Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Benfica volta a falhar na 1ª jornada (8 temporadas consecutivas); “Gverreiros” com a lição estudada e Melgarejo em noite infeliz (esteve nos 2 golos do Sp. Braga)

Benfica 2-2 Sp. Braga (Salvio 49´e Cardozo 73´g.p.; Melgarejo 54´a.g. e Mossoró 62´)

Benfica e Sp. Braga protagonizaram o 1º grande confronto da temporada, num jogo com quatro golos, mas pouco futebol para isso. Os encarnados mostraram muito pouco para um candidato ao título (mesmo nos minutos em que esteve com vantagem numérica, não conseguiu criar perigo), enquanto os minhotos vieram com a lição estudada, mostraram eficácia e conseguiram tapar as linhas de passe ao meio campo e ataque encarnado. Melgarejo foi a figura do jogo, pela negativa, tal como Jorge Jesus, que continua a pagar caro a sua teimosia (depois de Roberto e Emerson, Melgarejo parece ser a próxima vítima).
A partida começou logo com uma oportunidade de golo para o Sp. Braga, onde Lima desperdiçou após erro de Luisão. O Benfica respondeu através de um remate de Sálvio, depois de uma assistência de Rodrigo, mas Beto defendeu com segurança. Pouco tempo depois, num livre estudado por parte dos encarnados, Maxi Pereira cruzou para o desvio de Custódio, que quase dava auto-golo. Os minhotos voltaram a criar perigo, num lance onde Artur faz uma assistência para Lima (a jogada depois perdeu-se, mas poderia ter sido mais penalizadora para o guarda-redes encarnado), e perto do intervalo, foi Bruno César a rematar com perigo para a baliza de Beto.

O segundo tempo começou praticamente com o golo de Salvio, que aproveitou uma excelente jogada de Rodrigo (e uma falha de marcação da defensiva minhota) para inaugurar o marcador. A resposta do Sp. Braga surgiu por…Melgarejo. Ismaily subiu pelo lado esquerdo do ataque, cruzou com profundidade e o lateral adaptado cabeceou para a sua própria baliza. Menos de dez minutos depois, os minhotos passaram mesmo para a frente do marcador. Melgarejo perdeu a bola em zona proibida e Alan serviu Mossoró para o 1-2. Os encarnados reagiram e chegaram à igualdade, após uma grande penalidade transformada por Cardozo (Custódio desviou a bola com a mão, mas o árbitro expulsou Douglão). Os minhotos ficaram reduzidos a 10 jogadores, mas até final, os encarnados não conseguiram construir nenhuma jogada de perigo para a baliza de Beto.

Destaques:


Jorge Jesus – Colocou Melgarejo a lateral esquerdo (a alternativa é Luisinho, mas nem o facto de ser defesa esquerdo, fez com que fosse a 1ª opção) e pagou caro com a adaptação do extremo/avançado a essa posição. O paraguaio teve uma noite infeliz e o treinador encarnado parece ter pouca margem de manobra na Luz (muitos assobios no final). Também custa a entender o facto de Carlos Martins aparecer como o elemento em melhor forma no Benfica e não ter saído do banco.

José Peseiro – O treinador dos “gverreiros” mostrou ter a lição bem estudada e montou uma equipa de combate para o jogo da Luz. Os minhotos estiveram longe de mostrar bom futebol, mas souberam pressionar, defender, gerir a partida e ser eficazes na hora de visar a baliza de Artur.

Melgarejo – A culpa não é totalmente do paraguaio (claro que podia ter feito bem melhor), mas a teimosia de Jorge Jesus em colocar o extremo/avançado a lateral esquerdo poderá sair caro ao Benfica (hoje já fez perder 2 pontos).

Salvio – Uma das melhores unidades do Benfica. O argentino apareceu em bom nível, criou desequilíbrios e ainda marcou um golo.

Rodrigo – Jogou no apoio a Cardozo e foi um dos jogadores mais móveis dos encarnados. Desequilibrou, sofreu várias faltas e ainda assistiu Salvio para o 1-0.

Artur – O guarda-redes do Benfica não teve culpa nos golos sofridos, mas mostrou algum nervosismo na baliza encarnada. Especialmente na 1ª parte, teve uma série de pontapés falhados (uns para fora e outro para a direcção de um adversário), que levou os adeptos ao desespero.

Maxi Pereira/Witsel – Duas unidades do Benfica que tiveram uma exibição positiva, mas que poderiam ter feito muito mais. Maxi esteve bastante activo no apoio ao ataque, mas nem sempre decidiu bem, enquanto o belga foi importante na luta do meio campo, mas não conseguiu criar desequilíbrios ofensivos.

Beto – Relegou Quim para o banco e mostrou grande segurança na baliza dos minhotos (apesar de não ter sido posto à prova com grande regularidade).

Douglão – O jogador mais nervoso dos minhotos. Alguns erros na 1ª parte e falhas de posicionamento, que deixaram Peseiro irritado, um cartão amarelo escusado (por protestos) e uma expulsão (apesar de injusta).

Mossoró – O melhor elemento do Sp. Braga. O brasileiro correu kms, esteve bastante activo e ainda marcou o golo que podia ter oferecido a 2ª vitória dos minhotos na Luz em toda a sua história.

Hugo Viana/Custódio/Alan – Os elementos mais experientes do meio campo bracarenses disseram presentes no Estádio da Luz e, embora não tivessem “enchido o olho” (Custódio podia ter evitado a grande penalidade), trouxeram segurança, equilíbrio e qualidade ao Sp. Braga.

Leandro Salino – Raramente cometeu falhas na defesa e mostrou ser uma excelente opção para José Peseiro ao longo da temporada.

Deixa um comentário