Benfica 1-0 Toulouse (Jardel 88´)
Na última partida amigável antes do confronto frente ao Trabzonspor, os encarnados realizaram uma partida algo irregular, mas com alguns bons apontamentos, especialmente nas faixas laterais. Os primeiros 45 minutos foram pouco produtivos para o Benfica, apesar do maior domínio de jogo. Nolito e Urreta estiveram bastante activos nos flancos, proporcionando os melhores momentos de uma primeira parte algo monótona. Na segunda parte, Jorge Jesus renovou toda a frente de ataque e os encarnados surgiram mais perigosos. O Benfica criou algumas oportunidades de golo, quer em lances de bola paradas, quer pelo chão, mas apenas conseguiu marcar perto do final da partida por Jardel. Antes, Paulo Machado tinha servido Pentecote de bandeja, mas este falhou perante Eduardo. A uma semana do jogo frente ao Trabzonspor, os encarnados mostraram melhor entrosamento, enquanto que Jorge Jesus já terá ficado com mais certezas quanto ao 11 a apresentar frente aos turcos.
Destaques:
Nolito/Enzo Perez – Jogaram em cada parte e foram os melhores elementos dos encarnados. O espanhol deu bastante luta à defensiva francesa, tendo proporcionado a Ahamada algumas intervenções, enquanto que o argentino mostrou grande técnica e velocidade, desequilibrando pelo lado direito do ataque.
André Almeida – O médio ofensivo de 1m86, que no último ano foi adaptado a lateral direito, esteve a um bom nível. Seguro a marcar Tabanou ainda conseguiu ser esclarecido nos lances ofensivos, fazendo mesmo uma boa assistência para Aimar.
Matic – O sérvio revela grande facilidade em recuperar a bola, contudo, ainda precisa de melhorar o timing e qualidade de passe.
Emerson – O jogo de hoje não deu para tirar grandes notas sobre o brasileiro, pois os franceses raramente ultrapassaram o meio campo com a bola controlada. Tentou apoiar o ataque, contudo, numa dessas subidas, deixou escapar Paulo Machado para a melhor oportunidade de golo da partida.
Garay – Boa estreia do argentino, ainda que pouco testado pelo Toulouse. Nota-se uma grande diferença entre ele e os outros centrais, quando seguem com a bola nos pés, mostrando a sua qualidade no passe (tentou servir várias vezes o ataque). Ainda se destacou nas bolas paradas ofensivas, nomeadamente com um remate ao poste.
Witsel – O médio belga está a integrar-se ainda com o plantel, contudo, não facilita quando é para recuperar defensivamente e construir lances de ataque.
Aimar/Cardozo – Uma primeira parte bastante apagada, pois o argentino raramente desequilibrou no ataque e o paraguaio pouco tocou na bola.
Gaitan/Jara/Saviola – A tripla de argentinos entrou para a segunda parte, tendo mostrado novamente bastante mobilidade, o que criou grandes problemas à defensiva francesa. No entanto, voltaram a mostrar pouca eficácia na concretização.
Bruno César – O brasileiro foi o pior elemento em campo, tendo falhado demasiado no capítulo do passe e na recepção. Raramente se entendeu com a restante equipa e tarda em acertar o passo.

