Académica 2-2 Benfica (Cissé 26´g.p. e Wilson Eduardo 70´g.p.; Cardozo 51´g.p. e Lima 86´)
Os encarnados entraram fortes e ainda antes dos 10 minutos já tinham desperdiçado três ocasiões de golo. Cardozo rematou à trave, com a baliza aberta, Rodrigo, em situação semelhante, acertou no poste e novamente Cardozo a permitir a defesa de Ricardo, quando estava em excelente posição para marcar. O Benfica foi baixando de intensidade, enquanto os estudantes começaram a espreitar a baliza de Artur, ainda que não tenham criado lances de perigo. Aos 26 minutos, Maxi derrubou Makelele e Cissé não perdeu a oportunidade de fazer o 1-0. Os encarnados apenas conseguiram responder perto do intervalo, novamente com Cardozo a desperdiçar (Ricardo defendeu o primeiro cabeceamento para o poste, enquanto o segundo cabeceamento do paraguaio foi por cima da baliza). No reinício de jogo, nova entrada forte do Benfica e uma jogada impressionante de Salvio. Depois de “enganar” vários defesas da Briosa, o argentino serviu Cardozo, que rematou contra Rodrigo Galo. Carlos Xistra marcou grande penalidade e expulsou o brasileiro da Académica. Cardozo não desperdiçou da marca dos 11 metros. Com mais um elemento em campo, o Benfica empurrou a defesa da Académica ainda mais para trás e foi construindo lances de perigo (Salvio ficou perto do golo, enquanto Cardozo continuava a desperdiçar). Contudo, foi mesmo a Académica a chegar ao 2-1, depois de um lance individual de Hélder Cabral. Xistra entendeu que o lateral esquerdo foi derrubado por Garay e Wilson Eduardo não falhou frente a Artur. Pouco tempo depois, Jorge Jesus lançou Lima em jogo, e o ex-bracarense fez a igualdade, num excelente remate de fora da área. Os encarnados fizeram um “forcing” final, mas o dia não era de Cardozo (lançado por Nolito, demorou uma eternidade e rematou para defesa de Ricardo).
Benfica – Os encarnados perderam pontos em Coimbra por culpa própria e não pelas grandes penalidades ou a falta de Javi/Witsel. Os primeiros minutos foram decisivos (começar a ganhar é importante, e as águias aos 8m já podiam estar a vencer por 3-0) e foi essa falta de eficácia que “roubou” 2 pontos ao clube da Luz.
Académica – Pedro Emanuel fez o possível para aguentar a pressão encarnada e quase saía do jogo com 3 pontos. Apesar de apresentar um bloco baixo, a defensiva conimbricense falhou em diversas ocasiões, enquanto o ataque não conseguiu desequilibrar perto da baliza de Artur. Ainda assim, Ricardo defendeu quase tudo, Makelele foi incansável no meio campo e Cleyton mostrou bons pormenores.
Salvio – Foi o melhor elemento dos encarnados, com mais uma partida de elevado nível na Liga ZON-Sagres. Criou bastantes desequilíbrios e fez uma jogada espectacular no lance do 1º golo do Benfica. O seu drible foi desconcertante para a defensiva da Briosa, fez lembrar Messi em alguns momentos, mas esteve sempre mal-acompanhado.
Lima – Entrada importante para o Benfica, pois foi do seu pé direito que saiu o golo do empate. Pouco tempo em campo, mas um tiro que deu esperança aos encarnados.
Cardozo – O futebol é um jogo colectivo, contudo, e apesar de ter marcado um golo, o paraguaio foi o principal responsável pelo empate entre Académica e Benfica. O avançado falhou clamorosas oportunidades de golo, que podiam ter dado outra expressão ao marcador. Com o pé esquerdo ou de cabeça, a noite correu bastante mal ao avançado.
Enzo Pérez/Matic – O sérvio cumpriu na sua zona de terreno, enquanto pedia-se mais velocidade e capacidade de decisão ao argentino.
Bruno César/Nolito – O brasileiro apenas fez dois cruzamentos de destaque e foi sacrificado ao intervalo (este ano ainda não apareceu), enquanto o espanhol tentou abrir a defesa da Briosa com os seus dribles estonteantes, mas salvo um “passe de morte” para Cardozo, esteve muito abaixo.
Maxi/Melgarejo – O uruguaio falhou a abordagem na primeira grande penalidade da Académica e foi pouco exuberante no apoio ao ataque; o paraguaio cumpriu no plano defensivo e foi invariavelmente bastante ofensivo, ainda que não tenha criado situações de golo iminente.


