Depois de uma vitória do FC Porto, ao Benfica restava apenas derrotar o Gil Vicente para continuar na liderança da Liga ZON-Sagres. Contudo, o Gil Vicente cedo mostrou para o que vinha e esteve perto de sair da Luz com uma surpresa. Os encarnados jogaram mais sobre o meio campo adversário, mas coube aos minhotos a melhor oportunidade da partida. Maxi Pereira impediu com sucesso um remate de Richard na pequena área. A resposta do Benfica só surgiu aos 27´e logo com o golo inicial. Cardozo, bem servido por Nolito, cabeceou para o 1-0, na sequência de um livre. O Gil Vicente não se intimidou com o golo e, também na sequência de uma bola parada chegou ao empate. Galo marcou um grande golo, após Artur ter afastado uma bola para a entrada da área. O início do 2º tempo começou logo com uma grande oportunidade de golo para o Gil Vicente, contudo, Artur impediu um remate com selo de golo de Hugo Vieira. Os minhotos voltaram a assustar atráves de um livre indirecto dentro da área e Jorge Jesus viu-se forçado a arriscar para tentar chegar à vitória. Depois de ter trocado Gaitán por Aimar, o técnico encarnado retirou Javi Garcia e fez entrar Bruno César. Pouco tempo depois, Rodrigo marcaria o 2º golo do Benfica, num remate desviado na defensiva gilista e Aimar fez o 3º golo após assistência de Nolito. Os dois golos num minuto acabaram com a resistência do Gil Vicente, numa exibição encarnada bastante inconstante.
Destaques:
Pablo Aimar – O argentino entrou aos 57´, momento em que o futebol do Benfica começou a mudar. O triunfo dos encarnados teve bastante influência das jogadas que saíram dos seus pés, como por exemplo, o 3º golo do Benfica.
Gaitán – O esquerdino esteve bastante apagado em quase uma hora de jogo. Tentou jogar bonito, mas sem grande qualidade e raramente desequilibrou no ataque.
Cardozo/Rodrigo – O paraguaio continua a facturar (marcou o 9º golo nos últimos 7 jogos por si efectuados), enquanto que o espanhol está cada vez mais influente na estratégia do Benfica 2011-12.
Nolito – Mais uma excelente exibição do extremo espanhol, que viu sair dos seus pés duas assistências para golo. Nem sempre acertou no drible, contudo, revelou grande eficácia no passe.
Luisão/Garay/Javi – Muitas dificuldades do centro defensivo para parar Hugo Vieira e o ataque do Gil Vicente. Os dois sul-americanos ainda evitaram o perigo com alguns cortes importantes, mas tiveram algumas desconcentrações que poderiam ter sido fatais.
Gil Vicente – Os gilistas apresentaram-se com um bloco recuado na Luz, mas que facilmente se desdobrava para o ataque. Tiveram o mérito de colocar em sentido a baliza de Artur e poderiam ter saído da Luz com outro resultado. Hugo Vieira, mesmo sozinho na frente, foi a grande arma dos minhotos, enquanto que Galo deu asas a um possível resultado positivo.

