Dodi Lukebakio, que estava parado desde meio de Novembro, integra a lista de convocados do Benfica para o duelo com o Santa Clara. Também Dedic está de volta. Já Bah e Ríos ainda devem ficar mais uma ou duas semanas de fora. “O Lukebakio vai para jogo, já passou aquele período em que… O Bah e o Ríos estão. O Lukebakio vai para jogar, o Ríos e o Bah iniciaram aquele período que se alongará por mais uma ou duas semanas. É bom, porque, neste momento, já estão a trabalhar com a equipa. Banjaqui e José [Neto] estão integrados, sem qualquer tipo de problema, mas, esta semana, temos Santa Clara, nos Açores, e Felgueiras, aqui, no sábado. Temos de pensar bem para onde é que vamos, porque a nossa equipa B também nos interessa. Dedic está melhor. Estamos a falar antes do treino, onde vamos avaliar todas estas pequenas coisas. Já dei a garantia do Lukebakio, porque já está numa fase do processo em que treina sem nenhuma limitação. Vamos ver”, afirmou Mourinho, na antevisão da partida.


4 Comentários
Tiago Silva
Trubin, Banjaqui, Tomás Araujo, Otamendi, Dahl, Barreiro, Enzo, Prestianni, Rafa, Sudakov, Pavlidis
Banco: Diogo Ferreira, António Silva, Sidny, Manu, Rios, Lukebakio, Schjelderup, Anisio, Ivanovic
Valter Batista
📝Sexta-feira 13 nos Açores: O Filme de Terror é o Relvado
Amanhã é dia de jogar no meio do Atlântico, onde nos espera o Santa Clara e, rezam as lendas, um relvado que mais parece um campo de batalha depois de um bombardeamento. Mourinho, na sua fina ironia – aquela que corta mais que faca de talho -, já avisou que os “standards” da nossa Liga para os tapetes verdes são uma coisa muito bonita de se ver… ao longe. Vamos jogar num batatal que foi considerado o pior da Primeira Liga, uma distinção honrosa para quem organiza esta “indústria” de trazer por casa, e a única dúvida é se levamos chuteiras ou galochas. O Zé, na antevisão, não foi de modas: disse que eles precisam de pontos, mas nós precisamos “desesperadamente” mais. E tem razão, porque nesta altura do campeonato, olhar para a tabela dá tonturas e a única cura é olhar para cima, para onde as águias deviam voar sempre, se não lhes tivessem tentado cortar as asas com arbitragens criativas e VARs daltónicos noutros carnavais.
O campeonato está naquela fase em que se separam os homens dos meninos, e nós não podemos vacilar. Com os rivais a fazerem contas de sumir – uns a somar vitórias duvidosas e outros a chorar nos cantos -, o Benfica entra nesta jornada com a faca nos dentes. Mourinho sabe-o melhor que ninguém. Quando ele diz que “não vamos para jogar ópera, vamos para sobreviver”, está a mandar o recado para dentro: esqueçam o tiki-taka, esqueçam o perfume, amanhã é dia de vestir o fato de macaco e chafurdar na lama se for preciso. Elogiou o trabalho do adversário, claro, é um cavalheiro, mas nas entrelinhas percebe-se que a tolerância para “escorregadelas” (literais e figurativas) é zero. Estamos numa perseguição feroz ao topo e deixar pontos nos Açores seria dar oxigénio a quem não merece respirar o mesmo ar que nós na classificação.
A má notícia, aquela que nos faz torcer o nariz e praguejar baixinho contra os deuses do infortúnio, é a ausência do nosso “faz-tudo” norueguês. O Aursnes está fora de combate nas próximas semanas, e perder o Fredrik é como perder a chave de fendas, o martelo e o alicate ao mesmo tempo, numa obra que ainda vai a meio. É uma baixa de peso, sim senhor, porque aquele rapaz corre por três e pensa por quatro, tapando os buracos que os outros deixam abertos. O Mourinho vai ter de inventar, o que para ele não é novidade, mas convém que a invenção não meta água, que nos Açores a humidade já é muita e o terreno não convida a experimentalismos académicos. Sem o norueguês, perde-se o cérebro tático no meio do caos, e num jogo que promete ser mais luta livre que futebol, essa inteligência vai fazer falta.
Mas nem tudo são dores de cabeça e nuvens negras. O Lukébakio, esse belga que nos partiu o coração quando partiu o tornozelo naquela tarde cinzenta, está de volta. O “Special One” diz que ele pode ter alguns minutos, o que é uma lufada de ar fresco, embora seja uma ironia do destino fazer regressar um artista destes, habituado a pincelar relvados, para jogar num lamaçal onde a bola salta como um coelho assustado. É um risco? Talvez. Mas é bom ver o Dodi de volta, nem que seja para nos lembrar que temos gente no estaleiro que faria titularidade em qualquer equipa deste campeonato de vão de escada. Se ele entrar, que seja para decidir e não para nos deixar com o coração nas mãos a cada dividida.
Portanto, meus caros, amanhã, sexta-feira 13, o cenário está montado para um filme de suspense: um relvado impraticável que envergonha o futebol profissional, um adversário a lutar pela vida, e nós com a obrigação sagrada de ganhar, nem que seja a jogar polo aquático ou a pontapé para a frente. Mourinho diz que vamos para “lutar muito”, e eu acredito. Porque se formos para lá a pensar que somos finos e que a bola rola redondinha, saímos de lá com o pelo na venta e a ouvir os foguetes dos vizinhos. É para ganhar, com ou sem lama, com ou sem Aursnes, contra ventos e marés e contra a própria Liga se for preciso. E se o Dodi entrar e fintar três ou quatro no meio do pântano, melhor ainda. O resto é conversa para encher jornais e consolar perdedores.
𝐕𝐚𝐥𝐭𝐞𝐫 𝐁𝐚𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚 in Crónicas da Meia Esquerda (Facebook)
6.Mik
Como rival, espero que Lukebakio e o Rios voltem rápido ao onze.
Se for para jogar com os ‘melhores’, vão ter no banco de 100M com estes que falei, Sudakov e Ivanovic.
Nickles
Lukebakss*