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Benfica perde na Rússia; Encarnados foram apáticos durante 75m (exibição muito pobre do conjunto de Jesus até esse momento) e comprometem a continuidade na Liga dos Campeões (apenas 1 ponto em 9 possíveis e último lugar no grupo G)

Spartak Moscovo 2-1 Benfica (Rafael Carioca 3′, Jardel 43′ p.b.; Lima 32′)

Uma defesa displicente (Maxi está irreconhecível esta época), um meio campo inexistente, e um futebol muito pobre (o conjunto de Jesus foi apático, tacticamente uma nulidade, e, à excepção dos últimos 15/20m onde mais com o coração do que com a cabeça conseguiu ter jogo no meio campo do Spartak, acabou por ser dominado pela técnica e inteligência dos russos) ditaram a 2ª derrota do Benfica na Liga dos Campeões. Os encarnados deixam a Rússia no último lugar do Grupo G, nesta fase só tem 1 ponto em 9 possíveis, e necessitam obrigatoriamente de vencer o próximo encontro (novamente frente ao Spartak, um conjunto que em termos individuais é claramente inferior ao Benfica e que está perfeitamente ao alcance do clube da Luz, mesmo considerando que 5 titulares indiscutíveis como: Dikan, Insaurralde, McGeady, Romulo e Emenike, hoje estavam indisponíveis).
Os russos entraram muito bem na partida e logo no 1º minuto, Artur foi obrigado a aplicar-se. Pouco tempo depois, Matic “serve” o contra-ataque do Spartak, que termina com o remate certeiro de Rafael Carioca. Rodrigo deu o primeiro sinal de vida do Benfica, com um remate fora da área (defesa de Rebrov), mas os russos voltaram à carga e Ari falhou na cara de Artur (rematou à trave). Aos 30 minutos, Matic obriga Rebrov a nova defesa, para nos minutos seguintes, Lima aproveitar um bom cruzamento de Salvio (cabeceamento certeiro). O golo podia dar fôlego aos encarnados, mas o que se viu foi uma forte reacção do Spartak. Artur foi obrigado a aplicar-se diversas vezes, até Jardel desviar para a sua própria baliza, um cruzamento de um jogador russo. No início do segundo tempo, Ari ficou perto do 3-1 (de calcanhar), antes de Jorge Jesus lançar Gaitán e Cardozo. Pouco tempo depois, Salvio falhou o empate, num lance em que ficou isolado perante Rebrov e Lima demorou bastante tempo na área, quando estava em boa posição para rematar de primeira. Os encarnados pressionaram na parte final do encontro, ganharam lances de bola parada, mas nunca conseguiram encontrar o caminho para a baliza do Spartak.

Destaques:

Spartak – Foi sempre mais rápido com e sem bola, soube aproveitar o espaço entre linhas dos encarnados e criou várias situações de perigo (ao intervalo o resultado até pecava por escasso). A astúcia de Emery e a maneira como o técnico espanhol explorou as debilidades do Benfica foi crucial. Mas o destaque vai todo para as exibições de Rafael Carioca (melhor jogador em campo, juntou ao golo uma presença notável no meio campo: controlou o jogo todo do Spartak e ainda foi importante nas recuperações de bola e equilíbrio da equipa), Ari (criou muitos problemas à defensiva encarnada, podia ter marcado por duas vezes e demonstrou uma capacidade de luta incrível), Ananidze e Jurado (espalharam técnica e criatividade).

Benfica – Exibição pobre (o discurso de antevisão ao jogo de Jesus também já não tinha sido positivo), e resultado que compromete as aspirações dos encarnados. As águias são claramente mais fortes que Celtic e Spartak, mas ficaram sem margem de erro, e terão mesmo de vencer os 2 opositores na Luz. Hoje, além da apatia, displicência defensiva e pouca dinâmica, surpreendeu a presença de 2 avançados na frente (Jesus frente ao Barça e Celtic tinha optado só por 1 atacante), e pela 1ª vez foi evidente a falta da dupla Javi-Witsel no meio campo (este sector foi uma autêntica passadeira para os russos). Por último, definitivamente o Benfica tem de esclarecer a situação de Gaitán (que como sabem, na opinião do VM é o melhor jogador das águias). É que continuar a deixar o seu talento no banco ou bancada, faz pouco sentido.

Maxi Pereira – Pior jogador em campo, aliás foi uma exibição à imagem do que tem protagonizado em 2012-13: pobre, muito pobre. Foi facilmente batido por inúmeras ocasiões, cometeu muitos erros defensivos e ofensivamente não ofereceu nada.

Melgarejo – Por incrível que pareça, e já não é a 1ª vez que acontece esta época, voltou a ser o melhor defesa do Benfica. Competente a defender (aliás o Spartak cedo percebeu isso e começou a explorar preferencialmente as debilidades de Maxi), ainda foi um dos elementos que mais tentou remar contra a maré (mostrou-se sempre e apesar da apatia geral, tentou sempre dar profundidade ao seu corredor).

Bruno César/Rodrigo – Não acrescentaram nada ofensivamente. Estranho, foi terem saído tão tarde.

Artur/Lima – O guarda-redes, com várias defesas de qualidade, foi o melhor jogador do Benfica; já o brasileiro apesar do golo não foi particularmente feliz (decidiu mal em várias situações em que a defesa do Spartak estava desequilibrada).

Matic/Enzo – Um erro do sérvio proporcionou o 1º golo do Spartak, enquanto que o argentino (apesar da atitude e garra evidenciada nos últimos 25m) foi igualmente infeliz. Aliás, a derrota do Benfica, passou pela falta de capacidade da dupla em recuperar a bola, equilibrar a equipa encarnada e parar as transições do Spartak.

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