A capacidade do alemão lidar com as diferenças do campeonato português em relação ao alemão e neerlandês, que são mais abertos, é uma das grandes curiosidades para a nova época.
Em entrevista ao jornal Westfalen-Blatt, Roger Schmidt falou sobre o novo desafio no Benfica e mostrou-se muito entusiasmado com a oportunidade de treinar em Portugal. De acordo com o alemão de 55 anos, esta aventura é inclusivamente maior do que estar na Bundesliga: “Nos últimos anos houve sempre a possibilidade de voltar à Bundesliga, mas é super excitante conhecer os países, as ligas e a cultura de futebol. E se depois tens uma oferta para treinar um clube como o Benfica… Para mim é uma aventura maior do que a Bundesliga”. Por outro lado, o ex-PSV revelou que o objetivo passa naturalmente por devolver o clube luso aos títulos e que não hesitou quando foi contactado: “O Benfica é o maior clube de Portugal. Estão habituados a ganhar títulos, mas não ganharam nada nos últimos três anos. Agora estão prontos a tentar algo novo com um treinador estrangeiro. Vou tentar levar o Benfica de volta aos êxitos do passado à minha maneira. Quando fui contactado pelo Benfica há umas semanas, foi logo tudo muito claro: ‘Quero fazer isso’”. Por fim, Schmidt não quis adiantar-se sobre a possibilidade de trazer Mario Götze: “Vamos ver”.
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6 Comentários
Antonio Clismo
Acho que será mais fácil para os restantes treinadores se adaptarem ao estilo do Schmidt do que o Schmidt se adaptar ao estilo dos outros treinadores.
Vai ser engraçado de ver o choque de ideias e formas de treinar e preparar os jogos dos treinadores da ”escola portuguesa” e o ”treinador da escola alemã”.
Periodização Tática vs Gegenpress
Vamos ver quem terá mais sucesso.
coach407
Periodização tática é uma metodologia de treino, Gegenpress é sobre o modelo de jogo. Onde é que existe aqui uma oposição de ideias?
São perfeitamente conciliáveis, com certeza vários alemães usam periodização tática para melhorar o gegenpress, assim como vários portugueses bebem dessas ideias e usam periodização tática também para as atingir…
Aliás, a questão é mais: quantos treinadores do Mundo não trabalham com base em ideias tanto da periodização tática como do gegenpress? É que são conceitos tão genéricos que é complicado ignorar e fugir deles…
Estigarribia
Oxalá traga boas ideias para mudar para melhor o nosso futebol. Bem precisamos de um futebol português de cara lavada.
Saudações Leoninas
Antonio Clismo
Actualmente os treinadores portugueses estão muito concentrados no mercado sul-americano porque é um mercado mais fácil e onde não têm de se esforçar muito. Deveriam era estar concentrados nos mercados onde se está a inovar hoje em dia em termos de futebol e de onde saem as melhores ideias que são os mercados do centro da europa.
Em vez de vermos treinadores a fazerem-se aos lugares no Brasileirão deveríamos ver os treinadores portugueses (pelo menos aqueles que ainda têm algum tipo de ambição em evoluir e aprender) a fazerem-se aos lugares na Bundesliga, Liga austríaca, etc
O único que tentou foi o Vítor Pereira e falhou redondamente no Munique 1860 na segunda divisão alemã.
A escola portuguesa tem as suas características, manhas, pontos fortes e pontos fracos. A interação com outras escolas de treino como a espanhola, italiana, holandesa, etc só faz bem aos treinadores.
São precisos mais estágios internacionais, mais conferências, mais estudo, mais troca de impresões, mais discussão, mais testes, maior interação entre todos, é preciso que mais jovens treinadores tenham oportunidade de meter as mãos no trabalho em vez de os castrar logo á partida, para termos 1 bom treinador de Primeira Liga são precisos que 500 jovens treinadores tenham tido a oportunidade de tentar pelo menos. Se forem criadas ferramentas que dêm oportunidade a 5000 jovens treinadores (sejam ex-jogadores, saídas da Universidade, não interessa) de começarem a sua carreira então isso indica que em médio prazo estão para chegar 10 bons treinadores para o nível de Primeira Liga.
E também é preciso agilizar os cursos de treinador. Não faz sentido um treinador ter que esperar 5 ou 6 anos para ter os cursos todos. E também não faz sentido que um treinador tenha que esperar em média 15 anos para chegar ao nível primeira Liga. Se for bom deveria ter oportunidades mais cedo.
Há muitos bottle-necks para quebrar nesta área.
É por isso que a Europa evolui e a América do Sul ficou nos anos 90 em termos de futebol.
junior_1984
Quando Schmidt perceber que em PT é um bocado irrelevante o que treinas ou o modelo de jogo mas sim gritar muito e fazer barulho fora das 4 linhas, vai desejar nunca ter vindo.
A minha expectativa é que ele veja o que se passa e depois divulgue isto lá fora. A única forma de mudarmos a mentalidade do nosso futebol é divulgar a podridão além fronteiras e correr com ela.
Francisco Parrinha Guerreiro
Já comentei algumas vezes sobre essa questão…
O Roger Schmidt vai adaptar-se facilmente a essa vertente, porque não houve um único jogo do PSV contra o Ajax em que ele não se queixasse da arbitragem e do favorecimento ao Ajax. XD