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Benfica bate o Arsenal, depois de uma 2ª parte de grande nível

Benfica 2-1 Arsenal (Aimar 49´e Nolito 60´; Van Persie 35´)

Benfica venceu a 4ª edição da Eusébio Cup. Aimar e Witsel entraram no 2º tempo, encheram o campo e deram a vitória aos encarnados. O Arsenal que actuou em excesso de velocidade na 1ª parte (o 1-0 ao intervalo até era escasso) no 2º tempo com uma equipa B não conseguiu ser oposição a uma turma encarnada “endiabrada”.

Foi uma partida de antagonismos, no 1º tempo, o Arsenal com Gervinho, Arshavin e Van Persie criou muitas situações de golo e principalmente imensas dificuldades a Amorim, Luisão e Emerson (Garay com algumas dobras era o único com sinal mais da defensiva encarnada). A velocidade de Gervinho criava muitos estragos e o 1-0 apareceu com naturalidade. Nesta fase a lentidão de Matic, Bruno César e Cardozo, e a falta de definição de Jara eram um obstáculo nas situações de ataque dos encarnados. Contudo, na 2ª parte tudo mudou, Jesus fez entrar a sua equipa base enquanto Wengèr prescindiu de Song, Arshavin, Sagna e Van Persie, com isso o Benfica assumiu o controlo da partida, incutiu velocidade ao seu jogo e com os desequilíbrios que Nolito e Gaitán criavam nas alas, os golos foram aparecendo. O 1º depois de uma grande jogada colectiva e o 2º na sequência de uma acção individual de Nolito. Até final, os encarnados (já com um ritmo assinalável) “carregaram sempre no acelerador” e acabaram por justificar a vitória, rubricando mesmo uma das melhores exibições nos últimos meses.

Destaques

Witsel – Quando anunciamos que era o “Reforço Bomba” no defeso em Portugal, cedo percebemos que 95% dos visitantes do VM não conheciam o belga, hoje pelos comentários da TVI (quase que parecia que estavam a falar de Maradona) deu para constatar pela perplexidade dos mesmos, que também nunca tinham assistido a jogos do médio. É triste e denota a gritante falta de conhecimento das pessoas que falam e vêem futebol em Portugal. 

Benfica – Jesus parece ter definido o 11 base para os próximos meses, com Artur, Maxi, Luisão, Garay e Capdevila, Javi, Witsel, Aimar, Nolito, Gaitán e Saviola, contudo e apesar da intensidade do jogo dos encarnados foi igualmente claro (apesar de faltar Maxi e as linhas ofensivas ajudarem muito pouco) que nos encontros de outra craveira, esta defensiva encarnada ainda tem muito para trabalhar. Foi notória a falta de capacidade em travar o ataque do Arsenal e mesmo as acções de Ramsey e Rosicky (e Nasri e Cesc nem jogaram). 

Aimar – Melhor elemento em campo. Se os jogos durassem apenas 45 minutos haveria poucos jogadores no Mundo a impor a qualidade técnica e magia do argentino. Hoje, foi igualmente exuberante na maneira como apoiou Javi nas tarefas defensivas, juntando à sua exibição um golo de qualidade. 

Nolito/Bruno César-E. Pérez – O espanhol com mais um golo e uma exibição de garra está a ganhar com uma diferença colossal o lugar aos cotados Bruno César e Enzo Pérez. O brasileiro continua a jogar num ritmo lento-parado, enquanto que o argentino foi uma nulidade.

Capdevila – Uma estreia discreta, contudo, a verdade é que desde a sua entrada Gervinho (melhor jogador na 1ª parte) “desapareceu”.

Matic/Jara – O sérvio é demasiado limitado ao nível técnico-táctico para actuar num “grande” de Portugal, já o argentino apesar de reunir todas as condições (velocidade/técnica/finalização decente) para ser um jogador de destaque a verdade é que devido à sua “falta de inteligência” define sempre mal todas as situações ofensivas. 

Arsenal – Não negamos que é uma das nossas equipas predilectas. Faltou Wilshere, Walcott, Nasri e Fabregas (estes 2 nem é certo que voltem a jogar pelos Gunners), mas os problemas são os mesmo de sempre. Uma defesa com muitas lacunas, uma 2ª linha pouco experiente, e a nível ofensivo apesar da envolvência espectacular num misto entre técnica e velocidade, uma ineficácia que em vários jogos é fatal ao conjunto de Wengèr.    

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