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Benfica: Época miserável dita o adeus de Jesus, Roberto, Cardozo, Peixoto…

…e quem sabe, Luís Filipe Vieira e restante direcção! Hoje surgiu a notícia de que já existem movimentações entre adeptos encarnados para tentar convocar eleições antecipadas no clube. O “Movimento Benfica”, marcou para as 20 horas de 9 de Maio um encontro para recolher assinaturas de modo a ser convocada uma Assembleia-Geral de sócios extraordinária.

A temporada encarnada começou da pior maneira, com uma derrota frente ao FC Porto para a Supertaça Cândido de Oliveira. Pior que o resultado, só mesmo o discurso das águias na antevisão ao clássico e durante a pré-época pois Jesus afirmava na altura que  “seria quase impossível baterem este Benfica”. Em Fevereiro, depois da vitória no Dragão para a Taça de Portugal, Jorge Jesus voltou a revelar um discurso arrogante e, talvez, até motivador para os adversários. Ao referir que “somos a equipa que melhor futebol pratica em Portugal” e “esperamos terminar à frente do nosso rival mais directo até porque ele já não está tão forte”, o treinador do Benfica teve o condão de espicaçar o seu adversário directo (levando inclusive algumas “bocas” de André Villas-Boas) e mostrar a sua pouca humildade, algo que já o acompanha desde há uma série de anos. Antes da eliminatória europeia frente ao Sp. Braga, novas “mostras de grandeza” por parte do clube da Luz, com Fábio Coentrão a referir a sorte dos minhotos em terem chegado tão longe, quando o próprio Benfica foi salvo no último minuto, numa partida em que não estava a jogar. No final do jogo de Braga, Jorge Jesus voltou a apontar ao mesmo diapasão da sorte e da infelicidade dos encarnados frente a Artur. Todo este discurso vindo do lado encarnado, a juntar a alguns desempenhos desportivos, tiveram como resultado uma temporada bastante decepcionante.

Contudo, os números dos encarnados não foram tão maus como muitos estão a afirmar. Um 2º lugar na Liga Portuguesa, atrás do melhor FC Porto da história, a conquista da Taça da Liga e as meias finais da Liga Europa (melhor prestação dos últimos 17 anos) seriam suficientes para classificar a temporada como razoável, no entanto, algumas humilhações, uma má política de contratações e gestão do plantel, a juntar ao referido discurso, afundaram a época do Benfica numa das mais decepcionantes da história. Perder por 5-0 no Dragão só está há altura dos 7-1 de Alvalade, enquanto que ver o seu maior rival fazer a festa na sua própria casa, ver novamente os dragões a vencerem na Luz, mesmo com uma desvantagem de 2 golos para a Taça de Portugal, e ser eliminado da Liga Europa pelo Sp. Braga, após mais uma derrota na “Pedreira” são resultados mais que suficientes para colocar em causa todo o trabalho de Jesus e da direcção encarnada.

Em relação a esse mesmo trabalho de Jorge Jesus, ficou provado que, ou o ano passado foi sorte, ou então ter Ramires, Di Maria e um Saviola em grande forma foi o suficiente para a excelente performance encarnada, pois, andar a poupar a equipa toda no campeonato (ao colocar suplentes) e, mesmo assim, perder contra o Sp. Braga e FC Porto, ainda por cima com os jogadores a continuarem a dar sinal de grande cansaço, é mau demais. Quanto a Roberto, palavras para quê!? Até os companheiros de equipa não confiam no guarda-redes espanhol, isso é claro quando eles não têm confiança nos atrasos de bola. Óscar Cardozo é uma nulidade, pois não oferece nada à equipa defensivamente, ou seja, quando não marca, nada acrescenta e, este ano, pouco marcou. No que diz respeito a César Peixoto, como é possível o Benfica ter investido milhões no Verão e até no Inverno e chegar a esta fase, com o esquerdino a ser titular nas meias-finais da Liga Europa? Para quê gastar dinheiro em Fernandéz e outros, se depois a aposta é Peixoto? Se era para isso, porque não manter David Luiz no plantel?

Muitas questões para os adeptos encarnados pensarem e reflectirem e, quem sabe, para a direcção técnica também, no sentido de evitar o descalabro de uma temporada que começou e acabou da pior forma para os lados da Luz.

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