O segundo tempo começou praticamente com o golo de Salvio, que aproveitou uma excelente jogada de Rodrigo (e uma falha de marcação da defensiva minhota) para inaugurar o marcador. A resposta do Sp. Braga surgiu por…Melgarejo. Ismaily subiu pelo lado esquerdo do ataque, cruzou com profundidade e o lateral adaptado cabeceou para a sua própria baliza. Menos de dez minutos depois, os minhotos passaram mesmo para a frente do marcador. Melgarejo perdeu a bola em zona proibida e Alan serviu Mossoró para o 1-2. Os encarnados reagiram e chegaram à igualdade, após uma grande penalidade transformada por Cardozo (Custódio desviou a bola com a mão, mas o árbitro expulsou Douglão). Os minhotos ficaram reduzidos a 10 jogadores, mas até final, os encarnados não conseguiram construir nenhuma jogada de perigo para a baliza de Beto.
Destaques:
Jorge Jesus – Colocou Melgarejo a lateral esquerdo (a alternativa é Luisinho, mas nem o facto de ser defesa esquerdo, fez com que fosse a 1ª opção) e pagou caro com a adaptação do extremo/avançado a essa posição. O paraguaio teve uma noite infeliz e o treinador encarnado parece ter pouca margem de manobra na Luz (muitos assobios no final). Também custa a entender o facto de Carlos Martins aparecer como o elemento em melhor forma no Benfica e não ter saído do banco.
José Peseiro – O treinador dos “gverreiros” mostrou ter a lição bem estudada e montou uma equipa de combate para o jogo da Luz. Os minhotos estiveram longe de mostrar bom futebol, mas souberam pressionar, defender, gerir a partida e ser eficazes na hora de visar a baliza de Artur.
Melgarejo – A culpa não é totalmente do paraguaio (claro que podia ter feito bem melhor), mas a teimosia de Jorge Jesus em colocar o extremo/avançado a lateral esquerdo poderá sair caro ao Benfica (hoje já fez perder 2 pontos).
Salvio – Uma das melhores unidades do Benfica. O argentino apareceu em bom nível, criou desequilíbrios e ainda marcou um golo.
Rodrigo – Jogou no apoio a Cardozo e foi um dos jogadores mais móveis dos encarnados. Desequilibrou, sofreu várias faltas e ainda assistiu Salvio para o 1-0.
Artur – O guarda-redes do Benfica não teve culpa nos golos sofridos, mas mostrou algum nervosismo na baliza encarnada. Especialmente na 1ª parte, teve uma série de pontapés falhados (uns para fora e outro para a direcção de um adversário), que levou os adeptos ao desespero.
Maxi Pereira/Witsel – Duas unidades do Benfica que tiveram uma exibição positiva, mas que poderiam ter feito muito mais. Maxi esteve bastante activo no apoio ao ataque, mas nem sempre decidiu bem, enquanto o belga foi importante na luta do meio campo, mas não conseguiu criar desequilíbrios ofensivos.
Beto – Relegou Quim para o banco e mostrou grande segurança na baliza dos minhotos (apesar de não ter sido posto à prova com grande regularidade).
Douglão – O jogador mais nervoso dos minhotos. Alguns erros na 1ª parte e falhas de posicionamento, que deixaram Peseiro irritado, um cartão amarelo escusado (por protestos) e uma expulsão (apesar de injusta).
Mossoró – O melhor elemento do Sp. Braga. O brasileiro correu kms, esteve bastante activo e ainda marcou o golo que podia ter oferecido a 2ª vitória dos minhotos na Luz em toda a sua história.
Hugo Viana/Custódio/Alan – Os elementos mais experientes do meio campo bracarenses disseram presentes no Estádio da Luz e, embora não tivessem “enchido o olho” (Custódio podia ter evitado a grande penalidade), trouxeram segurança, equilíbrio e qualidade ao Sp. Braga.
Leandro Salino – Raramente cometeu falhas na defesa e mostrou ser uma excelente opção para José Peseiro ao longo da temporada.


