Benfica-Sp. Braga, 1-0 (Luisão 45’+2)
O Benfica venceu de maneira justa, um encontro onde foi superior, teve melhores oportunidades de golo, mais posse de bola, e acabou por controlar o jogo quase na sua totalidade. Perante um Braga que denotou uma maior preocupação defensiva e pouco perigo conseguiu criar.
Luisão acabou por marcar o único golo da partida, um jogador que parece estar predestinado para este tipo de jogos decisivos.
Os encarnados reforçam o primeiro lugar, e estão agora com 6 pontos de vantagem a 6 jornadas do fim.
Em relação ao jogo, o Benfica dominou quase toda a primeira parte, falhando duas oportunidades claras de golo por Saviola e Cardozo, que não conseguiram aproveitar os brindes de Filipe Oliveira e Eduardo, ante um Braga que procurou jogar com o tempo de jogo e não arriscar em demasia. Já no último minuto da primeira parte (46) Luisão de uma maneira algo fortuita conseguiu marcar o único golo da partida. A segunda parte trouxe mais algum equilíbrio à partida, principalmente depois das alterações de Domingos, mas o Braga apenas por uma vez, por intermédio de Moisés conseguiu chegar com real perigo à baliza de Quim, por sua vez o Benfica apesar de mais incomodado na sua zona defensiva, devido à velocidade de Matheus e Rafael Bastos, conseguiu controlar o jogo, e até final ainda desperdiçou várias oportunidades claras de golo, principalmente por intermédio de Cardozo.
Destaques:
Luisão – Não só pelo golo decisivo que marcou, mas essencialmente pela boa qualidade defensiva que demonstrou, foi o melhor jogador em campo.
Saviola – Fez uma grande 1ª parte, demonstrando pormenores técnicos de grande qualidade, principalmente ao nível do controlo de bola, e foi ele o elemento que mais desequilibrou nesse período. Contudo na 2ª parte esteve um pouco escondido do encontro.
Fábio Coentrão – Foi um dos melhores elementos dos encarnados, e principalmente devido à boa qualidade no capítulo defensivo que demonstrou, mesmo perante adversários como o Alan e Paulo César levou quase sempre de vencida os duelos individuais.
Cardozo – Esteve muito mal no capítulo da finalização, falhando algumas oportunidades claras de golo.
Di Maria – O jogo menos influente do argentino nos últimos tempos, demasiado preocupado em ganhar faltas, muitas vezes com simulações.
Jorge Jesus – Jogou na sua táctica habitual, apostando em Carlos Martins em detrimento de Aimar, e esta noite mais uma vez provou o porquê, já que o português está claramente num melhor momento, pois consegue ajudar melhor os encarnados nos processos defensivos no meio campo, e com a sua entrega e atitude preenche melhor os espaços que o argentino, que diga-se de passagem entrou muito mal no jogo, e nos últimos meses tem estado alheado das boas exibições.
Domingos – Teve mérito em sacudir um pouco com o jogo, com as surpreendentes mas boas alterações que efectuou, contudo pecou por um excesso de preocupação de inicio, ao apostar num claro jogar com o tempo de jogo.
Alan – É um dos principais desequilibradores da equipa, e hoje demonstrou excelentes pormenores técnicos, mas as suas jogadas acabaram por não ter sequência.
Mossoró – De lamentar a sua lesão, que se prevê ser grave. Foi das unidades mais inconformadas dos bracarenses.
Moisés – A melhor unidade bracarense. Sempre determinado nos duelos defensivos e quase sempre melhor, teve ainda na cabeça a única verdadeira oportunidade de golo do Braga.
Evaldo – Acrescentou pouca profundidade a jogo do Braga. Uma das unidades mais apagadas.
Matheus – Com a sua velocidade conseguiu em 30 minutos fazer o que Renteria não tinha feito em 60, ou seja criar alguns desequilíbrios e colocar em sentido a defesa encarnada.


