Sporting 1-3 Benfica (Wolfswinkel 30´; Rojo 58´ a.g., Cardozo 81´g.p. e Insua 86´a.g.)
Os leões entraram melhor na partida e Insua obrigou Artur a grande intervenção logo aos 10 minutos. A equipa da casa estava mais activa no ataque e ia conquistando cantos e livres, mas sem criar ocasiões de golo. Do outro lado, em meia hora, apenas por uma vez se vislumbrou uma jogada de perigo (cruzamento de Melgarejo e Salvio a falhar o cabeceamento). Aos 30 minutos, surgiu o 1-0, numa jogada de grande mérito para Wolfswinkel. O holandês foi lançado em velocidade, segurou a bola e soltou para Capel. O espanhol cruzou para a área, onde apareceu o mesmo Wolfswinkel para finalizar (excelente execução). O golo do Sporting acordou o jogadores do Benfica, que responderam de imediato. Lima e Cardozo tiveram boas oportunidades de visar a baliza de Rui Patrício, contudo, a fraca pontaria (Lima rematou ao lado e Cardozo também cabeceou para fora) e o guarda-redes português negaram o empate. O segundo tempo começou com um remate perigoso de Lima e resposta de Elias. O médio leonino teve tudo para fazer o 2-0, mas Artur negou o golo ao brasileiro. Depois, assistiu-se ao domínio dos encarnados. Os leões não conseguiam sair a jogar (muito pontapé para a frente), enquanto o meio campo do Benfica ia subindo mais do outro lado. Aos 58 minutos surgiu o golo do empate, depois de uma perda de bola do Sporting, ainda no seu meio campo. A bola sobrou para Ola John, que cruzou para o desvio de Cardozo (Rojo e Cardozo embrulharam-se e foi mesmo o argentino a fazer auto-golo). Pouco tempo depois, foi Garay a cabecear ao poste e Ola John a obrigar Rui Patrício a defesa complicada. Do outro lado, surgiu o único lance de destaque após o falhanço de Elias. Insua ganha a bola no ataque e aplica um forte pontapé, mas a bola embateu no poste da baliza de Artur. Aos 80 minutos, Salvio faz tudo bem e remata com selo de golo, mas Boulahrouz, perto da linha de golo, defende a bola com a mão (foi expulso). Cardozo fez o 1-2, numa grande penalidade batida sem grande potência. Pouco tempo depois, o mesmo Cardozo cabeceia, a bola desvia em Insua e entra novamente na baliza de Rui Patrício.
Destaques:
Já o mencionamos anteriormente, com o tempo que leva em Alvalade, tinha a
obrigação de mostrar muito mais. Hoje as suas decisões técnicas e
tácticas voltaram a ser absurdas (mexeu mal e tarde), os leões continuam
a apresentar um futebol pobre (zero de construção, uma nulidade em
termos de dinâmica ofensiva…a saída de bola chega a ser ridícula), e
sendo certo que o belga não é o único culpado pelo Sporting ter perdido 6
dos 11 jogos que fez desde que Sá Pinto saiu (alguns jogadores tem
pouca qualidade e em termos físicos a equipa está mal preparada), começa
a ter a sua dose de responsabilidade.
Jesus – Com as individualidades que o Benfica tem (de longe o plantel
com mais quantidade/qualidade em Portugal) basta não inventar. O técnico
encarnado acertou no 11, teve mérito na maneira como não acusou o golo
leonino e se manteve fiel à sua ideia de jogo, e a reviravolta acabou
por acontecer com alguma naturalidade. Apesar de ser fácil brilhar ao
lado de bons jogadores, é preciso destacar o excelente trabalho de JJ na
evolução de elementos como Matic, Melgarejo e Jardel.
Rui Patrício – Pior exibição da época. Errou no golo do empate (péssima saída) e voltou a denotar as suas enormes fragilidades no jogo de pés, foram vários os erros e consequentemente posses de bola oferecidas aos encarnados (hoje para se ser um guardião de Top é necessário ter outra qualidade em termos de visão de jogo e capacidade para funcionar como um pilar na 1ª fase de construção, e o português claramente não tem essas valias).
André Gomes – Voltou a impressionar. À semelhança do que aconteceu frente ao Barcelona apresentou uma personalidade invulgar para a sua idade, e ao lado de Matic, com a sua técnica, capacidade de choque e visão de jogo ganhou o meio campo aos leões.
Benfica – Primeiro lugar na Liga, melhor ataque da prova, e uma vitória no dérbi que acaba por sempre por ser especial, ainda mais quando há uma bipolaridade evidente no nosso campeonato (todos os pontos são decisivos, pois na teoria encarnados e dragões vão perder muito poucos).
