Benfica 3-0 Nacional (Cardozo 51´e 89´ e Rodrigo 56´)
O jogo começou com um Nacional atrevido e um Benfica sem conseguir criar jogadas de envolvimento atacante. A estratégia de Pedro Caixinha deu resultado, com os insulares a ganharem inúmeros lances a meio campo. As saídas para o contra-ataque surgiram com naturalidade, mas o último passe ou remate, nunca levaram o caminho certo. O único lance de registo do Benfica aconteceu logo aos 12 minutos, com Salvio a ser servido de calcanhar por Carlos Martins e a rematar ao poste. Skolnik, Mateus e Rondón estiveram activos no ataque do Nacional, mas na hora do remate, não revelaram qualidade (apenas Rondón obrigou Artur a defesa apertada).
Com Carlos Martins lesionado, Jorge Jesus lançou Matic e, coincidência ou não, foi a partir daí que o Benfica começou a ganhar a luta a meio campo. Logo a abrir a segunda parte, Melgarejo desequilibrou pela esquerda, serviu Salvio e este desmarcou Maxi Pereira na área. O uruguaio driblou Vladan e cruzou para o golo de Cardozo. Pouco tempo depois, novamente Salvio em acção (“enganou” três defesas), cruzamento para o centro da área e finalização de Rodrigo (outro golo de cabeça). Enzo Pérez ficou perto do 3-0, num contra-ataque encarnado, para depois o Benfica baixar o ritmo de jogo. Os insulares voltaram a crescer, fizeram algumas aproximações à baliza de Artur, mas seria Cardozo a fechar o marcador com o seu pé esquerdo.
Destaques:
Benfica – Uma primeira parte de baixo nível, jogadores apáticos, muitos passes falhados e uma grande fragilidade para deter as iniciativas do Nacional. A entrada de Matic trouxe equilíbrio ao meio campo e as infiltrações de Maxi e Melgarejo no ataque criaram os desequilíbrios para o Benfica chegar ao golo.
Nacional – Pedro Caixinha montou uma estratégia quase perfeita na primeira parte, faltando apenas o toque final para surpreender Artur. Skolnik foi “dono” do meio campo durante os primeiros 45 minutos, roubou bolas e serviu os seus companheiros, mas Mateus, Róndon e Candeias, apesar dos desequilíbrios causados, não estiveram ao mesmo nível do croata.
Salvio – Voltou a ser um dos destaques do Benfica nesta noite. Para além de uma bola ao poste, o argentino apareceu em grande nível na segunda parte e teve participação directa nos dois primeiros golos dos encarnados.
Cardozo – Muitos adeptos assobiam-no, outros querem vê-lo fora da Luz, mas no final, o paraguaio acaba sempre por marcar muitos golos. Este ano parece seguir no mesmo caminho, com mais duas finalizações certeiras, nas poucas oportunidades de golo que teve ao seu dispor.
Rodrigo – Não foi a melhor exibição de encarnado ao peito, mas teve o mérito de ser eficaz na hora de rematar à baliza.
Maxi Pereira/Melgarejo – Muitas dificuldades durante o primeiro tempo, contudo, os laterais encarnados foram importantes para a construção do resultado final. Os sul-americanos estiveram em evidência no 1º golo e fizeram bastantes incursões pelo ataque.
Witsel/Matic – O belga não se sentiu seguro na posição que pertencia a Javi Garcia, ao passo que o sérvio entrou bem na partida e segurou o meio campo encarnado.


