Com uma primeira parte marcada por um cautelismo excessivo e uma clara pouca intensidade de parte a parte, acabou por ser na sequência de um lançamento lateral que o conjunto encarnado inaugurou o marcador por intermédio de Saviola, até então a apatia era a nota dominante. Contudo, ao intervalo o Benfica acabava por justificar a vantagem, devido ao maior dominio da posse de bola e pela inércia do conjunto bracarense que apenas por Paulo César teve uma acção de ataque.
Na segunda parte, as águias conseguiram criar mais oportunidades, perante um Braga que arriscou, mas que apenas em cima no minuto 90 teve uma oportunidade de golo, na sequência de um pontapé de canto, com Júlio César a fazer uma defesa em cima da linha de grau dificuldade elevado. Já no período de descontos, Aimar numa acção de transição rápida acabou por fazer o 2-0. Em suma, uma vitória justa do Benfica perante um Braga que não contou com Lima, Moisés, Miguel Garcia, Elderson, Vandinho, Mossoró e Matheus.
Destaques
Saviola – Um golo, algumas acções ofensivas de qualidade, mas igualmente muito perdulário.
Javi Garcia – Provavelmente a melhor unidade encarnada em campo, dominou claramente o meio campo.
Aimar – Apesar do golo, uma exibição ausente. O elemento mais fraco em campo.
Sidnei – Entrou para o lugar de Luisão ainda a meio da 1ª parte, mas conseguiu ser um dos destaques pela positiva do jogo. Não teve problemas perante Meyong e ainda anulou com grande qualidade uma situação ofensiva de 1 contra 1 perante Paulo César que poderia ter dado o empate.
Coentrão – Muito quezilento e a demonstrar pouco futebol. As suas acções ofensivas foram quase nulas, e inclusive Maxi pela direita esteve claramente uns furos acima do esquerdino.
Benfica – Uma exibição nervosa, mas com uma postura melhor no jogo em relação ao Braga. Apesar do volume ofensivo não ser o mesmo de outrora, a verdade é que conseguiu criar várias situações de golo e a nível defensivo demonstrou outra segurança.
Braga – Ainda não é desta que o conjunto minhoto dá uma alegria a Salvador com uma conquista interna. Hoje o cansaço e a ausência de vários jogadores pode servir de desculpa, mas a verdade é que este conjunto de Domingos falha demasiados passes, e acaba por correr muito mas jogar pouco, ao contrário da época passada, que corria muito menos mas jogava muito mais.
Guilherme – O jovem esquerdino surpreendeu pela positiva. A jogar adaptado a lateral esquerdo, demonstrou pormenores técnicos muito interessantes, faz até lembrar Rafael da Silva do Man Utd (apesar deste jogar a lateral direito), e com a irregularidade de Elderson, não se percebe o porquê de não ter mais minutos.
A. Rodriguez – O central peruano, apesar da derrota bracarense acabou por ser o melhor jogador em campo. A tranquilidade (às vezes excessiva) e segurança com que dominou todos os lances na defensiva foi impressionante.
Alan – A idade vai pesando e o ala brasileiro esta época claramente não consegue desequilibrar como no passado, hoje, mais uma exibição algo mediana.
Luis Aguiar/Paulo César – Dois elementos que foram determinantes a época passada na turma de Domingos, mas que esta época pouco acrescentam à equipa, a quantidade de passes errados e má definição dos lances ofensivos é demasiado elevada.


