Benfica 4-1 Nacional (Garay 9´, Cardozo 20´ e Rodrigo 38´e 61´; Claudemir 29´g.p.)
Os encarnados tiveram uma noite tranquila, numa partida bem disputada no Estádio da Luz, frente a um Nacional bastante ofensivo, mas que se revelou incapaz de contrariar o ataque do Benfica.Na 100ª vitória de Jorge Jesus ao leme do Benfica (11ª consecutiva), o treinador português resolveu apostar em Witsel a defesa direito e em Matic sozinho no meio campo defensivo e, talvez por isso, foi o Nacional que entrou melhor na partida. Contudo, Garay, bem servido por Aimar num livre, cabeceou certeiro para a baliza dos madeirenses e iniciou um período demolidor do Benfica. Os encarnados tiveram várias oportunidades para marcar (Rodrigo por duas vezes e Cardozo ao poste), algo que conseguiu aos 20 minutos, por Cardozo, após jogada individual de Gaitán. O segundo golo acalmou o futebol encarnado e foi o Nacional novamente a subir no terreno. Claudemir, à passagem da meia hora, marcaria mesmo para os madeirenses, de grande penalidade. Na resposta, Rodrigo, bem servido por Nolito, fez o 3-1 e voltou a tranquilizar os adeptos. No segundo tempo, nova entrada positiva do Nacional, que por pouco não chegou ao 3-2 (Barcellos falhou o desvio na pequena área). Contudo, a reacção madeirense ficou por aí, e até final do jogo, o Benfica ainda fez o 4-1 por Rodrigo e falhou diversas ocasiões para aumentar o “placar” – Rodrigo isolado, Cardozo de grande penalidade foram as mais flagrantes.
Destaques:
Rodrigo – O avançado espanhol foi o homem do jogo, marcando por duas ocasiões. Para além disso, ainda teve nos pés excelentes oportunidades, após desmarcações suas e trouxe novamente grande dinâmica à frente de ataque encarnada.
Aimar – O argentino espalhou o seu futebol na partida de hoje, tendo feito ainda uma assistência para golo. Arrancou muitas faltas, segurou a bola no meio campo e construiu inúmeras jogadas ofensivas do Benfica.
Cardozo – O líder da Liga ZON-Sagres em golos marcados voltou a fazer uso ao seu pé esquerdo, contudo, tem momentos em que facilmente vai do 8 ao 80 e do 80 ao 8. Falhou uma grande penalidade e após a saída de Rodrigo, a sua participação no jogo baixo de nível consideravelmente.
Gaitán/Nolito – O argentino realizou a sua melhor partida desde que regressou de lesão, tendo feito a jogada do encontro, quando driblou vários jogadores do Nacional e ofereceu o golo a Cardozo; o espanhol mostrou a irreverência habitual e ofereceu os dois golos a Rodrigo, para além de ter visto Marcelo negar-lhe a hipótese de marcar.
Garay – Marcou o golo inaugural da partida e mostrou grande segurança no centro da defesa encarnada.
Witsel/Emerson – O belga foi adaptado a defesa direito e, tal como o brasileiro, demonstrou grandes dificuldades em parar os extremos do Nacional.
Benfica – Jorge Jesus “inventou” um novo lateral direito para os encarnados (Miguel Vítor e André Almeida não servem?) e deixou Matic bastante desamparado no meio campo, contudo, o futebol ofensivo dos encarnados conseguiu tapar estas debilidades na partida de hoje. Rodrigo está em excelente forma, enquanto que com Aimar em campo, o ataque mostra outro poder de fogo. Segue-se um ciclo complicado de 5 encontros (2x Zenit, Académica e Vit. Guimarães ambos fora e FC Porto em casa) que poderá definir o sucesso/insucesso da temporada dos encarnados.
Nacional – Pedro Caixinha foi ambicioso para o encontro da Luz e ordenou aos seus jogadores para pressionarem o meio campo e defesa encarnada, com vista a criar perigo, contudo, abriu grandes espaços na sua defensiva e pagou caro por isso. Neto ainda afastou o perigo por diversas vezes, Candeias ameaçou Emerson, Keita foi rematador e Barcellos agitou na frente, mas sem grande perigo para o Benfica.