Sporting – Um dos momentos mais negros da história dos leões. 9º lugar a 9 pontos do Braga, 18 de Benfica e Porto e apenas com 2 de vantagem sobre o penúltimo, parece evidente (já é o há muito) que esta época está praticamente perdida, e o único desejo dos responsáveis leoninos é que amanhã seja já Junho. O dérbi podia ter funcionado de maneira positiva, mas acabou por agravar ainda mais a crise leonina.
Cardozo – Foi a figura da partida. Marcou um golo, participou activamente noutros dois, e ainda criou perigo em mais duas ocasiões.
Wolfswinkel – A melhor unidade do Sporting (como tem sido habitual esta
época). Na 1ª parte, a jogar sozinho na frente como tem sido habitual
nos leões, criou muitas dificuldades a Garay, marcou e enquanto esteve
em jogo colocou a equipa do Benfica em sentido (foi a pressão do
holandês e maneira como condicionou a saída de bola dos encarnados que
provou a empatia encarnada nos primeiros 30m). No 2º tempo desapareceu
(os seus colegas que já estavam a 20m dele passaram a estar a 50) e os
leões deixaram de criar perigo.
Lima – Começou no brasileiro a reacção dos encarnados. O avançado depois
do golo leonino recuou no terreno, procurou a bola deu mais soluções em
termos ofensivos e a defesa do Sporting/meio campo nunca mais acertou
as marcações.
Dier/Carrillo – Não funcionou a ala direita do Sporting. O jovem inglês
(ainda júnior) falhou no capítulo do passe e defensivamente teve muitas
dificuldades com Ola John; Já o peruano teve muitas perdas de bola
(normal por ser o único verdadeiramente a tentar desequilibrar neste
Sporting), e da única vez em que conseguiu inventar uma jogada Elias
acabou por desperdiçar.
Matic – Um dos melhores em campo. Excelente nas dobras aos seus
companheiros, encheu o campo e voltou a demonstrar que com bola o
Benfica ganha qualidade com o sérvio.
Artur/Melgarejo – O guardião disse presente de maneira brilhante nas
duas vezes que foi chamado a intervir (livre de Insua e quando Elias
seguia isolado); já o esquerdino voltou a ser competente no lado
esquerdo.
Elias/Pranjic – À semelhança do que aconteceu na época passada, o brasileiro
voltou a falhar uma excelente oportunidade frente ao Benfica (em 2011-12
na Luz falhou 3). Com o 2-0, tudo podia ser diferente. A essa falha
cometeu outras, principalmente no capítulo do passe; já o croata além da
intensidade que emprestou (defensivamente na maneira como tentou
condicionar a fase de construção dos encarnados), não acrescentou nada
com bola.
Garay/Maxi – O uruguaio voltou a ser a unidade mais fraca do Benfica
(tem sido sempre assim esta época). Cometeu vários erros defensivos e
foi no seu corredor que o Sporting criou os melhores lances; por sua
vez, o argentino fez os seus piores 45m em 2012-13. Sofreu com
Wolfswinkel, errou em algumas abordagens, e só esteve ao seu nível no 2º
tempo.
Capel/Insúa – Estiveram no melhor e no pior deste Sporting. O espanhol
juntou à assistência para o 1-0 uma excelente atitude no 1º tempo
(apesar de à excepção do lance do golo nunca ter decidido bem), e
enquanto “teve pilhas” os leões tiveram outra capacidade de pressão e
sair em transição. No 2º tempo foi uma nulidade, sendo ainda o principal responsável pelo golo do empate encarnado (perdeu a bola com Insúa livre e deixou a equipa leonina completamente desequilibrada); já o argentino fez 2
dos 3 melhores remates do Sporting: um foi ao poste, o outro, de livre,
foi defendido por Artur. Contudo, defensivamente foi batido em
praticamente todos os lances por Salvio.
boas que recuperou e capacidade em ter bola e fazer alguma posse (algo
que foi raro nos leões).
Salvio – Desequilibrou várias vezes, teve influência na maneira como
provocou o 2-1 e voltou a demonstrar o porquê de ser um dos melhores
jogadores da Liga. A sua velocidade e técnica fazem muitos estragos no
nosso campeonato.
Ola John – Fez a assistência para o 1-1, criou muitas dificuldades a Dier e, apesar
de nem sempre ter decidido bem, foi importante na reacção encarnada.
Rojo-Boulahrouz – Os centrais do Sporting não comprometeram enquanto o meio campo deu alguma cobertura, mas não conseguiram tapar os buracos que se iam abrindo nas alturas de maior pressão, em especial quando obrigados a dobrar os laterais ou a sair da área para atacar os avançados. O holandês foi expulso ao impedir um golo com a mão, enquanto que Rojo fica ligado ao 1º golo (não se conseguiu antecipar).


