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Benfica afastado da Liga dos Campeões em noite para esquecer!

Hapoel Tel-Aviv 3 – 0 Benfica (Zahavi 24′, 92′, Douglas da Silva 74′) 
Uma derrota do Benfica, com sabor amargo, em Israel, combinado com a vitória do Schalke sobre o Lyon, ditam o adeus definitivo encarnado aos oitavos de final da Liga dos Campeões.

O Benfica chegou a Tel-Aviv apostando na vitória, pois era o cenário ideal para manter viva a esperança de apuramento para os oitavos de final. Cardozo, recuperado de lesão ficou no banco, assim como Carlos Martins, estando o meio campo entregue a Salvio, Gaitán e Aimar, com Javi nas costas. Saviola e Kardec eram os avançados.

O jogo começou com o Benfica a comandar as operações, com maior posse e circulação de bola, sem no entanto conseguir criar grandes oportunidades de golo na baliza adversária. O Hapoel apostava em defender bem, sem dar espaços perto da área, e tentando sair em velocidade dado o adiantamento das linhas portuguesas. E contra a corrente de jogo surge o primeiro golo, Zahavi aos 24′ ganha de cabeça a David Luiz e inaugura o marcador, após cobrança de um livre à entrada da área. Ao intervalo, resultado negativo para os encarnados, que lançam Cardozo na partida. O Benfica pressionou mais, atacou toda a segunda parte procurando o empate, e só não o alcançou por ineficácia atacante ou, quando as bolas saíam bem colocadas, Eneyama e a defensiva israelita salvaram o Hapoel. E como quem não marca, sofre, e o Benfica perdeu o golo por diversas vezes, o Hapoel, que pouco fez para o merecer, marca o segundo golo e praticamente acaba com o jogo. Canto da direita, e a passividade da defesa benfiquista permite a Douglas fazer o 2-0. Até ao final, o Benfica perdeu o ânimo e controlo do jogo, e depois de Roberto evitar bem um terceiro golo, eis que Zahavi, aproveitando um contra ataque, dá maior expressão a um resultado pesado e algo irónico para o Benfica.

Destaques

Benfica – Num grupo que até os próprios responsáveis encarnados encararam como acessível, o Benfica é eliminado após o 5º jogo, com 3 derrotas averbadas contra Lyon, Schalke 04 e hoje frente ao frágil Hapoel. Apesar do domínio da partida (24 remates, 21 cantos, por exemplo), a falta de concretização e esclarecimento no último terço do terreno, e os erros defensivos mancharam a exibição, e comprometeram o apuramento. Esta derrota, apesar dos números serem algo enganadores, têm de servir para reflexão, pois a passagem à fase seguinte da prova sempre foi encarada pelos dirigentes encarnados como um objectivo para esta época, e mais do que isto, Jorge Jesus vinha sonhando com voos maiores, dando esperanças aos adeptos de uma grande época na liga milionária. É com pena que Portugal vê um dos seus representantes dizer o adeus desta forma numa das maiores competições do mundo.

Luisão – Esteve bem o central esta noite, seguro atrás e teve o “golo na cabeça”, no entanto a defensiva do Hapoel evitou o golo perto da linha.

Javi Garcia – Poderia ter estado melhor no segundo golo da partida, onde perdeu a noção da posição da bola, e permitiu o remate de Douglas para um golo fácil.

Maxi – Esteve bem o lateral, atacando bastante, criando desequilíbrios na defesa israelita.

Cardozo – Entra no lugar de Saviola mas pouco mostrou, a não ser falta de ritmo. Fica a dúvida se esta foi uma boa opção.

Carlos Martins – Entrou, e colocou à prova Eneyama para a defesa da noite. Fica a ideia que poderia ter sido útil à equipa desde o início de jogo. 

Saviola – A sua saída ao intervalo acabou por não surpreender, tal foi a ausência do argentino no jogo.

David Luiz – De maneira voluntária e involuntária acabou por ter culpa nos 3 golos que o Benfica sofreu. Um pouco à semelhança do que tem sido o seu nível exibicional esta época, mais uma partida muito desconcentrada e muito fraca.  

Hapoel – Defendendo bem, e tendo uma enorme capacidade concretizadora dadas as escassas oportunidades de golo que criou, os israelitas conseguem a primeira vitória nesta edição da Liga dos Campeões e garantem assim a luta pelo terceiro lugar do grupo até à última jornada.

Zahavi – O veloz extremo foi o carrasco da equipa portuguesa, apontando dois dos três golos da partida.

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