Braga 1-1 Benfica (Lima 45´+ 33 g.p. ; Rodrigo 71´)
Um golo de Lima de grande penalidade, depois de uma 1ª parte onde o próprio brasileiro tinha beneficiado (assistência de Gaitán) da melhor oportunidade dos minhotos e com Cardozo a dispor do melhor momento ofensivo do Benfica (excelente lance de Gaitán), e o empate por intermédio de Rodrigo (na nossa opinião é auto-golo de Douglão) foram as únicas notas de destaque numa partida com poucos motivos de interesse.
Destaques
Ewerton – Exibição muito segura do jovem central brasileiro. O jogador que está no Braga por empréstimo, tem evoluído de jogo para jogo e é mesmo uma das grandes revelações da Liga até ao momento.
Aimar – Mais um encontro onde foi uma nulidade. Falhou no capítulo do passe, fez inúmeras faltas, e nunca conseguiu desequilibrar.
Gaitán – Estava a ser o melhor elemento dos encarnados no 1º tempo (voltamos a afirmar que este Benfica é cada vez mais Gaitán), mas acabou por sair ao intervalo. Foi notório a falta de ideias da turma de Jesus na 2ª parte.
Hugo Viana – O melhor jogador em campo. Muita classe em todos os momentos do jogo. A verdade é que os melhores lances do encontro passaram todos pelo médio que voltamos a frisar de maneira explicável (ou talvez não pois é mais importante convocar suplentes) não serve para a selecção de Paulo Bento.
Artur/Quim – Quase não foram colocados à prova, mas quando o foram demonstraram uma enorme segurança.
Rodrigo – Entrou ao intervalo, mas ainda acabou por ser o jogador em destaque no Benfica. Marcou (remate enrolado, que Douglão com um desvio acabou por trair Quim, que aparentemente tinha o lance controlado) e ainda dispôs da melhor oportunidade do encontro, depois de uma bom passe de Bruno César e uma excelente recepção orientada do espanhol.
Witsel – Mais um encontro muito fraco do jovem belga. Depois do bom arranque com a camisola encarnada, nos últimos encontros tem estado completamente ausente das partidas.
Braga – A nível defensivo uma exibição quase sem erros (o golo acaba por surgir num momento em que os bracarenses só tinham 10 jogadores em campo), e com os minhotos a fazerem o seu jogo, ou seja, coesão defensiva e exploração das transições ofensivas quase sempre por intermédio de Alan (Salino também esteve particularmente activo), Barbosa ou Mossoró (dois elementos que se destacaram igualmente nos processos defensivos).
Benfica – Um empate que deixa tudo na mesma no topo da tabela, mas com uma exibição que demonstra que os encarnados já estiveram em termos técnicos noutro nível. O futebol apresentado não foi o melhor, a falta de ideias (sem Gaitán) foi evidente, e valeu a ousadia de Rodrigo (inexplicavelmente não foi titular) para que os encarnados conseguissem 1 ponto na deslocação a Braga.


