Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Benfica bate Rio Ave num bom espectáculo de futebol

Benfica 5-2 Rio Ave (Aimar 5´, Tarantini 8´ p.b. Saviola  52´, Salvio 62´ e 74´; João Tomás 43´ e 71´g.p.)

Numa partida aberta, cheia de oportunidades e bastante interessante, o Benfica revelou maior eficácia e bateu um atrevido Rio Ave, que merecia um pouco mais. Os encarnados acabaram por concretizar (à excepção de uma bola de Cardozo) praticamente todas as oportunidades de golo que tiveram ao seu dispor e conseguiram assim um vitória justa, mas que poderia ter outros números (4-3) .

A 1ª parte começou com o Benfica a todo o gás, e aos 10´os encarnados já venciam por 2-0, com um golo de Aimar e outro a meias entre o Saviola e Tarantini. Até aos 35´, o clube da Luz incutiu um grande caudal ofensivo com um futebol à imagem da época passada. Contudo, na 1ª vez que o Rio Ave vai à baliza de Roberto, Bruno Gama cria perigo, e na 2ª João Tomás faz o golo a passe de Mendes. O Benfica acusava nesta fase algum nervosismo e o Rio Ave aproveitou isso.

No 2º tempo, Saviola faz logo a abrir o 3-1 e o jogo parecia decidido, contudo na jogada seguinte João Tomás falha um golo fácil na cara de Roberto (grande defesa do espanhol) e o Rio Ave provou que não ia baixar os braços. Salvio (melhor em campo) faz o 4-1 e os vila condenses ainda reduzem, novamente por João Tomás, que converteu  um penalti de Coentrão por suposta mão na bola. No entanto, quase de seguida, e novamente de cabeça (em chapéu) Salvio faz o 5-2 final com uma colaboração irregular de David Luiz e o jogo ficou decidido. Até final, destaque ainda para mais um chapéu do argentino com a bola a bater na barra. 

Destaques

Coentrão – Um pouco melhor ofensivamente que nos últimos jogos, mas defensivamente com vários erros à imagem do que tem sido esta sua época mediana. O teatro que fez no lance do penalti  a favor do Rio Ave é inexplicável (ao simular que a bola lhe bateu na cabeça, talvez tenha batido no peito, mas nunca na cara como protestou) e a maneira como forçou a expulsão para falhar o jogo da Taça da Liga e ficar com a folha limpa para o campeonato, caso fosse com Mourinho na UEFA teria certamente uma sanção diferente. 

Salvio – Uma exibição em cheio. Dois golos, duas assistências, uma bola na barra. O melhor jogador da última selecção sub-20 da Argentina, equipa que falhou o Mundial da categoria, foi o melhor em campo. 

João Tomás – Dois golos, mas outros tantos falhados, contudo, aos 35 anos todas as palavras são poucas para descrever o que ainda exibe nos relvados portugueses. Foi sempre um quebra-cabeças para Sidnei e David Luiz. 

Gaitán – Uma excelente exibição, com várias jogadas de bom nível e assistências para golo. 

Bruno Gama – Jogador para outras andanças. Uma das boas unidades em campo, com várias jogadas ofensivas de bom nível. Extremo de boa técnica e velocidade, hoje conseguiu desequilibrar em vários momentos do jogo. 

David Luiz – Uma assistência para o 1º golo à Zidane, tal foi a arte com que descobriu e isolou Aimar. Contudo, como tem sido hábito desde que representa o Benfica continua a exagerar em algumas situações, efectuando algumas agressões completamente desnecessárias. À parte disso, uma das boas unidades em campo e um dos que mais rematou, tal foi a liberdade ofensiva que teve.

Roberto – Sem culpa nos golos, protagonizou uma das melhores defesas do campeonato até ao momento a remate de João Tomás.

Aimar/Saviola – O 1º apesar dos golos tal como no jogo frente ao Braga esteve muito ausente, por sua vez, o avançado fez 60´ de grande nível.

Benfica – Uma das boas exibições da época, a aposta em Salvio em detrimento de Amorim ou Martins foi decisiva no volume ofensivo dos encarnados. Contudo, entrar em campo com apenas 1 português não é nada positivo para o futebol nacional. O clube da Luz chegou a ter 5 argentinos em campo perante o grande Rio Ave que actuou de inicio com 9 portugueses.

PS – Já no jogo Porto-Setúbal foi a mesma confusão nos comentários. Mas é o meu critério, eu não consigo considerar um remate fora da área uma oportunidade de golo, pode ser um lapso da minha parte, mas isso para mim não faz sentido. O lance displicente do Cardozo isolado, o golo do 3-1 do Benfica com a arrancada do Salvio que deixa o Saviola só a encostar, a bola do João Tomás na cara do Roberto e a situação em que a bola passa pela defesa do Benfica e que o Bruno Gama fica isolado, isso sim, são oportunidades de golo. Agora remates fora da área com vários jogadores à frente e com as equipas contrárias equilibradas defensivamente, não consigo considerar. Contudo, respeito outras opiniões.

Deixa um comentário