espectacular com Chiellini, demonstrando pormenores fantásticos. Mais um golo para a sua conta pessoal, num trabalho excelente na grande área.
Balotelli/Cassano – Ambos fizeram uma óptima primeira parte, com participação activa no jogo (o jogador do City tentou por diversas vezes a sua sorte, enquanto que Cassano deu largura à equipa e criou os melhores lances de ataque da equipa). Na segunda metade, perderam fulgor.
Strinic – Agradável surpresa. Muita profundidade pelo seu flanco e uma exibição coroada com uma assistência (excelente capacidade de cruzamento).
Chiellini – Exibição “à la Pepe”. Esteve praticamente perfeito, ganhou todos os lances a Mandzukic, mas teve culpas no golo croata.
Rakitic – Um dos melhores da equipa croata, essencialmente na segunda parte. Excelente qualidade técnica.


