Benfica 2-0 Spartak Moscovo (Cardozo 56´e 69´)
Benfica – Depois de uma primeira parte com poucos lances de perigo no ataque, Jorge Jesus teria que fazer algo no banco. Lançou Cardozo e o Benfica ganhou com dois golos do paraguaio. Pode não correr muito, mas o facto é que faltava um matador na frente de ataque. No segundo tempo a equipa cresceu e começou a rematar mais à baliza, tendo o jogo, aparentemente, controlado.
Spartak – Os russos tentaram surpreender a defesa encarnada em transições rápidas, mas falharam claramente no ataque. Os constantes foras-de-jogo, a ineficácia e a falta de poder de decisão não ajudaram à exibição do Spartak.
Cardozo – Entrou e marcou os dois golos do Benfica. Goste-se ou não do estilo, a verdade é que o paraguaio remata e marca golos. Para além disso, ainda rematou duas vezes à trave (uma delas de grande penalidade) e falhou um golo isolado.
Ola John – Depois de uma primeira parte pouco conseguida, o holandês ainda foi a tempo de ser um dos melhores em campo. O seu drible foi uma constante dor de cabeça para os laterais russos, ficou perto do golo num remate de fora da área e teve participação directa nos dois golos (assistência para Cardozo).
Artur – Exibição muito segura do guarda-redes brasileiro. Quando foi chamado a intervir disse presente e evitou que o Spartak chegasse ao golo por várias ocasiões.
Garay – Excelente exibição do central argentino, quer a cortar lances de ataque do Spartak, quer a construir jogo para o Benfica (não falhou no capítulo do passe).
Melgarejo/Maxi – O paraguaio esteve bastante ofensivo e ainda contribuiu com uma assistência para golo, enquanto o uruguaio voltou a mostrar que não está em forma (muito mal tacticamente, estendeu uma passadeira do seu lado da defesa).
Enzo Pérez/André Almeida – Exibição bem conseguida da dupla do meio campo encarnado. O argentino foi um dos melhores em campo, com segurança na recuperação de bola e muitas iniciativas atacantes (criou bastantes desequilíbrios). O jovem português esteve muito bem no seu raio de acção, ganhou muitos lances e conseguiu sair a jogar.
Lima/Rodrigo – O avançado brasileiro esteve bastante activo e rematador, enquanto o espanhol realizou uma má exibição.
Celtic 2-1 Barcelona (Wanyama 21´e Watt 83´; Messi 90´+1) – Os escoceses alcançaram uma vitória importante, perante o grande papão do futebol mundial. Em duas partidas, os catalães mostraram muitas dificuldades perante a equipa de Neil Lennon, em especial, pelo guarda-redes Forster. Para além da super-exibição do seu guarda-redes, o Celtic Park viu nascer uma nova estrela. O jovem Tony Watt (18 anos) entrou aos 72 minutos e dez minutos depois fez o 2-0, marcando pela 1ª vez na Liga dos Campeões. Apesar do maior domínio do Barcelona (83% de posse de bola, 17-4 em remates e 955-166 em passes), a verdade é que os catalães voltaram a pecar e muito na finalização.


