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Benfica cumpre e vence o Spartak, mas derrota do Barcelona frente ao Celtic complica as contas; Cardozo entrou e resolveu com um bis, Ola John encantou na 2ª parte, e a dupla André Almeida-Enzo Pérez cumpriu no meio campo

Benfica 2-0 Spartak Moscovo (Cardozo 56´e 69´)

O Benfica derrotou o Spartak de Moscovo por 2-0, num resultado curto para o futebol praticado na 2ª parte e coloca os encarnados na 3ª posição do grupo. Apesar do triunfo, a vitória do Celtic sobre o Barcelona coloca o Benfica numa difícil posição de apuramento, que terá que passar por uma vitória contra Celtic e Barcelona ou então ganhar aos escoceses e esperar uma derrota do Celtic frente ao Spartak. Quanto ao jogo, foi a noite de Cardozo, Ola John e Enzo Pérez. 
O Benfica entrou melhor no encontro, mas foram os russos que quase chegaram a golo. Lance rápido no ataque, desmarcação de Bilyatdinov e remate para defesa de Artur. O jogo passou por uma fase mais dura, com muitas faltas (amarelos) e paragens de jogo, mas depois o Benfica voltou a tomar a iniciativa de jogo. Na melhor ocasião de golo, Lima permite defesa de Rebrov e Salvio falha a recarga dentro da grande área, completamente isolado. Até ao intervalo, destaque ainda para um livre de Rodrigo, que passou perto do poste da baliza russa. Para o segundo tempo, Jorge Jesus lançou Cardozo para o lugar de Rodrigo e o jogo mudou a favor do Benfica. Antes, Artur realizou mais duas defesas, perante Bilyatdinov e Kombarov. Cardozo ainda marcou um golo, anulado por fora-de-jogo, mas não falhou na segunda oportunidade. Ola John serviu Melgarejo, com o paraguaio a assistir o seu compatriota (Cardozo subiu mais alto e colocou a bola entre as pernas de Rebrov). Ola John e Lima tentaram o golo de meia distância (passou perto), Cardozo rematou à trave e seria novamente o paraguaio a tranquilizar os adeptos. Cruzamento de Ola John e remate certeiro do avançado paraguaio para o 2-0. A resposta do Spartak veio dos pés de Dzyuba, mas Artur negou novamente o golo aos russos. Aos 77 minutos, Cardozo ganha a bola no ataque, dribla Pareja e o argentino rasteira o paraguaio na grande área (penalty e cartão vermelho). Cardozo esteve perto do hat-trick, mas Rebrov defendeu a bola para a trave da sua baliza. Até final, dois remates perigosos de Bruno César e Ananidze e mais uma falhanço de Cardozo (rematou ao lado, quando seguia isolado). 
Destaques:

Benfica – Depois de uma primeira parte com poucos lances de perigo no ataque, Jorge Jesus teria que fazer algo no banco. Lançou Cardozo e o Benfica ganhou com dois golos do paraguaio. Pode não correr muito, mas o facto é que faltava um matador na frente de ataque. No segundo tempo a equipa cresceu e começou a rematar mais à baliza, tendo o jogo, aparentemente, controlado.

Spartak – Os russos tentaram surpreender a defesa encarnada em transições rápidas, mas falharam claramente no ataque. Os constantes foras-de-jogo, a ineficácia e a falta de poder de decisão não ajudaram à exibição do Spartak.

Cardozo – Entrou e marcou os dois golos do Benfica. Goste-se ou não do estilo, a verdade é que o paraguaio remata e marca golos. Para além disso, ainda rematou duas vezes à trave (uma delas de grande penalidade) e falhou um golo isolado.

Ola John – Depois de uma primeira parte pouco conseguida, o holandês ainda foi a tempo de ser um dos melhores em campo. O seu drible foi uma constante dor de cabeça para os laterais russos, ficou perto do golo num remate de fora da área e teve participação directa nos dois golos (assistência para Cardozo).

Artur – Exibição muito segura do guarda-redes brasileiro. Quando foi chamado a intervir disse presente e evitou que o Spartak chegasse ao golo por várias ocasiões.

Garay – Excelente exibição do central argentino, quer a cortar lances de ataque do Spartak, quer a construir jogo para o Benfica (não falhou no capítulo do passe).

Melgarejo/Maxi – O paraguaio esteve bastante ofensivo e ainda contribuiu com uma assistência para golo, enquanto o uruguaio voltou a mostrar que não está em forma (muito mal tacticamente, estendeu uma passadeira do seu lado da defesa).

Enzo Pérez/André Almeida – Exibição bem conseguida da dupla do meio campo encarnado. O argentino foi um dos melhores em campo, com segurança na recuperação de bola e muitas iniciativas atacantes (criou bastantes desequilíbrios). O jovem português esteve muito bem no seu raio de acção, ganhou muitos lances e conseguiu sair a jogar.


Lima/Rodrigo – O avançado brasileiro esteve bastante activo e rematador, enquanto o espanhol realizou uma má exibição.

Celtic 2-1 Barcelona (Wanyama 21´e Watt 83´; Messi 90´+1) – Os escoceses alcançaram uma vitória importante, perante o grande papão do futebol mundial. Em duas partidas, os catalães mostraram muitas dificuldades perante a equipa de Neil Lennon, em especial, pelo guarda-redes Forster. Para além da super-exibição do seu guarda-redes, o Celtic Park viu nascer uma nova estrela. O jovem Tony Watt (18 anos) entrou aos 72 minutos e dez minutos depois fez o 2-0, marcando pela 1ª vez na Liga dos Campeões. Apesar do maior domínio do Barcelona (83% de posse de bola, 17-4 em remates e 955-166 em passes), a verdade é que os catalães voltaram a pecar e muito na finalização.

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