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Benfica cede empate perante o campeão da II Liga, depois de chegar aos 2-0

Gil Vicente 2-2 Benfica (H. Vieira 37′ e Laionel 74′; Nolito 7′ e Saviola 20′)

O Benfica voltou a começar uma temporada com o pé esquerdo, desperdiçando inclusive uma vantagem de 2 golos perante o organizado Gil Vicente.

Os encarnados começaram bem a partida, marcando praticamente nos seus dois primeiros remates à baliza de Adriano. Contudo, a primeira parte mostrou um Gil Vicente bem organizado do meio campo para a frente e que incomodou Artur por diversas vezes. Perto do intervalo, Hugo Vieira, aproveitando uma falha de Ruben Amorim, reduziu o marcador para 1-2, resultado que deu esperanças aos gilistas. Para a segunda parte, Jorge Jesus apostou no músculo de Witsel, fazendo sair o criativo Aimar e o Benfica entrou em gestão. Os encarnados estiveram perto do 1-3 através de Jara, contudo, o Gil Vicente nunca desistiu de procurar o empate e, através do inevitável Laionel, chegou com justiça ao 2-2. Até final, o Benfica tentou pressionar a equipa da casa, mas bombardear bolas para a frente ou fazer cruzamente para a área, sem nenhuma referência no miolo do ataque, é missão impossível.

Destaques:

Hugo Vieira – O jovem que há 3 anos jogava no modesto Santa Maria foi um autêntico quebra-cabeças para a defensiva encarnada, fazendo uso da sua velocidade e técnica. Foi o elemento mais do Gil Vicente, tendo marcado um excelente golo.

Gil Vicente – Paulo Alves não tem grandes estrelas no conjunto, contudo, montou uma equipa organizada sobre o terreno de jogo e beneficiou da inspiração de Laionel, para começar a aventura na I Liga da melhor maneira.

Jorge Jesus – Voltou a falhar na abordagem de uma nova temporada, pensando em demasia no jogo da próxima terça-feira em vez do 1º jogo do campeonato. Incompreensivelmente deixou Witsel no banco e, depois, ainda retirou Aimar da partida quando esteve estava a realizar uma boa partida. Quando os gilistas empataram, ficou “paralisado” no banco, sendo incapaz de mexer na equipa (no banco não estava nenhum avançado de área), nem da organização da mesma. Voltamos a referir que o Benfica apresenta um excelente plantel, mas resta saber se o treinador português irá ter sapiência na gestão do mesmo.

Nolito – O espanhol voltou a marcar num jogo oficial (3 golos em 3 jogos) e a demonstrar grande simplicidade no trato da bola, contudo, foi perdendo objectividade ao longo do jogo, terminando a partida com algumas bolas perdidas e passes sem nexo.

Artur – O guarda-redes brasileiro demonstrou durante a 1ª parte qualidade na baliza encarnada, detendo alguns remates perigosos dos gilistas, sendo importante para a garantia de um ponto para os encarnados.

Saviola – O avançado argentino marcou um golo e teve boas movimentações na frente de ataque, contudo, precisava de um parceiro mais capaz ao seu lado.

Jara – Jogando na frente de ataque, o argentino fez uma exibição bastante fraca, tendo falhado o golo por diversas ocasiões, mesmo quando ganhava em velocidade à defensiva contrária. Esteve em muitos lances sem nexo (passes, arrancadas nada eficazes e decisões duvidosas), apesar da assistência para o 2º golo encarnado.

Gaitan/Enzo Perez – Gaitan, a par de Jara, foi um dos piores em campo. O argentino nada mostrou no lado direito. Perez entrou no seu lugar, mas, tal como o compatriota, não criou desequilíbrios na defensiva contrária.

Jardel/Emerson/Ruben Amorim – Com a excepção de Garay, o restante trio defensivo realizou uma exibição negativa (Ruben ainda fez uma assistência para golo, mas falhou na defesa), mostrando que os dirigentes encarnados terão que ir ao mercado contratar um defesa-central e um lateral-direito, para além da entrada de Capdevila para o 11 titular.

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