Benfica 2-0 Marselha (Cardozo 37′ g.p. e Carlos Martins 90′)
Destaques
Benfica – Foi evidente que Jesus queria entrar a vencer nesta pré-época (é importante em termos anímicos e dá mais espaço ao técnico encarnado…viveu um período de alguma instabilidade no final da última temporada e caso tenha deslizes nesta fase pode voltar a ser pressionado). O treinador das águias apostou naqueles em quem mais confia, fez poucas experiências (podia ter optado por um 11 inicial com um misto de jogadores que foram titulares o ano passado com alguns elementos novos), mas a verdade é que os encarnados denotaram já uma boa condição física e conseguiram durante grande parte do encontro impor o estilo de jogo que caracteriza a equipa de JJ.
Maxi Pereira – A capacidade física do uruguaio é notável. Mesmo no 1º jogo da temporada o lateral direito jogou já a um ritmo impressionante, foram dele as principais jogadas de perigo do Benfica, deu a profundidade habitual e foi mesmo o melhor em campo. Veremos se não vai ser excessivamente “esmiuçado” nesta pré-época.
Ola John/Paulo Lopes – Estreias razoáveis. O holandês (que acabou por sair lesionado) criou alguns desequilíbrios com a sua velocidade (mas decidiu sempre mal…pareceu deslumbrado com tanta facilidade); já o guardião disse presente nas duas vezes que foi chamado a intervir.
Luisinho/Melgarejo – O português sentiu algumas dificuldades com a presença de Remy, mas com a saída do francês soltou-se, demonstrou alguma confiança na saída de bola, tentou participar nas acções ofensivas e acabou por realizar uma exibição q.b.; por sua vez o paraguaio, igualmente ex-Paços, foi adaptado a lateral esquerdo na 2ª parte mas denotou algumas lacunas em termos tácticos (veremos se irá evoluir nesta posição ou se foi apenas algo ocasional).
Witsel/Carlos Martins – Duas das exibições mais interessantes dos encarnados. O belga não falhou um passe, foi sempre o elemento mais esclarecido do meio campo, o que deu mais qualidade na posse de bola e ainda teve mérito na maneira como ganhou o penalti; já o português substitui Witsel na perfeição (nesta fase é claramente mais um 8 que um 10). Deu dinâmica ao meio campo, procurou a bola, e ainda selou a sua exibição com um golo espectacular.
Gaitán/Bruno César – O argentino praticamente não esteve em campo, enquanto que o Chuta-Chuta só apareceu na 2ª parte quando passou a jogar no meio.


