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Benfica derrota o Śląsk Wrocław; Encarnados chegaram a estar a vencer por 2-0 (muita arte de Witsel no 1-0), permitiram o empate, mas Carlos Martins colocou as águias na final do torneio polaco

Śląsk 2-4 Benfica (Elsner 67´e Sobota 69´; Cardozo 11´, Luisão 60´, Carlos Martins 73´e Gaitán 89´)

Os encarnados derrotaram o campeão polaco e garantiram presença na final do torneio Masters, onde vão encontrar o PSV Eindhoven. Um bom teste para o Benfica, que dominou durante o primeiro tempo, adormeceu no início do segundo e voltou a controlar o encontro na parte final. Jorge Jesus apostou no seguinte 11: Artur, Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo, Javi Garcia, Witsel, Bruno César, Yannick Djaló, Nolito e Cardozo.

O Benfica entrou melhor na partida e chegou ao golo logo aos 11 minutos. Witsel, com um excelente drible, enganou a defensiva polaca e serviu Cardozo para o 1-0. Bruno César esteve bastante activo no remate, mas sem a pontaria devida, enquanto que Witsel ficou perto do 2-0 aos 23´. Cardozo também ficou perto de bisar, quando surgiu isolado pelo lado esquerdo da área, mas o seu remate saiu para fora. No início do segundo tempo, o paraguaio voltou a falhar, desta vez, mesmo na cara do guarda-redes polaco (picou a bola por cima da baliza). O Slask dava mostras de querer discutir a partida, contudo, Artur ainda não tinha sido testado com qualidade. Aos 60 minutos, Luisão fez o 2-0 de cabeça e parecia ter sentenciado o encontro, contudo, a reacção polaca não se fez esperar. Elsner, do “meio da rua” (com grande efeito), reduziu para 1-2, e Sobota, com todo o espaço oferecido por Maxi, rematou cruzado para o 2-2. Os encarnados também reagiram de imediato e numa boa jogada colectiva chegaram ao 2-3. Melgarejo rematou à trave, para Carlos Martins concretizar na recarga. Witsel e Ola John ainda desperdiçaram excelentes oportunidades para fazer o 2-4, enquanto que Gaitán não perdoou mesmo em cima do apito final.

Destaques: 

Jorge Jesus – O Benfica continua a realizar uma pré-temporada com resultados positivos, contudo, esse não deve ser o principal objectivo. O treinador encarnado continua a apostar nos mesmos jogadores e não dá minutos a Miguel Vítor, Roderick, Hugo Vieira, Mora ou Mika, por exemplo. Todas as alternativas são para testar nesta fase, o que não está a acontecer por parte do treinador português. Será que vai apostar no mesmo 11, amanhã, frente ao PSV?

Carlos Martins – Entrou para o segundo tempo e foi o melhor elemento em campo. O médio ofensivo comandou o ataque encarnado, fez duas assistências e ainda marcou um golo. Está a tentar conquistar o seu espaço no 11. Poderá jogar de início na Luz?
Witsel – Boa exibição do belga. Esteve bem a recuperar bolas e a distribuir o jogo. Para além disso, fez uma excelente jogada no lance do 1-0 (drible e assistência) e ainda podia ter marcado por duas vezes. 

Y. Djaló/Ola John – Os dois extremos jogaram no lado direito do ataque, mas realizaram uma partida desinspirada. O português ainda tentou criar desequilíbrios (mas sem grande consequência), enquanto que o holandês cometeu alguns erros básicos e não conseguiu fazer uso da sua velocidade e técnica (ainda falhou um golo isolado).

Melgarejo/Maxi – O paraguaio esteve melhor do que o uruguaio (Maxi teve responsabilidades no 2º golo do Slask). Não teve grandes problemas a nível defensivo e, sempre que pôde, deu o seu apoio ao ataque (apareceu por duas vezes em posição de finalizar, sendo que numa deles deu golo). 

Luisão/Garay – Jogo certinho da dupla de centrais, que não mereciam ter saído da partida com dois golos encaixados. Luisão ainda marcou um golo.


Cardozo/Bruno César – O brasileiro esteve bastante activo ao nível do remate, mas revelou fraca pontaria, enquanto que o paraguaio marcou na primeira ocasião e ainda podia ter marcado por mais duas vezes.

Javi Garcia/Nolito – O médio defensivo falhou no 1º golo do Slask; Nolito esteve melhor que Djaló e criou desequilíbrios pelo lado esquerdo (fez uma assistência para Witsel).

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